Operação Marco Zero do ISSB tem início em Recife (PE)

Desde 2007, quando lançou a Campanha em Defesa dos Tubarões, o Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) vem trabalhando intensamente pela preservação destes animais, desenvolvendo uma série de atividades relacionadas, como ações judiciais, investigações, campanhas de educação ambiental e conscientização pela proteção das espécies.

ISSB defende o direito à vida das espécies marinhas em seu habitat natural. Foto. Daniel Botelho (Embaixador do Mar - ISSB)

Em 26 de outubro de 2007, o ISSB ingressou com uma pioneira ação civil pública na Justiça Federal do Amapá, contra a captura e matança de 83 golfinhos que seriam vendidos como isca para pesca de tubarões por embarcações estrangeiras no litoral norte do Brasil, conseguindo a apreensão destas embarcações.

No dia 07 de maio de 2009, o ISSB ingressou na Justiça Federal de Rio Grande, com a primeira ação civil pública contra a pesca ilegal de tubarões e a cruel prática do finning (a extração de barbatanas) destinadas ao mercado asiático. Estas ações judiciais até hoje tramitam na Justiça Federal, e aguardamos a punição dos culpados.

Foto: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis- IBAMA

Foto: Gérson Pantaleão / Instituto Sea Shepherd Brasil

Na data de 09 de julho de 2012, o Instituto Sea Shepherd Brasil entregou, durante uma audiência no Senado Federal, um pedido de moratória, solicitando a paralisação total por 20 anos da pesca de tubarões na costa brasileira.

Wendell Estol, Diretor Geral do ISSB (à direita) Foto: Geraldo Magela

No dia 11 de janeiro de 2013, o ISSB colocou no Mercado Público de Porto Alegre (RS), um container simulando uma apreensão feita pelo IBAMA de 3,4 toneladas de barbatanas (equivalente a 40 mil tubarões mortos), que objetivou uma ação judicial da organização. O objetivo é alertar a população e as autoridades para a pesca ilegal de tubarões na costa brasileira.

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

E, recentemente, no dia 21 de maio de 2013, através de uma investigação de combate ao comércio ilegal de elasmobrânquios (tubarões e raias) iniciada em 2010, o ISSB possibilitou que a Polícia Federal realizasse a prisão de 02 proprietários de empresas que comercializam pescado dentro da CEAGESP e efetuassem a apreensão de cerca de 700 kg da espécie rhinobatos horkelli, conhecida como raia-viola ou cação-viola, que estão ameaçadas de extinção.

Foto: Delemaph / Departamento de Policia Federal (DPF)

O Instituto Sea Shepherd Brasil, através de seu histórico de ações bem sucedidas em prol da vida marinha, novamente entra na linha de frente no combate  à matança de tubarões em toda a costa brasileira.

Sabendo que, 100 milhões de tubarões são mortos a cada ano e que 67% das espécies estão ameaçadas na costa brasileira, não podemos permitir que verdadeiros “grupos de extermínio” ajam sem quaisquer consequências.

As praias de Pernambuco, em especial a Praia da Boa Viagem, estão sendo palco do maior exemplo de irresponsabilidade que o ser humano pode cometer contra o meio ambiente. Grupos de pessoas estão mobilizando-se para matar os tubarões na costa pernambucana e o ISSB entrou nesta luta pagando uma recompensa, em dinheiro, para fotos e vídeos que comprovem essa atrocidade contra os oceanos, este material será usado posteriormente em ações judiciais contra os “ativistas” que pretendem aniquilar este animal importantíssimo para o ecossistema marinho.

ISSB irá recompensar provas contra crimes ambientais em PE

Regras a serem observadas antes do envio de material para o ISSB

O material enviado será analisado pela equipe técnica do ISSB que é formada por profissionais de diversas áreas.

Somente serão considerados materiais válidos:
– Fotos com a data comprovada (usa-se um jornal do dia como referência)
– As fotos devem mostrar o autor do crime ambiental, sem isso não podemos utilizar o material como prova na ação judicial.
– Se aprovada pela equipe técnica, o autor do material preencherá um formulário com seus dados autorizando o uso de imagem pelo ISSB.

Somente efetuaremos o pagamento da recompensa caso todos os requisitos requeridos pelo ISSB sejam preenchidos.

IMPORTANTE:
Em hipótese alguma o nome do autor da foto será divulgado.
As fotos e os vídeos devem ser enviados para o e-mail: denuncias@seashepherd.org.br

 

“Esvazie os Tanques” mobiliza contra a indústria de baleias e golfinhos em cativeiro

Evento mundial "Esvazie os Tanques". Foto cedida pelo Empty the Tanks

Com documentários contundentes como The Cove e Blackfish liderando um novo caminho, o mundo está reavaliando se é ético, e até mesmo seguro, manter os mamíferos marinhos sensíveis em cativeiro. Com o grande lançamento de hoje do Blackfish, uma história verdadeira sobre orcas em cativeiro, idealizado pela ativista Rachel Greenhalgh, voluntária da Sea Shepherd Conservation Society que ficou firmemente vigiando os golfinhos em Taiji, no Japão, está aproveitando o momento para educar e mobilizar o mundo para esvaziar os tanques em 27 de julho de 2013, e deter o paternalismo dos parques aquáticos.

O objetivo do dia mundial pelo movimento “Esvazie os Tanques” (Empty the Tanks, em inglês) é aumentar a consciência do que acontece com baleias e golfinhos em cativeiro, a fim de colocar um fim a esta indústria. Lançada em abril, a campanha “Esvazie os Tanques” se multiplicou e inclui apoiadores em todo o mundo, incluindo Japão, Argentina, Canadá, Austrália e Estados Unidos. As manifestações ocorrerão em 24 locais, em 11 países no total.

“Esvazie os Tanques” não é um movimento radical exigindo a libertação de todas as baleias e golfinhos cativos. Embora alguns desses animais podem ser grandes candidatos à liberdade, há outros que certamente não conseguiriam sobreviver em mar aberto, mas devem ser aposentados e levados para redes em alto-mar, onde podem desfrutar o resto de seus dias em água marinha, além do mais importante, sem realizar acrobacias para a diversão das pessoas.

Susan Hartland, Diretora Administrativa da Sea Shepherd EUA, expressou seu apoio pelo movimento “Esvazie os Tanques” e pela determinação de Rachel em mobilizar os cidadãos que têm compaixão em todo o mundo. “‘Esvazie os Tanques’ é um empreendimento ambicioso de uma Guardiã da Enseada da Sea Shepherd que vem chamar a atenção internacional para a crueldade e o perigo da indústria de golfinhos e baleias em cativeiro. Se parques aquáticos, como o Sea World, tomarem a iniciativa e se voltarem para a observação de baleias e golfinhos, semelhante ao que o Aquário Nacional, em Baltimore, tem feito, iria mostrar uma tremenda responsabilidade corporativa em seu extremo. No entanto, eu acho que vai levar uma grande quantidade de tempo, clamor público e perseverança, antes que esse dia chegue.”

Enquanto a Sea Shepherd é mais conhecida por sua ação direta nos mares abertos, ela também mantém várias campanhas de conscientização pública e de educação, realizados em terra, a fim de afetar mudanças onde as intervenções não podem ser possíveis de outra forma. Um bom exemplo disso é a quarta campanha anual Guardião da Enseada, em Taiji, no Japão – o marco zero para a indústria de cativeiro de  golfinhos e comércio internacional de baleias pequenas. Depois de ser a primeira organização a expor com sucesso o comércio sangrento de golfinhos para o mundo, em 2003, a campanha Guardiões da Enseada da Sea Shepherd pretende continuar levando o foco e atenção da mídia para este negócio antiético, muito tempo depois do burburinho inicial ter começado.

“A maioria das pessoas está tão encantada com baleias e golfinhos e com a chance de vê-los de perto que não param para perceber que o seu bilhete de entrada para um parque aquático tem um efeito direto sobre o derramamento de sangue em Taiji”, disse Rachel Greenhalgh.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd pede a remoção imediata de “pesquisador” de leões-marinhos

"Pesquisador" Matthew Tennis deixa a pele de um leão-marinho em chamas durante a marcação - Porto de Astoria, 24 de março de 2013. Foto: Aaron Hall / Sea Shepherd

Em 18 de fevereiro de 2010, o Serviço Nacional de Pesca Marinha dos Estados Unidos emitiu o alvará nº 13430 para o Laboratório Nacional de Mamíferos Marinhos para “atividades de pesquisa” sobre os mamíferos marinhos, conforme disponível no documento (em inglês).

De acordo com a “autorização para tomar espécies protegidas para fins científicos”, o que é autorizado até 31 de janeiro, de 2015, o objetivo da pesquisa é o de “fornecer informações necessárias para a avaliação das populações de mamíferos marinhos e gestão, incluindo a gestão dos mamíferos marinhos ameaçados de predação sobre os salmonídeos e ameaçados de extinção.”

Entre os co-pesquisadores listados no alvará nº 13430 está Matthew Tennis. Tennis é conhecido por aqueles que seguem a campanha da Sea Shepherd, Guardiões da Represa, como o indivíduo responsável pela operação de marcação dos leões-marinhos no Porto de Astoria, em Oregon. Para os efeitos da licença, co-pesquisadores estão qualificados para realizar atividades autorizadas sem supervisão no local da permissionária. A licença permite a Tennis e outros capturar, deter, medir, pesar, e marcar com ferro quente até 300 leões-marinhos-da-Califórnia adultos e jovens do sexo masculino, anualmente. Em nenhum lugar nas 22 páginas do alvará nº 13430 é especificado que a presença de voluntários da Sea Shepherd deve ter qualquer influência sobre as atividades de “pesquisa”, mas em 23 de junho de 2013, às 23:05, Tennis publicou num grupo aberto na página de mídia social Facebook: “Esta primavera eu drasticamente aumentei os meus esforços de pesquisa em Astoria porque a Sea Shepherd estava assistindo. Na verdade, nós marcamos novos animais em Astoria mais nesta última primavera do que qualquer outra primavera na história do projeto”.

Mensagem de Matt Tennis. Imagem cortesia de www.facebook.com

Longe de escolher o número de animais a marca com base em dados científicos sólidos, Tennis parece marcar animais apenas para ofender um grupo tentando garantir a sua integridade física. A Sea Shepherd denuncia seu comentário tão repugnante e exorta o Serviço Nacional de Pesca Marinha para remover imediatamente Tennis do Alvará nº 13430 e qualquer outra posição de responsabilidade associada com a manipulação de mamíferos marinhos. “É desprezível pensar que o chamado pesquisador faria uma afirmação tão flagrante e inadequada sobre algo tão sério, como a marcação quente dos mamíferos marinhos protegidos pelo governo federal”, comentou Scott West, Diretor de Inteligência e Investigações da Sea Shepherd.

"Pesquisador" Matthew Tennis fica em pé em um leão-marinho, enquanto o marca - Porto de Astoria, 28 de março de 2013. Foto: Sea Shepherd

De 15 de março a 31 de maio de 2013, Guardiões da Represa da Sea Shepherd estiveram no porto de Astoria e na represa de Bonneville para monitorar e informar sobre as atividades associadas com armadilhas, marcação e remoção letal de leões-marinhos, bodes expiatórios por comer salmão selvagem (peixe é seu alimento natural) no rio Columbia. Ao longo da campanha, Guardiões da Represa voluntários observaram a conduta de Tennis nas atividades de marcação, em várias ocasiões, no porto de Astoria. Fotos e vídeos foram feitas pelos Guardiões da Enseada mostrando Tennis deixando a pele de leões-marinhos em chamas e pisando em suas feridas frescas com suas botas sujas de trabalho.

Logo após o fim da Campanha Guardião da Represa 2013, Tennis lamentou no Facebook sobre sua falta de motivação para o trabalho, na ausência dos voluntários vigilantes da Sea Shepherd. Aparentemente, sem a presença dos Guardiões da Represa e suas câmeras, o “pesquisador”, cujo trabalho é financiado com dinheiro do contribuinte, tem coisas melhores para fazer com seu tempo.

Mensagem de Matt Tennis. Imagem cortesia de www.facebook.com

A falta de profissionalismo de Tennis, seus comentários públicos e comportamento denunciam a integridade do chamado programa de “pesquisa”. Ele deve ser imediatamente demitido das suas funções como co-pesquisador dessa autorização federal. A Sea Shepherd convoca seus apoiadores para contatarem Donna Wieting, diretora do escritório do Serviço Nacional de Pesca Marinha dos Estados Unidos para educadamente a remover imediatamente Mathew Tennis do alvará nº 13430:

Donna Wieting
Director, Office of Protected Resources
NOAA Fisheries
1315 East-West Highway
Silver Spring, MD 20910
phone: 301-427-8400
Fax: 301-713-0376
donna.wieting@noaa.gov

Um dos "objetos de pesquisa" do alvará nº 13430. Foto: Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Núcleo SP participa do Bazar Vegano de Inverno 2013

Por Claudia Hallage, voluntária do Núcleo SP  do Instituto Sea Shepherd Brasil

No dia 14 de julho, aproximadamente quatro mil pessoas se reuniram para buscar informações sobre o veganismo e suas características, e comprar e vender produtos livres de sofrimento animal. Mais uma vez, o Núcleo SP do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) estava presente.

Bazar Vegano. Foto: ISSB

O Tendal da Lapa é um centro cultural da prefeitura de São Paulo, localizado na zona oeste da cidade, próximo à estação de trem e ao Mercado Municipal da Lapa. Antigo abatedouro, hoje é ponto de encontro e centro de convivência, e, a cada seis meses, sede do maior evento paulista focado no veganismo.

A iniciativa de um grupo de amigas em reunir pessoas com a mesma filosofia de vida, o veganismo, continua autônoma, porém não podemos mais dizer que se trata de um pequeno grupo. Com um público estimado de quatro mil pessoas, pela organização do evento, e cinco mil, pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a última edição do Bazar foi mesmo um sucesso!

Presente! Camiseta da Sea Shepherd Internacional trazida para o Núcleo SP. Foto: ISSB

Diversas ONGs, artesãos, profissionais independentes e empresários trabalharam incansavelmente para oferecer à todo este público, uma enorme variedade de produtos veganos, informações e campanhas voltadas ao tema.

O Instituto Sea Shepherd Brasil esteve presente mais uma vez, e contou com a colaboração dos voluntários para fazer o que sabem melhor, trabalhar pela vida marinha. Nossa ferramenta? A informação. Nosso objetivo? A preservação da vida marinha. O resultado? Como toda a semente plantada, os frutos virão mais adiante.

Negado o acesso da Sea Shepherd às audiências finais da Corte Internacional de Justiça

Por Geert Vons, Diretor da Sea Shepherd Holanda e o Capitão Alex Cornelissen, Diretor Global Executivo da Sea Shepherd (no vídeo)

Tribunal Internacional de Justiça – 15 de Julho

Foi negado o acesso à Sea Shepherd para entrar no Palácio da Paz, a fim de participar da primeira sessão da segunda rodada de argumentos orais e observações do Japão.

Em primeira instância, uma representante da Corte Internacional de Justiça nos informou na porta que as audiências não foram abertas ao público. Isso foi uma surpresa, já que no comunicado oficial recebido pelo nosso advogado haviam sido oferecido dois assentos pela Corte Internacional de Justiça, para atender todos os envolvidos na caça de baleias na Antártida (Austrália v. Japão: Nova Zelândia intervindo).

A senhora foi muito educada, porém, estava obviamente muito desconfortável.

Quando foi mostrado a esta representante uma cópia do comunicado escrito pelo Tribunal ao nosso advogado, onde constava que tínhamos sidos convidados e autorizados a participar de todas as audiências, inclusive as audiências preliminares, ela meio que confessou que tinha recebido ordens estritas para não nos deixar entrar.

Ela começou a realmente se sentir desconfortável, discutindo até com seu colega que estava ao seu lado. E fez uma chamada telefônica. Ao desligar, ela nos informou que o motivo desta negação se devia ao fato de problemas técnicos que não nos autorizava a participar.

Como eu não tinha qualquer indício de quem seria a pessoa do outro lado do telefone, perguntei se poderias falar com a pessoa que ela acabara de falar.

Ela não quis nos passar o nome ou o número de contato desta pessoa ao qual ela conversou por telefone. A representante ainda foi muito educada, e eu meio que senti pena dela, pelo fato dela ser apenas a mensageira.

Como eu tinha um número de telefone geral da Corte Internacional de Justiça por escrito, obtido através do nosso advogado, decidimos então fazer uma tentativa.

Outra senhora muito simpática também nos informou que não éramos bem-vindos, e que ela estava muito triste por isso. Ela se ofereceu para ver o que podia fazer e me pediu para ligar novamente em 10 minutos.

Eu liguei novamente depois de dez minutos e, no final, fui informado de que a Corte Internacional de Justiça não precisa se justificar e dar algum uma motivo pela qual não fomos autorizados a entrar no Palácio da Paz.

Então, não nos deram uma razão concreta. Deixaram à especulação.

Como mencionado anteriormente, hoje foi a primeira sessão do segundo turno das alegações e observações do Japão.

Será que sob pressão do Japão, a Corte Internacional de Justiça não queria que a Sea Shepherd Conservation Society estivesse presente e, para proibir, portanto, a Sea Shepherd, não tinha outra escolha, a não ser negar a entrada ao público em geral?

A Sea Shepherd já foi mencionada várias vezes na Corte Internacional de Justiça nas últimas semanas.

Estatísticas japonesas mostraram que o Japão culpou a Sea Shepherd por não ser capaz de atingir a sua cota de amostragem (leia-se, número de baleias a serem mortas).

É bom ver que as campanhas da Sea Shepherd têm sido realmente eficazes, e que salvamos a vida de milhares de baleias.

Geert Vons, Diretor da Sea Shepherd Holanda

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=gN5CtDA-OtU[/youtube]

“Você não pode passar”: a porta fechada da Corte Internacional de Justiça. Foto: Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil