Navegando contra o Tempo – Sea Shepherd retorna para reabastecer!

O navio Steve Irwin está retornando para reabastecer. O Capitão Paul Watson esclareceu:

“Nós os mantivemos ocupados, impedimos suas atividades de caça por duas semanas, e os expulsamos das águas do território australiano. Agora precisamos retornar a terra para reabastecer. Não temos o luxo de ficar reabastecendo em alto-mar como a frota japonesa. Não temos os recursos para conduzir dois navios aqui, e não temos o apoio do Greenpeace para nos substituir. Estamos fazendo o melhor que podemos com os recursos que nos são disponíveis, e estamos tendo um impacto significativo em suas matanças.

O navio Yushin Maru #2, o primeiro baleeiro com que a Sea Shepherd se deparou nesta temporada, não tem sido visto desde 20 de dezembro. Para isso, Paul Watson aclarou dizendo:

“O Yushin Maru #2 não está com a frota, e não temos idéia de onde esteja, mas esse navio não pode matar baleias sem o navio-fábrica, Nisshin Maru”.

O Steve Irwin retornará ao porto disponível mais próximo para reabastecer, e então partirá de volta para perseguir a frota novamente o mais breve possível.

Sea Shepherd colide com navio baleeiro!

Nesta sexta-feira, 26, o Steve Irwin enfrentou o navio Kaiko Maru, que emergiu do nevoeiro, subitamente. O clima foi tenso para a tripulação da Sea Shepherd, que conseguiu lançar 10 garrafas de “manteiga podre” e 15 garrafas com metilcelulose (espécie de substância viscosa). Após o fato, o Segundo Comandante, Peter Hammarstedt, ainda brincou dizendo que o Kaiko Maru é um navio “fedorento e escorregadio”.

O incidente começou com o navio japonês avançando com força para o estibordo e golpeando o Steve Irwin, fato que originou o esmagamento sem motivo algum do corrimão de segurança do deck do helicóptero. Contudo, não houve nenhum dano grave para ambos os navios.

Desde sábado, o navio da Sea Shepherd tem perseguido a frota japonesa por 400 milhas ao meio de névoas pesadas, gelo grosso e um tempo traiçoeiro. Durante esse tempo nenhuma baleia foi morta.

Os baleeiros operavam dentro da zona econômica australiana.

Sea Shepherd encontra a frota baleeira!

A equipe do navio da Sea Shepherd, o Steve Irwin, achou a frota baleeira japonesa em menos de uma semana após a saída em Hobart, Tasmânia. O Yushin Maru foi pego desprevenido hoje(19/12) ao meio de um denso nevoeiro e gelo grosso. A equipe da Sea Shepherd imediatamente atingiu a embarcação com bombas de “manteiga podre”.

Os caçadores japoneses foram pegos caçando baleias dentro do território antártico da Austrália, em um desprezo grosseiro à ordem do Tribunal Federal australiano, de janeiro de 2008, que os proíbe de caçar baleias na Zona de Exclusão Econômica da Austrália.

“Há uma linha pontilhada no mapa que claramente define essas águas como sob a autoridade econômica do governo da Austrália,” disse o Capitão Paul Watson, fundador e presidente da Sea Shepherd. “No governo australiano existem alguns argumentando que o Japão não reconhece a autoridade da Austrália e, dessa forma, nada pode ser feito. Os australianos deveriam estar contentes com o fato de que seus representantes, em 1942, não cederam tão facilmente quando os japoneses se recusaram a reconhecer a soberania do país. Se eles tivessem cedido, hoje haveria bases de caça às baleias na Austrália.

“Achá-los foi uma questão relativamente simples. Só tivemos que fazer o que eles fizeram. Esperavam que nós começássemos nossa busca do sentido oeste para o sudoeste da Tasmânia. Nós até postamos uma falsa notícia sobre estar filmando a ilha MacQuarie para levá-los ao caminho errado, e funcionou. No final do dia, nosso pressentimento se concretizou, e eles estavam exatamente onde pensamos que estariam – numa área em que não deveriam estar. Eles estão caçando em difíceis condições do gelo. Talvez, num esforço para se manterem escondidos, eles têm trabalhado entre as geleiras e as derivas de placas de gelo. Agora estamos aqui para impedi-los.”

Brasil decreta Santuário de baleias

BRASÍLIA, 18 de dezembro – O Governo federal publicou hoje Decreto estabelecendo o Santuário de Baleias e Golfinhos do Brasil, reafirmando a proteção integral desses animais em toda a extensão das águas jurisdicionais brasileiras. A medida, anunciada na data em que a proibição da caça à baleia no Brasil completa 21 anos, é uma mensagem política para o cenário internacional, no momento em que o Brasil negocia junto à Comissão Internacional da Baleia a criação de um Santuário de Baleias do Atlântico Sul, que asseguraria a proteção integral dos cetáceos em toda a bacia oceânica.

Segundo um dos autores da proposta, o Vice-Comissário do Brasil junto à Comissão Internacional da Baleia e fundador do Projeto Baleia Franca José Truda Palazzo Jr., “a decretação do Santuário brasileiro de baleias representa uma reafirmação da política brasileira de proteção desses animais ainda ameaçados, e da intenção do Brasil de seguir buscando que o Atlântico Sul seja reservado integralmente ao uso não-letal desses animais, através da pesquisa científica e do turismo de observação, que já aporta milhões de dólares em divisas aos países que a praticam na América do Sul e na África”. Além do Brasil, países como o Chile, Equador, Panamá e Costa Rica já adotaram medida semelhante como forma de reforçar suas políticas de conservação marinha.

Em janeiro próximo a Comissão Internacional da Baleia segue negociando medidas de longo prazo para assegurar o futuro das populações remanescentes de baleias do planeta.

A íntegra do Decreto Federal 6.698 pode ser lida em https://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=6&data=18/12/2008

Conselho da APA da Baleia Franca aprova Plano de Ação

Reunido durante os dias 5 e 6 de dezembro, no Projeto Ambiental Gaia Village, em Garopaba (SC) o Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (CONAPA BF) aprovou o Plano de Ação para biênio 2009-2010 que terá a Fundação Gaia, a frente da Secretaria Executiva, como representante do Setor das Ong´s Ambientalistas. (O Instituto Sea Shepherd Brasil, integra o CONAPA Baleia Franca, na condição de representante das ong´s ambientalistas.)

“O Plano de Ação é essencial para fazer um retrato do presente e traçar linhas de ação prioritárias, principalmente se tratando de um grupo tão plural como o Conselho Gestor da APA. Além disso, criamos indicadores para avaliar o andamento dessas ações e fazer os ajustes necessários para que sejam efetivas”, explica a bióloga Andreza Martins, consultora contratada pela APA para auxiliar os conselheiros na elaboração do Plano.

Nos últimos três meses, Andreza Martins atuou como facilitadora de 13 oficinas dirigidas a conselheiros e comunidade em geral para elaborar estratégias para os próximos dois anos. Os encontros foram divididos em quatro Grupos de Trabalho, identificados pelos conselheiros como pontos focais e emergenciais de atuação – Ordenamento Territorial, Turismo, Pesca e Mineração. Segundo a consultora, foi surpreendente a alta participação dos conselheiros e representantes de diversas entidades interessadas nos temas.

Seguindo recomendações do Plano de Ação foram criadas as Câmaras Técnicas do Turismo e Mineração. O Plano também prevê capacitação das entidades conselheiras e das comunidades envolvidas, participação nas discussões dos Planos Diretores Municipais; realização de estudos, diagnósticos e mapeamentos. Além disso, os grupos pretendem ainda buscar mais parcerias institucionais a fim de desenvolver meios para que as atividades econômicas na Unidade de Conservação sejam adequadas a legislação ambiental.

“As discussões que antecederam a elaboração do Plano de Ação deram subsídios ao Conselho para aprofundar e amadurecer o entendimento sobre os principais temas de gestão da APA. Essa discussão também prepara o Conselho para a criação do Plano de Manejo da Unidade, possibilitando um maior entendimento sobre o território e verificando se os diagnósticos batem com a definição de zoneamento de áreas protegidas”, afirma Maria Elizabeth Carvalho da Rocha, presidente do Conselho Gestor e chefe da APA da Baleia Franca.

Durante a reunião Plenaria, realizada no sábado foi eleito o Comitê Executivo do CONAPA BF, composto por Ramona Muhlbach da EPAGRI como representante do Setor Público; Maria Aparecida do Conselho Comunitario da Ibiraquera, representando o setor dos Usuários dos Recursos e Sandra Severo, da Fundação Gaia, representando o setor de Ong´s ambientalistas, também eleita para a função de secretaria executiva do CONAPA BF. Além da representação dos 03 setores , integra o Comitê Executivo, Elizabeth da Rocha, Presidente do Conselho Gestor da APA da Baleia Franca.

Fonte: Anita Campos / Assessora Comunicação APA BF.