Tripulantes da Sea Shepherd permanecem em guarda atrás do Nisshin Maru‏

Apesar das repetidas e crescentemente violentas agressões dos frustrados baleeiros japoneses, o navio da Sea Shepherd, o Steve Irwin, continua de guarda atrás do matadouro (abatedouro) flutuante japonês, chamado de Nisshin Maru.

Os três navios arpoadores japoneses não estão mais na área, desde o último incidente que aconteceu as 18h00min do dia 6 de fevereiro. mas a tripulação da Sea Shepherd está preparada para obstruí-los caso eles retornem.

Os japoneses têm acusado a Sea Shepherd de tentar danificar as hélices de seus navios com cordas, porém eles têm tentado fazer a mesma coisa ao nosso navio. Eles acusam a tripulação da Sea Shepherd de lançar manteiga podre (a qual os japoneses se referem como “ácido”) no seu navio, contudo os baleeiros estão lançando bolas de golfe e pedaços de metal na tripulação do Steve Irwin. Além disso, os japoneses estão bombardeando a tripulação da Sea Shepherd com canhões de água e armas Acústicas de Longo Alcance (LRAD) – uma arma militar sônica que causa desorientação, náusea e surdez.

“Eu acho interessante que os chamados “peritos” e “políticos” condenam rapidamente as táticas da Sea Shepherd para aplicar as leis de conservação, contudo não dizem uma palavra sobre a violência física dirigida a nós pelos baleeiros que estão quebrando a lei,” disse Capitão Paul Watson. “A posição deles parece ser: “Se não estivessem aqui, não sofreriam tal violência.” O mesmo poderia ser dito à um policial? A Sea Shepherd não está aqui para protestar contra à caca as baleias, estamos aqui para obstruir a caça ilegal, assim definida pela lei de conservação internacional. Nós estamos aqui para fazer cumprir a lei, não quebrá-la”.

Existe um precedente legal para a intervenção da Sea Shepherd que se chama a Carta Mundial da Natureza das Nações Unidas que permite organizações não-governamentais fazerem cumprir as leis internacionais de conservação, especificamente em áreas além de jurisdições nacionais, Seção 21(e).

Os caçadores japoneses ilegais de baleia têm a vantagem de navios superiores, mais rápidos, mais poderosos, eles têm armas e eles têm o apoio do seu governo que defenderá qualquer de suas ações, inclusive a morte de nossa tripulação se isso ocorrer.

No dia 6 de fevereiro, aconteceram dois incidentes aonde o Steve Irwin colidiu com os navios arpoeiros quando eles quebraram o bloqueio do Steve Irwin para tentar dar continuidade as suas atividades ilegais. Estas colisões não foram intencionais por parte da Sea Shepherd.

“Os cinegrafistas do canal Animal Planet em um helicóptero. filmaram uma baleia sendo morta ilegalmente, ato que durou mais de vinte e cinco minutos, enquanto a baleia suportava uma morte agonizante e se debatia em seu próprio sangue,” disse o Capitão Watson. “Nós vemos a morte daquela baleia como um assassinato a sangue frio e estamos comprometidos e fazendo tudo que podemos, de forma não violenta, para proteger estes indefesos gigantes gentis, seres inteligentes e socialmente complexos”.

A Sea Shepherd Conservation Society deixou claro ao governo da Austrália que nossas intervenções estão ficando cada vez mais perigosas por causa da agressão japonesa e que podem ser evitadas por Peter Garrett e Kevin Rudd se eles simplesmente cumprirem suas promessas pré-eleitorais de entrar com uma ação legal contra as operações baleeiras japonesas.

“Porque Garrett e Rudd ignoraram suas promessas feitas a nós e a população da Austrália, somos forçados a defender as baleias simplesmente como cidadãos australianos nestas águas hostis e distantes,” disse Andrew Perry de Hobart, Tasmânia e tripulante da Sea Shepherd.

Veja o Blog da Campanha para mais noticias e imagens: http://blog.seashepherd.org.br/

Morte no Mar de Ross – Colisão Entre os Oponentes da Caça as Baleias

75° 44′Sul e 165° 39′ Oeste

O navio da Sea Shepherd, Steve Irwin, colidiu com o baleeiro Yushin Maru #2 esta manhã. O Steve Irwin tentava bloquear a transferência de uma baleia morta quando aconteceu a colisão..

O Yushin que Maru #2 estava transferindo uma das duas baleias mortas. “Nós estávamos tentando impedir a transferência do Yushin Maru #2 quando o Yushin que Maru #1 moveu-se diretamente na nossa frente para nos bloquear“, disse Capitão Watson. “Eu não pude virar para estibordo sem bater no Yushin Maru #1, tentei abortar a manobra, mas o movimento do Yushin Maru #2 fez a colisão inevitável”. “Os baleeiros japoneses decidiram nos testar” disse 1º Oficial Peter Hammarstedt. “Eles criaram esta batalha para testar nossa determinação em proteger as baleias. Nós somos os “pastores do mar” e faremos o possível para proteger nosso rebanho destes assassinos.”

O Yushin Maru #3 também matou uma baleia, mas está impossibilitado de se aproximar do navio fábrica, Nisshin Maru, porque o Steve Irwin está de guarda na sua popa, (parte traseira do navio fabrica) por onde são inçadas as baleias mortas.

A Sea Shepherd diz que pretende defender esta posição para impedir as transferências.

Os três navios de caça haviam se espalhado durante a noite em um arco de quinze milhas. Um deles retornou ao Nisshin Maru com uma baleia morta e rapidamente transferiu a carcaça para ser cortada. Dentro de minutos, poderia ser visto o sangue escorrendo de ambos os lados (foto).

A tripulação da Sea Shepherd conseguiu jogar duas garrafas manteiga podre no convés do Nisshin Maru, para tentar desencorajar os trabalhadores e estragar a carne de baleia. Os baleeiros lançaram pedaços de gordura sangrenta no convés do navio da Sea Shepherd.
A tripulação da Sea Shepherd também foi constantemente bombardeada com a Arma Acústica de Longa Distancia (LRAD) pelos baleeiros do Nisshin Maru.

“Perdemos um dos nossos hoje,” disse o Capitão Watson. “Minha tripulação está triste e ao mesmo tempo zangada com a situação. Nós não vimos à matança, mas vimos o cadáver e vimos o sangue. É difícil cobrir os movimentos de três navios de caça e mais o navio fabrica. Estamos fazendo o melhor que podemos com os recursos a nossa disposição.”

Este é o sexto dia seguido que o Steve Irwin esta na cola da frota baleeira japonesa que continua descendo ainda mais ao sul do Oceano Antártico.

A Sea Shepherd terá que enviar seus pequenos botes infláveis mais longe para cobrir os movimentos dos navios baleeiros de caça.

“É perigoso enviar estes barcos para mais de dez milhas do navio, mas nós não conseguiremos parar com a caça deles ao menos que nós o façamos,” completa o Capitão Watson.

Instituto Sea Shepherd pressiona e MPF pede a prisão dos autores do massacre de golfinhos no Amapá

No último dia 29 de janeiro, o Ministério Público Federal do Amapá remeteu denúncia à Justiça contra sete envolvidos na morte de 83 golfinhos, decorrente de pesca predatória na costa do Estado. A rede utilizada tinha quase seis quilômetros de comprimento, mais que o dobro do permitido. Cenas dos golfinhos sendo mutilados para serem usados como iscas na pesca do tubarão, e tendo olhos e dentes arrancados para a fabricação de bijuterias, foram veiculadas no Jornal Nacional da Rede Globo. O Instituto Sea Shepherd Brasil, em julho de 2007, deu início a uma verdadeira batalha judicial para obter os nomes dos proprietários das embarcações envolvidas na chacina dos golfinhos – a lei exige que o Ibama forneça as informações ao público. Perante o silêncio, o Instituto Sea Shepherd processou o Ibama/AP.

Graças à pressão da Sea Shepherd, a Polícia Federal de Belém, Pará, forneceu por telefone no dia 18 de outubro de 2007 o nome do proprietário da embarcação ‘Graça de Deus’. Com isso, a entidade ingressou com ação judicial, sofrendo então com a morosidade da Justiça. “É incrível, a Lei Ambiental existe no Brasil, mas só funciona quando a sociedade civil pressiona. Os órgãos ambientais são obrigados a dar qualquer informação a qualquer cidadão”, lamenta Cristiano Pacheco, Diretor Jurídico Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Agora, vem a notícia de que os envolvidos têm pedido de prisão recomendado pelo MPF, dois anos após os atos criminosos praticados no Cabo Norte da costa do Amapá, em mar territorial que é de propriedade da União Federal. Eles utilizaram as embarcações ‘Graças a Deus IV’ e ‘Damasco III’, que se encontram apreendidos. As mortes foram filmadas no dia 11 de Fevereiro de 2007 por agentes do Ibama.

“Exercemos nossos direitos como cidadãos de fazer cumprir as leis e a constituição brasileira, assim como temos direito a um meio ambiente saudável, os golfinhos e outros animais marinhos são protegidos por lei e também têm pela lei direito à vida”, comenta Daniel Vairo, Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil.

A Guerra das Baleias Continua Enquanto o Japão Rejeita Oferta de Conciliação

O mundo precisa levar mais a sério a proteção às baleias.

O Japão rejeitou a ridícula oferta feita pelos Estados Unidos de legalizar a caça baleeira no Pacífico Norte e, em troca, reduzir 20% ao ano o abate de baleias no Oceano Antártico.

Esse tipo de negociação dos Estados Unidos, Austrália e das chamadas “nações anti-caça às baleias” esta sendo feito pelo medo do Japão se retirar da Comissão Internacional de Baleias (CIB) e continuar caçando fora das normas da mesma. Certamente, as frotas japonesas já estão assassinando baleias em risco de extinção, violando as normas da CIB, CITES e do Tratado da Antártica.
Apesar da generosidade oferecida, o Japão a recusou. O ministro da Agricultura, Floresta e Pescas, Shigeru Ishiba, disse, “Nós não podemos aceitar uma proposta que terminaria com a nossa caça para pesquisa.”

A Sea Shepherd é contra o abate de baleias em qualquer lugar e por qualquer pessoa.

“Nós não apoiaríamos uma proposta que pedisse uma redução de assassinatos em Darfur em troca de legalizarem assassinatos sob um segmento da população, e nós não aceitaremos qualquer proposta de sancionar os assassinatos de qualquer quantidade de baleias que seja.” Disse o Capitão Paul Watson.

O Greenpeace Internacional disse numa declaração em Amsterdã que a caça de baleias deveria cessar no Santuário de Baleias no Oceano Antártico. “Porém, se a redução gradual fosse praticada logo após a reunião da CIB em Madeira, agora em Junho, e fosse devidamente monitorada, então isso seria um grande passo para a conservação das baleias assim como da proteção das águas imaculadas da Antártica.”

A Sea Shephed se difere do Greenpeace.“Nós não acreditamos em acordos com caçadores ilegais” disse o diretor da Sea Shepherd no Reino Unido, Steve Roest. “Acreditamos que as leis que temos hoje deveriam ser cumpridas. A caça às baleias feita pelo Japão no Santuário de Baleias é uma atividade criminosa.”

A Sea Shepherd Conservation Society quer que a Austrália e outros países iniciem ações legais contra o Japão para barrar suas atividades (ilegais) no Oceano Antártico.

A Sea Shepherd não está preocupada com as ameaças dos japoneses de se retirarem da CIB.
“Nós esperamos que eles se retirem.” Disse o Capitão Paul Watson. “A reunião anual da CIB não passa de uma festa para um monte de burocratas imbecis, muitos dos quais nunca viram uma baleia na vida. Deixem o Japão se retirar e terminem com esse jogo, esse pretexto ridículo que estão engajados numa causa legítima de pesquisas. Está na hora de chutar seus traseiros criminosos.” A Sea Shepherd Conservation Society tem impedido as operações ilegais do Japão no Oceano Antártico pelo quarto dia consecutivo.

No momento, o navio Steve Irwin da Sea Shepherd está perseguindo o navio-fábrica japonês Nisshin Maru e três barcos arpoadores no Mar de Ross(fotos).

O Capitão Watson e sua tripulação não irão permitir que baleias sejam mortas enquanto estiverem por perto.

Sea Shepherd convoca boicote coletivo à Islândia

A Sea Shepherd Conservation Society está convocando um boicote para tudo que venha da Islândia.

“A Islândia cuspiu em conservacionistas de todo o mundo, com seu anúncio extremista, que pretendem matar 150 baleias Fin em perigo de extinção e 100 baleias Minke esse ano” disse Capitao Paul Watson.

A baleia Fin está listada como espécie em extinção e a Islândia já violou a lei internacional de conservação por exportar carne de baleia Fin para os mercados do Japão sem os requerimentos da CITES que regula a exportação. Comercializar espécies em extinção é ilegal sob as provisões da Convenção Internacional de Comércio de Espécies em Extinção.

O mesmo tipo de atitude despreocupada e extremista que contribuiu para a quebra de toda estrutura econômica da Islândia se volta agora contra espécies em extinção. A Islândia se considera acima das leis de proteção à natureza. O mesmo gorverno que basicamente destruiu a economia da Islândia agora anunciou guerra às baleias no mesmo momento que saem do poder.

“Isto é basicamente um ato de sabotagem ao novo governo, um ato de amargura contra o novo governo” disse Ami Finnsson da Associação da Conservação de Natureza da Islândia(INCA) para uma reportagem da BBC.

“Há um enorme surto de países matadores de baleias essa semana.” Disse Capitão Paul Watson. “Com o Japão, Islândia e Noruega flexionando seus músculos e empurrando agressivamente por cotas mais altas e mirando em espécies em extinção.”

Isto na verdade é um jogo dos países interessados em retomar a caça para forçar as outras nações membros da Comissão Baleeira Intercional a responderem com uma proposta “intermediária” permitindo-lhes retomar o comércio de baleias com cotas “reduzidas”.

A Islândia parou com a caça de baleias em 1986 depois que a Shepherd Conservation Society afundou metade de sua frota baleeira no porto de Reykjavik. Dois dos quatro barcos baleeiros foram sabotados pelos ativistas da Sea Shepherd e a fábrica de processar carne de baleia foi destruída. Os dois barcos nunca foram consertados e a caça às baleias na Islândia foi encerrada por duas décadas. Em 2006, a Islândia anunciou uma pequena cota e agora esta cota aumentou consideravelmente.

A Sea Shepherd Conservation Society está convocando e irá promover um boicote a todos os produtos islandeses.

“Nós vamos dizer para as pessoas em todo o mundo para não comprarem vodka, blusas e peixes da Islândia, para não irem fazer turismo e não usá-la de estação para abastecer seus jets particulares.” disse Capitão Paul Watson.

Jeff Skoll, o fundador da E-Bay (Mercado Livre), e o produtor Hollywoodiano, Bob Yari, informaram à Islândia que ambos não usarão tal país para reabastecer seus aviões particulares na rota para a Europa.