Sea Shepherd Bélgica realiza flash mob para conscientizar sobre a matança de cetáceos

Transeuntes acompanham flash mob da Sea Shepherd Bélgica em oposição à matança de cetáceos. Foto: Sea Shepherd

A população de Ghent, na Bélgica, foi brindada com uma exibição visual impressionante no fim de semana pela Sea Shepherd Bélgica. Os ativistas locais organizaram um flash mob para chamar a atenção sobre a matança ilegal, desumana e insustentável de mamíferos marinhos pelo Japão.

No sábado, 26 de janeiro, o grupo foi para as ruas de Ghent com ativistas vestidos como baleias e golfinhos, tripulantes da Sea Shepherd, e pescadores japoneses carregando lanças. Enquanto as pessoas estavam fazendo uma caminhada ou fazendo suas compras de fim de semana, elas foram confrontadas com a matança ilegal de golfinhos e baleias pelo Japão. Enquanto as baleias e os golfinhos fugiam para salvar suas vidas, os tripulantes da Sea Shepherd criaram um círculo de proteção em torno deles, e os baleeiros e pescadores japoneses gritavam “pesquisa” e tentavam atingir os animais com lanças.

O objetivo da manifestação pública da Sea Shepherd Bélgica foi o de conscientizar a população sobre os números maciços de cetáceos abatidos todos os anos pelo Japão em nome da pesquisa e da ganância. Milhares de golfinhos e pequenas baleias são mortas a cada ano na enseada infame de Taiji, no Japão, para abastecer a indústria lucrativa de golfinhos em cativeiro, onde cada golfinho pode valer até 150.000 dólares. O restante dos animais esteticamente imperfeitos – aqueles que tiveram o azar de ter manchas, cicatrizes ou barbatanas descascadas e, portanto, vistos como indesejáveis ​​por parques marinhos – são, então, cruelmente abatidos para consumo humano, apesar de níveis muito elevados de mercúrio na sua carne. Em nome da pesquisa e ignorando uma moratória mundial da caça, o governo do Japão tenta matar cerca de 1.000 baleias todos os anos no Santuário de Baleias do Oceano Austral, bem como desenvolve uma operação anual de caça às baleias no Pacífico Norte, que tem como alvo baleias minke, bryde e cachalotes ameaçadas.

A missão da Sea Shepherd é acabar com a matança de animais selvagens nos oceanos do mundo. Nós nos opomos de maneira ativa à matança de golfinhos em Taiji desde 2003, e do programa de caça ilegal de baleias japonês na última década, com a Sea Shepherd Austrália conduzindo essa missão em 2013.

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Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Navios japoneses ignoram ordem australiana para sair das águas da Austrália

O navio de segurança japonês Shonan Maru 2, com membros armados da Guarda Costeira japonesa a bordo, entrou na Zona Exclusiva Econômica australiana em volta da Ilha Macquarie, às 15h00 (horário da Austrália), em 31 de janeiro, perseguindo o navio da Sea Shepherd Conservation Society de longo alcance, o SSS Bob Barker. O governo australiano notificou oficialmente o governo japonês para ordenar o Shonan Maru 2 a permanecer fora das águas territoriais da Austrália.

(Foto de arquivo) Shonan Maru 2, 04 de janeiro de 2012. Foto: Guillaume Collet

“A Sea Shepherd Austrália aplaude o Ministro Federal do Meio Ambiente, o deputado Tony Burke, em sua resposta rápida a essa questão. Entretanto, os caçadores desconsideraram completamente o pedido da Austrália, enquanto um navio armado do governo do Japão continua a todo vapor adentrando cada vez mais as águas da Austrália, em violação à ordem do Tribunal Federal da Austrália”, disse o Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen.

A frota baleeira japonesa está desprezando uma ordem do Tribunal Federal da Austrália desde 2008, que os proíbe de matar baleias em águas territoriais da Austrália. Apesar da decisão, o Instituto de Pesquisa de Cetáceos anunciou que tem a intenção de matar ilegalmente cerca de mil baleias minke e 50 baleias fin durante a temporada 2012/2013 de caça à baleia.

O Bob Barker está em direção da Ilha Macquarie para escapar do Shonan Maru 2, que atualmente está o perseguindo.

O capitão do Bob Barker, Peter Hammarstedt, disse: “O Shonan Maru 2 é uma parte integrante do programa baleeiro japonês. A bordo estão tropas armadas da Guarda Costeira do Japão, cuja única missão é impedir violentamente minha tripulação de defender as baleia, muitos dos quais são cidadãos australianos, de defender a legislação interna australiana e a legislação internacional de proteção às baleias”.

O SSS Steve Irwin está sendo seguido pelo Yushin Maru 1.

O SSS Brigitte Bardot está perseguindo o Yushin Maru 3 a cerca de 300 quilômetros ao sul. Somente o Yushin Maru 2 permanece com o Nisshin Maru, e os dois navios estão ao norte da área de caça e fugindo dos navios conservacionistas.

Este é o primeiro mês de janeiro que nem uma única baleia foi morta no Santuário Antártico das Baleias. Janeiro sempre foi um mês de pico para os assassinos de baleias.

O Bob Barker encontrou o Nisshin Maru na terça-feira, 29 de janeiro. Infelizmente um forte nevoeiro e o mar agitado permitiram que o Nisshin Maru escapasse.

Com um navio da Sea Shepherd em perseguição, o Nisshin Maru e o Yushin Maru 2 não serão capazes de parar para caçar baleias.

O navio da Sea Shepherd, SSS Sam Simon, continua a perseguir o Nisshin Maru, livre de perseguição e assistido por drones aéreos realizando buscas.

Uma vez que o Bob Barker se livrar do Shonan Maru 2, eles vão voltar para buscar o navio-fábrica, Nisshin Maru. O objetivo é que todos os quatro navios da Sea Shepherd mantenham os baleeiros separados e em fuga. Esta nona campanha da Sea Shepherd em defesa das baleias no Oceano Antártico, Operação Tolerância Zero, está atualmente para atingir sua meta de ser um ano de cota zero para os caçadores japoneses.

SSS Bob Barker em Auckland. Foto: Eliza Muirhead

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

A Sea Shepherd precisa de sua ajuda para salvar as baleias e ajudar o Capitão Paul Watson

Grupo de Conservação lança duas petições e tem 30 dias para recolher 100.000 assinaturas

A Sea Shepherd Conservation Society, a maior organização conservacionista do mundo de ação direta de liderança sem fins lucrativos, hoje entrou com duas petições na página da Casa Branca, “We The People”, procurando o apoio do Governo dos EUA em defesa da lei de conservação sobre a proteção das baleias em risco no Santuário de Baleias do Oceano Antártico, e com a garantia de refúgio para o respeitado fundador da organização, o Capitão Paul Watson.

A primeira petição é intitulada “Tome medidas firmes para impedir os japoneses de matar baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico”, e pode ser encontrada no link: http://wh.gov/Vnbu. O texto completo da petição traduzido é o seguinte:

O presidente deve tomar uma ação rápida e decisiva contra a caça ilegal de baleias do Japão.

Sob a Emenda Pelly e a Emenda Packwood-Magnuson, o presidente tem o poder de aplicar sanções econômicas contra o Japão pelo seu abate de baleias contínuo no Santuário Antártico das Baleias. Os Estados Unidos afirma que se opõe à caça de baleias por parte do Japão, mas faz pouco para realmente dar um fim à prática.

O Departamento de Estado dos EUA declarou: “Nós permanecemos firmes em nossa oposição à caça comercial de baleias, incluindo a chamada caça ‘científica’, em especial no Santuário de Baleias do Oceano Antártico estabelecido pela Comissão Internacional da Baleia. Neste contexto, gostaria de enfatizar que as técnicas letais não são necessárias na conservação e gestão moderna das baleias”.

A segunda petição é intitulada “Forneça um refúgio ao Capitão Paul Watson, fundador da Sea Shepherd Conservation Society” e pode ser encontrada no link: http://wh.gov/VnRf. O texto completo da petição traduzido é o seguinte:

Solicitamos que os EUA não extraditem o cidadão americano Paul F. Watson.

Há dois alertas vermelhos ativos emitidos contra o Capitão Watson, a pedido da Costa Rica e do Japão. Estes alertas são fundados em atos não-letais em defesa da vida marinha contra a pesca ilegal de tubarão e operações baleeiras. Os mandados são politicamente motivados.

O Capitão Watson é um líder de renome mundial e altamente respeitado em questões ambientais. Em 1999, ele foi premiado com o Prêmio George H. W. Bush “Pontos diários de luz” e, em 2000, ele foi nomeado um dos “Maiores 20 heróis ambientais do século 20” pela Time Magazine. Em 2012, ele se tornou a segunda pessoa a ser homenageada com o Prêmio Jules Verne para ambientalistas e aventureiros. O Capitão Watson é um tesouro nacional.

De acordo com os procedimentos sobre a página de pedições do “We The People” da Casa Branca, a Sea Shepherd tem até o dia 28 de fevereiro (30 dias) para angariar 100 mil assinaturas de pessoas físicas maiores de 13 anos que apóiam esses movimentos para que a Casa Branca considere tomar medidas sobre as petições.

A Sea Shepherd vem realizando intervenções em alto mar em defesa da vida marinha há 35 anos, e nas últimas oito temporadas contra Instituto de Pesquisa de Cetáceos (ICR) do Japão – uma fachada para a caça ilegal subsidiada pelo governo – tudo dentro dos limites da lei, e sem causar ferimentos graves. O lançamento das petições é o mais recente esforço do grupo de conservação para combater os esforços do Instituto de Pesquisa de Cetáceos para matar baleias em um santuário designado, e perseguir o fundador do grupo, o capitão Paul Watson.

“A maioria dos cidadãos livres do mundo têm demonstrado que eles são contra a matança de baleias inteligentes e sensíveis, particularmente quando se trata de matá-las em um santuário designado internacionalmente”, disse Scott West, Diretor de Investigações para a Sea Shepherd. “Agora é o momento para todos aqueles que valorizam a majestosa vida marinha em nossos oceanos assinar esta petição e incentivar o governo Obama a agir para proteger estas baleias em risco, que não devem ser submetidas a assédio e uma morte cruel e dolorosa de granada, atirando arpões dentro dos limites de um santuário”, acrescentou.

A segunda petição, que incide sobre o estatuto jurídico do fundador da Sea Shepherd, Capitão Watson, pede para que seja fornecido um refúgio seguro a ele nos EUA. O Capitão Watson está em alto-mar como observador desta temporada atual da campanha em defesa das baleias no Oceano Antártico, no SSS Steve Irwin. Ele não pode voltar a terra firme por ser o alvo de dois “alertas vermelhos” emitidos pela Interpol, atendendo o pedido da Costa Rica e do Japão, que procuram extraditá-lo para estas nações para um julgamento forjado, com acusações politicamente motivadas, relacionadas com a defesa marítima de animais selvagens de caçadores furtivos.

“O Capitão Watson é um eco-herói fazendo o trabalho de aplicar a lei de conservação marinha que os governos têm mostrado que falta vontade política ou meios econômicos para fazer”, disse Susan Hartland, Diretora Administrativa da Sea Shepherd. “Ele já ganhou inúmeros prêmios, incluindo Prêmio George H. W. Bush ‘Pontos diários de luz’ pelo seu trabalho de conservação, e deve estar em uma lista de heróis nacionais, e não na lista vermelha da Interpol”, disse ela. “As acusações contra ele são claramente politicamente motivadas e nós, como uma sociedade, devemos estar nos perguntando por que, em vez do Capitão Watson, não serem os caçadores ilegais de baleias e tubarão alvo por parte das autoridades e colocados na lista vermelha da Interpol?”, acrescentou.

Para assinar a petição "Tome medidas firmes para impedir os japoneses de matar baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico", acesse: http://wh.gov/Vnbu. Crédito: página de petição da Casa Branca, "We The People"

Para assinar "Forneça um refúgio ao Capitão Paul Watson, fundador da Sea Shepherd Conservation Society", acesse: http://wh.gov/VnRf. Crédito: página de petição da Casa Branca, "We The People"

A Sea Shepherd, o Capitão Paul Watson e as Baleias AGRADECEM!

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Navios da Sea Shepherd interceptam o Nisshin Maru – caçadores de baleia começam a correr

O capitão Peter Hammarstedt no Bob Barker. Foto: Glenn Lockitch

Ontem à noite, às 23:30 horas, liderado pela Sea Shepherd Austrália, o navio da Sea Shepherd, o SSS Bob Barker encontrou o Nisshin Maru e começou a perseguir o navio-fábrica japonês. O navio de proteção japonês Shonan Maru 2 acudiu o Nisshin Maru e se aproximou do Bob Barker, seguindo a uma distância de 2 quilômetros.

Um dia antes, o navio da Sea Shepherd Austrália, o SSS Brigitte Bardot havia encontrado o navio arpoador Yushin Maru 3. O Yushin Maru 3 foi em direção oeste, e então se dirigiu para o sul, até deixar o Brigitte Bardot fora da pista do Nisshin Maru. No entanto, o Brigitte Bardot decidiu seguir o Yushin Maru 3 para forçá-lo a deixar o máximo de distância possível entre ele e o Nisshin Maru. O Yushin Maru 3 está agora a 400 milhas do Nisshin Maru.

A frota baleeira ainda não matou uma única baleia. Todos os quatro navios da Sea Shepherd estavam guardando o confronto para o Santuário de Baleias do Oceano Antártico, e a interceptação foi feita antes da frota poder entrar na área de matança.

O co-líder da campanha e Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, declarou: “Temos a confirmação visual da tripulação do Brigitte Bardot de que o arpão no Yushin Maru 3 está sob uma lona e não foi carregado, o que significa que a frota ainda não começou a disparar seus arpões”.

A frota baleeira japonesa está agora dispersa e sendo perseguida pela frota da Sea Shepherd.

O co-líder da campanha, Bob Brown, declarou: “As primeiras 24 horas de contato com os caçadores de baleias tem sido uma vitória para a Sea Shepherd e uma perda total para a frota baleeira japonesa. Tenho o prazer de informar que nem uma única baleia foi prejudicada até agora. Vamos, Sea Shepherd!”

Mais um dia e o mês de janeiro será um mês livre de baleias mortas, marcando a primeira vez que nenhuma baleia foi morta neste mês de pico da caça à baleia.

Com a sua frota ainda mais forte com quatro navios, a Sea Shepherd Austrália este ano tem o poder de parar a caça de baleias pela frota japonesa completamente, que continuam as operações ilegais desafiando uma decisão do Tribunal Federal da Austrália de 2008, que proibiu suas atividades de caça no Oceano Antártico. Os navios da Sea Shepherd pretendem manter os caçadores de baleias correndo e divididos. Todos os navios da Sea Shepherd têm combustível para permanecer no Santuário de Baleias da Antártica até o final da temporada de caça às baleias e o Operação Tolerância Zero continua no alvo.

O Yushin Maru 3, visto do SSS Brigitte Bardot. Foto: Agar Simon

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Pedágio consciente em Florianópolis (SC)

Pelo quarto ano consecutivo, o Núcleo SC do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), mobilizou a população de Florianópolis. Durante a manhã do último sábado, 26, foram distribuídos panfletos explicativos a respeito da preservação marinha, a importância de não deixar lixo na praia e sacolinhas de papel, para serem usadas como lixo (material degradável e de baixo impacto ambiental).

Núcleo SC reunido durante ação. Foto: Núcleo SC/ISSB

O local escolhido para esta ação foi um ponto de convergência para as principais praias da Ilha, atingindo moradores e veranistas.

Ação sendo efetivada. Foto: Núcleo SC/ISSB

Para Hugo Malagoli, coordenador do Núcleo SC, “segundo cálculos estatísticos, o alcance da campanha, feita com faixas e panfletos, foi de cerca de 18 mil pessoas, em 2h30min, uma quantidade relevante”.

Pedágio consciente. Foto: Núcleo SC/ISSB

Agradecimentos especiais a quem compareceu, cedo, numa manhã de sábado, para fazer a diferença!