“Clean Up Day 2015”: Sea Shepherd Brasil realiza atividades em Ilhabela/SP, Rio de Janeiro/RJ e Cabedelo/PB

Realizado anualmente no dia 19 de Setembro, o “Clean Up Day – Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias” – é um evento internacional de conscientização e de ação a respeito do que podemos fazer para melhorar a qualidade do meio ambiente e dos mares, salvando assim milhares de espécies marinhas.

Este ano, o  Instituto Sea Shepherd Brasil realizou atividades nas cidades de Ilhabela, em São Paulo, na Capital do Rio de Janeiro e na cidade de Cabedelo, na Paraíba.

Em Ilhabela, a ação mundialmente reconhecida ocorreu em todo o arquipélago e foi realizada em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente do município, o Parque Estadual de Ilhabela como também outras entidades. A limpeza da Praia do Curral e do Parcel de Santa Cruz, localizado no sul da ilha, foi coordenada pela equipe do Sea Shepherd Brasil  e a Operadora de Mergulho Mar e Vida EcoTrip os quais formaram equipes, instruíram os voluntários e dividiram tarefas. A limpeza do lixo da praia e do fundo do mar contou com 04 (quatro) voluntários  terrestres, 08 (oito) mergulhadores SCUBA  e o apoio de um jet-ski.

Praia do Curral – Ilhabela/SP lotada de mesas dos bares ao longo da orla

Equipe de mergulho Mar e Vida Eco Trip preparados para a limpeza do fundo do mar.

Equipe Sea Shepherd Brasil na areia da praia recolhendo embalagem de alimentos e bitucas de cigarro.

A fim de minimizar os impactos do lixo nos organismos marinhos, ao final de cada mergulho de limpeza, alguns animais ainda aprisionados no lixo como lagostins, ofiúros, caranguejos e poliquetas foram separados do “lixo fantasma” e devolvidos vivos ao mar. Assim foi possível garantir que os organismos incrustantes ou escondidos no meio do lixo fossem devidamente salvos e devolvidos ao seu local de origem.

Todo o lixo retirado (papel, metais, plásticos, madeira, vidro, tecidos, borracha, bitucas de cigarro e embalagens de alimentos) foi catalogado e armazenado em sacos reforçados. O descarte deste lixo foi adequadamente para o Centro de Triagem de Ilhabela, que dará a sua destinação final.

Resgate dos animais marinhos do lixo

O lixo da praia continha 267 bitucas de cigarro e muita embalagem de alimentos

 

“O lixo dos oceanos e canais é avaliado como um dos problemas de poluição mais grave que acometem o nosso planeta. Muito mais que desagradável aos olhos, uma maré crescente de lixo marinho ameaça a saúde dos homens, animais, comunidades e economias do mundo todo. O oceano enfrenta muitos desafios, mas o lixo não pode ser um deles. O lixo dos oceanos é totalmente evitável e os dados que você coleta são parte da solução” – explicou Mara Lott, Coordenadora do Instituto Sea Shepherd Brasil em Ilhabela.

Resgate de Fauna dos resíduos descartados incorretamente

 No Rio de Janeiro, a atividade foi realizada na Praia da Urca, local onde os voluntários da Sea Shepherd já mantém um trabalho constante de preservação há 03 (três) anos.

Lixo flutuante recolhido pela equipe do Rio Va´a

Juntamente com os parceiros do Projeto BG500 e tendo o apoio da Subprefeitura ZS, da Associação de Moradores da Urca – Amour, do Rio Va’a (Canoa Polinésia), da EmbraPec, do Projeto Hippocampus (que mesmo não podendo estar lá fisicamente, ajudou muito ao divulgar e convocar seus seguidores para o evento), foi coletada uma razoável quantidade de resíduos sólidos.

Resgate de Fauna dos resíduos descartados incorretamente

O trabalho foi desenvolvido em 03 (três) focos: o lixo flutuante que foi recolhido pelos voluntários do Rio Va’a que trouxeram sacos cheios nas canoas; a limpeza na faixa de areia e nos canteiros em volta do prédio do antigo Casino da Urca e a limpeza subaquática, que focou em retirar a parte final de uma rede fantasma que há quase 02 (dois) anos tem as partes removidas e triadas pelo Projeto BG500.

“Com a ajuda de muitas mãos e olhos, finalmente este último pedaço de uma grande rede de arrasto foi recolhido, nos possibilitando libertar suas últimas centenas de animais presos e não vai matar mais ninguém. Foi o ano com a menor quantidade de resíduos sólidos coletados. Esse é o nosso objetivo e dos nossos colaboradores. Agradecemos a todos que vieram à partir da divulgação feita nas redes sociais” – falou Ed Bastos, Coordenador do Projeto BG500 e voluntário do Sea Shepherd Brasil.

Equipes Núcleo RJ e BG 500 no Clean Up Day do Rio de Janeiro

Em Cabedelo/PB, os voluntários percorreram 2 km em um trajeto que abrange os pontos mais críticos das praias de Camboinha e do Poço.

Equipe Sea Shepherd da Paraíba anexo da Prefeitura Municipal de Cabedelo. Foto: ISSB

“O resultado do nosso trabalho que é, foi e sempre será voluntário (sem patrocínio, apoio ou regalo por parte de qualquer entidade cujos interesses colidem com os da conservação ambiental) não é pra ser comemorado. O “Clean Up Day” não é um dia de celebração, confraternização, autopromoção ou regozijo, pelo contrário. É uma data que para nós da Sea Shepherd não difere tanto de outras, nas quais empreendemos ações de campo, mas que tem a sua importância na conscientização.” – disse Igor Trigueiro, Coordenador Regional do Instituto Sea Shepherd Brasil na Paraíba.

Coleta de lixo na Paraíba - Foto: Katherine Viana

Uma dúzia de abnegados voluntários retiraram 0,3 ton. de duas praias da região metropolitana de uma capital que recebe milhares de turistas ao ano, mesmo tendo ciência de que esta ação não vai resolver os problemas locais, contudo, buscam desenvolver uma conscientização ambiental importante na região.

Inutilização dos petrechos de pesca ilegais recolhidos. Foto: ISSB

“Apesar da retirada dos bares da beira-mar do Poço, outros continuam por lá ocupando irregularmente uma região de APP (Área de Preservação Permanente) e, no lugar dos removidos, autônomos fornecem aquilo que os banhistas convenientemente desejam…comida e bebida na areia da praia. Os restos? Podem muito bem fazer companhia às 8 milhões de toneladas de plástico (apenas de plástico) que jogamos todos os anos nos oceanos. Lixeiras? Não registramos. Limpeza regular das praias ao menos igual à que é feita nas ruas? Segundo os moradores, inexiste.” – completa Igor Trigueiro.

Equipe Sea Shepherd da Paraíba - Foto: ISSB

Mas durante a ação ambiental constatou-se algo cotidiano. Além da costumeira aglomeração de resíduos sólidos, mais uma vez foram encontradas redes de “pesca fantasma”. Petrechos proibidos que causam grandes danos à vida marinha. Os voluntários retiraram 20 kg destas redes e inutilizaram, conforme manda a cartilha da campanha “Mares de Sangue”, do Instituto Sea Shepherd Brasil. E é aí que o “Dirty Sea Project” vira “Redes em Chamas”. As redes tiveram que ser inutilizadas e o restante do lixo pesado e descartado adequadamente.

Parece um tanto óbvio agora, o porquê de tantas tartarugas, raias, tubarões, aparecerem mortos na costa. 06 em cada 10 tartarugas marinhas morre em função da ingestão de lixo. O restante fica à mercê da pesca “acidental” (bycatch) e das redes de espera ilegais espalhadas ao longo da costa. A rede que recolhemos é uma pequena amostra do que temos espalhado em nosso litoral e que, por falta de fiscalização/punição/leniência continuam onde estão. E continuam onde estão não apenas porque os órgãos de fiscalização ambiental na Paraíba encontram-se sucateados. Eles sempre estiveram. Ainda que a Superintendência do IBAMA local se incomodasse com essa situação (o que não parece ser o caso), a Autarquia Federal dispõe apenas de 03 embarcações para fiscalizar todo litoral brasileiro. É um convite à delinquência. Fica o registro de mais uma ação de limpeza em que se constatam os mesmos problemas dos anos passados.

Campanha Mar de Sangue da alerta vermelho para a proteção dos tubarões no ES

Por Thiago Barrack Lavander – Coordenador Regional do Núcleo do Espírito Santo do Instituto Sea Shepherd Brasil

No último Domingo, 20, a Sea Shepherd, ONG ambientalista considerada uma das mais ativistas e radicais da história, esteve presente na capital capixaba, Vitória, através do seu Núcleo oficial no Espírito Santo, apresentando a campanha “Mar de Sangue” – em prol da moratória dos tubarões.

O Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) é uma ONG que luta pela preservação da vida nos oceanos e para o equilíbrio do ecossistema. Como forma de alertar a população brasileira e convocar o público para a assinatura da petição online contra a matança de tubarões e o finning, foi criada uma ação da campanha “Mar de Sangue” no litoral capixaba.
O Brasil é o décimo maior fornecedor de barbatanas de tubarão para o mercado asiático. Grande parte das 200 toneladas exportadas são ilegais e obtidas utilizando uma prática conhecida como finning. Uma pesca cruel e destrutiva, na qual são removidas as barbatanas do tubarão. O resto do corpo é descartado no oceano, onde acaba morrendo. No Espírito Santo não é diferente. Temos denúncias de embarcações arrendadas por empresários brasileiros e financiadas pela máfia japonesa atuando ilegalmente em nosso litoral, e, principalmente no Norte do Estado.” – relata o Coordenador Regional do Núcleo do Espírito Santo do Instituto Sea Shepherd Brasil, Thiago Barrack Lavander.
“Thiago Barrack ainda ressaltou que vale lembrar que, devemos entender que o tubarão está em seu habitat natural, apenas lutando pela sua sobrevivência e que na maioria dos ataques de tubarões a seres humanos, estes podem ser atribuídos ao animal confundir os seres humanos com a sua presa normal, como focas e pinguins. Tubarões matam acidentalmente cerca de 5 pessoas durante o ano. Homens matam cerca de 150 milhões de tubarões ao ano. Então quem é o verdadeiro monstro? Cavalos, por exemplo, segundo pesquisas matam mais que o tubarão, mas nem por isso queremos exterminar todos os cavalos do mundo.”
A campanha “Mar de Sangue” visa rodar todo o litoral capixaba com ações de conscientização e fiscalização em prol dos tubarões. No próximo Domingo, 27, será a vez da cidade de Vila Velha/ES receber a “Mar de Sangue”.
Para causar um maior impacto entre a população, o Núcleo no Espírito Santo do Instituto Sea Shepherd Brasil criou uma espécie de um grande caixão de madeira, com as barbatanas (nadadeiras) dos tubarões para a fora pintadas de vermelho sangue. Além disso, o grupo contou com cartazes informativos e a entrega de cartões de visitas com o link da petição à favor da moratória dos tubarões no Brasil para ser assinada. Além da Campanha “Mar de Sangue”, os voluntários da organização mais ativista do mundo, também divulgaram uma recente campanha da Organização no Brasil que está chegando ao seu fim com muito êxito, chamada de #MarAdentro.
Nós do Instituto Sea Shepherd Brasil, através do Núcleo do Espírito Santo, não iremos nos calar até que esta e outras barbáries terminem de uma vez por todas.
Em baixo de um forte calor, com os termômetros marcando quase que 30º, os voluntários oficiais do Núcleo do Espírito Santo não se entregaram, e, assim mantiveram-se por mais de 5 horas de campanha trabalhando em prol dos tubarões. Parabéns aos bravos voluntários do Instituto Sea Shepherd Brasil: Marcos Neiva, Fabíola Chiabai, Robson Leite, Cíntia Silva e Julia Lorenzutti.
Agradecimentos e apoio:
João Linhares – Fotógrafo
Léo Merçon
ASSINE A PETIÇÃO ONLINE EM PROL DOS TUBARÕES:
Contato e informações do Núcleo do Espírito Santo do Instituto Sea Shepherd Brasil:
Thiago Barrack Lavander – Coordenador Regional do Núcleo do Espírito Santo do Instituto Sea Shepherd Brasil

Mergulho do Bem: Uma parceria Scuba Point e Sea Shepherd Brasil

A Scuba Point, uma das mais tradicionais escolas de mergulho do Brasil, realizou nos dias 21 a 23 de agosto, mais um “Mergulho do Bem” em Paraty, no Rio de Janeiro e o Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) foi a instituição beneficiada.

Cerca de 40 pessoas, dentre elas Cristian Dimitrius, Embaixador do Mar do ISSB, participaram do evento.

Durante os 02 dias de atividades, os participantes realizaram mergulhos pela manhã e à tarde, e puderam constatar as belezas do mar de Paraty, que proporciona sempre um mergulho muito agradável.

Um dos pontos de mergulho foi a Ilha dos Meros, local privilegiado em razão da areia branca contrastando com o costão rochoso, encontrando-se rica fauna marinha, com as raias sempre presentes.

Na noite de sábado, foram realizadas duas apresentações para o grupo participante da viagem: Luiz André Albuquerque, Diretor Regional do ISSB no Rio de Janeiro, mostrou através de imagens, as mais recentes ações desenvolvidas pela organização no Brasil, como a Campanhas “Mar de Sangue”, “Cetáceos para Sempre” e “Redes em Chamas”.

Em seguida, Cristian Dimitrius fez uma palestra expondo imagens de danos decorrentes do impacto que o descarte inadequado de resíduos no mar acarreta para a fauna marinha. Cristian falou sobre postura consciente, informando aos mergulhadores presentes que é responsabilidade deles também levar adiante o respeito e cuidado com a vida marinha.

Após as apresentações, iniciou-se um sorteio de brindes para os presentes e ao final deste, Mauricio Marques representando a Família Scuba Point, entregou um cheque com o valor percentual correspondente à doação para o Sea Shepherd Brasil.

Nossos agradecimentos à Scuba Point e seu staff por mais um Mergulho do Bem em benefício da Sea Shepherd, parabenizando-os pelo sucesso do evento.

Sea Shepherd Brasil participa de audiência pública que discute a vida marinha na Baía de Guanabara

A Comissão Especial da Baía de Guanabara da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – ALERJ realizou no dia 28 de agosto de 2015, uma audiência pública com o tema “Vida Marinha na Baía de Guanabara”, pois a fauna marinha tem sido muito prejudicada pela degradação do local.

A Baía de Guanabara é um espaço fundamental de biodiversidade, mas também um espaço de lazer, ocupado pela presença da indústria do petróleo e, uma via de transporte marítimo por onde passam diariamente centenas de milhares de pessoas.

Créditos: Alerj

Diversos pesquisadores apresentaram dados dos impactos da poluição da Baía de Guanabara na vida marinha, como o caso do boto-cinza, animal que ilustra o brasão da Cidade do Rio de Janeiro e que nos últimos 30 (trinta) anos teve sua população reduzida de 400 (quatrocentos) para 38 (trinta e oito) indivíduos. Ressalte-se que o boto-cinza é uma das 20 (vinte) espécies brasileiras ameaçadas de extinção e está sendo extinto da Baía

“As alterações nos padrões de pesca e a poluição química e sonora colocaram o animal em risco de extinção. Esta espécie ainda tem um agravante, pois demorara cerca de três anos para se reproduzir”. – disse Alexandre Freitas de Azevedo, do Laboratório de Mamíferos Aquáticos de Bioindicadores da Uerj (Maqua)

Créditos: Custódio Coimbra/Globo

Representantes dos projetos Aruanã e Hippocampus informaram que as tartarugas-marinhas e os cavalos-marinhos também são animais bastante prejudicados pela degradação na Baía de Guanabara.

 Segundo o professor Cassiano Monteiro Neto, Coordenador do Projeto Aruanã – UFF, as tartarugas-verdes estão sofrendo também com um processo de contaminação, que faz com que hoje, metade das tartarugas presentes na Baía de Guanabara esteja com fibropapilamitose, decorrente da poluição, ameaçando a espécie a longo prazo.

Créditos: Onofre Veras/Estadão

O professor, pesquisador e biólogo Cesar Bernardo, Coordenador do Projeto Hippocampus, denunciou despejos irregulares de produtos tóxicos, principalmente na Ilha do Governador, local de pesquisa do projeto voltado para cavalos-marinhos. Salientou que dos 217 cavalos-marinhos mapeados na região, somente 14 indivíduos sobreviveram após um despejo de contaminantes pela empresa Cosan, ficando claro que o principal problema para estes animais é a poluição industrial.

Créditos: Fábio Teixeira/FolhaPress

Pescadores alertaram que diversas espécies de peixes que eram anteriormente consumidas estão tendo um declínio populacional acentuado, pois a Baía de Guanabara continua muito ameaçada pelo despejo de esgoto sem tratamento, como pelos efluentes das 14 mil indústrias de toda a bacia, algumas despejando em rios que desaguam na baía.

Já o Promotor José Alexandre Maximino, do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente/GAEMA do Ministério Publico Estadual informou que tem movido ações civis públicas e requereu a instauração de 02 inquéritos civis: um primeiro inquérito para ordenamento do Terminal 01 do Caju, pelo impacto hidroviário e a questão das dragagens realizadas e, um segundo inquérito para atuar nas questões dos botos-cinza, tartarugas e cavalos-marinhos.  O promotor ressaltou que a mobilização popular sensibilizou os órgãos do Estado para um projeto de curto, médio e longo prazo, e não só medidas emergenciais como estava previsto anteriormente.

Créditos: Custódio Coimbra

Mário Luís Gomes, coordenador do Núcleo de Estudos em Manguezais (NEMA/UERJ) informou que os manguezais têm uma importância biológica, social e econômica, tendo em vista as populações que tiram seu sustento deles. Além disso, apontou que os manguezais são vítimas e podem ser parte da solução dos problemas da Baía.

Foi cobrado do Instituto Estadual do Ambiente – INEA, informações e esclarecimentos acerca da questão da fiscalização e da aplicação dos valores das multas aplicadas por danos ambientais, que foram considerados insuficientes.

As ações de recuperação desenvolvidas na baia de Guanabara, e o processo de recuperação da APA de Guapimirim é hoje um grande exemplo de como é possível recuperar cada vez mais a vida nesta importante baia.

Créditos: Instituto Sea Shepherd Brasil

Outro problema abordado foi a crescente presença da indústria do petróleo. Somente em 2014, mais de 04 (quatro) mil embarcações estiveram circulando na Baía, trazendo uma série de problemas, desde o barulho, ao despejo de óleo, graxa e água de lastro. Isso ocasiona a introdução de espécies exóticas para a Baía. Algumas áreas de mangue estão sendo atacadas por pragas que não tem predadores naturais, como afirmado por um dos pesquisadores.

O Deputado Flávio Serafini (Psol), Presidente da Comissão, afirmou que irá estudar meios de ampliar o controle ambiental e exigir mais rigor na fiscalização de empresas que despejam seus resíduos no mar.

“O problema da degradação da Baía de Guanabara é muito complexo e envolve inúmeros fatores. Ao longo das reuniões da comissão, iremos trabalhar para que alguns problemas que contribuem para a poluição sejam diminuídos, com mais investimento em saneamento ambiental e aumento da dificuldade nos licenciamentos de empresas que poluem o local”, disse Serafini.

Créditos: Instituto Sea Shepherd Brasil

O Instituto Sea Shepherd Brasil foi representado por Luiz André Albuquerque, Diretor Regional e, Grégor Salles, voluntário e ativista, que manifestaram suas preocupações com as informações apresentadas e ofereceram apoio técnico e jurídico à Presidência da Comissão, bem como ao Promotor José Alexandre Maximino. De igual modo, ofertaram colaboração e parceria para as outras instituições presentes, que muito agradeceram.

A Baía de Guanabara está VIVA e depende somente de nós, lutar para salvá-la, revertendo este quadro de degradação e recuperá-la para as presentes e futuras gerações.

ISSB promove palestra em parceria com Salva Mar Escola de Mergulho e Ecolife Aventura

No dia 18 de agosto, o Instituto Sea Shepherd Brasil, por meio de seu Núcleo RS, em parceria com a Salva Mar Mergulho Ecológico e Eco Life Aventura, ministraram a palestra “conhecendo o mundo subaquático” na Universidade de biociências da PUCRS.

Foto: Marcos Rigotti

O ambiente descontraído e animado deu o tom do evento, isso somado ao preparo, profissionalismo e seriedade vieram selar a parceria entre as instituições na luta para educar e conscientizar sobre a importância da preservação dos oceanos.

A ótima repercussão entre os alunos de biologia da PUCRS fez com que os mesmos começassem a formar turmas para a prática de mergulho, tão logo a palestra teve fim. Incentivados pelo palestrante que, a todo o momento, salientava a beleza e a diversidade do ambiente subaquático.

Foto: Marcos Rigotti