Instituto Sea Shepherd Brasil Realiza Oficinas De Educação Ambiental No Amapá

Nos dias 28 de novembro e 01 de dezembro de 2013, o Coordenador Jurídico e Diretor Regional Rio de Janeiro, Luiz André Albuquerque, e a Coordenadora Regional Rio de Janeiro, Gisele Pontes, realizaram oficinas com atividades pedagógicas sobre preservação marinha para os estudantes da Escola Municipal Fortaleza, localizada no Bairro Igarapé da Fortaleza.

Sob a orientação de Gisele Pontes, as oficinas iniciaram-se com informações sobre a preservação do meio ambiente e dos animais marinhos, descarte correto dos resíduos sólidos (lixo) e em seguida, foram realizados jogos e pinturas, atividades lúdicas que contribuirão com a formação de crianças e jovens do ensino fundamental.

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

 

O objetivo foi enfatizar a necessidade da conservação do habitat das espécies existentes na localidade e sensibilizar as comunidades para que protejam as praias, os rios, os igarapés, os botos cinza, o pescado na época do defeso, etc.

“Os valores e o meio ambiente são temas que devem ser sempre trabalhados. É um trabalho permanente e contínuo” – salientou Gisele.

 

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

Glauciane Braga, professora da escola, comentou que as atividades realizadas pelo instituto vão ajudar outros projetos desenvolvidos para os alunos. “Todos os anos, orientamos os alunos sobre a conscientização do meio ambiente. Essa equipe do Instituto Sea Shepherd Brasil, que trabalha de uma forma diferenciada, vai dar um suporte a mais para a escola”, informou.

Para a aluna Yanna Gomes, da 4ª série, é sempre importante aprender a preservar o meio ambiente. “Na escola, a gente também estuda sobre reciclagem e que não se deve jogar lixo na rua. Quando eu como bombom na rua, sempre coloco a casca dentro da bolsa para jogar no lixeiro de casa”, destacou.

Também foram realizadas atividades de educação ambiental com as crianças moradoras da Apa (Área de Preservação Ambiental) da Fazendinha, além de ministrarem duas palestras na Universidade Estadual do Amapá – UEAP, para alunos do ensino fundamental e para alunos dos cursos de engenharia de pesca e biologia.

 

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

 

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

Nas duas palestras realizadas na UEAP, os membros do ISSB abordaram a missão e as atividades realizadas pela organização no Brasil e no exterior, através de um caráter motivacional para despertar a responsabilidade dos participantes na disseminação do conhecimento e ampliar o trabalho em defesa do meio ambiente marinho.

 

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

 

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

 

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

 

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

 

Decorrente do trabalho realizado em Macapá, os representantes do ISSB foram convidados pelos principais meios de comunicação locais para entrevistas, como o SBT Amapá (sendo uma entrevista ao vivo no estúdio da emissora), a Rede Record, o programa Café Com Notícias, o Diário do Amapá e o Jornal do Dia, o que foi importante para divulgar a necessidade de preservação dos ecossistemas ribeirinhos e marinhos.

O Instituto Sea Shepherd Brasil deseja implementar uma série de atividades na região norte do país, visando chamar a atenção para a proteção do boto cinza, do boto cor-de-rosa, do peixe boi e dos manguezais, importantes ecossistemas para diversas espécies marinhas.

 

INSTITUTO SEA SHEPHERD BRASIL DEBATE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A FISCALIZAÇÃO NA COSTA DO AMAPÁ.

No dia 28 de novembro, o Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) representado por seu Coordenador Jurídico e Diretor Regional Rio de Janeiro, Luiz André Albuquerque, e a Coordenadora Regional Rio de Janeiro, Gisele Pontes, participaram do debate “Educação Ambiental, Fiscalização e Monitoramento da costa do Amapá”, na Universidade do Estado do Amapá (UEAP), realizado em Macapá, região norte do Brasil.

Composição da mesa, com Luiz Albuquerque (ISSB), o primeiro à direita. Foto: Cleito Souza

Também participaram do debate, os representantes da Secretaria Estadual do Ambiente do Amapá, da Marinha do Brasil, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade –ICMBio, do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amapá, da Associação de Guarda Parques do Amapá e do Coletivo Beija-Flor, projeto ambiental local.

O debate, que recebeu um ótimo público, fez parte da programação do Festival QuebraMar 2013 e teve o objetivo de discutir as políticas públicas de educação ambiental e as estratégias de sua implementação no Estado do Amapá, bem como questões referentes a fiscalização no litoral amapaense, relacionadas a pesca ilegal, o tráfego irregular de embarcações, a segurança da navegação, dentre outras. Os participantes da mesa também informaram aos presentes ao debate, uma panorama das atividades ligadas ao tema, que foram realizadas pelos entes públicos e instituições que representam.

Parte da plateia presente ao debate - Foto: Cleito Souza

Durante a presença em Macapá, Luiz André Albuquerque visitou as sedes do IBAMA e do ICMBio, com o objetivo de estreitar os contatos institucionais, debater estratégias de conservação ambiental e fiscalização da atividade pesqueira no litoral amapaense, principalmente visando coibir os crimes ambientais marinhos ocorrentes na região.

Fotos: Instituto Sea Shepherd Brasil

Fotos: Instituto Sea Shepherd Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

Os representantes do IBAMA e ICMBio concordaram com a necessidade e a importância de serem implementadas ações de controle e fiscalização das embarcações, mas reconheceram a dificuldade de trabalho, face os órgãos públicos possuírem equipes pequenas e pouco equipamento para atuar em uma região com um grande litoral, principalmente no Parque Nacional do Cabo Orange, unidade de conservação que possui a maior área marinha do proteção integral do Brasil.

Fotos: Instituto Sea Shepherd Brasil

Fotos: Instituto Sea Shepherd Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

“O Instituto Sea Shepherd Brasil busca trabalhar em conjunto com os entes públicos, pois entendemos que como representantes da sociedade civil, precisamos contribuir para a proteção dos ecossistemas marinhos brasileiros. O patrimônio natural a ser protegido pelos amapaenses tem enorme valor, mas a gestão ambiental requer recursos humanos e financeiros, que infelizmente não são disponibilizados de forma adequada. Os 200 mil hectares de área marinha do Parque Nacional do Cabo Orange precisam de uma constante e intensa fiscalização, pois é uma região sensível para a biodiversidade marinha brasileira e que sofre com a pesca ilegal, devido à intensa atividade de embarcações pesqueiras nacionais e até internacionais. Estamos esperançosos de que no início de 2014, a Justiça Federal decida pela procedência da ação judicial que o ISSB ingressou em 2007 e condene os Réus pela morte dos 83 golfinhos na costa do Amapá, pelo dano moral ambiente coletivo e que esta decisão tenha caráter pedagógico.” – comentou Luiz André Albuquerque, Coordenador Jurídico do ISSB.

Em 2007, o ISSB lançou a Operação Furacão Silencioso e ingressou com uma ação civil pública buscando responsabilizar os donos das embarcações “Graça de Deus” e Damasceno III” pela morte de 83 golfinhos no litoral do Amapá, noticia que foi veiculada em rede nacional e teve repercussão internacional.  A Justiça Federal determinou liminarmente a apreensão e a suspensão das atividades pesqueiras das embarcações e o processo segue em trâmite na 2ª Vara Federal do Amapá, aguardando uma decisão final.

ISSB participa do Simpósio de Biodiversidade em Santa Maria (RS)

Por Priscilla Kiscporski, Coordenadora da SeaShop do ISSB

Fotos: Instituto Sea Shepherd Brasil

O Instituto Sea Shepherd Brasil participou do Simpósio de Biodiversidade na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) nos dias 12 e 13 deste mês.  O simpósio com o Tema “Conhecer para Conservar” ofereceu palestras, minicursos, apresentação de trabalhos científicos e concursos de fotografia.

Auditório do Simpósio: “Conhecer para Conservar”

Priscilla apresentando a campanha em defesa dos tubarões do ISSB

O ISSB foi representado pelas voluntárias Priscilla Kiscporski (Coordenadora do Seashop e estudante de biologia) e Francine Maciel (Coordenadora Institucional e bióloga) que, além de participarem como inscritas no evento, realizaram sensibilização ambiental com os participantes do simpósio, principalmente no que diz respeito à pesca predatória de tubarões e raias no Brasil. Também foram abordados com os participantes assuntos como o Finning (prática da retirada de barbatanas dos tubarões e descarte dos corpos vivos no mar), a proibição do turismo de observação de baleias embarcado em Santa Catarina (TOBE), a Operação Marco Zero em Recife e o Projeto Container, que ocorreu em 2013 no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, além outras ações da Sea Sheperd Brasil.

Francine apresentando as atividades do ISSB

“Nosso objetivo é sensibilizar os alunos para os problemas que ocorrem nos oceanos, pois é possível ajuda-los mesmo estando distante deles” disse a voluntária Priscilla.

Priscilla com o livro de assinaturas pela moratória da pesca de tubarões no Brasil

O simpósio rendeu centenas de assinaturas para a campanha pela moratória da pesca de tubarões em toda a costa brasileira, além de proporcionar uma futura parceria entre o ISSB e a UFSM.

ISSB LANÇA O 1ª MOVIMENTO ECO SURF NO LITORAL NORTE DO RIO GRANDE DO SUL

 

Por Rodrigo Marques, Coordenador Regional do Núcleo RS do Instituto Sea Shepherd Brasil

Fotos: Julia Gall

No dia 15 de dezembro, o Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) Núcleo RS, a Escola Gaúcha de Surf e o Sunrise Pub realizaram o 1ª Movimento ECO SURF, em Cidreira no Litoral Norte do Estado. O projeto teve como objetivo principal alertar as pessoas sobre os impactos negativos do descarte indevido do lixo e as consequências desastrosas para a vida marinha com esse péssimo hábito que, infelizmente, é corriqueiro em nossas praias. A barraca da Sea Shepherd foi montada ao lado da plataforma de pesca e, durante o dia, foi apresentado ao público o Museu do Surf Gaúcho Geraldo Ritter, gentilmente disponibilizado pelo Professor Carlos Alberto Diehl (Beto Diehl) da Escola Gaúcha de Surf sediada na praia de Atlântida (RS). A logística do evento teve o apoio de Daniel Portela Rocha proprietário da Sunrise Pub e morador da cidade.

Durante a ação tivemos a oportunidade de expor ao público, através de banners e folders, a questão da pesca de tubarões em nossa costa e o problema com as redes ilegais, que são verdadeiras armadilhas para surfistas, animais marinhos e banhistas. Esses materiais são perigosos se não estiverem em locais destinados exclusivamente para a pesca e devidamente identificados com os dados do pescador.

Exposição do museu do surf gaúcho na beira mar

Criançada aproveitando o momento para se divertir

Mensagem de natal do Núcleo RS desenvolvida pela voluntária Claudia Bretschneider

A data escolhida para o evento foi proposital para coincidir com o período em que a pesca fica proibida e as redes devem ser obrigatoriamente retiradas do mar. O prazo para a retirada do equipamento é dia 15 de dezembro e só poderá retornar ao mar no dia 15 de março. Infelizmente esse período em muitos casos não é respeitado e dessa forma o ISSB decidiu lançar durante este evento a “Campanha Contra as Redes Ilegais no Litoral do RS”, sendo esta campanha Regional parte da Campanha Nacional da Sea Shepherd contra a pesca predatória. Essa campanha será desenvolvida em outras cidades do litoral norte, médio e sul.

Imagem da Campanha contra as redes ilegais do Núcleo RS

O evento contou também com uma limpeza de praia que foi realizada nas dunas próximas à Plataforma de Pesca e o que podemos levar como lição é que as pessoas ainda precisam entender a importância de se preservar o meio em que vivem. Em pouco tempo de limpeza foi retirado um volume considerável de lixo que inevitavelmente iria acabar no mar e no “cardápio” de diversos animais. A limpeza de praia não irá resolver o problema do lixo, mas com certeza serviu para espalhar a ideia de que pequenos grupos podem fazer a diferença, estimulando os representantes a assumir suas responsabilidades e que tomem providências neste sentido, para que turistas e principalmente moradores possam usufruir de uma praia mais limpa e livre.
São tantos os problemas encontrados em nossas praias que a solução parece impossível ou distante, mas a questão é: Se ficarmos de braços cruzados o problema será solucionado? A resposta é simples e direta: a solução sempre esteve nas mãos das pessoas e é através delas que conseguiremos mudar esse quadro. Não espere soluções, faça a diferença e comece a agir. Essa é a mensagem que fica da equipe que trabalhou no 1ª Movimento ECO SURF.

Agradecimento especial aos voluntários do Núcleo gaúcho do ISSB pela dedicação, à Escola Gaúcha de Surf pela exposição do Museu do Surf Gaúcho, ao Daniel Portela da Sunrise Pub pelo forte apoio durante todo o projeto, e principalmente, aos moradores e surfistas de Salinas e Cidreira que prestigiaram nosso evento.

Final do evento. "A vida marinha agradece!"

Por decisão dos organizadores do projeto esse movimento em defesa do ecossistema marinho foi dedicado às famílias das vítimas de redes de pesca. Infelizmente, muitas perderam suas vidas no litoral gaúcho.

ISSB ministra o Curso: “Ações para salvar animais marinhos em derrames de petróleo” em Porto Alegre (RS)

Por Rodrigo Marques, Coordenador Regional  do Núcleo RS do Instituto Sea Shepherd Brasil

A demanda por pessoas capacitadas para auxiliar em resgates de animais petrolizados vem crescendo nos últimos anos. O ISSB, através de sua equipe técnica, está fazendo o seu papel e capacitando um número significativo de pessoas no Brasil inteiro, com a finalidade de maximizar as chances de sobrevivência destes animais em situações de extrema urgência como são nos casos de derrames de petróleo.

Professora Priscila ministrando a parte teórica do curso. Foto: Rodrigo Marques

Nos dias 6 e 7 de dezembro mais um grupo foi capacitado a atender essas demandas. O curso foi realizado no Jardim Botânico de Porto Alegre com as aulas teóricas sendo ministradas no auditório do Centro de visitantes pela Bióloga Francine Maciel e a acadêmica de Biologia Priscila Kiscporski e, logo em seguida, contou com uma simulação de como seria uma cena de um desastre ambiental deste porte. Durante a simulação os alunos puderam vivenciar os obstáculos durante todo o processo de resgate de animais, podendo assim, aplicar o que foi estudado anteriormente na aula teórica.

A aula prática do curso foi realizada às margens de um lago no Jardim Botânico. Foto: Rodrigo Marques

 

Mais uma turma capacitada pela equipe técnica do ISSB. Foto: Rodrigo Marques

O desejo do ISSB é de que mais pessoas capacitem-se, organizem-se em equipes e, principalmente, auxilie os órgãos competentes neste momento crítico, onde a agilidade e o conhecimento fazem toda a diferença no que diz respeito a sobrevivência de um animal em risco de morte diante de um desastre que, infelizmente, está aumentando com a imensa exploração deste recurso que é o petróleo no Brasil.