Sea Shepherd intercepta caçadores de baleias antes de uma única baleia ser morta

Ontem à noite, durante uma patrulha no Santuário de Baleias da Antártica, o rápido navio interceptor da Sea Shepherd Austrália, o SSS Brigitte Bardot, interceptou um navio arpoador, o Yushin Maru 3.

O interceptor rápido da Sea Shepherd Austrália, o SSS Brigitte Bardot

O Capitão Jean Yves Terlain, do Brigitte Bardot, declarou: “O Yushin Maru 3 estava em curso oeste, indicando que a frota pegou mau tempo nos últimos dias. A latitude em que eles foram encontrados foi bastante a extremo norte, e uma vez que as grandes concentrações de baleias são encontradas mais ao sul, mais perto do Continente Antártico, onde há alta concentração de krill, isso indica que eles ainda não começaram a caça”.

O co-líder da Operação Tolerância Zero, Bob Brown, ficou emocionado quando ouviu a notícia. “É provável que tenhamos interceptado estes caçadores de baleia antes de um único arpão ser atirado. Os amantes das baleia na Austrália e ao redor do mundo estão entusiasmados porque a Sea Shepherd está lá, mas ainda assustados pela frota baleeira estar no Santuário de Baleias”.

O navio arpoador japonês Yushin Maru 3 visto durante a Operação Vento Divino, em 2012

O Capitão Peter Hammarstedt, do Bob Barker, declarou: “A partir de experiências anteriores, sabemos que os navios arpoadores nunca estão longes do navio-fábrica, ou seja, o matadouro flutuante, o Nisshin Maru, deve estar por perto”.

O co-líder da Operação Tolerância Zero, Jeff Hansen, declarou: “Estamos no final de janeiro e parece que nem uma única baleia foi morta. Nós agora só precisamos nos manter grudados nesses caçadores. A Sea Shepherd vai fazer a sua parte para defender a decisão do Tribunal Federal da Austrália. Nós não vamos tolerar a morte de uma única baleia dentro do estabelecido Santuário de Baleias por estes caçadores”.

Os outros três navios da Sea Shepherd, o SSS Steve Irwin, o SSS Bob Barker e o SSS Sam Simon, permanecem em guarda e na caça da Estrela da Morte de Cetáceos, o Nisshin Maru, em defesa das baleias.

O fundador da Sea Shepherd, o Capitão Paul Watson, fez o seguinte comentário: “Como um cidadão dos EUA, vou respeitar e cumprir a decisão da Nona Corte Distrital dos Estados Unidos e não violarei a liminar concedida ao Instituto de Pesquisa de Cetáceos. Estou a bordo do Steve Irwin como observador da Operação Tolerância Zero, para documentar a matança ilegal de baleias do Japão. Tenho toda a fé no ex-líder Verde australiano Bob Brown para liderar a nona campanha da Sea Shepherd em defesa das baleias na Antártica, a Operação Tolerância Zero. Estou igualmente confiante nas habilidades e liderança dos capitães de todos os quatro navios da Sea Shepherd, porque eles têm a paixão e o compromisso de defender a decisão do Tribunal Federal da Austrália que proíbe caça de baleias pelo Japão”.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Atividades de educação ambiental movimentam o litoral gaúcho

Atividades recreativas e lúdicas, caminhadas ecológicas, minicursos, exibição de filmes e oficinas de trabalho estão movimentando a cidade litorânea de Torres (RS).

Container que simula a apreensão de 3,4 toneladas de barbatanas de tubarão é o local onde as atividades acontecem. Foto: Rodrigo Marques/Núcleo RS

A ação de conscientização e proteção aos tubarões, organizada pelo Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) e com apoio da Pró-Squalus, alerta a população brasileira para o extermínio das espécies de tubarões e arraias no litoral brasileiro.

Atividades na orla de Torres (RS). Foto: Núcleo RS

“Após algumas semanas de trabalho a impressão que fica é que as pessoas estão chocadas com as informações que recebem sobre a situação dos tubarões. Com esse contato direto com a população estamos conseguindo alcançar nosso objetivo: mostrar o quanto esses animais são importantes para o ecossistema marinho. A cada dia que passa fica evidente que as pessoas estão mudando sua percepção sobre estes animais. A receptividade está sendo muito positiva. Chama a nossa atenção o interesse das crianças nas atividades propostas e seu interesse em preservar nossos oceanos e os animais que ali habitam. Acredito que até o final desse projeto estaremos vendo o nascimento de novos ativistas e protetores do mar”, relata Rodrigo Marques, coordenador operacional do Núcleo RS.

Priscilla da Silva Kiscporski, voluntária do Núcleo RS, ministrando minicurso sobre aves marinhas. Foto: Núcleo RS

Crianças são as mais interessadas nas atividades educacionais. Foto: Núcleo RS

As atividades continuam até o dia 3 de fevereiro. Basta passar na Praça de Esportes, na Praia Grande, em Torres, e participar.

Instituto Sea Shepherd Brasil presente em Torres (RS). Foto: Núcleo RS

Importante lembrar que ainda é possível assinar a petição que visa parar a pesca de tubarões e arraias por 20 anos, no Brasil. Ela pode ser assinada pessoalmente em Torres, ou através do link disponível na internet:

http://www.avaaz.org/po/petition/Tubaroes_em_risco_de_extincao_Campanha_pela_moratoria_da_pesca_de_tubaroes_na_costa_brasileira/

Assinatura da petição continua despertando interesse. Foto: Núcleo RS

Entenda esta ação

No dia 11 de janeiro, no centro de Porto Alegre (RS), foi colocado um container simulando uma apreensão de barbatanas de tubarão feita pelo IBAMA em uma operação realizada no porto de Rio Grande (RS). O objetivo é alertar a população e as autoridades para a pesca ilegal de tubarões na costa brasileira.

O finning, como é conhecida a pesca de tubarões para a retirada das barbatanas, é responsável pela morte de mais de 100 milhões de tubarões por ano no mundo. No Brasil, esta prática já exterminou 90% das espécies em águas brasileiras, deixando outras dezenas em risco de extinção.

A carga apreendida representa aproximadamente 40 mil tubarões mortos, cujas barbatanas serviriam como ingrediente para sopas servidas em Hong Kong. Além dos tubarões, as tartarugas, arraias, golfinhos e muitos outros animais marinhos são vítimas das técnicas de pesca de arrasto e da pesca com espinheis, praticadas por pesqueiros ilegais.

O Instituto Sea Shepherd Brasil entrou com uma petição no Senado Nacional para proibir a pesca de tubarões na costa brasileira por 20 anos.

A ação tem criação da agência DCS e direção de Biel Gomes, da Bloco Filmes.

Red Hot Chili Peppers mostra seu amor à Sea Shepherd no festival de música Big Day Out

O Red Hot Chili Peppers coloca imagens da Sea Shepherd no telão antes de entrar no palco principal para balançar a multidão. Foto: Sea Shepherd

O Big Day Out é um dos mais antigos festivais de música da Austrália em execução, este ano comemorando o seu 21º aniversário com a grande banda, apoiadora de longa data da Sea Shepherd, o lendário Red Hot Chili Peppers.

Em frente a uma platéia lotada de aproximadamente 50.000 pessoas em Sydney, na Austrália, e uma multidão de quase 40.000 pessoas na Gold Coast, os Red Hot Chili Peppers mostraram o seu apoio para a Sea Shepherd – literalmente.

Utilizando imagens digitais no palco, o Red Hot Chili Peppers exibiu imagens da Sea Shepherdem um show de pré-apresentação visual no palco principal do Big Day Out. As imagens incluíam logos da Sea Shepherd e imagens de campanha, bem como uma chamada a partir de uma faixa que dizia: “Red Hot Chili Peppers pede que você colabore com os nossos amigos no SEASHEPHERD.ORG.”

Em Sydney, as imagens da Sea Shepherd foram recebidas com aplausos das multidões que, depois dia mais quente registrado em Sydney, ainda tinham energia para vocalizar o seu apoio para a Sea Shepherd. Houve uma recepção de boas-vindas de forma semelhante na Gold Coast, onde as tenda da Sea Shepherd e o balcão de informações teve um fluxo constante de visitantes entusiasmados, ansiosos para saber mais sobre a organização.

A partir do momento em que subiu ao palco, ficou claro por que os Red Hot Chili Peppers são tão amados e admirados por fãs e críticos. Nas últimas três décadas têm abalado o público ao redor do mundo, e este tour não foi exceção. Barulhento. Inspirador. Épico. Foi de arrepiar – o tipo de performance que fica na memória.

A todos que fizeram isso acontecer, especialmente à equipe de produção da banda, à equipe de gestão e, naturalmente, ao Red Hot Chili Peppers, gostaríamos de estender um colossal, OBRIGADO!

Para mais informações, confira o site Big Day Out, aqui: http://bigdayout.com/

Stand da Sea Shepherd no Big Day Out Festival, na Austrália. Foto: Sea Shepherd

Sea Shepherd foi convidada pelos Red Hot Chili Peppers para montar um stand no Big Day Out Festival da Austrália. Foto: Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Capitão Paul Watson recebe passaporte da Nação Original

O fundador da Sea Shepherd Conservation Society, Capitão Paul Watson, foi homenageado com um passaporte Original Nation em uma cerimônia em Melbourne.

Na sexta-feira, 19 de janeiro, os representantes da Sea Shepherd, Anna Gordon e Jordan Crooka, aceitaram o passaporte em nome de Capitão Watson, que está atualmente a bordo de navio da Sea Shepherd, o Steve Irwin. Tendo recentemente saído da Sea Shepherd EUA e Sea Shepherd Austrália, o Capitão Watson permaneceu a bordo do navio para documentar a campanha em defesa das baleias da Sea Shepherd.

Coordenado pelo homem Jabbir Jabbir e Nyul Nyul, Rodney Augustine, da região de Kimberley, e assinou pelo Oficial da Embaixada, Robbie Thorpe, do povo Krautungalung da Nação Gunnai, os proprietários tradicionais do lago Tyers, o passaporte é uma demonstração de solidariedade entre os primeiros povos da Austrália e o Capitão Watson. Numa altura em que os líderes de muitas nações deixaram Capitão Watson sem assistência, é um reconhecimento dos Primeiros Australianos pelos anos que ele passou a cuidar do planeta e das criaturas que habitam nossa casa.

Sr. Thorpe disse: “Nós apreciamos o que os guerreiros ambientais como Paul Watson fazem. Alguém defendendo nossa flora e fauna é bem-vindo ao país. Estamos ansiosos para receber Paul em terra com uma cerimônia de boas-vindas ao País fumaça, momento em que nós vamos dar-lhe um nome oficial indígena”.

Aceitando a homenagem, o Capitão Watson fez a seguinte declaração: “Estou muito orgulhoso em receber um passaporte dos Primeiros Australianos, uma comunidade indígena que continua a manter ininterrupta a conexão entre as leis da natureza e a nossa espécie. Quando o povo aborígene olha para as baleias, eles vêem uma mente e um espírito semelhante a si mesmos, e eles sentem a mesma coisa que também me orientou desde 1975, quando eu olhei para o olho de uma baleia morrendo e vi uma outra realidade. Há muitos poucos dentro da sociedade antropocêntrica que entendem verdadeiramente o que fazemos, e por que fazemos o que podemos fazer para defender as baleias. Mas há muitos entre a comunidade biocêntrica que vêem, ouvem e sentem o parentesco entre todos nós que habitamos neste planeta dentro do processo contínuo da vida, desde o passado, através do presente e para o futuro. Eu sei que a Krautungalung, da Nação Gunnai, e todas as Primeiras Nações Australianas sabe do que eu falo. Obrigado Rodney Augustine, Robbie Thorpe e todos os envolvidos por seu apoio mais honrado.”

O Capitão Watson é o segundo ativista de alto perfil a ter recebido o passaporte honorário da Nação Original, depois do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que recebeu o prêmio em setembro do ano passado.

O ex-líder Verde, e membro do Conselho de Administração da Sea Shepherd Austrália, Bob Brown, disse: “O passaporte da Nação Original dado a Paul Watson reconhece a contribuição ímpar deste grande conservacionista para salvar as baleias da Austrália. A emissão deste passaporte pelos Primeiros Australianos será apoiado pela maioria dos australianos, que vão querer ver Watson na Austrália e seguro do assédio por pressão política japonesa”.

No ano passado, a Sea Shepherd lançou sua campanha australiana, a Operação Kimberley Miinimbi, se opondo à controversa estação de gás para James Price Point na costa de Kimberley, na Austrália Ocidental. Liderados por Bob Brown e pelo Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, a convite do povo Goolarabooloo, em cujo país a estação de gás proposta seria construída em cima, a operação é a sensibilização da costa de Kimberley para mostrar ao mundo o que todos têm a perder se o desenvolvimento ficar à frente.

“Os povos indígenas da conexão da Austrália ao país da terra e mar é o que o Capitão Paul Watson e a Sea Shepherd são”, disse o Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen. “Viver em paz e harmonia com o mundo natural e todos os seus habitantes. Qualquer crime contra a natureza é um crime contra a humanidade, simplesmente porque não pode sustentar a vida neste planeta sem uma terra saudável e ambiente marinho. Reconhecendo o Capitão Paul Watson desta forma consolida ainda mais a noção de que a maioria dos australianos são contra a caça às baleias. Nós devemos toda a honra ao homem que tem liderado a luta pelas baleias da Austrália, em território da Austrália, concedendo-lhe uma passagem segura para a Austrália”.

O passaporte será entregue ao Capitão Watson em seu retorno da campanha de baleias.

(Da esquerda para a direita) Anna Gordon, Coordenadora de Relações de Doação da Sea Shepherd Austrália; Robbie Thorpe, do povo Krautungalung da Nação Gunnai, os proprietários tradicionais do Lago Tyers; e Jordan Crooka, membro da tripulação da Sea Shepherd Melbourne

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd dá boas-vindas ao lendário mergulhador para nosso Conselho de Administração

Enzo Maiorca visita o Steve Irwin em Siracusa, Itália. Foto: Sea Shepherd

A Sea Shepherd tem a honra de receber Enzo Maiorca e sua filha, Patrizia Maiorca, para o Conselho de Administração Internacional da Sea Shepherd. Enzo é conhecido em todo o Mediterrâneo como o Rei do Abismo. Ele é um lendário mergulhador livre, que estabeleceu vários recordes mundiais durante sua carreira de mergulhador. O cineasta francês Luc Besson ficou tão inspirado pela vida de Enzo Maiorca que produziu um filme chamado The Big Blue, inspirada em Enzo Maiorca e no mundo de mergulho livre competitivo.

Durante a Operação Fúria Azul, a campanha da Sea Shepherd para defender o atum azul no Mediterrâneo, o Steve Irwin ficou ancorado em Siracusa, na Sicília, Itália. Lá, o Capitão Watson conheceu Enzo Maiorca, e eles trocaram um aperto de mão que foi um marco na história dos oceanos. O mergulhador lendário livre compartilhou uma profunda experiência que ele teve no oceano:

“Anos atrás, quando estávamos mergulhando, um golfinho macho guiou minhas filhas, Rossana e Patrizia, e eu, quase levando-nos por nossas mãos, e nos deu a chance de salvar um golfinho fêmea que estava enroscado nas malhas de uma rede de pesca . Eu sustento que suas ondas cerebrais influenciam nossas mentes. O que é certo é que os nossos braços foram a maca por meio do qual nós levamos aquele pobre animal exausto, minado pela contrações, para a superfície. Assim que ela chegou na superfície, depois de respirar espuma e sangue, ela deu à luz um filhote de golfinho sob o olhar atento de seu companheiro. O pequeno foi levado para os mamilos de sua mamãe por movimentos suaves de bico do golfinho adulto. Eu gosto de pensar que naquele dia reuni uma família. Tanta raiva permeou meu ser quando me dei conta do massacre ilegal de cetáceos em Taiji, junto com o massacre perpetrado ilegalmente pela frota baleeira japonesa no Santuário Antártico das Baleias, que eu só posso condenar – sem quaisquer circunstâncias atenuantes – aqueles piratas do Sol Nascente, verdadeiros piratas que trazem morte e destruição irremediável para os mares deste mundo.”

A filha de Enzo, Patrizia, uma campeã mundial de mergulho livre, também se tornou membro do Conselho de Administração da Sea Shepherd. Uma ambientalista trabalhando incansavelmente para recuperar redes descartadas, que continuam a matar animais selvagens em nossos oceanos, Patrizia conheceu o capitão do Bob Barker, Peter Hammarstedt, no Festival Vegetariano em Gorizia, na Itália. “Enzo e Patrizia me disseram uma vez que a razão de nunca pararem com o mergulho livre é que esses preciosos minutos debaixo d’água é quando eles estão mais em paz. Como eles atingem as maiores profundidades, encontram-se cercados pelo azul por todos os lados, e o tempo desacelera, lembrando-lhes que eles são uma parte do mundo natural, e não algo separado dele. Minha esperança é que, como membros do Conselho de Administração da Sea Shepherd, eles vão se sentir como se estivessem rodeados pelo grande azul todo o tempo”, disse o capitão Hammarstedt.

“Estamos orgulhosos de ter a história viva do mergulho livre em nossa equipe internacional, e estamos confiantes de que, graças a esses embaixadores do azul profundo, nossos oceanos serão mais e mais firmemente defendidos e protegidos, até mesmo no seu canto mais remoto, para as gerações futuras”, disse Andrea Morello, Coordenador para a Sea Shepherd Itália.

Bem-vindos a bordo, Enzo e Patrizia!

Enzo e Patrizia Maiorca mostram seu apoio para a Sea Shepherd. Foto: Sea Shepherd

Capitão Hammarstedt aborda a multidão no Festival Vegetariano em Gorizia, Itália. Foto: Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil