Decisão judicial dos EUA pode permitir a morte de 460 leões marinhos

Decisão judicial do Tribunal Distrital dos Estados Unidos pode permitir que Agências da Fauna do Estado matem 460 leões marinhos da Califórnia, protegidos pelo governo federal, em Washington e Oregon

Fêmea de leão marinho com seu filhote. Foto: AFP

Há um processo judicial em andamento que pode ter um sério impacto sobre a futura proteção de espécies ameaçadas de extinção nos Estados Unidos. A Humane Society dos Estados Unidos e a Wild Fish Conservancy apresentaram uma reclamação e uma ordem de restrição temporária contra os Serviços de Pesca da Marinha Nacional. Essa ação segue uma decisão dos Serviços de Pesca da Marinha Nacional, que autoriza as Agências da Fauna do Estado a matarem até 460 leões marinhos da Califórnia, protegidos federalmente nos próximos cinco anos. A ordem de restrição foi negada na manhã de 22 de março no Tribunal Distrital dos Estados Unidos. O tribunal irá permitir que os Serviços de Pesca da Marinha Nacional matem os leões marinhos enquanto espera que o processo inteiro seja ouvido.

A Humane Society compartilhou os pontos principais dos procedimentos judiciais nessa manhã:

• O tribunal negou a ordem de restrição temporária.
• O número de leões marinhos que podem ser mortos foi reduzido temporariamente, de 90 para 30.
• O tribunal exige que os leões marinhos sejam mortos por eutanásia.
• O tribunal considerou que as questões levantadas são importantes e o processo continuará com todos os méritos.
• A Humane Society está confiante de que irá prevalecer.

Esses são os fatos que cercam a questão:

• A Lei de Proteção dos Mamíferos Marinhos protege os leões marinhos nos Estados Unidos.
• Alguns leões marinhos da Califórnia escolheram a Barragem de Bonneville no Rio Columbia como seu local de alimentação. A barragem está localizada a cerca de 60 km a leste de Portland, em Oregon.
• Vários grupos de pessoas em Washington, Oregon e Idaho querem culpar esses leões marinhos por “roubarem seus peixes” e têm usado esses animais como bodes expiatórios, apesar de a quantidade de salmão pega por eles ser de aproximadamente 1% .
• Em nome desses grupos, os estados de Oregon, Washington e Idaho fizeram uma petição aos Serviços de Pesca da Marinha Nacional dos Estados Unidos para conceder-lhes autoridade para matar os leões marinhos. Esse grupo perdeu causas anteriores no tribunal, mas conseguiu matar esses animais antes das sentenças ocorrerem. Um novo pedido em seu favor foi feito no dia 18 de agosto de 2011, mais uma vez requerendo autorização para remover letalmente leões marinhos da Califórnia sendo vistos comendo salmões na Barragem de Bonneville. No dia 15 de março de 2012, os Serviços de Pesca da Marinha Nacional mais uma vez concederam tal requerimento aos Estados, autorizando agentes estatais a matar até 92 animais a cada ano por 5 anos – num total de 460.
• A matança foi marcada para começar no dia 19 de março, por mais que a Humane Society dos Estados Unidos, a Wild Fish Conservancy e duas pessoas tenham apresentado uma ordem de restrição temporária no Tribunal Distrital dos Estados Unidos, na capital Washington.

Scott West, diretor de Inteligência e Investigações para a Sea Shepherd Conservation Society, disse o seguinte sobre o assunto:

“O fato é que as atividades humanas estão destruindo as populações de peixes. A construção de barragens, a piscicultura, a introdução de espécies não-nativas, a descarga de poluentes, a pesca esportiva, os rígidos direitos dos tratados de pesca e as operações de pesca comerciais contribuem para a falência catastrófica das espécies de peixes. Todas essas são atividades humanas e têm aumentado nos últimos anos juntamente com a população humana. O normal é a predação de peixes por outros peixes, por pássaros, por tubarões e mamíferos marinhos. A predação é muito mais antiga que a presença de humanos no planeta. Subsistência e pesca artesanal (predação) por humanos está aí há muito tempo e na maior parte das vezes tem sido capaz de coexistir com a ordem natural. Colocar a culpa em outro lugar e desviar a atenção dos verdadeiros culpados são comportamentos comuns dos seres humanos. O bode expiatório não é novidade. Focas, leões marinhos e golfinhos têm sido culpados ao redor do mundo, devido à ignorância e à ganância, pelo colapso das populações de peixes quando as reais razões (atividades humanas) são ignoradas. O uso de mamíferos marinhos como bodes expiatórios não conhece raça ou limites culturais ou nacionais. Canadenses, chilenos, japoneses e, sim, até mesmo pessoas nos Estados Unidos participam.”

Embora leões marinhos comam peixe mesmo, eles consomem apenas entre 0,4 e 4,2% dos 80.000 a 300.000 salmões que desovam no Rio Columbia a cada ano. A lista a seguir baseada nas estimativas dos Serviços de Pesca da Marinha Nacional mostra as porcentagens de retirada de salmão nesse rio:

• As barragens ao longo do Rio Columbia levam até 60% dos salmões jovens e até 17% dos salmões adultos.
• As atividades humanas de pesca levam do rio aproximadamente 16% dos salmões adultos.
• Espécies não nativas introduzidas para a pesca esportiva consomem até três milhões de salmões por ano.
• Pássaros consomem até 18%.
• Leões marinhos consomem cerca de 1%.
• Além disso, as capturas paralelas dos salmões do Rio Columbia em pescas no mar aberto contribuem para a perda desses salmões.

Leão marinho em armadilha na Barragem de Bonneville (foto de arquivo)

Com base nessa informação (e no senso comum) fica claro que os leões marinhos não são o real problema.

A quantidade de salmões varia anualmente e cientistas estão prevendo uma grande quantidade nesse ano no Rio Columbia. Mesmo assim, os Estados ainda querem matar os bodes expiatórios. “Poucas pessoas querem olhar para as verdadeiras razões pelas quais as populações de peixes estão declinando porque fazer isso irá exigir que elas se olhem no espelho”, disse Scott West.

Há uma guerra sendo travada contra os esforços de proteção ambiental dos Estados Unidos. Há grupos e forças tentando desmantelar as próprias leis colocadas em prática para melhorar e proteger a qualidade do ar, água e solo nos EUA, e se colocando contra as leis que permitiram que várias espécies retornassem da beira da extinção. Esse assunto poderia muito bem ser um ponto de partida para o retorno dos Estados Unidos a um tempo em que era comum e legal matar mamíferos marinhos (e outros animais) que “ficassem no caminho” dos empreendimentos humanos. Esse é um período crítico para os ecossistemas mundiais e para muitas espécies animais. Nossas leis deveriam fornecer proteção extra para o nosso meio ambiente, não diminuir a pequena quantidade de garantias que já existem.

A Sea Shepherd não pode ignorar essa matança que pode logo ocorrer na porta dos EUA. Estamos atualmente oferecendo recompensas para informações que levem à prisão da pessoa ou pessoas responsáveis por atirar em leões marinhos no Puget Sound. Com o não reconhecimento da ordem de restrição temporária na Barragem de Bonneville e a chegada do processo completo, nós vamos precisar trazer essa questão à frente. A Humane Society está na luta há algum tempo e estamos felizes por oferecer ajuda. Possuímos experiência em documentar matanças sem sentido. Talvez necessitemos instituir uma campanha “Guardiões da Barragem” na Barragem de Bonneville. Quantos voluntários estariam dispostos a vir para a barragem ajudar? Fiquem ligados.

Traduzido por Maiza Garcia, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Competidor de ciclismo global percorre os Estados Unidos para arrecadar fundos para a Sea Shepherd Conservation Society

Competidor da Global Bicycle Race e defensor da Sea Shepherd, Jason Woodhouse. Foto: Jason Woodhouse

Em 18 de fevereiro de 2012, Jason Woodhouse, juntamente com outros nove ciclistas, embarcou naquela que vem sendo chamada de “indiscutivelmente a mais longa e difícil corrida de aventura no mundo”. O evento é conhecido como Global Bicycle Race, ou Corrida Mundial de Bicicletas, que irá percorrer cerca de 30 mil quilômetros e cruzará cada meridiano do planeta. O objetivo não é somente vencer, mas também ganhar o prêmio final de um novo recorde mundial do Guinness pela mais rápida circunavegação em bicicleta. Jason sofreu alguns contratempos desencorajadores, que o forçaram a voltar para casa para reparos pouco depois do começo da corrida. Agora ele está de volta à estrada, com grande determinação para vencer.

Jason levou a missão um nível acima, usando a corrida como um meio de conscientizar e arrecadar fundos para a Sea Shepherd Conservation Society. Um prolífico aventureiro, Jason não é somente um ávido ciclista, mas também um dedicado instrutor de mergulho, mergulhador livre, surfista do Mar do Norte e montanhista. Suas experiências subaquáticas inspiraram profundo respeito e senso de responsabilidade por nossos oceanos. Nas palavras do próprio Jason: “Como surfista entusiasmado, mergulhador, e alguém que geralmente passa muito tempo no oceano, esta é uma causa com a qual me identifico e a razão por estar competindo em 2012. Eu passei algum tempo com os voluntários da Sea Shepherd e também com seu fundador, o Capitão Paul Watson, e eu realmente acredito que não há força maior neste planeta comprometida em proteger a vida nos oceanos. Eu espero que meu desafio ao recorde em 2012 me dê a oportunidade de compartilhar com meus seguidores os diversos benefícios de pedalar, as belezas naturais de uma viagem pelo mundo, e aumentar a conscientização sobre o incrível trabalho da Sea Shepherd Conservation Society.”

Jason e sua bicicleta com os companheiros defensores da Sea Shepherd. Foto: Jason Woodhouse

A corrida começa e termina no Greenwich Park, em Londres. O recorde atual de 164 dias é mantido pelo organizador Vin Cox. Jason passará pelo norte da Europa, Tunísia, Líbia, Egito, Jordão, Índia, Tailândia, Malásia, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos antes de retornar ao Reino Unido para testemunhar o início dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

O ciclista britânico de 24 anos deixou Londres em 18 de fevereiro de 2012, com o objetivo de percorrer cerca de 210 quilômetros por dia e viajar 30 mil quilômetros através do globo. “Meu projeto é extremamente eco-consciente”, Jason diz. “Eu estou utilizando uma bicicleta reciclada e todos os meus voos internacionais terão compensação de carbono. Eu pretendo promover àqueles que acompanham minha aventura o ciclismo como um importante meio de transporte sustentável que, como residentes desse planeta, nós objetivemos usar para trajetos com menos de 8 quilômetros e dessa forma proteger o delicado ecossistema que chamamos de lar.”

Jason está competindo para conscientizar e arrecadar fundos para a Sea Shepherd Conservation Society. Para saber mais sobre Jason, a corrida ou para apoiar a jornada de Jason e da Sea Shepherd Conservation Society, visite: www.boyonhisbike.com (em inglês).

Jason pode receber ajuda com alimentação, acomodações, etc. durante a corrida. Clique aqui para ver sua localização atual e sua rota (em inglês).

Traduzido por Flávia Milão, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Instituto Sea Shepherd Brasil protocola ofício na sede da Chevron Brasil

Por Luiz André Albuquerque, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil – Núcleo Rio de Janeiro

No dia 20 de março de 2012, o núcleo carioca do Instituto Sea Shepherd Brasil – ISSB protocolou ofício na sede da Chevron Brasil, endereçado ao Presidente da empresa no País, Sr. George Buck, e ao Diretor de Assuntos Corporativos, Sr. Rafael Jaen Williamson, manifestando sua preocupação com os recentes vazamentos de petróleo ocorridos no Campo do Frade, na Bacia de Campos.

Foto: Gisele Pontes / ISSB

No ofício, solicitamos que a Chevron Brasil adote medidas protecionistas para salvaguardar os ecossistemas marinhos e costeiros existentes na região, e oferecemos apoio através de cooperação técnica, por meio dos voluntários capacitados, a atuar em eventos de derrames de petróleo.

O Instituto Sea Shepherd Brasil – ISSB vem há aproximadamente doze anos capacitando regularmente pessoas, organizações e órgãos públicos, através do reconhecidamente eficaz curso de “Ações para Salvar Animais Marinhos em Derrames de Petróleo”, que recebeu, em 2002, o Prêmio Superinteressante de Ecologia, promovido pela Editora Abril, obtendo o 2º lugar na Categoria Fauna.

Ofício digitalizado

O Brigitte Bardot vai decolar novamente, graças à Equipe World-Class

Pelo Capitão Locky MacLean

O Brigitte Bardot estava pendurado por dois guindastes de 500 toneladas quando eu cheguei em Fremantle, na Austrália, para iniciar os reparos em sua asa quebrada. O tripulante Simon Ager descreveu o som arrasador que ele ouviu no meio da noite, algumas semanas mais cedo, quando o casco rachou sob o peso de uma queda de uma onda de 40 pés.

O enorme impacto das toneladas de água batendo no pontão pelo ar foi suficiente para esmagar a asa lateral bombordo, e causar delaminação estrutural. Um retorno imediato ao porto era necessário, para a segurança do navio e da tripulação. O pontão podia de fato ter sido arrancado completamente se a tripulação não tivesse amarrado e preso o pontão ao resto do navio.

O Capitão Paul Watson, a bordo do Steve Irwin, escoltou o Brigitte Bardot para a segurança do porto de Fremantle depois do incidente, que ocorreu na latitude “Furious 50” (uma zona de fortes ventos ao longo dos paralelos) do Oceano Antártico.

Assim que o dano ocorreu, e com o navio a caminho de Fremantle, o arquiteto Nigel Irens ajudou a Sea Shepherd a encontrar a melhor equipe para fazer o trabalho de reparo. A Sea Shepherd estava muito feliz por ter o conhecimento e a experiência do Sr. Irens, que inicialmente concebeu o Brigitte Bardot – originalmente de nome Aventureira – no final de 1990, em Southampton, Reino Unido, para uma circunavegação de quebra do recorde mundial.

Pelo fato de o Bardot ser planejado como um catamarã alta performance, seu reparo não era um trabalho usual, e uma equipe de classe mundial teria de ser montada. Nigel colocou a Sea Shepherd em contato com a Boatspeed Sailcraft Performance, iniciada por Peter e Ullrich Sari em 1986, e especializada na construção de barcos de corrida.

Os primeiros contratos da Boatspeed foram desenhos do arquiteto naval Ben Lexcen, incluindo um número de botes e iates de corrida em alto mar. Eles projetaram e construíram o Boatspeed 23 classe barco esportivo e construíram ou reconstruíram mais de 50 iates de corrida. Algumas de suas construções incluem as embarcações Brindabellas 1&2, 97, Yendys, Ragamuffin, Margaret Rintoul 5, Heaven Can Wait, Telefonica Movistar, Prudential, Nicorette, Bols e Nigel Irens. A equipe projetou ao redor do mundo trimarans B & Q Castorama para Dame Ellen MacArthur e Sodebo para Thomas Coville. A sua facilidade para o propósito de construção em Somersby é reconhecido como o mecanismo mais avançado de instalação composta do hemisfério sul e abriga um forno composto de 170’.

Felizmente, Peter Ullrich estava disposto a trazer sua equipe até nós, em Fremantle, e após uma vistoria inicial foi enviado todo o equipamento necessário através da Austrália, a tempo de os reparos começarem. Uma vez em terra, a tripulação do navio providenciou andaimes e uma estrutura de plástico hermeticamente fechada ao redor todas as áreas danificadas, para manter selada dentro dele qualquer poeira criada pelos reparos.

Depois de escorar o pontão de volta no lugar, a Boatspeed começou a cortar o pontão danificado e a asa para chegar aos quadros transversais e avaliar a extensão dos danos. É com muito entusiasmo que a Sea Shepherd anuncia que “o nosso pássaro” vai voar de novo, depois do trabalho principal estar completo em 10 de março. O veterano de navio, eletricista e engenheiro Brad Latimer, o tripulante e soldador Lars Steffens, e todos os voluntários da costa estão ocupados preparando o resto do navio para o re-lançamento.

Os voluntários irão completar a pintura das novas áreas reparadas, e os dois guindastes de 500 toneladas irão novamente levantar o Brigitte Bardot para o mar para os ensaios de teste em abril, em tempo para próxima campanha da Sea Shepherd.

Muito obrigado de todos nós na equipe de reparo à todos os nossos apoiadores e suas doações generosas que nos permitirão concluir os reparos!

28/12/2011 - O Brigitte Bardot enfrenta uma tempestade “Furious 50” em seu caminho ao Oceano Antártico

29/12/2011 – Dano estrutural causado pelo impacto de uma grande onda

01/01/12 – O danificado Briggite Bardot é auxiliado de volta a Freemantle pelo Steve Irwin, enquanto é assombrado pela embarcação japonesa de segurança, Shonan Maru 2

19/01/12 – Brigitte Bardot é erguido da água por dois guindastes para iniciar os reparos

20/01/12 – Dois guindastes baixam o Brigitte Bardot em sua posição final para iniciar o trabalho de reparo

07/02/12 – Tripulação envolve o lado do reparo com uma proteção contra condições climáticas

08/02/12 – Uma proteção é colocada ao redor de toda a área do reparo

11/02/12 – Ben Falconer serrando a área danificada, asa lateral a bombordo

11/02/12 – Locky, Peter e Ben inspecionam de perto a extensão do dano no Brigitte Bardot

11/02/12 – Peter Ullrich e Ben Falconer trabalhando na asa danificada do Brigitte Bardot

12/02/12 – Corte ao longo do dano, asa lateral a bombordo

16/02/12 – Corte ao longo do dano, parte inferior da asa

20/02/12 – Parte inferior da asa danificada

02/03/12 – Parte superior da asa danificada com braços estruturais

04/03/12 – Parte superior da asa danificada com reforço de fibra de vidro

06/03/12 – Parte inferior da asa danificada com reparos próximos de serem completados

12/03/12 – Parte superior da asa danificada com reparos próximos de serem completados

Traduzido por Renato Vechiatto, voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil

Uma bizarra exibição da autoridade policial em Taiji, no Japão

news_120312_1_1_Japanese_nationalists_accost_Cove_GuardiansOs acontecimentos de hoje, 12 de março, em Taiji, vão além da compreensão. Cinco Guardiões da Enseada, de três nações, estão ali monitorando os assassinos de golfinhos e os golfinhos que estão em cativeiro. Uma gangue de nacionalistas japoneses apareceram na Enseada esta manhã, e quando viram os Guardiões, os nacionalistas reagiram violentamente. A reação dos nacionalistas, no entanto, não é algo inesperado. O que realmente nos surpreendeu foi a reação da polícia.

A polícia, que supostamente tem autoridade e armas, deixou os nacionalistas agirem contra os Guardiões de uma maneira que, seguramente, levaria os Guardiões à prisão, caso agissem da mesma maneira com os assassinos de golfinhos. Novamente, não estamos, particularmente, surpresos com estes acontecimentos e já esperávamos por isto.

O que é desconcertante é a forma como a polícia lidou com o assunto mais tarde. A polícia disse à Melissa, líder dos Guardiões da Enseada, que os Guardiões provocaram a polícia ao nadar na enseada no início desta semana. Em outras palavras, a polícia está nos tratando como, às vezes, tratam uma vítima de estupro, culpando-a por ter usado uma saia curta.

Mais tarde, os apelos da polícia para que os Guardiões ficassem longe da enseada por causa dos nacionalistas, começaram a revelar a real preocupação. A polícia tem medo dos nacionalistas. Como isso pode ser possível?

Os Guardiões voltaram para o estacionamento da enseada e a polícia ficou bastante animada. Não estamos violando a lei, os nacionalistas estão violando a lei. Em seguida, os Guardiões foram comunicados que os nacionalistas tinham ido para o hotel à procura dos Guardiões. Falei com os líderes da polícia por telefone e perguntei por que eles estavam com medo dos nacionalistas e os encorajei a fazer o seu trabalho. Os líderes da polícia não tinha nada a dizer.

Os nacionalistas voltaram para a enseada e a polícia obrigou os Guardiões a entrarem em seus carros e se retirarem de Taiji. Então as coisas tornaram-se verdadeiramente bizarras. Os nacionalistas começaram a perseguir os carros da polícia que estavam conduzindo os veículos dos Guardiões. Em alguns momentos, haviam mais de 10 veículos em um comboio, em alta velocidade, viajando para o sul de Taiji. As sirenes estavam tocando e luzes estavam piscando. Ficou claro que os nacionalistas estavam controlando a situação.

O comboio entrou no grande complexo da polícia em Kushimoto. A polícia bloqueou os veículos dos Guardiões atrás dos portões. Nós não sabemos onde os nacionalistas foram. Os Guardiões estão na delegacia e neste momento (15:45 no Japão, em 12 de março de 2012) e não temos comunicação com eles.

Nós iremos fornecer atualizações no decorrer deste dia que se desdobra no Japão.

Scott West
Coordenador da Campanha Guardiões da Enseada

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Japoneses de direita nacionalistas abordam a Guardiões Cove no estacionamento
muito perto de The Cove, em Taiji, no Japão

Vídeo: Japoneses nacionalistas abordam Guardiões no estacionamento próximo à Enseada, em Taiji, no Japão

Traduzido por Dani Vasques, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil