Participação no Bazar Vegano de dezembro encerra atividades do Núcleo SP em 2012

Por Claudia Heloisa Hallage, voluntária do Núcleo SP do Instituto Sea Shepherd Brasil

No último domingo, 10, aconteceu na Casa de Cultura, Tendal da Lapa, em São Paulo (SP), o último Bazar Vegano de 2012. Em meio a ativistas, pacifistas, dobraduras, micro-jardins e diversos produtos veganos, a Sea Shepherd chamou atenção com a enorme caveira sobre a mesa e o assunto sempre polêmico, a defesa da vida marinha.

ISSB na ponta do bazar, em meio ˆa diversos produtores, ativistas e pacifistas. Foto: Carlos Crow/ISSB

Durante o evento, voluntários do Instituto Sea Shepherd Brasil encontraram velhos amigos, foram abordados por pessoas que já conheciam o trabalho da ONG e, principalmente, por aqueles que não conheciam a Sea Shepherd. O público ouviu, com atenção, as informações sobre as atrocidades cometidas nos oceanos e enalteceu a luta do Capitão Paul Watson.

William Okubo se empolgou ao vestir a camiseta da Sea Shepherd. Foto: Carlos Crow/ ISSB

O Instituto Sea Shepherd Brasil chamou a atenção com os produtos da loja e os quadros do parceiro Erick Wilson, Artista dos Oceanos. Com palavras, muitas vezes duras, fizemos nosso trabalho, conquistamos multiplicadores para a defesa dos Animais Marinhos.

Ju Salgueiro e Thiago de Oliveira, firmes do começo ao fim no stand. Foto: Carlos Crow/ ISSB

Agradecemos aos voluntários que participaram do evento, especialmente Thiago de Oliveira e Juliana Salgueiro que, durante todo o dia, se dedicaram ao nosso stand. Aproveitamos para agradecer a todos os Voluntários do Núcleo SP que durante todo o ano de 2012 trabalharam com dedicação pela Sea Shepherd fazendo cada evento acontecer!

Vida e morte se cruzam no Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS)

Por Rodrigo Marques, Coordenador voluntário do Núcleo RS

Quem chega à beira mar e vislumbra todas aquelas espécies de aves nidificando livres e em total harmonia com o ambiente, não imagina o que poderá encontrar percorrendo alguns quilômetros de orla num lugar chamado de Parque Nacional da Lagoa do Peixe – uma área de preservação ambiental, criada em 1986, localizada no litoral do Rio Grande do Sul, entre o Atlântico e a Lagoa dos Patos, na altura das cidades de Tavares, Mostardas e São José do Norte.

Aves de diversas espécies ocupam a região. Foto: Rodrigo Marques/ ISSB

O Núcleo Regional RS do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) esteve no local, após receber diversas denúncias sobre crimes ambientais ocorrendo na região. Ao todo, foram percorridos 2,5 km de orla, e o que foi encontrado era totalmente surreal. A área em questão fica localizada entre os municípios de Tavares e Mostardas, no litoral gaúcho.

Monitorando a área. Foto: Rodrigo Marques/ ISSB

Durante o percurso, encontramos 13 carcaças de tartarugas marinhas, sendo uma delas um individuo ainda muito jovem. Outros animais mortos foram observados e fotografados, entre eles uma toninha, um pinguim e dois tubarões martelo, ainda juvenis (cerca de 25 cm), que não tiveram tempo de atingir sua maturidade. É muito provável que acabaram nas redes de espera, que estão espalhadas pela orla, e provavelmente foram descartados por não possuir valor comercial algum.

Voluntária do Núcleo RS. Foto: Rodrigo Marques/ ISSB

Diversas redes e cordas foram encontradas abandonadas no local, o que nos dá uma ideia do que pode ter acontecido a estes animais.

Emaranhado de cordas com uma carcaça de tartaruga ao fundo. Foto: Rodrigo Marques/ ISSB

A pesca de arrasto é comum na região, e estes barcos não respeitam os limites estabelecidos por lei, de 3 milhas náuticas (5,5 km). Segundo alguns moradores, a fiscalização é precária e ineficiente, como relatou um morador que quase foi espancado por um grupo que realizava um Rally nas dunas próximas, simplesmente por ter acionado o IBAMA sobre um animal ferido a beira mar.

Crânio de uma tartaruga marinha: Foto. Rodrigo Marques/ ISSB

A Operação de Olho no Mar do Instituto Sea Shepherd Brasil estará monitorando o litoral do Rio Grande do Sul sempre que se fizer necessário. Nosso objetivo é mostrar o que está acontecendo nas praias do Rio Grande do Sul e, principalmente, nos locais menos frequentados e com maior exposição aos crimes ambientais.

Tubarão martelo próximo a um cabo de rede. Foto: Rodrigo Marques/ ISSB

Tentaremos de alguma forma auxiliar as autoridades competentes para que este absurdo frequente, em locais que deveriam ser uma Área de Preservação Federal, seja minimizado.

Como mencionado pela voluntária Karine Marchionni, estudante de Gestão Ambiental, “há muito que se fazer para que nossas praias possam estar livres deste tipo de crime. Uma das alternativas seria desenvolver formas de conscientizar as pessoas através da Educação Ambiental.”

Passo de Torres (SC) é zona livre de finning

A luta do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) para proibir a pesca de tubarões no litoral brasileiro segue forte. O início desta batalha, no âmbito legal, ocorreu no dia 9 de julho, no Senado brasileiro. Na ocasião, o diretor geral do ISSB, Wendell Estol, esteve presente em uma audiência pública, presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado.

Wendell Estol apresentou números alarmantes a respeito da pesca predatória e da caça indiscriminada de tubarões na costa brasileira, mostrando diversas fotos da prática de pesca de arrasto, bem como imagens de toneladas de barbatanas de tubarão, resultado do finning (retirada de barbatana de tubarão), sendo armazenadas e comercializadas em portos brasileiros. Na oportunidade, Estol entregou para o senador Paulo Paim um pedido de moratória, pedindo a paralisação total, por 20 anos, da pesca de tubarões na costa brasileira.

Imagens como essa estão perto do fim. Foto: Divulgação

“Temos o dever de insistir nesta ação extrema. Se o Brasil quiser realmente conservar as espécies de Elasmobrânquios que habitam nossas águas, precisa tomar uma atitude, pois situações extremas só se resolvem com ações extremas, não há outro caminho para salvar nossos tubarões e arraias da extinção. Não há tempo para discussões ou outras medidas, pois o tempo passa e a ruína de nossos ecossistemas marinhos se aproxima”, afirmou Wendell Estol.

Como consequência do esforço de diversas instituições, que visam à conservação das espécies de tubarões e arraias brasileiras, o Instituto Pró-Squalus, parceiro do ISSB no pedido de moratória e na criação de zonas livres de pesca industrial, conquistou uma bela vitória no município costeiro de Passo de Torres (SC), no litoral sul brasileiro.

Os pescadores desta comunidade, registrados na Colônia de Pescadores Z-18, firmaram acordo com a Pró-Squalus, afirmando que não praticam finning, a ação predatória aos elasmobrânquios. E pelo instrumento particular, assinado entre a Colônia de Pescadores Z-18 e a Pró-Squalus, celebraram, entre si, uma declaração que a comunidade de pescadores do Passo de Torres (SC) é zona livre de finning. Esse acordo é fruto das ações e atividades de pesquisa, parcerias comunitárias de saúde e de educação com a comunidade pesqueira, através do Projeto Carcharias, capitaneado pelo professor Walter de Nisa e Castro Neto, presidente da Pró-Squalus e do Projeto Carcharias. O documento foi assinado no dia 30 de outubro de 2012, na sede da Colônia de Pescadores Z-18.

De acordo com Nisa, “a importância do estabelecimento de zona livre de finning na Comunidade Pesqueira do Passo de Torres é o fato de ser a primeira comunidade pesqueira, a nível nacional e internacional, a estabelecer essa conquista, não por imposição legal, mas sim por uma atitude dos próprios pescadores. Consequentemente, o sucesso desta medida é tanto significativo como único, pois é a própria comunidade que irá manter as ações de preservação e, fundamentalmente, conservar esta como zona livre de finning”.

Harmonia entre espécies. Foto: Daniel Botelho

Fatos como este são a prova de que somente a união entre entidades do terceiro setor, governo, sociedade e comunidade pesqueira poderá acabar com a chacina que ocorre na nossa costa. Podemos estar longe da moratória para todo o litoral nacional, mas não iremos parar. Fatos como esse, ocorrido em Santa Catarina, provam que a nossa luta é justa e viável. Um sonho começa a ganhar formas de realidade!

O navio Sam Simon é revelado em Hobart, na Tasmânia

Pelo capitão Locky Maclean

O Sam Simon é o mais novo navio a se juntar à frota da Sea Shepherd. Foto: Carolina A. Castro/ Sea Shepherd

Depois de meses de especulação, antecipação e do anúncio de que o filantropo morador de Los Angeles e co-criador da série de TV “Os Simpsons”, Sam Simon, doou fundos para a compra de um navio novo, o navio de patrulha da Sea Shepherd na Antártica, o SSS Sam Simon , que hoje foi revelado no porto de Hobart, na Tasmânia, atracado no Cais Macquarie.

O casco de 56 metros pintado de branco brilhante com o logotipo clássico da Sea Shepherd Conservation Society nos lados, e exibindo um grande “S” na sua chaminé alta e negra, o Sam Simon claramente recebeu vários meses de preparação cuidadosa antes da mais ambiciosa campanha da Sea Shepherd na Antártida.

Registado em Melbourne, na Austrália, o Sam Simon transporta uma tripulação de 24 voluntários internacionais, prontos para enfrentar o Oceano Antártico para encontrar e interceptar a frota baleeira japonesa ilegal.

A embarcação, aposentada do serviço pelo governo japonês em 2010, desde então tem estado em Shimonoseki, no Japão, ao lado dos navios japoneses que a Sea Shepherd enfrenta nessa temporada.

Originalmente construído como Seifu Maru, em 1993, pelo estaleiro IHI em Tóquio, com um alto padrão sem gastos poupados pelo governo japonês, a embarcação de aço reforçado para gelo foi operada pelo Observatório Meteorológico Maizuru , um departamento da Agência Meteorológica do Japão, fora da Prefeitura de Kyoto.

Enquanto a Sea Shepherd e a maior parte do mundo concorda que a palavra “pesquisa” não tem lugar no Instituto de Pesquisa Cetácea do programa baleeiro, o Seifu Maru era de fato responsável por uma quantidade considerável de dados atuais reais do oceano, contribuindo para o Programa Baleeiro do Pacífico Norte do Japão (JARPN).

O capitão do Sam Simon, Locky Maclean, declarou: “Depois de meses de segredo, é um sentimento muito grande finalmente ser capaz de hastear a bandeira da Sea Shepherd no mastro principal, e sim, a Sea Shepherd agora é dona de um navio de pesquisa japonês de verdade!”

Com quatro navios partindo para o Santuário Antártico das Baleias, a Operação Tolerância Zero da Sea Shepherd visa encontrar a frota baleeira japonesa e levá-la para fora da zona do Tratado da Antártida sem uma única baleia morta. É a campanha mais ambiciosa da Sea Shepherd, e a culminação de um trabalho de uma década de conservação na Antártida, que reduziu drasticamente a quantidade de baleias mortas pelo Instituto de Pesquisa Cetácea do Japão.

O Instituto de Pesquisa Cetácea do Japão fixou uma quota de cerca de mil baleias minke e 50 baleias fin para serem abatidas durante a temporada 2012/2013 na Antártida.

O Sam Simon estará aberto para visitação pública nesta sexta-feira, sábado e domingo, em Hobart, antes de partir para o Oceano Antártico na próxima semana.

SSS Sam Simon. Foto: Carolina A. Castro/ Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sangrenta e brutal temporada de caça de focas na Namíbia termina

Focas abatidas nas margens da Namíbia. Foto: Sea Shepherd

Com 2012 chegando ao fim, refletimos sobre aqueles que perderam suas vidas enquanto estávamos lutando para protegê-los. Cada ano os governos, empresas e indústrias vão ainda mais longe para nos impedir de preservar a vida no planeta. Temos enfrentado (e ainda enfrentamos) um mal formidável, mas o abate de filhotes de animais, cruelmente espancados até a morte, com certeza é uma nova vergonha para a humanidade. Estas mortes ocorrem anualmente no pequeno país africano da Namíbia. Sem falhar, durante quatro meses a cada ano, um grupo de trabalhadores sazonais mal pagos levantam-se antes da madrugada, pegam paus de madeira, e são levados para uma reserva de focas, onde matam indefesos filhotes de foca. Estes filhotes pertencem a uma espécie de foca protegida. Eles são encontrados principalmente ao longo da costa sul da África. Enquanto esses trabalhadores são atingidos com o sangue fresco dos bebês focas mortos, aqueles por trás desta indústria desfrutam de uma xícara de café na segurança de suas casas. Mais tarde, durante o dia, enquanto esta força de trabalho insensível vai para casa tentar lidar com suas vidas empobrecidas, os gatos gordos que dirigem esta indústria contam suas moedas de ouro. Este ano foi a mesma coisa, novamente, sem nenhuma exceção. Embora os números reais de focas mortas provavelmente não sejam revelados, milhares e milhares de bebês focas perderam suas vidas por causa da ganância.

Como aqueles que fazem de tudo para esconder a sua desumanidade, o governo da Namíbia não poupou gastos para proteger esta vergonha. Abaixo está um vislumbre da economia da matança dos bebês focas:

  • Um pequeno número de trabalhadores sazonais são pagos com valores abaixo do salário mínimo para algo que rende cerca de US$ 120.000 para a Namíbia.
  • Cada pele é vendida a um único operador (Hatem Yavuz, turco australiano), por US $ 3-5 por pele. Estas peles são usadas em peças de vestuário de moda e vendidas por mais de US $ 30.000, e este lucro é embolsado apenas por esse homem.
  • Desde que o governo da Namíbia determinou que as focas não podem ser desperdiçadas, outros rendimentos são derivados disso, produtos de couro, óleo de foca, jóias de ossos, etc. Isso proporciona uma renda adicional para a indústria de peles, no entanto, se os dados reportados na CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção) forem verdadeiros, o óleo de foca é o único produto fornecendo uma quantidade negligente de dinheiro para o setor.
  • Considerando custos operacionais adicionais, o lucro obtido a partir desta indústria é verdadeiramente risível.
  • Por essa quantidade minúscula que o governo da Namíbia furta milhões dos contribuintes para proteger esta indústria. Desde o surgimento da Sea Shepherd na Namíbia, milhões foram gastos para enviar navios da Marinha para garantir que nós não interviríamos ou tiraríamos fotos deste crime hediondo.
  • Vamos adicionar a esta figura de “defesa” a quantidade de dinheiro gasto para implantar a polícia e a segurança para nos impedir de divulgar esta mensagem para o mundo.

Filhote de foca na Reserva de Cape Cross. Foto: Sea Shepherd

Não é preciso ter um doutorado em economia para ver que a Namíbia não tem absolutamente nenhum ganho financeiro nesta indústria. Um estudo independente mostrou que o ecoturismo de observação de focas é 300 vezes mais rentável ​​do que este negócio sangrento. Se você deduzir os custos de segurança para proteger a indústria de pele de foca, esta margem de lucro cresce ainda mais. Segundo fontes, um novo jogador entrou em campo. Após a proibição da União Europeia sobre os produtos derivados da foca, a Namíbia não tinha para onde enviar seus produtos, e assim entra a China. A Namíbia não fez segredo do fato de que eles estão vendendo sua infra-estrutura para os chineses. Várias propostas do governo consideram os interesses chineses, acima dos interesses dos cidadãos da Namíbia, e várias parcerias do governo foram firmadas com a China. Isso inclui o Ministério de Pesca e Recursos Marinhos, que controla a legislação em torno da indústria de pele de foca. A China não tem proibição na importação de produtos derivados da foca, e a Namíbia está empurrando seus produtos obsoletos de foca para a China.

Depois de uma reunião em 2011 com o Ombudsman da Namíbia, o advogado John Walters finalmente liberou seus resultados a partir desta reunião. Além de concordar que a indústria de pele pode ser melhor, em uma conclusão chocante o Ombudsman declarou que a pele não é de animal. É inacreditável que uma das figuras mais altas da autoridade na Namíbia é incapaz de identificar o que constitui um animal. Isso explicaria por que a Namíbia é incapaz de compreender o conceito de economia. Isto prova que, sem sombra de dúvida, John Walters não apenas falhou em seu mandato, mas é totalmente incapaz de realizar tarefas complexas necessárias para a sua posição.

Apesar de enfrentar essa parede de tijolos muito grossa, a Sea Shepherd promete continuar a luta para proteger esses animais em extinção. Veja como você pode ajudar:

1. Se você vir alguma agência de viagens que promove viagens para a Namíbia, por favor, explique a eles sobre o que o dinheiro dos seus clientes vai contribuir.

2. Certifique-se de deixar a embaixada da Namíbia no seu país saber que não só estão destruindo o seu patrimônio natural, mas que esta indústria está custando a imagem e oportunidade para práticas econômicas sustentáveis ao seu país. (Por favor, faça isso repetidamente, já que é conveniente para as pessoas esquecer os fatos). Para saber os contatos da embaixada e consulado da Namíbia no Brasil, acesse: http://www.embaixadas-online.com/embaixada-e-consulados-da-Namibia-no-Brasil.html

3. Conte a todos que você conhece sobre o destino desses animais. Quanto mais pessoas souberem, mais poder alcançamos, e quanto mais poder tivemos, mais podemos fazer.

4. Peça a todos os seus contatos para divulgar essa história, e assim essa mensagem será espalhada para as massas

5. Você também pode contatar o ministro namibiano de Pesca e Recursos Marinhos recursos para dizer-lhe, polidamente e firmemente, o seu ponto de vista sobre esta indústria:
Ministério das Pescas e Recursos Marinhos
Hon Bernard Esau Ministro
besau@mfmr.gov.na

6. Faça doações para a Sea Shepherd para nos ajudar a parar o derramamento de sangue nas praias da Namíbia

Trabalhadores sazonais, pagos abaixo do salário mínimo, abatem focas na Reserva de Cape Cross. Foto: Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil