Carta do Instituto Sea Shepherd Brasil para a Ministra da Justiça alemã

Carta enviada para a Ministra da Justiça alemã, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, pelo Diretor Geral Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Wendell Estol, acerca da prisão do Capitão Paul Watson

Capitão Paul Watson

Cara Sabine Leutheusser-Schnarrenberger

Meu nome é Wendell Estol, sou o Diretor da Sea Shepherd no Brasil.

Venho por meio deste solicitar, encarecidamente, a vossa senhoria a revogação da sentença de primeira instância que determina a extradição do capitão Paul Watson.

Pois não se trata de um criminoso ou algo do gênero, e sim de um herói do século 21.

Através de sua luta diversas vidas foram salvas, vidas que para quem o acusa são apenas cifras, recursos financeiros.

Os pretextos crimes por ele cometido na Costa Rica não se comparam as atrocidades, cometidas por seus acusadores, contra a vida marinha como um todo, assasinando cerca de 100 milhoes de tubarões por ano no mundo todo, para simplesmente extrairem suas barbatanas para servir um prato de sopa o qual atribuem poderes afrodisíacos.

Esta pode não ser a sua realidade na Alemanha, mas é a de muitos países como a Costa Rica e o Brasil, que tem seu oceanos saqueados, todos os dias, por esta máfia mundial que se instalou no mercado dos recursos pesqueros mundiais. Para sua informação, aqui no Brasil, movemos diversos processos judiciais contra esta máfia, inclusive com o apoio da Polícia Federal e Ministério Público Federal Brasileiros, sendo a última dela a cerca de um mês, onde foram apreendidas cerca de 8 toneladas de barbatanas de tubarões que seria contrabandeadas para países da Ásia.

Hoje, se tem alguém, no mundo, que pode ser de grande valia no combate a estes criminosos, este é Paul Watson.

Não mantenha preso uma das únicas pessoas do mundo que sabem como combater este exterminio em massa que vem ocorrendo nos oceanos do mundo todo.

Pois por justiça, o direito a vida sempre será maior que qualquer direito a propriedade privada, por isso faça a justiça, liberte aquele que defende a vida, não interessa de que tipo, apenas a vida de qualquer criatura que seja.

Agradeço muito, sua consideração em ler esta carta e saiba, tenho convicção de que, a ministra de um país tão civilizados e desenvolvido não cometerá a injustiça de prender e extraditar um dos maiores defensores da vida no planeta.

Att.

Wendell Estol

 

Original da carta enviada, em alemão:

Sehr geehrte Sabine Leutheusser Schnarrenberger,
ich heiße Wendell Stall, ich bin der Direktor von Sea Shepherd in Brasilien.
Hiermit melde ich mich ernsthaft frage dies zu Eurer Lordschaft der
Widerruf des Urteils erster Instanz dass, die Auslieferung des Kapitän
Paul Watson bestimmt. Paul Watson ist kein Verbrecher oder so, aber ein
Held des 21. Jahrhunderts.
Durch ihren Kampf viele Leben gerettet würden. Sind Leben, aber für die
der Angeklagte sind nur Zahlen und finanziellen Ressourcen. Die Vorwände
für Verbrechen, die er in Costa Rica verpflichtet nicht zu vergleichen,
die Grausamkeiten, die von seinen Anklägern verpflichtet, gegenmarine
Leben als Ganzes, jedes Jahr tötet etwa 100 Millionen Haie weltweit, nur
zu extrahieren Sie einfach die Flossen für dienen einen Teller Suppe, die
aphrodisierende Kräfte zuschreiben.
Dies kann nicht eure Realität in Deutschland sein , sondern ist in viele
Länder wie Costa Rica und Brasilien, die der Ozeane jeden Tag geplünder
haben durch diese Mafia-Welt, die auf dem Markt der globalen Fischerei
angesiedelt ist. Zu Ihrer Information,hier in Brasilien zogen wir viele
juristische Klagen gegen diese Mafia, einschließlich mit der Unterstützung
der Bundespolizei und der brasilianischenBundesanwaltschaft, der letzte
der es zirca einen Monat, dem sie etwa 8 Tonnen von Haifischflossen, die
in Ländern in Asien geschmuggelt würden, beschlagnahmt wurden.
Heute wenn es jemand in der Welt gibt, die von großem Wert bei der
Bekämpfung dieser Verbrecher sein kann, ist dies Paul Watson.
Nicht halten als Gefangener der wenigen Menschen auf der Welt,dass, diese
Massenvernichtung die in den Ozeanen auf der ganzen Welt wurde
auftretendenbekämpfen wissen.
Nun, für Gerechtigkeit, wird das Recht auf Leben immer größer als
jedesRecht auf Privateigentum sein. Deshalb tun Gerechtigkeit, freigeben
Sie diejenigen, die das Leben zu verteidigen, egalwelcher Art, nur das
Leben eines jeden Geschöpfes überhaupt.
Vielen Dank, um Ihre Aufmerksamkeit in diesen Brief zu lesen. Wissen Sie,
ich fühle michstark, dass der Ministerin eines Landes so zivilisiert und
entwickelt würde nicht die Ungerechtigkeit begehen zu verhaften und
auszuliefern, ein führender Verfechterdes Lebens auf dem Planeten.

Mit freundlichen Grüßen,

Wendell Estol

Comunicado URGENTE a todos os seguidores da Sea Shepherd!

Ajudem a evitar a extradição do Capitão Paul Watson para a Costa Rica. Segundo as últimas notícias, as autoridades alemãs decidiram proceder a extradição do Capitão Paul Watson para a Costa Rica. Nossa última esperança de salvar o Capitão Paul Watson de sua extradição é convencer as autoridades do Ministério de Justiça alemão para que dêem um passo à frente e anulem sua decisão. Mostre seu apoio ao Capitão Watson entrando em contato com Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, a Ministra Federal de Justiça em Berlim, Alemanha. Ela precisa saber que a ordem de prisão para deter o Capitão Paul Watson tem motivações políticas e, portanto, deve ser ignorada pelo Governo Alemão. Com o apoio internacional podemos conseguir a liberdade para o Capitão Paul Watson e deixá-lo longe da possibilidade de enfrentar um julgamento injusto na Costa Rica.

Por favor , entrem em contato com: (por favor, seja respeitoso em sua comunicação)

Sabine Leutheusser-Schnarrenberger
Ministra Federal de Justiça
Deutscher Bundestag
Platz der Republik
11011 Berlin
Telefone 030 – 227 751 62
Fax 030 – 227 764 02

E-Mail: sabine.leutheusser-schnarrenberger@bundestag.de
Facebook: https://www.facebook.com/BMJustiz/info

Ministério Federal de Justiça
Mohrenstrasse 37
10117 Berlin, Germany
Telefone: +49 (030) 18 580-0
Telefax: +49 (030) 18 580-9525

Envie este simples texto abaixo:

Dear Ms Leutheusser-Schnarrenberger,

I was very concerned to hear that Germany has detained Sea Shepherd’s Captain Paul Watson for possible extradition to Costa Rica. I understand that the warrant for Captain Watson’s arrest is politically motivated and possibly due to an incident in which Sea Shepherd uncovered an illegal shark finning operation.

I support Sea Shepherd’s efforts to monitor and publicise illegal fishing and whaling around the world and recognize that some illegal fishing operations try to use international law to shut down the Sea Shepherd operations.

I urge you to consider the valuable work Captain Watson and Sea Shepherd are undertaking globally to highlight the dangers to our oceans in considering this extradition request.

Sincerely,

Seu nome

Traduzido por Aline Louali, Diretora de Vídeos e Tradutora Voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Atualização sobre a prisão do Capitão Watson: segundo dia sob custódia

Capitão Paul Watson defende as baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico, enquanto o navio-fábrica japonês, Nisshin Maru, esconde-se nas proximidades. Foto: Barbara Veiga

O Capitão Watson permanece sob custódia das autoridades alemães nesta segunda, 14 de maio. Um juíz alemão da corte de Frankfurt se recusa a libertá-lo, ao invés disto alega que a corte alemã gostaria de confirmar que a Costa Rica quer a extradição para seu país. Os conselheiros legais alemães representando Paul Watson são: Oliver Wallasch e Alexander Gruner. Colaboradores da Sea Shepherd continuam correndo contra o tempo na Europa e América Latina para determinar as verdadeiras razões por trás do mandado.

O mandado para a prisão do Capitão Paul Watson foi emitido na Costa Rica em outubro de 2011, curiosamente, quando o Instituto de Pesquisa de Cetáceos arquivou seu processo civil contra a Sea Shepherd Conservation Society nos Estados Unidos. A pergunta permanece: o que fez a Costa Rica emitir um mandado de prisão para o Capitão Paul Watson em outubro de 2011?

A INTERPOL publicou uma nota em seu website dizendo que não emitirão um alerta vermelho de busca e apreensão ao Capitão Watson, porque seu escritório de processos jurídicos não está satisfeito com o pedido da Costa Rica, e que o mesmo não está em conformidade com as constituições e regras da INTERPOL. Esperançosamente, as cortes alemãs chegarão a mesma conclusão e libertarão o Capitão Watson.

Enquanto a Sea Shepherd se torna cada vez mais eficaz em proteger globalmente animais selvagens marinhos, os inimigos dos oceanos estão usando todos seus recursos para parar-nos. Atualmente, a Sea Shepherd está sob o ataque legal de todas as partes do globo, e cada caso representa a biodiversidade que nós nos esforçamos para proteger. No Reino Unido, a Sea Shepherd está atualmente respondendo um processo proposto pelos agentes de pescado Fish & Fish, a respeito do atum-azul. Nos Estados Unidos, nós respondemos um processo civil proposto pelo Instituto de Pesquisa de Cetáceos a respeito das atividades anti-baleeiras no Oceano Antártico, e agora, com a detenção do Capitão Watson na Alemanha (através da autorização de apreensão da Costa Rica), nós acreditamos na vitória para a Sea Shepherd contra o finning nos mares.

Não importa o país nem o sistema jurídico, o Capitão Paul Watson não se intimidará e não irá parar até que a vida marinha e os ecossistemas tenham a proteção que merecem.

Traduzido por Aline Louali, Diretora de Vídeos e Tradutora Voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Capitão Paul Watson é preso na Alemanha, em mandado emitido pela Costa Rica

Foto: Tim Watters

O Capitão Paul Watson foi preso ontem na Alemanha para extradição para a Costa Rica. A polícia alemã disse que o mandado de prisão contra o Capitão Watson é em resposta a uma suposta violação do tráfego de navios na Costa Rica, que ocorreu durante as filmagens de Sharkwater, em 2002.

O específico incidente “violação de navios em trânsito” ocorreu em alto-mar, em águas da Guatemala, quando a Sea Shepherd encontrou uma operação de remoção das barbatanas de tubarão ilegal, dirigida por um navio da Costa Rica chamado de Varadero.

Na ordem das autoridades da Guatemala, a Sea Shepherd instruiu a tripulação do Varadero para cessar as suas atividades de remoção das barbatanas de tubarão e voltar ao porto para serem processados.

Enquanto acompanhava a volta de Varadero ao porto, a situação se inverteu e uma canhoneira da Guatemala foi enviada para interceptar a tripulação da Sea Shepherd. A tripulação do Varadero acusou os Sea Shepherds de tentar matá-los, enquanto as imagens de vídeo provam que isso é uma falácia.

Para evitar a canhoneira da Guatemala, a Sea Shepherd, em seguida, partiu para a Costa Rica, onde descobriu atividades de remoção das barbatanas de tubarão ainda mais ilegais, na forma de barbatanas de tubarão secas, aos milhares nos telhados de edifícios industriais.

Capitão Paul Watson

Conservacionistas em todo o mundo mantém a esperança de que os costa-riquenhos vão retirar as acusações contra o Capitão Watson. Há também uma chance de que as acusações já tenham sido retiradas, mas a Sea Shepherd não tem conseguido confirmar isto com os funcionários da Costa Rica. Com a rica biodiversidade da Costa Rica, seria absurdo se eles não se posicionarem pelos tubarões, que ficam nos níveis mais altos da cadeia alimentar, assegurando o equilíbrio entre as comunidades ecológicas no oceano.

Enquanto está na prisão, o Capitão Watson está sendo assistido pelo vice-presidente do Parlamento Europeu , Daniel Cohn Bendit, e pelo deputado do Parlamento Europeu, José Bové. Nossa esperança é que estes dois cavalheiros honrados possam definir a liberdade do Capitão Watson antes deste absurdo ir adiante. Os Sea Shepherds europeus também se mobilizaram para apoiar o Capitão Watson.

Como a situação dos tubarões torna-se mais complicada, a Sea Shepherd Conservation Society começou a desenhar uma nova campanha de proteção aos tubarões para 2012. Julie Andersen, fundadora do Shark Savers e Shark Angels, juntou-se à Sea Shepherd para liderar a nossa campanha global para salvar os tubarões da extinção.

A Sea Shepherd usará seus conhecimentos e experiência, bem como a mídia, para capacitar as pessoas ao redor do mundo para ter de volta seus tubarões – um animal fundamental para nós, bem como para o meio ambiente, e a economia mundiais.

A Sea Shepherd está oferecendo sua ajuda aos países ao redor do mundo para fazer cumprir as leis internacionais e locais, acabar com a caça impiedosa, proteger com patrulha marítima os santuário sob ataque, implementar defesas com altas tecnologias, e capacitar moradores locais através da formação e da disponibilização de recursos para enfrentar esta batalha. A Sea Shepherd também vai travar uma guerra de opinião pública, mudando tudo o que sabemos sobre este animal mais desprezado.

A primeira parada será no Pacífico Sul, onde a equipe se dirigirá em junho.

“Nós temos todas as leis que precisamos para proteger os tubarões. Agora vamos aproveitar os nossos recursos e conhecimentos para ajudar os países ao redor do globo a aplicá-las. Usando Galápagos como um modelo, vamos viajar para onde somos necessários – fazer cumprir as leis locais, enquanto desenvolvemos estratégias e locais de treinamento para defender seus tubarões, alimentando os esforços mundiais de execução”, disse Julie Andersen, diretora da campanha pelos tubarões.

Assine a petição pública pela libertação do Capitão Paul Watson (em inglês): http://www.thepetitionsite.com/663/009/291/release-paul-watson/

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Não permita que a extinção seja o destino do Golfinho Maui

Foto: Will Rayment

Proteger o Golfinho Maui da extinção na Nova Zelândia é uma preocupação permanente para muitos acadêmicos e ativistas há mais de uma década.

Nos últimos meses, quase 8.500 submissões foram feitas e 65.000 assinaturas recolhidas na petição da Nova Zelândia e em todo mundo, através dos websites NABU International e Avaaz. Estas petições e assinaturas foram apresentadas ao governo da Nova Zelândia em 2 de maio, cinco dias após a morte de um outro Golfinho Maui.

Departamentos intergovernamentais vão se reunir a portas fechadas para a criação de um Plano de Gerenciamento de Ameaça. Este plano decidirá o destino do Golfinho Maui, que está a beira da extinção. Mesmo que as 2007 medidas forem insuficientes, há esperança de que nesse sentido prevalecerá o foco para salvar as espécies envolvidas e aumentar a proibição de rede. Após essa reunião, haverá outra fase de apresentação pública, onde o Golfinho Maui contará com os esforços de todos os ativistas e amantes de animais para contribuir e lembrar ao governo da Nova Zelândia o dever de proteger uma parte da vida selvagem. Vamos avisá-los o mais rápido que pudermos das petições.

Nesta fase, as negociações continuarão até novembro de 2012, quando o governo da Nova Zelândia lançará seu Plano de Gestão, que irá decidir o destino do Golfinho Maui. Tome medidas hoje, enviando e-mail para os principais membros do governo central.

Primeiro Ministro John Key: j.key@ministers.govt.nz
Ministra da Conservação, Kate Wilkinson: kate.wilkinson@parliament.govt.nz
Primeiro Ministro das Indústrias, David Carter: david.carter@parliament.govt.nz

Ou talvez escreva para: Peter Bodeker, do Conselho Industrial de Pescados da Nova Zelândia, que pensa que a proibição é “flagelação ritual da indústria da pesca”: peter.bodeker@seafood.co.nz

Obrigado pela sua preocupação e esperamos sinceramente sua ação.

Saiba mais clicando aqui: http://seashepherd.org.br/sea-shepherd-pede-protecao-imediata-aos-golfinhos-ameacados-na-nova-zelandia/

Traduzido por Ana Dias, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil