Joe Perry e Steven Tyler da banda Aerosmith unem forças com a Sea Shepherd pelos oceanos

A tripulação da Sea Shepherd foi chamada por Joe Perry e Steven Tyler de “Combatentes da Liberdade”, a bordo da frota da Sea Shepherd em Melbourne, na Austrália

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Recentemente, a tripulação da Sea Shepherd ficou honrada em receber duas das maiores lendas do rock, Joe Perry e Steven Tyler, da banda Aerosmith, na frota da Sea Shepherd em Williamstown, Melbourne, na Austrália.

Steven e Joe foram muito bem tratados durante a turnê nos três navios da Sea Shepherd, Sam Simon, Bob Barker e Steve Irwin, atualmente ancorados em uma nova base de operações de navios da Sea Shepherd. A equipe trocou várias informações sobre as campanhas e a conservação marinha durante o almoço com Steven e Joe, que se seguiu com uma visita a um dos barcos rápidos da Sea Shepherd, usados ​​para perseguir os navios arpoadores ilegais de caça furtiva de baleias japoneses.

A gerente do navio Bob Barker, Andrea Gordon, declarou: “Ter Steven e Joe a bordo foi uma experiência edificante para a equipe após a Operação Tolerância Zero. Nossa equipe foi tocada por suas palavras de encorajamento, paixão e apoio ao trabalho da Sea Shepherd. Falando sobre as espécies marinhas, eles estão dando um enfoque muito necessário sobre o estado grave dos oceanos”.

Steven Tyler declarou: “Os oceanos e a água é um território desconhecido para os seres humanos, eles nem sequer sabem a beleza debaixo de lá com uma máscara e um snorkel, quero dizer, muitos poucos fazem isso, certamente pescando até o fim. As águas no Lago Sunapee, que forma-se na Nova Inglaterra, já estão esgotadas, as rãs estão sumindo, as abelhas estão sumindo. Eu tive apenas sorte de comprar uma casa em Maui, com os recifes na frente da minha casa, eu moro em Ahihi Bay, que é um santuário de peixes, e os recifes estão indo embora. É um ecossistema muito delicado, você sabe, uma vez que algo dá errado, atinge tudo, tudo está conectado”.

Joe Perry declarou: “Eu sempre ouvi falar de Malibu e todas as estrelas de cinema que vivem lá, e descobri que você tem que tomar uma vacina contra tétano se você nadar lá. Você sabe, é muita asneira. As leis existem, mas como sabemos, a maioria dos governos é impulsionada por grandes negócios. Não há dinheiro suficiente nisso para que diferentes países enviem a polícia pelas baleias e peixes. Quando começarmos a acertá-los no bolso, talvez eles façam alguma coisa, mas agora cabe a pessoas como vocês, que são verdadeiros vigilantes, tomar as rédeas da situação, e aconteça o que acontecer, vocês colocam suas vidas em perigo por algo que acreditam. Eu apenas escrevi uma canção sobre um homem combatente da liberdade, que não é um homem terrorista, e vocês são combatentes da liberdade, e é ótimo conhecer vocês, e nós vamos ajudar com o nosso trabalho, tanto quanto pudermos”.

No sábado, 04 de maio, toda a tripulação da Sea Shepherd foi assistir como VIPs o Aerosmith tocar na Rod Laver Arena, em Melbourne. O show em Melbourne foi parte de seu ambiente temático, “Tour Aquecimento Global”. Havia um indício de que algo especial estava previsto para a tripulação da Sea Shepherd. Bem, o Aerosmith não decepcionou com uma performance que trouxe a casa abaixo. A presença de palco de Steven Tyler e Joe Perry foi absolutamente brilhante. O destaque, porém, ficou um pouco antes da música “Living on the Edge”, quando Steven Tyler afirmou que ele e Joe tiveram uma das experiências mais incríveis durante a semana visitando a frota e a tripulação da Sea Shepherd em Melbourne, e que ele queria que todo o povo se lembrasse do nome “Sea Shepherd”. Então, no telão apareceu um vídeo mostrando a visita de Steven e Joe na frota da Sea Shepherd. Steven gritou: “Onde estão os meus Sea Shepherds”, enquanto ele apontou para o nosso grupo, com os holofotes vindo a seguir, e a música começou com o grito da multidão e a tripulação da Sea Shepherd comemorando.

O Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, declarou: “Para que dois renomados artistas mundiais incríveis, cujo tempo livre é muito limitado, venham mostrar seu apoio para a Sea Shepherd, é uma experiência única, que todos nós da Sea Shepherd ficamos muito gratos e nunca esqueceremos. Joe rotulou nossa equipe da Sea Shepherd como “Freedom Fighters” (Combatentes da Liberdade), um título que nós orgulhosamente aceitamos, lutando pela liberdade das baleias em defesa do Santuário de Baleias do Oceano Antártico, e de toda a nossa preciosa vida marinha, para o benefício das gerações futuras. Na curto espaço de tempo que eu tive com Joe e Steven, eu fiquei muito impressionado com o seu conhecimento sobre uma série de questões relativas à conservação marinha. Nós não podemos esperar para ter os dois de volta a bordo novamente em breve e espero que da próxima vez, com o fundador da Sea Shepherd , o Capitão Paul Watson”.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Bob Irwin pela primeira vez a bordo do navio Steve Irwin

Bob Irwin, pela primeira vez a bordo do navio Steve Irwin, manifesta uma profunda preocupação com as tartarugas e dugongos da Austrália

Bob Irwin se senta na cadeira do capitão do navio em homenagem a seu filho, Steve Irwin. Foto: Sea Shepherd Austrália / Eliza Muirhead

No dia 10 de maio de 2013, o naturalista australiano, conservacionista de animais e pai do falecido Steve Irwin, Bob Irwin visitou o navio Steve Irwin pela primeira vez. Foi uma experiência emocionante para Bob e para toda a tripulação da Sea Shepherd.

Bob Irwin (Bob Irwin & Wildlife Conservation Foundation) e Colin Riddell (Save Australian Dugongs and Turtles) estavam lá também para falar sobre a coalizão de grupos de apoio a uma chamada para que os animais que estão listados como ameaçados ou vulneráveis não sejam mortos por ninguém.

Como a missão da Sea Shepherd é proteger a biodiversidade dos oceanos de suporte à vida, apoiamos fortemente Colin e Bob e, portanto, somos parte da coalizão.

O que está acontecendo em algumas partes da Austrália é a caça comercial em grande escala de tartarugas e dugongos, em perigo e vulneráveis, sob o pretexto de caça nativa. O dugongo da Austrália e as populações de tartarugas em Queensland estão realmente lutando, não graças à perda de habitat de grama do mar causada pelo escorrimento de herbicidas de inundações, via fazendas.

Se algo não for feito agora para salvar as tartarugas e dugongos da Austrália, eles serão perdidos para sempre, e seguirão o caminho do Tigre da Tasmânia. Isso seria uma perda terrível para o ambiente marinho da Austrália e para as futuras gerações.

A Sea Shepherd também já ouviu falar que um número de proprietários tradicionais pediram uma moratória sobre a caça de todos os dugongos e tartarugas nas áreas afetadas negativamente, isto é algo que a Sea Shepherd apóia fortemente. A Sea Shepherd continuará a acompanhar a situação e vai fazer tudo o que puder para defender as espécies marinhas ameaçadas da Austrália.

Expor essa caça comercial ilegal sob o pretexto de caça nativa é a proposta de um futuro grande documentário chamado Price per Dozen (clique para saber mais). Você pode apoiar o documentário através do site Crowd Funding: Indiegogo (clique para saber mais).

O dugongo é o menor membro da ordem Sirenia, uma ordem de mamíferos marinhos que inclui o peixe-boi ou vaca marinha. Foto: Sea Shepherd Australia / Ben Cropp

Tartarugas marinhas ameaçadas nadam livres. Foto: Sea Shepherd Austrália / Nicole McLachlan

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Guardião da Enseada brasileiro participa de evento em Leme (SP)

No dia 25 de maio, o Instituto Sea Shepherd Brasil participou da I SEMASE – Semana de Medicina dos Animais Silvestres e Exóticos, da Faculdade de Medicina Veterinária UNIFIAN, em Leme (SP).

A triste realidade de Taiji, no Japão, foi levada até Leme, a 180 quilômetros da Capital Paulista e 250 quilômetros do litoral, durante a I Semana de Medicina dos Animais Silvestres e Exóticos da Faculdade de Medicina Veterinária da UNIFIAN.

A palestra de encerramento do evento foi de Guilherme Pirá, que expôs mais uma vez a ferida dos parques marinhos em uma palestra cheia de verdade e dor.

Guilherme Pirá relatou suas experiências na defesa da vida marinha

Os fatos que acontecem do outro lado do mundo, por mais distantes que possam parecer, com as imagens, vídeos e depoimentos, além do relato de Guiga Pirá, que passou duas temporadas em Taiji como Guardião da Enseada, tocou todos os presentes, e sendo possível ver o gigante que habita o ativista.

As inúmeras perguntas ao fim da palestra foram a grande prova de que as pessoas querem saber, mas é preciso que alguém conte. Informar faz parte do trabalho da Sea Shepherd.

Agradecemos a todos que assistiram a palestra, sabemos que nossas palavras não ficarão esquecidas. Agradecemos a comissão organizadora da Semana pela hospitalidade, gentileza e carinho com que nos recebeu!

Advogada do ISSB participa do programa Conversas Cruzadas, na TVCOM (SC), sobre a regularização do turismo de avistamento de baleias

Nesta quarta-feira (29/05), Renata Fortes, advogada do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), participará do programa Conversas Cruzadas, na TVCOM de Santa Catarina, às 22h. Debaterá sobre a proibição, regulamentação e fiscalização do turismo de avistamento de baleias no litoral sul catarinense.

O debate democrático, ouvindo todos os envolvidos no processo, enriquece o jornalismo brasileiro, além de esclarecer nossa sociedade, sem parcialidades e tendências escusas.

Para assistir via Web, basta acessar o endereço: http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/tvcomsc/ e clicar em “ao vivo”. Assista!

Advogada do ISSB, Renata Fortes

 

Histórico: proibição do avistamento de baleias em SC

Por Renata Fortes, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

O Instituto Sea Shepherd Brasil apresenta o histórico dos fatos relacionados à proibição do avistamento de baleias em Santa Catarina:

Outubro de 2012: o Instituto Sea Shepherd Brasil recebe denúncia, informando situações de abusos contra as baleias franca no litoral de Santa Catarina, na região da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca. Imagens de embarcações atuando sem respeitar o limite de 100 metros de distância, incentivando o toque nas baleias por turistas, e um vídeo em que um filhote é vítima de abalroamento.

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Outubro de 2012: o Núcleo de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul do Instituto Sea Shepherd Brasil fazem o avistamento de baleias com embarcação na cidade de Garopaba (SC).

Outubro de 2012: o Instituto Sea Shepherd Brasil encaminha denúncia para o ICMBio, relatando os fatos que caracterizam molestamento intencional de cetáceos, e requer informações no prazo de 72h sobre as medidas que serão adotadas para fiscalização. Informa, ainda, que atuará judicialmente caso não sejam adotadas medidas urgentes para o cumprimento da legislação.

Novembro de 2012: diante do silêncio do ICMBio, o Instituto Sea Shepherd Brasil ingressa, em 07/11, com uma ação civil pública requerendo que o ICMBio adote medidas para que a legislação de proteção aos cetáceos seja cumprida pelas empresas de turismo de observação; que traga aos autos as autuações por molestamento de baleias feitas pela APA da Baleia Franca nos últimos três anos; que fiscalize as embarcações; que suspenda a atividade de observação de baleias por embarcação, com ou sem motor, até a comprovação pelo réu ICMBio de que as medidas de fiscalização foram adotadas; e que intime a APA da Baleia Franca a comprovar o cumprimento da Portaria nº 117/96 do IBAMA, nos seguintes termos: 1) o cadastramento das embarcações que operam regularmente na Unidade de Conservação, devendo constar o seu registro competente junto ao Ministério da Marinha, nome, tamanho, tipo de propulsão e lotação de passageiros da embarcação, bem como qualificação e endereço de seu responsável ou responsáveis; 2) o número máximo de embarcações cuja operação simultânea seja permitida no interior da unidade de Conservação; 3) quando da existência de áreas de concentração ou uso regular por cetáceos, a(s) rota(s) e velocidade(s) para trânsito de tais embarcações no interior e/ou na proximidade de tais áreas; 4) as mortes de cetáceos ocorridas nos últimos três anos, com a apresentação do respectivo laudo de necropsia.

Novembro de 2012: a Juíza Federal de Laguna (SC) concede todos os pedidos formulados, somente não suspende a atividade de observação de baleias com embarcações, mas determina que o ICMBio proceda a fiscalização e coibição do molestamento de baleias imediatamente.

Dezembro de 2012: o ICMBio informa que as baleias franca deixaram a costa de Santa Catarina um mês antes do previsto, por isso não caberia a suspensão da atividade.

Dezembro de 2012: o Instituto Sea Shepherd Brasil não recorre ao Tribunal Regional da 4ª Região, diante da informação prestada pelo ICMBio de que não haveriam mais baleias na costa catarinense, e por acreditar que até o retorno das baleias para a próxima temporada (2013), o ICMBio teria tempo suficiente para organizar um plano de ação que coibisse o desrespeito à legislação de proteção aos cetáceos, adotando medidas eficazes.

Fevereiro de 2013: o réu ICMBio apresenta contestação e diversos documentos que foram requeridos pelo Instituto Sea Shepherd Brasil e acatados pela Juíza, principalmente os relativos à Portaria 117/96 do IBAMA. Nessa oportunidade, o ICMBio informa que “a unidade (APA da Baleia Franca) ainda não possui normativas quanto ao número máximo de embarcações cuja operação simultânea é permitida no seu interior, bem como as rotas e velocidades para o trânsito de tais embarcações no interior e/ou na proximidade das áreas de concentração ou de uso regular por cetáceos. Informamos que a Unidade está em construção de seu Plano de Manejo e estas normativas serão construídas na elaboração do mesmo.” Documentos que comprovam que a APA da Baleia Franca não atua administrativamente conforme à legislação, não empreende a fiscalização adequada e não finaliza as denuncias de molestamento de baleias.

O ICMBio traz aos autos também um documento gravíssimo, onde a empresa Base Cangulo expõe a realidade do turismo de observação de baleias com embarcações nas enseadas fechadas da APA da Baleia Franca: “Dadas as denúncias envolvendo a nossa operadora de turismo de observação de baleias embarcado, venho por meio desta solicitar esclarecimentos a respeito de procedimentos de navegação que não são avalizados pela legislação ambiental.” A empresa lista seis situações de risco em que viola a legislação para poder garantir a segurança dos turistas na prática da observação de baleias com embarcações. A APA da Baleia Franca não tomou qualquer atitude para orientar a empresa e, assim, garantir a segurança dos turistas e principalmente dos cetáceos, simplesmente se omitindo.

Março de 2013: o Instituto Sea Shepherd Brasil apresenta réplica à contestação e análise de todos os documentos juntados pelo ICMBio na ação. Diante da falta de plano de manejo para verificar a viabilidade ambiental da atividade e a manifestação da empresa Base Cangulo que expõe uma situação de sérios riscos para os cetáceos, turistas e embarcações, o Instituto Sea Shepherd Brasil aponta para a necessidade de suspensão da atividade, até que os estudos para verificação da viabilidade ambiental da atividade de observação de baleias por embarcações seja realizado.

Abril de 2013: o Ministério Público Federal apresenta parecer favorável à ação e à suspensão da atividade, até a realização do plano de manejo pela APA da Baleia Franca. Informa, ainda, a existência de outra ação civil pública ingressada em 2005 para obrigar a APA da Baleia Franca a efetivar o plano de manejo, sendo que 50% do valor orçado para realização dos estudos, em torno de 300 mil reais, já teriam sido repassados para a APA da Baleia Franca, e que, contudo, ainda não teriam iniciado os estudos.

Maio de 2013: o Instituto Sea Shepherd Brasil requer liminar para suspender a atividade de observação de baleias embarcada: a.1) a SUSPENSÃO IMEDIATA da prática do turismo de observação de baleias com o uso de embarcações, com ou sem motor, nas áreas da unidade de conservação da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca e outros locais em que se encontrem Baleias Franca e estejam sob a jurisdição do réu na costa de Santa Catarina, até que hajam estudos técnicos e científicos acerca da viabilidade ambiental da atividade na região, devendo as empresas passarem pelo devido processo de licenciamento ambiental da atividade, bem como o cumprimento da Portaria 117/96 do IBAMA e análise integrada da atividade com o plano de manejo da unidade de conservação.

Diante da atuação irregular da APA da Baleia Franca e do ICMBio, que liberou uma atividade que gera impacto ambiental sem o devido processo de licenciamento e estudos, o Instituto Sea Shepherd Brasil requereu também os estudos e regras para a realização da atividade de observação de baleias por terra, haja vista que as trilhas utilizadas são em áreas de preservação permanente.

Maio de 2013: a Justiça Federal concedeu a liminar para suspender a observação de baleias por embarcações e permitiu a continuidade da atividade por terra. Assim decidiu a Justiça Federal: “Assim sendo, e ante o perigo de que a observação de baleias com uso de embarcações nos limites e zona de amortecimento da APA da Baleia Franca continue sendo realizado enquanto não conhecido seu impacto ambiental, entendo prudente determinar, antecipadamente, a suspensão imediata da observação de baleias-francas com o uso de embarcações, com ou sem motor, nos limites e zona de amortecimento da APA da Baleia Franca nos Município de Garopaba, Imbituba e Laguna, até que haja estudo acerca da viabilidade ambiental da atividade na região, bem como licenciamento ambiental da atividade.”

Maio de 2013: o Instituto Sea Shepherd Brasil protocolou pedido junto à APA da Baleia Franca requerendo informações sobre as empresas que realizam a observação por terra, as regras e estudos.