Sea Shepherd Brasil acompanha vazamento de óleo em Angra dos Reis/RJ e oferece cooperação técnica ao MPF/RJ

Na semana passada, precisamente no dia 09 de abril, Luiz André Albuquerque, Diretor Regional do Núcleo RJ do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), esteve reunido com o Procurador da República, Dr. Sérgio Suiama, na sede do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro.

Foto: ISSB

A visita foi motivada pelo recente caso de vazamento de óleo ocorrido na cidade de Angra dos Reis, litoral sul fluminense. O vazamento teve significativo impacto nas comunidades pesqueiras locais, além da mancha de óleo ter se deslocado para a área de habitat do boto-cinza, animal ameaçado de extinção.

O procurador federal apresentou o procedimento instaurado para apurar o vazamento e o crime ambiental decorrente do mesmo, e informou que no dia 24 de março, recomendou que a Transpetro, empresa responsável pelo acidente, realizasse com urgência o monitoramento aéreo e marítimo da baía de Sepetiba, para verificar a extensão dos danos.

“O Dr. Sérgio Suiama foi muito cordial, explicando toda a dinâmica processual e as medidas protetivas requeridas pelo MPF. Ofereci o apoio do Instituto Sea Shepherd Brasil através de cooperação técnica, por meio dos voluntários capacitados, a atuar em eventos de derrames de petróleo, tendo o procurador agradecido. Vamos procurar auxiliar o MPF/RJ de igual modo fazemos com o MPF/RS, em casos similares. Novas reuniões serão agendadas, brevemente.” – informou Luiz A. Albuquerque.

Abaixo, um relatório diário do acompanhamento do acidente, pelo voluntário Fábio França:

No dia 16/03/2015 foi constatado e noticiado um vazamento de óleo, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro.

Este acidente ocorreu durante uma transferência de óleo (transbordo) entre duas embarcações, o Gothemburg e o Buena Suerte, que estavam atracadas no píer do Terminal Marítimo Maximiliano da Fonseca (TEBIG), da Transpetro, subsidiária da Petrobrás.

Foto: Fábio França/ISSB

Tão logo teve conhecimento do assunto, o Núcleo RJ do ISSB contatou Fábio França, voluntário da organização e residente na Costa Verde Fluminense, para obter mais informações e documentar o grave crime ambiental ocorrido, visando cobrar dos órgãos ambientais uma efetiva punição contra a empresa responsável.

Fábio dirigiu-se ao local do acidente e constatou que o cenário era pior do que o divulgado pela imprensa, pois apesar de ter sido informado o vazamento de 560 litros de óleo, a extensão da mancha indicava que o volume do vazamento era superior. Tentou uma saída pelo mar até o local atingido, mas não havia qualquer embarcação disponível no local.

Foto: Fábio França/ISSB

No dia 17 de maio, Fábio retornou ao terminal para tentar, por terra, vistoriar o local, mas foi impedido de adentrá-lo. A situação era similar ao dia anterior, então, Fábio dirigiu-se às cidades de Monsuaba e Jacareí, com o objetivo de conseguir uma embarcação que pudesse levá-lo ao terminal, mas novamente não teve sucesso.

Já na manhã do dia 18, Fábio conseguiu uma embarcação que possibilitou realizar uma vistoria mais próxima ao local afetado e a situação o assustou. Haviam muito mais skimmers (recolhedores de óleo) e bóias de contenção, na água, do que fora divulgado pela Transpetro, no dia anterior. Eram cerca de 40 embarcações “trabalhando” no mar, dificultando, inclusive, o acesso à  área atingida.

Foto: Fábio França/ISSB

Neste dia, a intensidade da chuva na região também prejudicava o trabalho de vistoria, mas era um alento, pois poderia dissipar todo aquele óleo na superfície.  Os pescadores se limitavam a dizer que “o bicho pegou” e os barcos na água apresentavam enormes manchas de óleo nos cascos.

Informações recebidas indicavam que o óleo havia atingido algumas ilhas da baía, onde se encontram a Área de Preservação Ambiental (APA) Guaíba e a futura APA Marinha Boto Cinza. “Os costões das ilhas de Guaíba, Jaguanum e Marambaia, e ainda no canal da baía, habitat da espécie, foram atingidos” – informou Fábio França.

Foto: Fábio França/ISSB

Foram realizados contatos com o Sr. Carlos Eduardo, gerente do Inea e responsável pela fiscalização do vazamento, bem como com o Secretário do Meio Ambiente, tendo Fábio a oportunidade de oferecer-lhes a ajuda do Instituto Sea Shepherd Brasil, caso houvesse impacto na fauna marinha, visando mobilizar voluntários capacitados nos cursos de ações para salvamento de animais petrolizados, ministrados pela organização.

Ambos agradeceram e o Sr. Carlos Eduardo se colocou a disposição para uma possível parceria institucional. Felizmente, até aquele momento não havia qualquer informação sobre fauna atingida, mas a presença das bóias de contenção junto aos costões era indicativo de que a situação ainda necessitava de proteção.

Foto: Fábio França/ISSB

Nos dias seguintes, a região foi alvo de fortes chuvas, impossibilitando qualquer saída para o mar e até mesmo os sobrevôos realizados pelo Inea.

Já na segunda-feira, 22 de maio, o tempo estava bem melhor, tendo Fábio acompanhado a mobilização das equipes de trabalho, na parte da manhã. À tarde, o Sr. Carlos Eduardo realizou um novo sobrevôo e informou que a região havia saído do estado de emergência, bem como não havia sido registrado qualquer dano à fauna em função do vazamento, até aquele momento, nossa principal preocupação.

No dia seguinte, 23 de maio, a situação era bem melhor. As chuvas ajudaram a dissipar o óleo na área afetada, porém não haviam quaisquer informações das regiões de Mangaratiba e Sepetiba.

Todavia, os costões tinham marcas de óleo, as raízes secas também, mas longe do grave cenário da semana anterior.

Foto: Fábio França/ISSB

Segundo os caiçaras, os funcionários da Transpetro intensificaram o trabalho em torno da plataforma para não deixar nenhum vestígio próximo do local, pois era onde a fiscalização e a imprensa estavam mais presente. Porém, afastando-se dessa área, nenhuma providência teria sido tomada.

O representante do Inea realizou mais dois sobrevôos e informou que a situação estava sob controle. Entretanto, o dano estava causado e os responsáveis devem responder pelo crime ambiental. O ISSB irá manter contato com o Inea e o Ministério Público Federal requerendo a condenação dos culpados.

“Vamos continuar cobrando das autoridades competentes a adoção de medidas de prevenção e protetivas em relação a fauna marinha.”– disse Fábio França.

Operação Icefish: O Navio Thunder Emite Sinal de Socorro. A Sea Shepherd Está Realizando a Operação de Resgate

Tradução: Igor Ramos

No dia de hoje, 6 de abril, aproximadamente as 1539 AEDT, na localização 0º 20’ Norte 05º 24’ Leste, dentro da Zona Economicamente Exclusiva (ZEE) de São Tome, o navio pesqueiro Thunder emitiu um pedido de socorro. O capitão do Thunder enviou uma mensagem de rádio ao navio da Sea Shepherd, Bob Barker, reportando que estava afundando.

 

O navio Thunder emitiu um pedido de socorro pois está afundando. Foto: Sea Shepherd / Erwin Vemeulen

 

O navio da Sea Shepherd, Bob Barker, imediatamente respondeu ao chamado de emergência. 35 tripulantes do navio abandonaram o navio e estavam em botes salva-vidas.

A Sea Shepherd pode confirmar que o navio Thunder estava, de fato, afundando. O Bob Barker continua coordenando uma operação de busca e resgate.

O capitão Peter Hammarstedt disse: “Nós recebemos o pedido de socorro do Thunder. Aparentemente a tripulação e o navio se encontram em uma difícil situação. O capitão do Thunder nos enviou uma mensagem pelo rádio dizendo que o navio estava afundando. Os botes foram lançados na água para ajuda-los. Faremos o melhor para conseguir ajudar.”

35 tripulantes abandonaram o navio e se encontram em botes salva-vidas. Foto: Sea Shepherd / Erwin Vemeulen

Instituto Sea Shepherd Brasil faz palestra na UFSC

O Instituto Sea Shepherd Brasil participou do ciclo de palestras da VI edição do evento Semana Simbiosis.

Simbiosis é a Empresa Júnior do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina. Atua nas áreas de Consultoria Ambiental, Educação Ambiental e Ecoturismo e sua missão é fomentar o empreendedorismo através da capacitação de membros e da prestação de serviços de qualidade na área de Consultoria Ambiental.

Foto: ISSB/SC

Foto: ISSB/SC

Acho muito efetivo e importante palestras para um público como o da biologia. Além de pregar a conscientização, como em todas as palestras, abre portas para um contato com muitas pessoas bastante simpatizantes da ideia de conservação, o que enriquece tanto os estudantes como também os voluntários do ISSB. É uma ótima parceria a se ter, juntar forças é sempre positivo! Comenta Gabriela Oms, estudante de biologia e voluntária do Núcleo de SC.

A palestra foi sobre a Sea Shepherd e suas ações no Brasil e no Mundo. E dúvidas foram tiradas a respeito da ONG e de como qualquer pessoa com vontade de fazer a diferença pode ajudar.

“Precisamos divulgar nosso trabalho sempre que possível, para agregar voluntários e mostrar como um pequeno grupo de pessoas unidas pode melhorar a qualidade de vida do meio ambiente e a nossa própria, através de ações de preservação e defesa dos ecossistemas marinhos. A aceitação por parte do público foi muito boa.” Comenta Hugo Malagoli, Diretor voluntário de SC.

Foto: ISSB/SC

Recuperação Ambiental com Plantio de Mudas Nativas em Laguna/SC

No dia 04 de Abril, voluntários do Instituto Sea Shepherd Brasil em conjunto com o Instituto Guardiões do Boto, de Laguna/SC, realizaram uma ação de plantio de árvores nativas nos molhes da Barra, local onde ficam os famosos golfinhos (botos) pescadores.

Foto: ISSB/SC

Foto: ISSB/SC

O intuito desta ação é recuperar as áreas degradas pelo homem e contribuir pra melhora da qualidade de vida dos botos de laguna que vem sofrendo com a poluição e destruição de seu habitat.

Essa parceria com uma ONG local é muito importante para que possamos somar forças em defesa dos botos, que afinal de contas é nosso bem maior e merecem ser protegidos” Explica Hugo Malagoli, diretor voluntário do núcleo de SC.

Durante a ação foram plantadas mais de 40 mudas de árvores nativas do local (aroeira – da família Anacardiaceae) que resiste ao clima não muito amistoso que acontece periodicamente no local, o vento nordeste e o sul e é fonte de alimento para muitas aves.

Foto: ISSB/SC

As mudas foram fornecidas IGB de Laguna, através do Sargento Elias Ochs, que é também presidente do IGB.

“Acredito que são em ações como essa, que unem outras instituições a nós e que envolvem as comunidades visivelmente afetadas pela destruição da vida marinha que nos tornamos mais relevantes! Ficamos mais motivados e podemos perceber em cada ato, em cada fala a honra que é servir a vida marinha neste Planeta ainda Azul. Espero que possamos cada vez mais agregar tantos outros apoiadores desta causa!”  comenta o voluntário Raphael Augustus.

Foto: ISSB/SC

Fato inusitado que durante a ação, dois Jet Skis em alta velocidade foram flagrados no canal da barra indo em direção dos botos que auxiliavam os pescadores. Ao perceberem a presença de voluntários, pararam e deram meia volta, pois é proibido a pratica deste esporte próximo aos botos. As pessoas sabem disso, mas como a fiscalização é deficiente e a impunidade é corriqueira, a prática continua acontecendo.

Foto: ISSB/SC

Foto: ISSB/SC

Instituto Sea Shepherd Brasil e SONATA realizam ações de limpeza em praias paraibanas

No último sábado, dia 21 de março, voluntários do Instituto Sea Shepherd Brasil do estado da Paraíba, em conjunto com a Sociedade Naturista de Tambaba (SONATA) realizaram o segundo arrastão de limpeza do ano em duas praias do litoral sul paraibano, Tambaba e Arapuca.

O litoral sul é conhecido pela sua natureza exuberante e, em especial, pela beleza de suas praias. Arapuca e Tambaba são locais de acesso restrito porém não escapam da ação predatória e da poluição causada por resíduos sólidos na zona costeira. O fato de serem menos frequentadas que as demais praias do município do Conde não as deixa livres da ação humana. Prova disso é o lixo recolhido em pouco mais de duas horas de operação.

Foto: Pedro Vieira

Petrechos de pesca ilegais, sacos plásticos, isopor e garrafas de vidro. Além da costumeira ausência de locais adequados para o descarte regular (em pouco menos de quatro quilômetros de costa apenas uma caçamba que serve como depósito de lixo dos bares e outros estabelecimentos), a falta de respeito de alguns turistas e demais frequentadores, bem como, do poder público para com o ambiente marinho é gritante.

Foto: Katherine Viana

Foto: Katherine Viana

Foto: Katherine Viana

Some-se a isso a leniência do governo do estado que permite a circulação de bugres em algumas praias do litoral sul como forma de fomentar o turismo, inobstante o impacto ambiental gerado e as disposições do Código de Trânsito Brasileiro.

Foto: Igor Trigueiro

Foto: Igor Trigueiro

A ação promovida no último final de semana faz parte da Campanha Dirty Sea Project lançada pela Sea Shepherd, que está percorrendo o litoral brasileiro desenvolvendo Educação Ambiental e limpezas de orla e submersa.

Fique atento em seu estado e ajude a Sea Shepherd a manter as praias limpas.