Instituto Sea Shepherd Brasil presente no maior evento de mergulho da América Latina

Por Guilherme Ferreira, voluntário de Comunicação do Instituto Sea Shepherd Brasil

Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Guilherme Pirá, que ficou seis meses no Japão documentando e defendendo a enseada dos golfinhos, conhecida como The Cove, palestrará neste sábado, às 19h, no Parque Anhembi, em São Paulo (SP), durante a PADI Dive Festival.

Guilherme Pirá falará sobre suas experiências na defesa da vida marinha

Entre os dias 8 e 10 de março será realizado, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, o maior evento de mergulho da América Latina, a PADI Dive Festival 2013. Nas atividades estão previstas palestras, workshops, fóruns e cursos, focados no mergulho e na preservação da vida marinha. Estarão presentes escolas e operadoras de mergulho, agências de turismo, importadores de equipamentos, ONG´s e outras entidades.

O Instituto Sea Shepherd Brasil estará representado pelo voluntário, Guilherme Pirá, que abordará sua experiência na Operação Paciência Infinita, em defesa dos golfinhos em Taiji, no Japão, e falará sobre o animal, o método de caça, a matança, o consumo da carne e a indústria do entretenimento com esses animais. “O tópico mais importante da minha explanação é a indústria do entretenimento que utiliza golfinhos em cativeiro, pois eu explico a relação disso com a matança de milhares de cetáceos, desmascarando os parques marinhos”, revela Pirá.

A palestra será no sábado (9), às 19h.

Campanha Guardiões da Enseada

Mais informações:
Guilherme Ferreira – Comunicação ISSB
E-mail: comunicação@seashepherd.org.br
Fone: 51-99682313

Sobre a PADI

A PADI (Professional Association of Diving Instructors) é uma entidade que tem como principal objetivo ensinar e certificar mergulhadores recreacionais. Detém 70% do mercado mundial, é a única com certificação ISO, está presente em mais de 183 países e forma mais de 1 milhão de novos mergulhadores a cada ano. Possui mais de 155 centros de mergulho na América do Sul. No Brasil, 80 Dive Centers e cerca de 180 mil mergulhadores certificados.

Serviço do evento

Local: Parque Anhembi, Padi Dive Festival
Av. Olavo Fontoura, nº 1.209 – Santana, São Paulo (SP)
ENTRADA FRANCA

Oportunidade de assinar a petição contra a pesca de tubarões durante o PADI Festival, em São Paulo (SP)

A petição contra a pesca de tubarões no litoral brasileiro poderá ser assinada durante a PADI Festival, entre os dias 8 e 10 de março, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo (SP). A entrada no evento é franca. Se não pressionarmos nossas autoridades, corremos o risco de entrarmos em um colapso marinho. Sua ajuda é decisiva!

Atualmente, cerca de 90% das espécies de tubarões estão sob algum tipo de ameaça de extinção, no litoral brasileiro.

Caso não consiga assinar pessoalmente, basta acessar o link abaixo:
http://www.avaaz.org/po/petition/Tubaroes_em_risco_de_extincao_Campanha_pela_moratoria_da_pesca_de_tubaroes_na_costa_brasileira/

Container simulando apreensão de 3,4 toneladas de barbatana de tubarão. Foto: DCS

“Com esta ação, esperamos informar a população brasileira sobre o descaso com que o governo brasileiro trata a questão da pesca industrial. O finning (retirada da barbatana de tubarão) é cada vez mais frequente. Além disto, dar ciência a todos da verdadeira pilhagem que está sendo feita no patrimônio natural marinho, que é um bem de toda a nação brasileira e não pode ser exterminado, para simplesmente atender a o mercado de luxo asiático. Outro objetivo é chamar a atenção das autoridades brasileiras para o grande risco de extinção que as espécies de tubarões e arraias, nativas do Brasil. Para que este desastre não ocorra, estamos propondo a moratória por pelo menos 20 anos, em todo território nacional. Esta medida irá ajudar a preservar nossos tubarões, nosso patrimônio natural e empregos futuros das comunidades tradicionais pesqueiras”, destaca Wendell Estol, diretor geral do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Mais uma violação ao Oceano Antártico

Steve Irwin

A frota baleeira japonesa está agora agindo como um serial killer em um filme de terror ruim – quando os heróis viram as costas e os créditos estão prestes a rolar, o assassino se levanta novamente, desta vez com o arpão na mão para matar outra baleia indefesa.

A frota japonesa estava recuando mas se virou e está se dirigindo ao Sul novamente.

Quando os navios da Sea Shepherd se afastaram da frota baleeira ao norte, eles o fizeram a fim de economizar combustível para a longa viagem de volta para Melbourne. Mas antes da despedida, membros da tripulação da Sea Shepherd colocaram um dispositivo de rastreamento no Sun Laurel para monitorar seu progresso em direção ao norte.

O Sun Laurel agora se virou e está se dirigindo para o sul novamente, e isso só pode indicar que o Nisshin Maru também se virou e está indo para o sul. Embora existam poucos dias para o fim do período de caça, ainda há a possibilidade de que o Nisshin Maru pode reabastecer e voltar para alguns dias de caça. Embora eles não serão capazes de matar muitas baleias, a morte de apenas algumas já é de grande preocupação para a Sea Shepherd Conservation Society.

Portanto, o Sam Simon vai transferir combustível para o Steve Irwin e irá para Fremantle, em vez de Melbourne, para reabastecer.

O Bob Barker tinha a intenção de transferir combustível para o Steve Irwin, mas eles vão agora manter esse combustível para retomar a busca da frota baleeira.

Após o reabastecimento de amanhã do Sam Simon, o Steve Irwin vai seguir o Bob Barker de volta para o Oceano Antártico para interceptar a frota baleeira.

O Bob Barker mudou de curso e está mais uma vez em busca da frota baleeira.

A Operação Tolerância Zero foi ressuscitada. Parece que serão mais dez dias de buscas em alto-mar em um oceano se tornando mais frio e mais hostil a cada dia.

“Parece que os baleeiros japoneses estão voltando ao sul para matar algumas baleias para não serem totalmente humilhados nesta temporada”, disse o capitão do Bob Barker, Peter Hammarstedt, “por isso está é mais uma violação. Nós sabemos onde o Sun Laurel está e pretendemos interceptá-los mais uma vez.”

O Steve Irwin vai receber o combustível do Sam Simon na ilha Heard, antes de retornar ao Oceano Antártico para ajudar o Bob Barker.

“São ainda três dias de volta às terras dos baleeiros, com não mais do que uma semana para matar baleias, e o tempo está ficando cada vez pior”, disse o capitão Siddharth Chakravarty, do Steve Irwin.

“Não é economicamente viável para os baleeiros retornar a esta altura”, disse o Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen. “Mas isto não é mais sobre caça às baleias. É sobre o governo japonês não parecer fraco. Eles foram humilhados pela Sea Shepherd. Eles estão retornando ao Oceano Antártico para que eles possam alegar que eles não foram expulsos pela Sea Shepherd, mesmo que seja muito claro que eles foram. Parece que vamos ter que persegui-los para fora do Santuário de Baleias da Antártica mais uma vez”.

Com o tempo piorando, os mares se tornam mais ásperos, com as plâncton dispersos, assim também as baleias se dispersando, e as condições não são as mais fáceis para as operações baleeiras.

O Bob Barker não está longe de voltar até a frota baleeira.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Decisão do Tribunal dos Estados Unidos é favorável aos caçadores de baleias

Sea Shepherd EUA define como uma “decisão ruim”, e diz que o Instituto de Pesquisa de Cetáceos são piratas gananciosos escapando com assassinatos

O Nisshin Maru puxa uma baleia morta na sua rampa de lançamento. Foto: Alfândega australiana

Em resposta decisão da Nona Corte de Apelações dos Estados Unidos, de uma audiência liminar contra a Sea Shepherd Conservation Society dos EUA trazida pelo Instituto de Pesquisa de Cetáceos (ICR) japonês – uma frente subsidiada pelo governo para a caça comercial – a organização de conservação marinha global sem fins lucrativos chama a decisão de uma “decisão ruim”, mas diz que o martelo ainda não foi batido. Uma decisão de um julgamento pendente e outras ações legais ainda estão por vir. Enquanto isso, o grupo diz que os caçadores de baleias do Japão são piratas gananciosos que estão literalmente escapando com assassinatos – o assassinato de baleias.

Além disso, a Sea Shepherd entrou com um pedido para o caso ser revisto novamente antes de um juiz do décimo primeiro painel do Tribunal do Nono Circuito. A Corte do Nono Circuito emitiu uma liminar em dezembro, em favor da frota baleeira de caça japonesa e contra as atividades da Sea Shepherd EUA no Oceano Antártico, que suspendeu a decisão do honorável juiz distrital Richard A. Jones, dada em março do ano passado. Na época, a liminar foi emitida sem qualquer opinião. O parecer foi finalmente emitido nesta segunda-feira, e ignoraram a decisão bem fundamentada a favor da Sea Shepherd pelo juiz Jones.

Nesta decisão mais recente, o Nono Circuito chamou a Sea Shepherd de “piratas”, mas o fato é que os caçadores de baleias que são os verdadeiros piratas neste cenário – piratas da ganância e assassinato. Em uma conferência de imprensa no National Press Club no início deste mês, o icônico Procurador Ambiental, Robert F. Kennedy Jr., ecoou esse sentimento sobre o Instituto de Pesquisa de Cetáceos:

“… O Instituto de Pesquisa de Cetáceos, que é um braço do governo japonês, é uma organização pirata mascarada como um grupo de pesquisa científica… Se você está violando o direito internacional em alto mar, você é um pirata”, acrescentou.

“E nós temos em nosso país uma longa e orgulhosa história de luta contra a pirataria em alto mar, a partir de 1805, quando Thomas Jefferson enviou os fuzileiros navais a Trípoli para subjugar os piratas bárbaros. E nós não devemos tentar impedir o Paul Watson e a Sea Shepherd, mas devemos ser-lhe emitir cartas de corso, a fim de apoiar e reconhecer o valor importante de suas atividades para o nosso país e para a comunidade mundial na luta contra uma organização pirata que está em violação das leis internacionais. Ele está prestando um serviço público profundo para todos nós e, em vez de reconhecê-lo, o governo dos EUA e várias agências do governo dos EUA, tentaram impedi-lo”, disse Kennedy Jr.

Cartas de corso foram historicamente utilizadas pelos governos há muitos anos para aproveitar navios piratas genuínos. Elas eram uma licença do governo que autorizava uma pessoa (conhecida como um corsário) a atacar e capturar navios inimigos e levá-los perante os tribunais almirantados para condenação e venda.

Além disso, em um movimento altamente questionável e não profissional, os membros do terceiro painel do Tribunal do Nono Circuito posta em questão a decisão do juiz Jones, bem articulada, em que ele disse que a Sea Shepherd estava agindo no interesse público, para a proteção da fauna e da Terra. Ele também fundamentou, ainda, que as atividades do grupo equivalem a nada mais do que de baixo nível de perturbação. Ainda assim, claramente despreocupados com a situação do planeta, o Nono Circuito tomou uma decisão rara e injustificada de que Jones deve ser removido do caso, com um dos três juízes dissidentes sobre essa decisão.

“Claramente, esta é uma má decisão do Tribunal do Nono Circuito, mas não inesperada”, disse Scott West, Diretor de Inteligência e Investigações para a Sea Shepherd EUA. “Mas é uma opinião, todo mundo tem uma. Nós concordamos com a decisão do juiz Jones, uma opinião muito bem articulada e fundamentada sobre o assunto”, afirmou.

“Além disso, a forma sarcástica e arrogante em que o Nono Circuito emitiu o seu parecer nos faz duvidar seriamente das suas qualificações para tomar uma decisão justa. Este Tribunal é parte do problema, não a solução. Não só não há espaço para um parecer jurídico não-profissional e tendencioso, eles de alguma forma têm a audácia em lançar um juiz altamente respeitado e honrado – um deles mesmos – na sarjeta, a fim de ficar ao lado de interesses estrangeiros. Isso é uma decisão de um tribunal norte-americano ou nós equivocadamente desembarcamos no Japão?”, West acrescentou.

A Sea Shepherd EUA continuará a procurar justiça em relação à liminar, voltando ao Tribunal do Nono Circuito (En Banc) e um juiz escolhido a dedo do Supremo Tribunal dos EUA. A primeira incursão ao Supremo Tribunal de Justiça foi negada.

“Vamos continuar a usar os tribunais e a lei para derrubar essas decisões”, disse Charles Moure, advogado principal da Harris & Moure, de Seattle, Washington. “Temos uma luta longa e difícil pela frente, mas o juiz Jones estava correto quando disse que a Sea Shepherd está trabalhando no interesse público, para um bem maior. A Sea Shepherd tem a opinião pública do seu lado, apoiada por milhares de torcedores em todo o mundo, algo que os caçadores de baleias japoneses nunca terão. A organização está preparada para enfrentar estes desafios, acreditando que, no final, a justiça vai prevalecer e a opinião corajosa do juiz Jones será a lei da terra”, concluiu.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Arrastão de limpeza em Florianópolis (SC)

Por Hugo Malagoli, Coordenador do Núcleo SC do Instituto Sea Shepherd Brasil

No último dia 23 de fevereiro foi realizado, pelo terceiro ano consecutivo, o arrastão de limpeza na praia da Daniela, em Florianópolis (SC).

Equipe de limpeza reunida na praia da Daniela, em Florianópolis. Foto: ISSB/ Núcleo SC

Este ano o evento contou também com a limpeza subaquática, feita pela equipe de mergulhadores do Instituto Sea Shepherd Brasil, parceiros da Mako Sports e com apoio da Hy Brazil Mergulho.

Limpeza subaquática. Foto: ISSB/ Núcleo SC

O trabalho também ocorreu na orla. Voluntários do Instituto Sea Shepherd Brasil, do Centro Comunitário Pontal da Daniela (CCPontal) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que também forneceu o transporte do lixo, fizeram a limpeza do local. Foi um grande evento que mobilizou várias pessoas em defesa do meio ambiente.

Lixo recolhido durante a operação. Foto: ISSB / Núcleo SC

Segundo Hugo Malagoli, Coordenador do Núcleo SC do Instituto Sea Shepherd Brasil, “o lixo se esconde principalmente na vegetação de restinga, o que dificultou a limpeza e provocou arranhões em vários voluntários devido aos galhos e a entrada no mato. A ótima notícia é que no mar não foi encontrado lixo. Isso também se deve ao fato de que a Praia da Daniela, ao contrário de outras praias da região da grande Florianópolis e do Brasil, não é paradouro de lanchas e outras embarcações esportivas”.

Já é notório que onde há a prática de paradouro, é encontrado muito lixo devido aos descartes que muitas pessoas, de alto poder aquisitivo, mas sem consciência ambiental, fazem em alto mar. Há locais onde garrafas de uísque importado, taças, latas de cerveja, e vários outros tipos de lixo são encontrados em grandes quantidades.