Polícia Federal Australiana apreende gravações da Guerra das Baleias

O navio Steve Irwin da Sea Shepherd Conservation Society chegou a Hobart, Tasmânia às 17 horas do dia 20 de fevereiro. O navio foi abordado no cais por oficiais da Polícia Federal australiana, que embarcaram no Steve Irwin com um mandado que autorizava a apreensão de gravações de vídeo, áudio, material fotográfico, transcrição de entrevistas, diário de bordo, registros de sistema de posicionamento global, registros de compras, recibos, registros de operações financeiras, de viagem e informações náuticas.

A série do Animal Planet, Whale Wars (Guerra das Baleias), causou um enorme embaraço para o governo japonês e para a indústria baleeira japonesa em 2008. O Japão certamente vai tentar impedir a segunda temporada da série, fazendo pressão diplomática sobre a Austrália para evitar uma maior exposição de suas operações ilegais no Oceano Austral.

“Eu desejo que o governo australiano faça o mesmo com o Japão, que faça pressão diplomática para pôr termo a suas operações baleeiras ilegais”, disse o Capitão Paul Watson. “O governo Rudd foi eleito com a promessa de levar a indústria baleeira japonesa para os tribunais. Agora eles parecem estar mais interessados em levar a Sea Shepherd aos tribunais por causa dos nossos esforços de interferir contra as operações ilegais dos baleeiros.”

Capitão Paul Watson disse que ele gostaria de ir a julgamento.

“Temos que começar por algum lado. Ao menos teremos a oportunidade de apresentar provas acerca das operações ilegais dos japoneses, teremos um fórum para apresentar as nossas provas. Vamos ver o governo australiano, que professa ser contra as atividades baleeiras, trazer baleeiros japoneses assassinos para a Austrália para testemunhar contra Sea Shepherd e Animal Planet”

“É chocante a diferença de tratamento“, prosseguiu o Capitão Watson. “Os navios japoneses não foram abordados pela Polícia Federal Australiana, eles não tiveram seus dados de vídeo e navegação confiscados. Eles não foram e nem serão interrogados, apesar de terem atacado violentamente meu navio e a tripulação, no Oceano Austral. O Direito só vale para aqueles que destroem a criação da natureza? Será que estamos prestes a ver a Sea Shepherd ser juridicamente crucificado porque o governo australiano não tem cumprido suas promessas de levar os baleeiros aos tribunais. A verdade é que não teríamos de estar no sul do Oceano defendendo as baleias se os governos do mundo simplesmente aplicassem os tratados internacionais de conservação, que tão orgulhosamente assinaram. Sem execução, não há lei – só anarquia ecológica”.

Capitão Watson disse que não tinha queixas sobre a Polícia Federal Australiana.

“Eles foram muito educados e profissionais e estavam fazendo seu trabalho na execução das ordens do governo.”

“Temos um ano inteiro pela frente“, prosseguiu o Capitão Watson. “Temos de reparar danos causados ao Steve Irwin, temos de garantir um segundo navio mais rápido, e temos de estar preparados para retornar ao sul do Oceano novamente no final do ano. Se necessário, iremos ao tribunal para responder as acusações de defender as ameaçadas baleias no seu Santuário, porque disso somos orgulhosamente culpados.”

Sea Shepherd retorna da Guerra das Baleias

O navio da Sea Shepherd, Steve Irwin e sua tripulação se retiraram da perseguição da frota baleeira japonesa para começar a preparação para retornar com um novo navio de longo alcance e mais veloz.

“Eu sempre disse que faríamos o possível de forma não violenta para terminar com a caça ilegal no Santuário Antártico das Baleias,” declarou o Capitão Paul Watson. “Nós fizemos tudo que foi possível com os recursos disponíveis a nós este ano. Fechamos as suas operações ilegais durante um mês. Nós custamos dinheiro a eles e salvamos as vidas de muitas baleias. E embora estejamos dispostos a correr riscos, até mesmo colocando nossas vidas na linha de tiro, eu não estou preparado a fazer o que os baleeiros japoneses fazem as baleias. E se a violência dos baleeiros japoneses continuar aumentando na proporção que aconteceu nos últimos dias, isso resultará em sérios danos e possivelmente fatalidades.”

O Capitão Watson disse que tem operado em desvantagem contra três navios arpoadores que são superiores ao Steve Irwin em velocidade e dirigibilidade.

“Nós precisamos bloquear esses arpões mortais e precisamos ser mais rápidos que estes assassinos e para fazer isto, preciso de um navio mais rápido que os deles, e pretendo adquirir um e retornar ano que vem,” comentou Watson. “Nós jamais deixaremos de interferir contra as suas operações baleeiras ilegais e nunca pararemos de bloquear e custar dinheiro a eles. Eu pretendo ser o pesadelo deles todos os anos até que eles parem com esta morte horrorosa e ilícita das grandes baleias no Santuário Antártico.

A tripulação do Steve Irwin perseguiu a frota japonesa do dia 18 de dezembro a 7 de janeiro por mais de 2.000 milhas náuticas, fechando suas operações durante um mês. Saímos para reabastecer. A tripulação retornou e localizou novamente a frota no dia 1º de fevereiro e durante os 9 dias seguintes, os baleeiros conseguiram matar apenas cinco baleias.

Uma perseguição ao Yushin Maru No.2 pelo Steve Irwin entre gelo denso no dia 20 de dezembro causou danos a hélice do navio baleeiro e forçou-os a saírem da caça por um mês e meio. Para a vergonha do governo japonês, foi negado concerto ao seu navio baleeiro na Indonésia além de estarem proibidos de aportar na Nova Zelândia e Austrália.

Confrontos entre o Steve Irwin e a frota baleeira resultaram em vários incidentes perigosos e duas colisões que causaram danos mínimos as embarcações. A frota baleeira este ano utilizou armas militares denominadas de Dispositivo Acústico de Longo Alcance (LRAD sigla em inglês) e canhões d’água de alta pressão direcionados contra a tripulação da Sea Shepherd. Nenhum baleeiro foi ferido. Três tripulantes do Steve Irwin foram feridos e um deles precisou levar cinco pontos sobre o olho esquerdo depois de desmaiar ao ser bombardeado com a arma acústica LRAD.

Capitão Paul Watson desmente as acusações japonesas que a Sea Shepherd bateu propositalmente em seus navios arpoadores.

“Os baleeiros e seus “papagaios” das relações públicas podem dizer o que bem entendem, mas nós temos mais de 1.000 horas de gravações em vídeo que documenta todos os momentos da campanha. Nossa história será contada em uma série semanal do Animal Planet chamada Guerras das Baleias. As pessoas poderão assistir e julgar por si próprias. A máquina fotográfica é a arma mais poderosa no mundo e nós pretendemos demonstrar o seu total poder”.

No dia 31 de janeiro, o governo japonês despachou de Fiji um navio de segurança chamado de Taiyo Maru #38 para interceptar o Steve Irwin. De acordo com fontes em Fiji, temos motivo para acreditar que este navio esta trazendo unidades especiais de abordagem, com ordens para aprender o navio e toda a evidência cinematográfica. Espera-se que o navio chegue ao Mar de Ross dentro de alguns dias.

“Nós não podemos permitir que esta documentação seja capturada pelo Japão,” disse Capitão Watson.

O Steve Irwin está voltando à Austrália e espera chegar dentro das próximas duas semanas. De qualquer maneira o navio tem apenas mais quatro dias de reservas de combustível para permanecer com a frota antes de ser forçado a retornar.

“O risco a vida da tripulação é simplesmente grande demais para ficarmos quatro dias a mais,” disse Capitão Watson. “Nós estamos aqui porque respeitamos a santidade da vida. Os baleeiros estão aqui para destruírem a vida. As pessoas podem escolher em apoiar a vida ou a morte, entre os baleeiros ou os defensores das baleias. Nós escolhemos defender a vida, e para todos aqueles que condenam o que estamos fazendo, eu só posso dizer uma coisa. Nós não estamos aqui por vocês, estamos aqui pelas baleias”.

Tripulantes da Sea Shepherd permanecem em guarda atrás do Nisshin Maru‏

Apesar das repetidas e crescentemente violentas agressões dos frustrados baleeiros japoneses, o navio da Sea Shepherd, o Steve Irwin, continua de guarda atrás do matadouro (abatedouro) flutuante japonês, chamado de Nisshin Maru.

Os três navios arpoadores japoneses não estão mais na área, desde o último incidente que aconteceu as 18h00min do dia 6 de fevereiro. mas a tripulação da Sea Shepherd está preparada para obstruí-los caso eles retornem.

Os japoneses têm acusado a Sea Shepherd de tentar danificar as hélices de seus navios com cordas, porém eles têm tentado fazer a mesma coisa ao nosso navio. Eles acusam a tripulação da Sea Shepherd de lançar manteiga podre (a qual os japoneses se referem como “ácido”) no seu navio, contudo os baleeiros estão lançando bolas de golfe e pedaços de metal na tripulação do Steve Irwin. Além disso, os japoneses estão bombardeando a tripulação da Sea Shepherd com canhões de água e armas Acústicas de Longo Alcance (LRAD) – uma arma militar sônica que causa desorientação, náusea e surdez.

“Eu acho interessante que os chamados “peritos” e “políticos” condenam rapidamente as táticas da Sea Shepherd para aplicar as leis de conservação, contudo não dizem uma palavra sobre a violência física dirigida a nós pelos baleeiros que estão quebrando a lei,” disse Capitão Paul Watson. “A posição deles parece ser: “Se não estivessem aqui, não sofreriam tal violência.” O mesmo poderia ser dito à um policial? A Sea Shepherd não está aqui para protestar contra à caca as baleias, estamos aqui para obstruir a caça ilegal, assim definida pela lei de conservação internacional. Nós estamos aqui para fazer cumprir a lei, não quebrá-la”.

Existe um precedente legal para a intervenção da Sea Shepherd que se chama a Carta Mundial da Natureza das Nações Unidas que permite organizações não-governamentais fazerem cumprir as leis internacionais de conservação, especificamente em áreas além de jurisdições nacionais, Seção 21(e).

Os caçadores japoneses ilegais de baleia têm a vantagem de navios superiores, mais rápidos, mais poderosos, eles têm armas e eles têm o apoio do seu governo que defenderá qualquer de suas ações, inclusive a morte de nossa tripulação se isso ocorrer.

No dia 6 de fevereiro, aconteceram dois incidentes aonde o Steve Irwin colidiu com os navios arpoeiros quando eles quebraram o bloqueio do Steve Irwin para tentar dar continuidade as suas atividades ilegais. Estas colisões não foram intencionais por parte da Sea Shepherd.

“Os cinegrafistas do canal Animal Planet em um helicóptero. filmaram uma baleia sendo morta ilegalmente, ato que durou mais de vinte e cinco minutos, enquanto a baleia suportava uma morte agonizante e se debatia em seu próprio sangue,” disse o Capitão Watson. “Nós vemos a morte daquela baleia como um assassinato a sangue frio e estamos comprometidos e fazendo tudo que podemos, de forma não violenta, para proteger estes indefesos gigantes gentis, seres inteligentes e socialmente complexos”.

A Sea Shepherd Conservation Society deixou claro ao governo da Austrália que nossas intervenções estão ficando cada vez mais perigosas por causa da agressão japonesa e que podem ser evitadas por Peter Garrett e Kevin Rudd se eles simplesmente cumprirem suas promessas pré-eleitorais de entrar com uma ação legal contra as operações baleeiras japonesas.

“Porque Garrett e Rudd ignoraram suas promessas feitas a nós e a população da Austrália, somos forçados a defender as baleias simplesmente como cidadãos australianos nestas águas hostis e distantes,” disse Andrew Perry de Hobart, Tasmânia e tripulante da Sea Shepherd.

Veja o Blog da Campanha para mais noticias e imagens: http://blog.seashepherd.org.br/

Morte no Mar de Ross – Colisão Entre os Oponentes da Caça as Baleias

75° 44′Sul e 165° 39′ Oeste

O navio da Sea Shepherd, Steve Irwin, colidiu com o baleeiro Yushin Maru #2 esta manhã. O Steve Irwin tentava bloquear a transferência de uma baleia morta quando aconteceu a colisão..

O Yushin que Maru #2 estava transferindo uma das duas baleias mortas. “Nós estávamos tentando impedir a transferência do Yushin Maru #2 quando o Yushin que Maru #1 moveu-se diretamente na nossa frente para nos bloquear“, disse Capitão Watson. “Eu não pude virar para estibordo sem bater no Yushin Maru #1, tentei abortar a manobra, mas o movimento do Yushin Maru #2 fez a colisão inevitável”. “Os baleeiros japoneses decidiram nos testar” disse 1º Oficial Peter Hammarstedt. “Eles criaram esta batalha para testar nossa determinação em proteger as baleias. Nós somos os “pastores do mar” e faremos o possível para proteger nosso rebanho destes assassinos.”

O Yushin Maru #3 também matou uma baleia, mas está impossibilitado de se aproximar do navio fábrica, Nisshin Maru, porque o Steve Irwin está de guarda na sua popa, (parte traseira do navio fabrica) por onde são inçadas as baleias mortas.

A Sea Shepherd diz que pretende defender esta posição para impedir as transferências.

Os três navios de caça haviam se espalhado durante a noite em um arco de quinze milhas. Um deles retornou ao Nisshin Maru com uma baleia morta e rapidamente transferiu a carcaça para ser cortada. Dentro de minutos, poderia ser visto o sangue escorrendo de ambos os lados (foto).

A tripulação da Sea Shepherd conseguiu jogar duas garrafas manteiga podre no convés do Nisshin Maru, para tentar desencorajar os trabalhadores e estragar a carne de baleia. Os baleeiros lançaram pedaços de gordura sangrenta no convés do navio da Sea Shepherd.
A tripulação da Sea Shepherd também foi constantemente bombardeada com a Arma Acústica de Longa Distancia (LRAD) pelos baleeiros do Nisshin Maru.

“Perdemos um dos nossos hoje,” disse o Capitão Watson. “Minha tripulação está triste e ao mesmo tempo zangada com a situação. Nós não vimos à matança, mas vimos o cadáver e vimos o sangue. É difícil cobrir os movimentos de três navios de caça e mais o navio fabrica. Estamos fazendo o melhor que podemos com os recursos a nossa disposição.”

Este é o sexto dia seguido que o Steve Irwin esta na cola da frota baleeira japonesa que continua descendo ainda mais ao sul do Oceano Antártico.

A Sea Shepherd terá que enviar seus pequenos botes infláveis mais longe para cobrir os movimentos dos navios baleeiros de caça.

“É perigoso enviar estes barcos para mais de dez milhas do navio, mas nós não conseguiremos parar com a caça deles ao menos que nós o façamos,” completa o Capitão Watson.

Instituto Sea Shepherd pressiona e MPF pede a prisão dos autores do massacre de golfinhos no Amapá

No último dia 29 de janeiro, o Ministério Público Federal do Amapá remeteu denúncia à Justiça contra sete envolvidos na morte de 83 golfinhos, decorrente de pesca predatória na costa do Estado. A rede utilizada tinha quase seis quilômetros de comprimento, mais que o dobro do permitido. Cenas dos golfinhos sendo mutilados para serem usados como iscas na pesca do tubarão, e tendo olhos e dentes arrancados para a fabricação de bijuterias, foram veiculadas no Jornal Nacional da Rede Globo. O Instituto Sea Shepherd Brasil, em julho de 2007, deu início a uma verdadeira batalha judicial para obter os nomes dos proprietários das embarcações envolvidas na chacina dos golfinhos – a lei exige que o Ibama forneça as informações ao público. Perante o silêncio, o Instituto Sea Shepherd processou o Ibama/AP.

Graças à pressão da Sea Shepherd, a Polícia Federal de Belém, Pará, forneceu por telefone no dia 18 de outubro de 2007 o nome do proprietário da embarcação ‘Graça de Deus’. Com isso, a entidade ingressou com ação judicial, sofrendo então com a morosidade da Justiça. “É incrível, a Lei Ambiental existe no Brasil, mas só funciona quando a sociedade civil pressiona. Os órgãos ambientais são obrigados a dar qualquer informação a qualquer cidadão”, lamenta Cristiano Pacheco, Diretor Jurídico Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Agora, vem a notícia de que os envolvidos têm pedido de prisão recomendado pelo MPF, dois anos após os atos criminosos praticados no Cabo Norte da costa do Amapá, em mar territorial que é de propriedade da União Federal. Eles utilizaram as embarcações ‘Graças a Deus IV’ e ‘Damasco III’, que se encontram apreendidos. As mortes foram filmadas no dia 11 de Fevereiro de 2007 por agentes do Ibama.

“Exercemos nossos direitos como cidadãos de fazer cumprir as leis e a constituição brasileira, assim como temos direito a um meio ambiente saudável, os golfinhos e outros animais marinhos são protegidos por lei e também têm pela lei direito à vida”, comenta Daniel Vairo, Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil.