Núcleo Santa Catarina realiza primeiro almoço vegetariano de integração

Por Hugo Malagoli, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Santa Catarina

Neste domingo, 25/03/2012, aconteceu a experiência do primeiro almoço vegetariano de integração do Núcleo Santa Catarina do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Núcleo Santa Catarina e novos participantes

Embalados pela destreza culinária do Chef Internacional Francês Hugô, vários voluntários do Núcleo de Santa Catarina e convidados selecionados puderam deliciaram-se com o supremo Strogonoff de Proteína de Soja.

Chef Hugô preparando sua especialidade culinária

Além do prato principal, foi exibido o filme SharkWater e vários vídeos a respeito das ações da ONG no Brasil e no mundo, além de conversas individuais e trocas de experiências na área.

Almoço de integração contou com voluntários e convidados

O intuito foi promover a integração de pessoas ligadas à proteção animal, mostrar os benefícios de uma dieta vegetariana à saúde e ao meio ambiente, e buscar possíveis voluntários para ajudar nas ações futuras no Núcleo Santa Catarina do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Nossa meta foi atingida e esperamos que esse protótipo de evento seja realizado futuramente numa proporção maior. Muitas pessoas deixaram de lado o preconceito a respeito da proteína de soja, e ficaram maravilhadas com a combinação do sabor do prato.

Vitória para os golfinhos na Suíça!

A deputada Verde Liberal, Isabelle Chevalley, conseguiu proibir a importação de golfinhos para a Suíça com a ajuda da Sea Shepherd Suíça e da Sociedade Cetácea Suíça (SCS).

A Sea Shepherd Suíça e a Sociedade Cetácea Suíça apoiaram ativamente a deputada Isabelle Chevalley, em seu movimento no parlamento suíço pedindo a proibição da importação de golfinhos para a Suíça.

No dia 12 deste mês, a deputada Isabelle Chevalley ofereceu aos membros do parlamento um documento informativo elaborado em conjunto com a Sea Shepherd Suíça e a Sociedade Cetácea Suíça.

No dia 13 de março, seguindo o seu debate convincente, a deputada conseguiu a aprovação da proibição, com 112 votos a favor e 60 contra.

O Conselho dos Estados, em seguida, reforçou a proibição da importação de golfinhos para a Suíça, mas, no entanto, rejeitou a proibição de seu cativeiro. As duas associações estão preocupadas com o destino de três golfinhos, uma mãe e seus dois jovens filhos, que ainda estão sendo mantidos em cativeiro no único aquário de golfinhos da Suíça, o Connyland. Este parque organizou uma festa rave em novembro passado, onde dois golfinhos morreram em seguida, elevando o número de mortes de golfinhos na Suíça para oito em apenas três anos.

O Connyland vai reabrir no dia 31 de março, e as apresentações com os três golfinhos serão retomadas.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Decisão judicial dos EUA pode permitir a morte de 460 leões marinhos

Decisão judicial do Tribunal Distrital dos Estados Unidos pode permitir que Agências da Fauna do Estado matem 460 leões marinhos da Califórnia, protegidos pelo governo federal, em Washington e Oregon

Fêmea de leão marinho com seu filhote. Foto: AFP

Há um processo judicial em andamento que pode ter um sério impacto sobre a futura proteção de espécies ameaçadas de extinção nos Estados Unidos. A Humane Society dos Estados Unidos e a Wild Fish Conservancy apresentaram uma reclamação e uma ordem de restrição temporária contra os Serviços de Pesca da Marinha Nacional. Essa ação segue uma decisão dos Serviços de Pesca da Marinha Nacional, que autoriza as Agências da Fauna do Estado a matarem até 460 leões marinhos da Califórnia, protegidos federalmente nos próximos cinco anos. A ordem de restrição foi negada na manhã de 22 de março no Tribunal Distrital dos Estados Unidos. O tribunal irá permitir que os Serviços de Pesca da Marinha Nacional matem os leões marinhos enquanto espera que o processo inteiro seja ouvido.

A Humane Society compartilhou os pontos principais dos procedimentos judiciais nessa manhã:

• O tribunal negou a ordem de restrição temporária.
• O número de leões marinhos que podem ser mortos foi reduzido temporariamente, de 90 para 30.
• O tribunal exige que os leões marinhos sejam mortos por eutanásia.
• O tribunal considerou que as questões levantadas são importantes e o processo continuará com todos os méritos.
• A Humane Society está confiante de que irá prevalecer.

Esses são os fatos que cercam a questão:

• A Lei de Proteção dos Mamíferos Marinhos protege os leões marinhos nos Estados Unidos.
• Alguns leões marinhos da Califórnia escolheram a Barragem de Bonneville no Rio Columbia como seu local de alimentação. A barragem está localizada a cerca de 60 km a leste de Portland, em Oregon.
• Vários grupos de pessoas em Washington, Oregon e Idaho querem culpar esses leões marinhos por “roubarem seus peixes” e têm usado esses animais como bodes expiatórios, apesar de a quantidade de salmão pega por eles ser de aproximadamente 1% .
• Em nome desses grupos, os estados de Oregon, Washington e Idaho fizeram uma petição aos Serviços de Pesca da Marinha Nacional dos Estados Unidos para conceder-lhes autoridade para matar os leões marinhos. Esse grupo perdeu causas anteriores no tribunal, mas conseguiu matar esses animais antes das sentenças ocorrerem. Um novo pedido em seu favor foi feito no dia 18 de agosto de 2011, mais uma vez requerendo autorização para remover letalmente leões marinhos da Califórnia sendo vistos comendo salmões na Barragem de Bonneville. No dia 15 de março de 2012, os Serviços de Pesca da Marinha Nacional mais uma vez concederam tal requerimento aos Estados, autorizando agentes estatais a matar até 92 animais a cada ano por 5 anos – num total de 460.
• A matança foi marcada para começar no dia 19 de março, por mais que a Humane Society dos Estados Unidos, a Wild Fish Conservancy e duas pessoas tenham apresentado uma ordem de restrição temporária no Tribunal Distrital dos Estados Unidos, na capital Washington.

Scott West, diretor de Inteligência e Investigações para a Sea Shepherd Conservation Society, disse o seguinte sobre o assunto:

“O fato é que as atividades humanas estão destruindo as populações de peixes. A construção de barragens, a piscicultura, a introdução de espécies não-nativas, a descarga de poluentes, a pesca esportiva, os rígidos direitos dos tratados de pesca e as operações de pesca comerciais contribuem para a falência catastrófica das espécies de peixes. Todas essas são atividades humanas e têm aumentado nos últimos anos juntamente com a população humana. O normal é a predação de peixes por outros peixes, por pássaros, por tubarões e mamíferos marinhos. A predação é muito mais antiga que a presença de humanos no planeta. Subsistência e pesca artesanal (predação) por humanos está aí há muito tempo e na maior parte das vezes tem sido capaz de coexistir com a ordem natural. Colocar a culpa em outro lugar e desviar a atenção dos verdadeiros culpados são comportamentos comuns dos seres humanos. O bode expiatório não é novidade. Focas, leões marinhos e golfinhos têm sido culpados ao redor do mundo, devido à ignorância e à ganância, pelo colapso das populações de peixes quando as reais razões (atividades humanas) são ignoradas. O uso de mamíferos marinhos como bodes expiatórios não conhece raça ou limites culturais ou nacionais. Canadenses, chilenos, japoneses e, sim, até mesmo pessoas nos Estados Unidos participam.”

Embora leões marinhos comam peixe mesmo, eles consomem apenas entre 0,4 e 4,2% dos 80.000 a 300.000 salmões que desovam no Rio Columbia a cada ano. A lista a seguir baseada nas estimativas dos Serviços de Pesca da Marinha Nacional mostra as porcentagens de retirada de salmão nesse rio:

• As barragens ao longo do Rio Columbia levam até 60% dos salmões jovens e até 17% dos salmões adultos.
• As atividades humanas de pesca levam do rio aproximadamente 16% dos salmões adultos.
• Espécies não nativas introduzidas para a pesca esportiva consomem até três milhões de salmões por ano.
• Pássaros consomem até 18%.
• Leões marinhos consomem cerca de 1%.
• Além disso, as capturas paralelas dos salmões do Rio Columbia em pescas no mar aberto contribuem para a perda desses salmões.

Leão marinho em armadilha na Barragem de Bonneville (foto de arquivo)

Com base nessa informação (e no senso comum) fica claro que os leões marinhos não são o real problema.

A quantidade de salmões varia anualmente e cientistas estão prevendo uma grande quantidade nesse ano no Rio Columbia. Mesmo assim, os Estados ainda querem matar os bodes expiatórios. “Poucas pessoas querem olhar para as verdadeiras razões pelas quais as populações de peixes estão declinando porque fazer isso irá exigir que elas se olhem no espelho”, disse Scott West.

Há uma guerra sendo travada contra os esforços de proteção ambiental dos Estados Unidos. Há grupos e forças tentando desmantelar as próprias leis colocadas em prática para melhorar e proteger a qualidade do ar, água e solo nos EUA, e se colocando contra as leis que permitiram que várias espécies retornassem da beira da extinção. Esse assunto poderia muito bem ser um ponto de partida para o retorno dos Estados Unidos a um tempo em que era comum e legal matar mamíferos marinhos (e outros animais) que “ficassem no caminho” dos empreendimentos humanos. Esse é um período crítico para os ecossistemas mundiais e para muitas espécies animais. Nossas leis deveriam fornecer proteção extra para o nosso meio ambiente, não diminuir a pequena quantidade de garantias que já existem.

A Sea Shepherd não pode ignorar essa matança que pode logo ocorrer na porta dos EUA. Estamos atualmente oferecendo recompensas para informações que levem à prisão da pessoa ou pessoas responsáveis por atirar em leões marinhos no Puget Sound. Com o não reconhecimento da ordem de restrição temporária na Barragem de Bonneville e a chegada do processo completo, nós vamos precisar trazer essa questão à frente. A Humane Society está na luta há algum tempo e estamos felizes por oferecer ajuda. Possuímos experiência em documentar matanças sem sentido. Talvez necessitemos instituir uma campanha “Guardiões da Barragem” na Barragem de Bonneville. Quantos voluntários estariam dispostos a vir para a barragem ajudar? Fiquem ligados.

Traduzido por Maiza Garcia, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Competidor de ciclismo global percorre os Estados Unidos para arrecadar fundos para a Sea Shepherd Conservation Society

Competidor da Global Bicycle Race e defensor da Sea Shepherd, Jason Woodhouse. Foto: Jason Woodhouse

Em 18 de fevereiro de 2012, Jason Woodhouse, juntamente com outros nove ciclistas, embarcou naquela que vem sendo chamada de “indiscutivelmente a mais longa e difícil corrida de aventura no mundo”. O evento é conhecido como Global Bicycle Race, ou Corrida Mundial de Bicicletas, que irá percorrer cerca de 30 mil quilômetros e cruzará cada meridiano do planeta. O objetivo não é somente vencer, mas também ganhar o prêmio final de um novo recorde mundial do Guinness pela mais rápida circunavegação em bicicleta. Jason sofreu alguns contratempos desencorajadores, que o forçaram a voltar para casa para reparos pouco depois do começo da corrida. Agora ele está de volta à estrada, com grande determinação para vencer.

Jason levou a missão um nível acima, usando a corrida como um meio de conscientizar e arrecadar fundos para a Sea Shepherd Conservation Society. Um prolífico aventureiro, Jason não é somente um ávido ciclista, mas também um dedicado instrutor de mergulho, mergulhador livre, surfista do Mar do Norte e montanhista. Suas experiências subaquáticas inspiraram profundo respeito e senso de responsabilidade por nossos oceanos. Nas palavras do próprio Jason: “Como surfista entusiasmado, mergulhador, e alguém que geralmente passa muito tempo no oceano, esta é uma causa com a qual me identifico e a razão por estar competindo em 2012. Eu passei algum tempo com os voluntários da Sea Shepherd e também com seu fundador, o Capitão Paul Watson, e eu realmente acredito que não há força maior neste planeta comprometida em proteger a vida nos oceanos. Eu espero que meu desafio ao recorde em 2012 me dê a oportunidade de compartilhar com meus seguidores os diversos benefícios de pedalar, as belezas naturais de uma viagem pelo mundo, e aumentar a conscientização sobre o incrível trabalho da Sea Shepherd Conservation Society.”

Jason e sua bicicleta com os companheiros defensores da Sea Shepherd. Foto: Jason Woodhouse

A corrida começa e termina no Greenwich Park, em Londres. O recorde atual de 164 dias é mantido pelo organizador Vin Cox. Jason passará pelo norte da Europa, Tunísia, Líbia, Egito, Jordão, Índia, Tailândia, Malásia, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos antes de retornar ao Reino Unido para testemunhar o início dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

O ciclista britânico de 24 anos deixou Londres em 18 de fevereiro de 2012, com o objetivo de percorrer cerca de 210 quilômetros por dia e viajar 30 mil quilômetros através do globo. “Meu projeto é extremamente eco-consciente”, Jason diz. “Eu estou utilizando uma bicicleta reciclada e todos os meus voos internacionais terão compensação de carbono. Eu pretendo promover àqueles que acompanham minha aventura o ciclismo como um importante meio de transporte sustentável que, como residentes desse planeta, nós objetivemos usar para trajetos com menos de 8 quilômetros e dessa forma proteger o delicado ecossistema que chamamos de lar.”

Jason está competindo para conscientizar e arrecadar fundos para a Sea Shepherd Conservation Society. Para saber mais sobre Jason, a corrida ou para apoiar a jornada de Jason e da Sea Shepherd Conservation Society, visite: www.boyonhisbike.com (em inglês).

Jason pode receber ajuda com alimentação, acomodações, etc. durante a corrida. Clique aqui para ver sua localização atual e sua rota (em inglês).

Traduzido por Flávia Milão, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Instituto Sea Shepherd Brasil protocola ofício na sede da Chevron Brasil

Por Luiz André Albuquerque, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil – Núcleo Rio de Janeiro

No dia 20 de março de 2012, o núcleo carioca do Instituto Sea Shepherd Brasil – ISSB protocolou ofício na sede da Chevron Brasil, endereçado ao Presidente da empresa no País, Sr. George Buck, e ao Diretor de Assuntos Corporativos, Sr. Rafael Jaen Williamson, manifestando sua preocupação com os recentes vazamentos de petróleo ocorridos no Campo do Frade, na Bacia de Campos.

Foto: Gisele Pontes / ISSB

No ofício, solicitamos que a Chevron Brasil adote medidas protecionistas para salvaguardar os ecossistemas marinhos e costeiros existentes na região, e oferecemos apoio através de cooperação técnica, por meio dos voluntários capacitados, a atuar em eventos de derrames de petróleo.

O Instituto Sea Shepherd Brasil – ISSB vem há aproximadamente doze anos capacitando regularmente pessoas, organizações e órgãos públicos, através do reconhecidamente eficaz curso de “Ações para Salvar Animais Marinhos em Derrames de Petróleo”, que recebeu, em 2002, o Prêmio Superinteressante de Ecologia, promovido pela Editora Abril, obtendo o 2º lugar na Categoria Fauna.

Ofício digitalizado