Sydney recebe o Sam Simon

O Sam Simon com a Sydney Opera House ao fundo. Foto: Sea Shepherd Austrália / Tim Watters

Pela primeira vez, na semana passada, o mais novo navio da Sea Shepherd , o M/V Sam Simon – honrando seu homônimo Sam Simon, produtor do programa de televisão The Simpsons – foi recebido em Sydney, na Austrália. Com um novo trabalho de pintura, e operado por uma tripulação de cerca de 30 voluntários, o navio chegou ao terminal de passageiros Circular Quay na sexta-feira à noite, para os aplausos de voluntários e apoiadores da Sea Shepherd Sydney .

A mãe natureza estava sorrindo, com um tempo absolutamente perfeito durante todo o fim de semana. O Sam Simon recebeu uma quantidade sem precedentes de visitantes, que reservaram um tempo em suas agendas para visitar o navio, conversar com a equipe e ver como é a vida a bordo deste navio de conservação dos oceanos em pleno funcionamento.

Nós gostaríamos de estender um enorme agradecimento ao povo de Sydney por, mais uma vez, apoiar a Sea Shepherd . E outra vez vocês provaram que esta é uma cidade de amantes do oceano, que entendem a importância de defender nossas baleias e os nossos oceanos.

Nós também gostaríamos de estender um muito obrigado à Hon Marie Ficarra MP (Secretário de Estado para o Premier) e o Conselheiro Vincent Deluca (Conselho Warringah), cujos esforços e tenacidade persistentes tornaram possível para os nossos navios continuar a visitar o porto de Sydney.

Do fundo de nossos corações e no fundo dos oceanos, OBRIGADO SYDNEY !

“Ao longo dos anos, a Sea Shepherd foi recebida como heróis, e outra vez entramos no porto de Sydney. Isso permitiu que a Sea Shepherd levantasse os fundos necessários para defender as mesmas baleias que migram na costa australiana.

Sem dúvida, isso não seria possível sem a Exma. Marie Ficarra MP, e Marie deve ter orgulho em saber que as baleias são salvas todos os anos devido ao seu apoio incrível. Eu sempre gostei de conhecer Marie, que é apaixonada pela vida , anda de mãos dadas com a paixão da Sea Shepherd para defender nossos oceanos maravilhosos. Obrigado Marie, por ser parte da Armada das baleias!”, disse Jeff Hansen, diretor da Sea Shepherd Austrália.

Multidão para realizar os passeios públicos gratuitos no Circular Quay. Foto: Sea Shepherd Austrália / Tim Watters

Marie Ficarra visita o Sam Simon, com a diretora da Sea Shepherd, Michelle Mossfield , o diretor de desenvolvimento, Aaron Barnes e o gerente do navio, James Brooks. Foto: Sea Shepherd Austrália / Tim Walters

Uruguai aprova criação de santuário para baleias e golfinhos

Por Carolina Andrade, Coordenadora de Projetos da OCC, voluntária da Sea Shepherd Uruguai 

Foto cedida por Martin Acosta Rodriguez

Boa notícia para os nossos clientes: o Uruguai tem agora um Santuário de Baleias!

Na terça-feira 3 de setembro de 2013, o Parlamento uruguaio aprovou por unanimidade a criação de um santuário para as baleias e outros cetáceos.

A criação deste santuário de baleias é uma grande conquista para os nossos cidadãos, uma grande conquista para o mundo, mas, principalmente, uma grande conquista para as baleias e os golfinhos.

O santuário de baleias foi proposto pela primeira vez em 2002, por um pequeno grupo sem fins lucrativos, a Organização para a Conservação de Cetáceos (OCC). Esta campanha estava em andamento há vários anos, como um projeto participativo baseado na comunidade, principalmente de crianças em idade escolar, e das autoridades nacionais e locais.

Anos mais tarde, em 2010, graças a condições políticas, ambientais e sociais mais adequadas, a campanha foi retomada, com o apoio de organizações nacionais e internacionais. Em 2012, o projeto de lei foi apresentado mais uma vez perante a Comissão de Meio Ambiente e perante o Parlamento por um grupo de estudantes, que eram os principais promotores. As crianças representaram a proposta com os documentos em sua própria caligrafia, e simbolicamente ocuparam os assentos dos representantes. Finalmente, na terça-feira, o Parlamento uruguaio aprovou por unanimidade (62-0) o estabelecimento do Santuário de Baleias. Esta lei declara toda a Zona Econômica Exclusiva no Uruguai um santuário de baleias e golfinhos, onde estes animais serão protegidos.

“Este é um momento histórico para o Uruguai e para o mundo inteiro”, disse Rodrigo García Píngaro, fundador e diretor-executivo da OCC, após a votação histórica. “Isso mostra que os países latino-americanos estão cada vez mais unidos na proteção de baleias e outras espécies marinhas nas suas águas costeiras”. Antes da votação, o deputado Gerardo Amarilla, ex-presidente da Comissão Nacional do Meio Ambiente , destacou que a partir de hoje, todos os grandes projetos de desenvolvimento ao longo da costa do Uruguai vai exigir regulamentações ambientais mais rigorosas e a aplicação antes de serem oficialmente aprovadas. “Nosso objetivo é criar um Uruguai natural”, observou ele.

A criação deste santuário de baleias é uma grande conquista para os nossos cidadãos, uma grande conquista para o mundo, mas , principalmente, uma grande conquista para as baleias e os golfinhos. Há muito trabalho a ser feito para protegê-los, e isso é necessário agora mais do que nunca.

Japan Dolphins Day 2013 em defesa dos golfinhos de Taiji é realizado no Rio de Janeiro

Por Bianca Lima, Coordenadora voluntária de Educação Ambiental do Instituto Sea Shepherd Brasil – Núcleo Rio de Janeiro

Dia 01 de setembro, o Núcleo Carioca do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) organizou um ato pacífico na Praia de Copacabana, Posto 4, no Rio de Janeiro, contra o início da matança de golfinhos e baleias-piloto, que ocorre todos os anos na cidade de Taiji, no Japão, e tem uma estreita ligação com a indústria de cativeiro nos parques marinhos. O ato fez parte do Japan Dolphins Day 2013, evento mundial que ocorreu em mais de 120 cidades ao redor do mundo.

Foto: Raphael Jordão/ ISSB

Empunhando cartazes com frases contra a atividade de caça, fotos que mostravam aos transeuntes a crueldade ocorrente em Taiji e utilizando um golfinho inflável pintado com tinta vermelha, simbolizando sangue, o ato buscou conscientizar as pessoas para que não visitem parques marinhos onde são realizados shows com golfinhos.

Foto: Raphael Jordão/ ISSB

Aos interessados, foram entregues panfletos informativos sobre o trabalho realizado pelos Cove Guardians (Guardiões da Enseada) da Sea Shepherd na cidade de Taiji, voluntários que passam os seis meses da temporada de caça documentando e transmitindo ao vivo, por meio de um canal da organização, o cruel massacre de golfinhos. Os voluntários elaboraram um abaixo-assinado pedindo a cota zero para caça e captura de golfinhos e baleias-piloto.

Foto: Raphael Jordão/ ISSB

O evento chamou a atenção das pessoas que circulavam na orla da Praia da Copacabana, e foram coletadas 140 assinaturas no abaixo-assinado. Temos a certeza que estas 140 pessoas, que tomaram conhecimento deste abate anual de golfinhos no Japão, poderão refletir sobre o assunto e difundir a mensagem para outras pessoas, pois é necessária a conscientização e a educação ambiental para que um dia esta matança tenha um fim. Agradecemos a todos que, direta ou indiretamente, colaboraram para este dia de ação em prol da vida marinha.

Foto: Raphael Jordão/ ISSB

Fotos: Raphael Jordão/ ISSB

Foto: Raphael Jordão/ ISSB

Abrolhos e as Jubartes recebem mais uma expedição do Instituto Sea Shepherd Brasil

Durante os dias 29, 30 e 31 de agosto e 01 de setembro, o núcleo carioca do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) realizou o “V WHALE WATCHING SEA SHEPHERD RJ EM ABROLHOS”, uma expedição para o Arquipélago de Abrolhos, em parceria com a empresa de turismo Apecatu Expedições, localizada na cidade de Caravelas (BA).

Sede da Apecatu Expedições em Caravelas-BA - Foto: Celso Leite

A expedição teve seu início no Aeroporto de Vitória/ES, local onde se reúnem todos os participantes que chegam de várias partes do País. Após a reunião de todo o grupo, embarcamos nas vans fretadas e seguimos rumo à cidade de Caravelas, onde chegamos durante a noite e pernoitamos dentro das embarcações.

Na manhã do dia 30, os catamarãs Zeus e Netuno partiram do cais, com destino ao Arquipélago de Abrolhos.

Os catamarãs Zeus e Netuno ancorados em Caravelas/BA - Foto: Celso Leite

A viagem até Abrolhos levou cerca de 05 (cinco) horas e no caminho.

As baleias jubartes vieram nos recepcionar. E elas estão por todos os lados, encantando as pessoas, nos mostrando que SIM é possível viver em harmonia com a natureza, respeitando todos os indivíduos, suas comunidades e a necessidade de conservação da espécie. Este ano, cerca de 14 mil indivíduos passarão pelo Arquipélago de Abrolhos segundo informações do Instituto Baleia Jubarte.

Jubartes em Abrolhos - Foto: Miguel Coutinho

Jubartes em Abrolhos - Foto: Miguel Coutinho

Jubartes em Abrolhos - Foto: Sara Kaufmman

Após ancorarmos em Abrolhos, recebemos a visita de 02 (dois) biólogos do ICMBio, que agradeceram a nossa presença e informaram os procedimentos a serem seguidos pelos visitantes do arquipélago, objetivando a proteção e conservação da biodiversidade presente na região. Ao final do dia, os participantes da viagem realizaram o primeiro mergulho noturno, no portinho norte.

Ilha de Santa Bárbara, Abrolhos - Foto: Gisele Pontes

 

Entardecer em Abrolhos - Foto: Sara Kaufmman

 

No início do segundo dia do Live Aboard, os mergulhadores certificados conheceram os naufrágios Guadiana e Rosalinda, com os outros participantes experimentando as sensações do “batismo” de mergulho, onde vivenciaram o primeiro contato com o fundo do mar, sempre acompanhados de um instrutor,

Na parte da tarde, após a devida autorização, todos desembarcaram na Ilha Siriba, sendo guiados pelos biólogos do ICMBio, que passavam as informações sobre os belos atobás residentes e a formação vulcânica do parque nacional.

Atobás Pardos - Foto: Gisele Pontes

 

Atobás Mascarados - Foto: Gisele Pontes

 

Escondida no meio da pedra, tivemos a oportunidade de encontrar uma preciosidade: Uma Grazina com seu filhote, a ave branca, com o dorso listrado de negro, a ponta da asa também negra e o bico vermelho. O filhote tem o bico amarelo e a cauda curta. Deixam-se cair no mar, para pesca, de uma altura considerável, mergulhando de três a quatro metros para capturar as suas presas.

O ninho é comumente feito em buracos nas pedras; Ao contrário dos atobás e fragatas, o filhote nasce com os olhos abertos e cobertos de penugem. Abrolhos é o este principal local de reprodução da Grazina do Bico Vermelho.

Grazina com filhote - Foto: Gisele Pontes

À tarde, fomos recebidos pela representante da Marinha do Brasil, que faz o gerenciamento da Ilha de Santa Bárbara, onde está localizado o Farol de Abrolhos.

A Ilha Santa Bárbara é a maior e única ilha habitada do arquipélago. Possui aproximadamente 1,5 quilômetro de extensão, 300 metros de largura e 35 metros acima do nível do mar.

O farol, relíquia de 1861 no reinado de D. Pedro II que ainda conserva as imensas lâminas de cristal, capazes de em boas condições de tempo, tornar os reflexos visíveis até no continente, a mais de 100 quilômetros de distância.

Farol de Abrolhos - Foto: Sara Kaufmman

Portinho Sul - Foto: Sara Kaufmman

Com uma vista deslumbrante, a noite cai mais uma vez no paraíso e retornamos ao barco para mais um mergulho noturno.

No domingo, o dia amanheceu com tempo aberto, mas rapidamente se fechou, caindo uma fina chuva, o que não impossibilitou mais diversão do grupo. Os participantes habilitados ao mergulho fizeram mais um ponto de naufrágio, o navio Santa Catarina, enquanto outros participantes não mergulhadores, experimentaram incríveis sensações ao realizarem seu “batismo”, neste local mágico.

Após o almoço e já com saudades por deixar Abrolhos, retornamos de nossa viagem com destino á Caravelas.

Voluntários Sea Shepherd - Foto: Sara Kaufmman

Abrolhos foi o primeiro Parque Nacional Marinho do Brasil, fundado em 1983, e possui a maior biodiversidade do Atlântico Sul. É composto de cinco ilhas: Santa Bárbara, Siriba, Redonda, Sueste e Guarita, e o único lugar no mundo onde são encontradas as formações coralíneas chamadas de “Chapeirões”.

A unidade de conservação (UC) federal tem gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), é o principal ponto reprodutivo de baleias jubartes e local de concentração de cerca de 90% dos indivíduos que chegam ao Brasil. Isso se deve ao alargamento da plataforma continental, que deixa as águas mais mornas e calmas para reprodução e amamentação da espécie.

O restante do ano, as baleias jubarte passam a 4,5 mil quilômetros do litoral brasileiro: na Antártida. “Lá é a área em que elas vão se alimentar. Então, no período em que elas estão aqui, elas não se alimentam. Elas se alimentaram em excesso durante o verão, fizeram uma reserva de energia na forma da camada de gordura. No período em que elas estão aqui, eles não se alimentam e só vão queimando gordura e emagrecendo” informa o veterinário do Instituto Baleia Jubarte.

O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (ParNaM de Abrolhos) teve criado o seu Plano de Manejo em 1991 e no dia 21 de dezembro de 2012, foi criada a Portaria 138, que estabelece normas e procedimentos para o credenciamento e a autorização de uso para exercício da atividade comercial de visitação embarcada no ParNaM, podendo incluir a realização de atividades de mergulho livre e autônomo, observação de fauna e flora e caminhada monitorada em trilha.

Nossos agradecimentos à equipe da Apecatu Expedições por mais uma expedição de sucesso: Muito obrigado e até março de 2014, no “II ECO DIVE SEA SHEPHERD”.

Participantes da Expedição e Equipe Apecatu - Foto: ISSB

ISSB participa da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e/ou Múltipla na APAE, em Porto Alegre (RS)

Por Francine Maciel, coordenadora institucional voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB)

Na última semana, o Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) participou da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e/ou Múltipla na APAE, em Porto Alegre (RS). Uma oportunidade única de destacar a importância de preservarmos o ambiente marinho.

Francine Maciel ministrando palestra. Foto: ISSB

“A palestra foi ótima, muito emocionante! Os alunos demonstraram paixão e interesse pelo mar. Foi uma troca de conhecimentos, todos estavam preparados para a palestra, estudaram o assunto nos dias anteriores e fizeram trabalhos com desenhos de vida marinha. O legal foi perceber que, mesmo com dificuldades cognitivas, todos se expressaram muito bem na aula, participaram das atividades, questionavam o posicionamento do ISSB quanto ao finning, e demonstraram sua indignação com o que acontece nos oceanos”, comemora Francine Maciel, bióloga e coordenadora institucional do ISSB.

Alunos da APAE de Porto Alegre, que participaram do evento. Foto: ISSB

Na opinião da outra palestrante, Priscilla Kiscporski, estudante de biologia e coordenadora da loja do ISSB, “durante a palestra abordamos assuntos como a diversidade marinha, os seus diferentes ambientes, o problema do despejo de resíduos em praias, mares, rios e lagos e a responsabilidade de cada um de nós, na preservação da vida natural. Além disso conversamos sobre o que podemos fazer para ajudar o meio ambiente a se reestruturar e, como podemos aproveitá-lo de uma maneira sustentável”.