Sea Shepherd pede a remoção imediata de “pesquisador” de leões-marinhos

"Pesquisador" Matthew Tennis deixa a pele de um leão-marinho em chamas durante a marcação - Porto de Astoria, 24 de março de 2013. Foto: Aaron Hall / Sea Shepherd

Em 18 de fevereiro de 2010, o Serviço Nacional de Pesca Marinha dos Estados Unidos emitiu o alvará nº 13430 para o Laboratório Nacional de Mamíferos Marinhos para “atividades de pesquisa” sobre os mamíferos marinhos, conforme disponível no documento (em inglês).

De acordo com a “autorização para tomar espécies protegidas para fins científicos”, o que é autorizado até 31 de janeiro, de 2015, o objetivo da pesquisa é o de “fornecer informações necessárias para a avaliação das populações de mamíferos marinhos e gestão, incluindo a gestão dos mamíferos marinhos ameaçados de predação sobre os salmonídeos e ameaçados de extinção.”

Entre os co-pesquisadores listados no alvará nº 13430 está Matthew Tennis. Tennis é conhecido por aqueles que seguem a campanha da Sea Shepherd, Guardiões da Represa, como o indivíduo responsável pela operação de marcação dos leões-marinhos no Porto de Astoria, em Oregon. Para os efeitos da licença, co-pesquisadores estão qualificados para realizar atividades autorizadas sem supervisão no local da permissionária. A licença permite a Tennis e outros capturar, deter, medir, pesar, e marcar com ferro quente até 300 leões-marinhos-da-Califórnia adultos e jovens do sexo masculino, anualmente. Em nenhum lugar nas 22 páginas do alvará nº 13430 é especificado que a presença de voluntários da Sea Shepherd deve ter qualquer influência sobre as atividades de “pesquisa”, mas em 23 de junho de 2013, às 23:05, Tennis publicou num grupo aberto na página de mídia social Facebook: “Esta primavera eu drasticamente aumentei os meus esforços de pesquisa em Astoria porque a Sea Shepherd estava assistindo. Na verdade, nós marcamos novos animais em Astoria mais nesta última primavera do que qualquer outra primavera na história do projeto”.

Mensagem de Matt Tennis. Imagem cortesia de www.facebook.com

Longe de escolher o número de animais a marca com base em dados científicos sólidos, Tennis parece marcar animais apenas para ofender um grupo tentando garantir a sua integridade física. A Sea Shepherd denuncia seu comentário tão repugnante e exorta o Serviço Nacional de Pesca Marinha para remover imediatamente Tennis do Alvará nº 13430 e qualquer outra posição de responsabilidade associada com a manipulação de mamíferos marinhos. “É desprezível pensar que o chamado pesquisador faria uma afirmação tão flagrante e inadequada sobre algo tão sério, como a marcação quente dos mamíferos marinhos protegidos pelo governo federal”, comentou Scott West, Diretor de Inteligência e Investigações da Sea Shepherd.

"Pesquisador" Matthew Tennis fica em pé em um leão-marinho, enquanto o marca - Porto de Astoria, 28 de março de 2013. Foto: Sea Shepherd

De 15 de março a 31 de maio de 2013, Guardiões da Represa da Sea Shepherd estiveram no porto de Astoria e na represa de Bonneville para monitorar e informar sobre as atividades associadas com armadilhas, marcação e remoção letal de leões-marinhos, bodes expiatórios por comer salmão selvagem (peixe é seu alimento natural) no rio Columbia. Ao longo da campanha, Guardiões da Represa voluntários observaram a conduta de Tennis nas atividades de marcação, em várias ocasiões, no porto de Astoria. Fotos e vídeos foram feitas pelos Guardiões da Enseada mostrando Tennis deixando a pele de leões-marinhos em chamas e pisando em suas feridas frescas com suas botas sujas de trabalho.

Logo após o fim da Campanha Guardião da Represa 2013, Tennis lamentou no Facebook sobre sua falta de motivação para o trabalho, na ausência dos voluntários vigilantes da Sea Shepherd. Aparentemente, sem a presença dos Guardiões da Represa e suas câmeras, o “pesquisador”, cujo trabalho é financiado com dinheiro do contribuinte, tem coisas melhores para fazer com seu tempo.

Mensagem de Matt Tennis. Imagem cortesia de www.facebook.com

A falta de profissionalismo de Tennis, seus comentários públicos e comportamento denunciam a integridade do chamado programa de “pesquisa”. Ele deve ser imediatamente demitido das suas funções como co-pesquisador dessa autorização federal. A Sea Shepherd convoca seus apoiadores para contatarem Donna Wieting, diretora do escritório do Serviço Nacional de Pesca Marinha dos Estados Unidos para educadamente a remover imediatamente Mathew Tennis do alvará nº 13430:

Donna Wieting
Director, Office of Protected Resources
NOAA Fisheries
1315 East-West Highway
Silver Spring, MD 20910
phone: 301-427-8400
Fax: 301-713-0376
donna.wieting@noaa.gov

Um dos "objetos de pesquisa" do alvará nº 13430. Foto: Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Núcleo SP participa do Bazar Vegano de Inverno 2013

Por Claudia Hallage, voluntária do Núcleo SP  do Instituto Sea Shepherd Brasil

No dia 14 de julho, aproximadamente quatro mil pessoas se reuniram para buscar informações sobre o veganismo e suas características, e comprar e vender produtos livres de sofrimento animal. Mais uma vez, o Núcleo SP do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) estava presente.

Bazar Vegano. Foto: ISSB

O Tendal da Lapa é um centro cultural da prefeitura de São Paulo, localizado na zona oeste da cidade, próximo à estação de trem e ao Mercado Municipal da Lapa. Antigo abatedouro, hoje é ponto de encontro e centro de convivência, e, a cada seis meses, sede do maior evento paulista focado no veganismo.

A iniciativa de um grupo de amigas em reunir pessoas com a mesma filosofia de vida, o veganismo, continua autônoma, porém não podemos mais dizer que se trata de um pequeno grupo. Com um público estimado de quatro mil pessoas, pela organização do evento, e cinco mil, pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a última edição do Bazar foi mesmo um sucesso!

Presente! Camiseta da Sea Shepherd Internacional trazida para o Núcleo SP. Foto: ISSB

Diversas ONGs, artesãos, profissionais independentes e empresários trabalharam incansavelmente para oferecer à todo este público, uma enorme variedade de produtos veganos, informações e campanhas voltadas ao tema.

O Instituto Sea Shepherd Brasil esteve presente mais uma vez, e contou com a colaboração dos voluntários para fazer o que sabem melhor, trabalhar pela vida marinha. Nossa ferramenta? A informação. Nosso objetivo? A preservação da vida marinha. O resultado? Como toda a semente plantada, os frutos virão mais adiante.

Negado o acesso da Sea Shepherd às audiências finais da Corte Internacional de Justiça

Por Geert Vons, Diretor da Sea Shepherd Holanda e o Capitão Alex Cornelissen, Diretor Global Executivo da Sea Shepherd (no vídeo)

Tribunal Internacional de Justiça – 15 de Julho

Foi negado o acesso à Sea Shepherd para entrar no Palácio da Paz, a fim de participar da primeira sessão da segunda rodada de argumentos orais e observações do Japão.

Em primeira instância, uma representante da Corte Internacional de Justiça nos informou na porta que as audiências não foram abertas ao público. Isso foi uma surpresa, já que no comunicado oficial recebido pelo nosso advogado haviam sido oferecido dois assentos pela Corte Internacional de Justiça, para atender todos os envolvidos na caça de baleias na Antártida (Austrália v. Japão: Nova Zelândia intervindo).

A senhora foi muito educada, porém, estava obviamente muito desconfortável.

Quando foi mostrado a esta representante uma cópia do comunicado escrito pelo Tribunal ao nosso advogado, onde constava que tínhamos sidos convidados e autorizados a participar de todas as audiências, inclusive as audiências preliminares, ela meio que confessou que tinha recebido ordens estritas para não nos deixar entrar.

Ela começou a realmente se sentir desconfortável, discutindo até com seu colega que estava ao seu lado. E fez uma chamada telefônica. Ao desligar, ela nos informou que o motivo desta negação se devia ao fato de problemas técnicos que não nos autorizava a participar.

Como eu não tinha qualquer indício de quem seria a pessoa do outro lado do telefone, perguntei se poderias falar com a pessoa que ela acabara de falar.

Ela não quis nos passar o nome ou o número de contato desta pessoa ao qual ela conversou por telefone. A representante ainda foi muito educada, e eu meio que senti pena dela, pelo fato dela ser apenas a mensageira.

Como eu tinha um número de telefone geral da Corte Internacional de Justiça por escrito, obtido através do nosso advogado, decidimos então fazer uma tentativa.

Outra senhora muito simpática também nos informou que não éramos bem-vindos, e que ela estava muito triste por isso. Ela se ofereceu para ver o que podia fazer e me pediu para ligar novamente em 10 minutos.

Eu liguei novamente depois de dez minutos e, no final, fui informado de que a Corte Internacional de Justiça não precisa se justificar e dar algum uma motivo pela qual não fomos autorizados a entrar no Palácio da Paz.

Então, não nos deram uma razão concreta. Deixaram à especulação.

Como mencionado anteriormente, hoje foi a primeira sessão do segundo turno das alegações e observações do Japão.

Será que sob pressão do Japão, a Corte Internacional de Justiça não queria que a Sea Shepherd Conservation Society estivesse presente e, para proibir, portanto, a Sea Shepherd, não tinha outra escolha, a não ser negar a entrada ao público em geral?

A Sea Shepherd já foi mencionada várias vezes na Corte Internacional de Justiça nas últimas semanas.

Estatísticas japonesas mostraram que o Japão culpou a Sea Shepherd por não ser capaz de atingir a sua cota de amostragem (leia-se, número de baleias a serem mortas).

É bom ver que as campanhas da Sea Shepherd têm sido realmente eficazes, e que salvamos a vida de milhares de baleias.

Geert Vons, Diretor da Sea Shepherd Holanda

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=gN5CtDA-OtU[/youtube]

“Você não pode passar”: a porta fechada da Corte Internacional de Justiça. Foto: Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Instituto Sea Shepherd Brasil combate o comércio ilegal de raia-viola na CEAGESP, em São Paulo

No final de 2010, o ISSB iniciou uma investigação de combate ao comércio ilegal de elasmobrânquios (tubarões e raias) coletando diversas provas, como fotos e filmagens, que juntamente com laudos técnicos, embasaram uma representação que foi entregue ao Ministério Público Federal no início de 2011.

Após constatar a existência do crime contra a fauna marinha, a representação foi encaminhada pelo Ministério Público Federal à Polícia Federal para diligências, resultando, no final do mês de maio, na apreensão de cerca de 700 kg de peixes da espécie rhinobatos horkelli, conhecida como raia-viola ou cação-viola, que estão ameaçadas de extinção e inclusas na Instrução Normativa nº. 05/2004 do IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, que lista tanto as espécies ameaçadas de extinção, como as espécies sobreexplotadas.

Foto: Delemaph/DPF

A apreensão aconteceu dentro da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo – CEAGESP e as duas empresas que comercializavam o pescado, estão sujeitas a sanções administrativas e multas, a serem aplicadas pelo IBAMA. Os responsáveis pelas empresas apresentaram notas fiscais, porém elas não continham a espécie proibida.

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil/ISSB

Dois proprietários foram presos e responderão, na medida de suas participações, pelos crimes previstos na Lei 9605/98 – Lei de Crimes Ambientais. As penas podem chegar a três anos de detenção ou multa. Todo o material foi apreendido e levado para a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil/ISSB

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil/ISSB

 

Desde 2007, quando lançou a Campanha em Defesa dos Tubarões, o Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) vem trabalhando intensamente pela preservação destes animais, desenvolvendo uma série de atividades relacionadas, como ações judiciais, investigações, campanhas de educação ambiental e conscientização pela proteção das espécies.

Em julho de 2012, o Instituto Sea Shepherd Brasil entregou durante uma audiência no Senado Federal, um pedido de moratória, solicitando a paralisação total, por 20 anos, da pesca de tubarões na costa brasileira.

Apoie a Campanha em Defesa dos Tubarões do Instituto Sea Shepherd Brasil e da Pró-Squalus. Assine a petição pública no link abaixo:

Petição Pública – Assine

Se não pressionarmos nossas autoridades, corremos o risco de entrarmos em um colapso marinho. Sua ajuda é decisiva!

Jovem conservacionista sai em turnê para educar novos “Campeões para a Mudança”

Nicole McLachlan. Foto: Champions for Change

Em junho a jovem conservacionista, Nicole McLachlan, Guardiã da Enseada veterana, embarcou em uma turnê de sete meses na costa da Austrália, em uma tentativa de inspirar e educar estudantes primários, do ensino médio e universitários, com idade para ser “Campeões para a Mudança” (Champions for Change, em inglês). A Sea Shepherd Austrália tem o orgulho de anunciar nossa parceria com a Nicole e a campanha destinada aos jovens ao longo de 2013.

Nicole, em seus 20 anos, vai viajar de junho a dezembro, visitando escolas, universidades e eventos em quase todos os Estados, destacando a sua visão para um futuro mais sustentável para a vida selvagem dos oceanos, compartilhando algumas de suas próprias experiências nas “linhas de frente” de conservação marinha com a Sea Shepherd Conservation Society e encorajando alunos que são apaixonados pela conservação ambiental para serem ‘campeões’ na própria ​​iniciativa ambiental local. Além disso, Nicole pretende levantar fundos e apresentar a Sea Shepherd Austrália ao longo de sua jornada ao redor do país.

“Sunsuper’s Champions for Change” (Campeões para a Mudança da Sunsuper) é um projeto criado para capacitar uma nova geração, com um programa que vai ajudar os alunos a fazerem escolhas mais responsáveis ​​dentro de sua comunidade local. Nicole fez uma parceria com a jovem construtora de mudanças, Nicole Gibson, que estará abordando questões sociais entre os jovens da Austrália durante a turnê. Em conjunto, as meninas vão se apresentar em mais de 250 escolas e eventos em todo o país.

Nicole viajou internacionalmente para engajar os jovens na conservação marinha, investindo mais de sete meses em três campanhas Operação Paciência Infinita, em Tajii, no Japão, três anos como especialista marinha e guia turístico em Lady Elliot Island, na Grande Barreira de Corais da Austrália, bem como realizando filmagens e trabalhos de conservação no Pacífico Sul e Micronésia.

Sua apresentação e workshop interativo opcional para os estudantes interessados ​​é projetado para facilitar a juventude com uma paixão pelo meio ambiente, e para fazer os alunos se sentirem habilitados a realizar as mudanças dentro de sua própria escola, e na comunidade. Aos alunos que optarem por participar do projeto são oferecidas orientações em curso livre com ‘as Nicoles’ para alcançar as metas que estabeleceram para si próprios e sua pequena equipe de colegas, bem como uma oportunidade de ganhar uma bolsa de 5.000 dólares no final de 2013, para implementar um projeto local, graças a principal patrocinadora da campanha, Sunsuper.

“Queremos não só educar os alunos, mas incentivá-los a seguir a sua própria paixão e sentir o poder de realizar mudanças. Com a ajuda de apoio e orientação, centenas de jovens ‘campeões para a mudança’ significa centenas de projetos de conservação em benefício do ambiente em todo o país. É emocionante pensar o resultado que pode ser alcançado!”, disse Nicole McLachlan.

Saiba mais sobre a campanha no Facebook ou mande um e-mail para Nicole McLachlan em: pathtoprotect@hotmail.com

Facebook: www.facebook.com/champsforchange

A Sea Shepherd Austrália doou uma van para a turnê. Foto: Champions for Change

Nicole em uma escola pública da praia de Pottsville. Foto: Champions for Change

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil