Instituto Sea Shepherd Brasil participa do evento Keep Oceans Clean!

Por Hugo Malagoli, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Santa Catarina

Dia 14/04, o Instituto Sea Shepherd Brasil participou do evento Keep Oceans Clean! (Mantenha os Oceanos Limpos!).

Equipe Sea Shepherd, Schooner e Mako Sports reunidas pra conferência do resultado

Uma ação de limpeza de praias e mares no município de Itajaí, SC, promovido por organizadores da Stopover – Volvo Ocean Racer, evento que o Instituto Sea Shepherd Brasil está participando desde o dia 04/04 com um stand de divulgação.

Camila e Flávia no stand do Instituto Sea Shepherd Brasil

A ameaça de chuva a qualquer momento não foi suficiente para deter o entusiasmo dos voluntários que, munidos de luvas e sacos de lixo, percorreram a praia e o mar, recolhendo desde latas e plásticos até pontas de cigarro, cacos de vidro redes e pneus.

Voluntário Arnôn Côrte Real monitorando o local

Durante a manhã equipes de voluntários do Instituto Sea Shepherd Brasil de Florianópolis e Itajaí por terra, e mergulhadores voluntários de Joinville, juntamente com outras entidades, fizeram arrasto de limpeza em seus respectivos locais pré-determinados.

Equipe de mergulhadores voluntários Sea Shepherd Joinville e Mako Sports: Caio, Cláudia, Tatiany, Hermes, Jackson e Portuga.

Nosso local foi a bela praia de Cabeçudas, junto à tenda da Puma.

Base na tenda da Puma.

No total, o evento recolheu mais de uma tonelada e meia de resíduos, que foram enviados para o Centro de Reciclagem instalado na Vila da Regata.

Em entrevista à imprensa da prefeitura de Itajaí, o Diretor Voluntário do Núcleo Santa Catarina, Hugo Malagoli, falou da importância de ações como esta e da sua continuidade além do referido evento.

A voluntária Camila Argenta esclareceu à mídia internacional que cobria ao evento a respeito da Sea Shepherd e suas ações no Brasil.

Voluntária Camila Argenta dando entrevista pra mídia internacional

A Schooner, empresa parceira da Sea Shepherd, deu apoio no mar, enviando sua embarcação, e também a Mako Sports, com seus mergulhadores.

Embarcação da Schooner dando apoio marítimo

Voluntário Rodrigo e Bernardo

Voluntários Rodrigo e Bernardo

Voluntários embarcando na aventura

À tarde, no local onde está acontecendo a Volvo Racer, houve uma palestra sobre a Sea Shepherd, que mostrou ao público nossas ações no Brasil e no mundo.

Palestra com Hugo Malagoli

Parabéns a todos que participaram da limpeza e seguimos no stand até o dia 22/04, quando se encerra o evento com a largada dos veleiros.

Memorial para uma corajosa e inspiradora anciã Makah

Alberta Nora Thompson
3 de dezembro de 1923 – 11 de abril de 2012

Alberta Nora Thompson

Em 1995, a Sea Shepherd Conservation Society tinha um dilema. Nossa lealdade às baleias estava para ser testada quando tomamos uma posição em defesa da baleia cinza da Califórnia, e nos opusemos à proposta do Conselho Tribal Makah do Estado de Washington de matar cinco baleias a cada ano para reavivar a tradicional cultura baleeira Makah. Os Makah não haviam matado uma baleia por quase um século, e não cumpriram as regras da Comissão Internacional da Baleia, que controla a caça a baleias aborígene, especificamente o critério de necessidade nutricional e tradição ininterrupta.

Nós nos recusamos a diferenciá-los e dar passe livre para os Makah matarem baleias. Sentimos que seríamos racistas ao fazer vista grossa aos Makah, se lutamos contra a caça às baleias por parte dos japoneses, faroeses, islandeses e noruegueses. Nós também sabíamos que tomar uma posição de não diferenciá-los nos faria ser acusados de racistas, por nos atrevermos a confrontar uma tribo norte-americana pela caça às baleias.

Foi uma decisão dura, porém, como uma organização dedicada à proteção e conservação das baleias, não tínhamos escolha. Nós tínhamos que defender as baleias. Esta tarefa se tornou mais fácil para nós quando ganhamos o apoio de alguns dos Anciãos dos Makah, que viram esse movimento de reavivar a caça às baleias como algo dissimulado. O mais franco e corajoso desses Anciãos era Alberta “Binki” Thompson.

Eu me lembro dela me dizendo que aquilo não era sobre a cultura Makah, era simplesmente sobre um pequeno grupo de jovens querendo matar baleias, e que aquilo foi instigado pela indústria baleeira. O plano inicial era montar uma operação comercial para prover carne de baleia ao Japão. Os planos comerciais foram rapidamente derrubados, mas o Conselho Tribal Makah decidiu seguir em frente com o reavivamento da caça a baleias. O Governo Federal forneceu dinheiro para treinar e apoiar os Makah, incluindo representantes de financiamento da Comissão Internacional da Baleia para apresentar o caso para a caça. Também estavam participando das reuniões da Comissão em 1997, em Mônaco, os Anciãos Makah Jesse Ides, Dottie Chamblin e Alberta Thompson. Eles estavam lá para defender as baleias, não a caça.

Quando alguns dos tripulantes da Sea Shepherd foram presos, Alberta protestou ferozmente em nome deles.

Binki, como nós carinhosamente chamávamos Alberta, foi difamada e desprezada por sua própria gente, por se opor aos baleeiros, mas ela manteve sua posição. Ela foi o alicerce sobre o qual estavam todos os esforços dos conservacionistas e ativistas dos direitos animais, enquanto patrulhávamos as águas da Baía de Neah por meses a fio, e ela permaneceu sólida. Ela nunca hesitou em seu apoio às baleias e àqueles que defendem as baleias. “Sim, meu povo um dia matou baleias e sim, a baleia é importantes para nós”, disse-me ela uma vez. “Mas agora é hora de retribuir às baleias pelo que elas nos deram no passado, agora é hora de as protegermos, não de matá-las. As baleias foram uma vez a salvação dos Makah. Nós agora precisamos ser a salvação das baleias”.

Por fim, uma baleia morreu, uma bebê baleia cinza que morreu pelo rifle calibre 50 de Wayne Johnson. O mesmo homem matou ilegalmente outra baleia uma década mais tarde, crime pelo qual foi preso e condenado. O resultado final da corajosa postura de Alberta Thompson foi que a tradição de matar baleias não foi reavivada, e hoje as baleias não têm medo de se aproximarem da comunidade Makah da Baía de Neah.

Binki salvou as baleias!

Todos nós, que tivemos o prazer e o privilégio de conhecê-la e trabalhar com ela, a amávamos profundamente, e assim, ficamos tristes de saber que ela faleceu dia 11 de abril de 2012, aos 88 anos.

Foi realizado um funeral, segunda-feira, dia 16 de abril, na Igreja Assembléia de Deus na Baía de Neah, seguido pelo enterro no Cemitério da Baía de Neah.

A Baía de Neah não é o lugar mais fácil do mundo de se chegar, então para aqueles que quiserem postar uma mensagem de condolência, por favor, assinem o livro de visitas. A família de Alberta precisa saber o quanto Alberta fez pelas baleias e que ela é reconhecida internacionalmente por sua corajosa contribuição ao bem-sucedido esforço em impedir o reavivamento da caça às baleias no continental Estados Unidos.

Por favor, assine o livro de visitas online da família: http://www.drennanford.com/fh/obituaries/obituary.cfm?o_id=1452104&fh_id=13080

Traduzido por Drica de Castro, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd pede proteção imediata aos golfinhos ameaçados na Nova Zelândia

Golfinhos mortos presos em redes de emalhar. Foto: DOC NZ

Os golfinhos de Maui e de Hector estão listados como criticamente em perigo.O golfinho de Maui (Cephalorhynchus hectori maui) é uma subespécie do golfinho de Hector (Cephalorhynchus hectori), e ambos são endêmicos na Nova Zelândia.

Uma pesquisa recente identificou a população de golfinhos de Maui entre 55 a 79 , sendo a próxima categoria em extinção. O Plano de Gestão de Ameaças, publicado pelo Ministro da Pesca e do Departamento de Conservação, após vários anos de consulta com a indústria de pesca e outras partes interessadas, identificou o uso de redes de emalhar com filamentos de nylon introduzido na década de 1970 como responsável número um pela morte dos golfinhos de Maui e de Hector.

A investigação científica, realizada ao longo de três décadas pelos doutores Liz Slooten e Steve Dawson, da Universidade de Otago, mostra que não há áreas bem protegidas em águas costeiras da Nova Zelândia que detenha o seu rápido declínio. Nos últimos quarenta anos, as populações de golfinhos de Maui caíram de 1.000 para 55, e em estimativas atuais, os golfinhos de Hector caíram de 30.000 para 7.000.

Mãe e filhote golfinho de Maui. Foto: Steve Dawson

O golfinho de Maui será diretamente o primeiro cetáceo marinho no mundo a ser extinto, devido o impacto humano, a menos que você o ajude!

Por favor, junte-se a uma iniciativa global, apoiada pela Doutora Barbara Maas da NABU International, para exigir a proibição das redes de emalhar no habitat dos golfinhos de Maui e de Hector.

Apoie esta proibição, assinando abaixo a petição para proibir as redes de emalhar nas águas costeiras da Nova Zelândia: http://www.change.org/petitions/stop-the-extinction-of-hector-s-maui-s-dolphins

Será necessária mais proteção de outras ameaças no habitat costeiro dos golfinhos de Maui: pesca de arrasto, poluição, mineração marinha. Nós trabalharemos para isto também, mas o mais importante é deixar o governo da Nova Zelândia saber que vocês não irão deixar que o golfinho de maui seja extinto.

Traduzido por Ana Dias, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Núcleo São Paulo realiza limpeza de praia e costeira em Mongaguá

Por Carlos Francisco, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo do Estado de São Paulo

No final de semana dos dias 31/03/2012 e 01/04/2012, a equipe de voluntários capacitados do Núcleo do Estado de São Paulo do Instituto Sea Shepherd Brasil realizou uma limpeza de costeira do Rio Mongaguá e areia de praia na cidade de Mongaguá, litoral sul do Estado de São Paulo.

Sábado, dia 31/03, a equipe tática se locomoveu de São Paulo, capital, à Mongaguá. Os objetivos eram visitar a cooperativa de catadores de lixo (COOPEMAR) para destinar o lixo coletado e selecionar a praia em que faríamos a coleta.

A prefeitura do município de Mongaguá cedeu um grande galpão a esta cooperativa, porém não cedeu uma linha de telefone para a mesma, portanto a equipe teve de ir pessoalmente até lá para verificar a possibilidade de ficarem com o lixo. Chegando na sede da COOPEMAR as portas estavam fechadas e não havia nenhum telefone na placa do galpão.

Da COOPEMAR visitamos a primeira praia junto à Plataforma de Pesca, onde a sujeira era grande e concentrada, principalmente em frente aos quiosques que formam um bolsão com a finalidade de atender aos turistas naquele ponto turístico. Tinha de tudo na areia, de garrafas à bitucas de cigarro.

Da Plataforma nos deslocamos para o centro da cidade, a fim de verificarmos a segunda praia onde poderíamos realizar a coleta, no lado direito do Rio Mongaguá (olhando para o mar), junto às rochas do rio que separam o rio da areia da praia. Tínhamos de garrafas pets de um e dois litros a canudos de refrigerantes.

Após verificar aquele lado do Rio, atravessamos para a outra margem, à esquerda, olhando o mar de cima da ponte, ao verificarmos o lixo ali existente pudemos constatar que aquele lado era o caos! De garrafas pet de todos os tamanhos, pedaços de isopor, restos de boias de redes de pesca, redes de pesca, linhas, sprays de carnaval com mais de três anos encalhados nas rochas. Era ali que faríamos o trabalho domingo. A areia junto ao rio era outro problema também, tratores de limpeza pública da praia passam o rastelo na areia e largam tudo ali junto do muro. Aquela sujeira fica lá sem que caminhão algum da prefeitura passe para coletar a sujeira no sábado ou domingo. Teríamos de limpar aquele pedaço de praia também.

O lado esquerdo do Rio Mongaguá era um problema.

Escolhido o local em Mongaguá, fomos para a cidade de Praia Grande, onde passaríamos a noite, pela avenida da praia, de carro, num total de 24,6 km. Durante o deslocamento ativamos o “Estamos de Olho no Mar”. Os dois voluntários a bordo do veículo realizaram fiscalização do mar em busca de embarcações pesqueiras em prática de arrasto ilegal dentro da APA SUL do Estado de São Paulo, nada fora avistado.

A área em Vermelho - Local da coleta

Domingo, 01/04/2012 – Dia da coleta

A equipe de sábado se deslocou para Mongaguá às 7:30 hs, enquanto a equipe principal saiu de São Paulo, às 6 da manhã.

A partir das 9:00 hs começou o trabalho de coleta de lixo nas rochas que dividem o Rio Mongaguá da areia da praia. Esta atividade foi realizada em duas etapas, das 09:00hs às 11:45hs e das 14:30hs às 17:00hs. Durante o intervalo a Equipe realizou uma reunião do Núcleo Estadual de São Paulo contando com voluntários da cidade de Santos também. Durante todo o dia os voluntários vigiaram o oceano em busca de embarcações de pesca de arrasto, uma foi visualizada e fotografa e a foto será encaminhada para os titulares da APA CENTRO para que providências sejam tomadas.

Embarcação de pesca fotografada dentro da APA CENTRO

Trabalhamos intensamente na área das rochas retirando tudo que pudesse sair de lá. O isopor é um grande problema, pois o mesmo se quebra e vai diminuindo em micropartículas que vão para o fundo dos buracos, prejudicando que pudéssemos alcançá-los e retirar parte dele.

Na parte da praia onde os tratores depositam o que chamam de limpeza fizemos uma peneiragem com a finalidade de separar o plástico pequeno e isopor das bitucas de cigarro para compor em uma garrafa o lixo de praia que não podemos ver (para fins didáticos futuros), afinal as pessoas fumam na praia e enterram as bitucas e o plástico que se quebra no mar é jogado na areia e o vento o enterra.

Foi um trabalho difícil onde os voluntários capacitados tiveram de descer às rochas do rio e entrar nos buracos para retirar os bolsões de garrafas pets que se acumulam com o tempo. Descer, subir, pular, andar sobre rochas soltas etc. Aprendizado: tenha sempre consigo o seguinte equipamento – luvas grossas, cotoveleiras, caneleiras, joelheiras e muita disposição.

O total de lixo retirado contabilizou mais de 30 sacos de 60 litros cada com latas de espuma de caranaval de diversos anos de fabricação, sacos de comida, latas de cerveja e refrigerantes, garrafas pet de todos os tamanhos e fabricantes, pratos plásticos, bandeijas de isopor, bitucas de cigarro, flaconetes de cocaína vazios entre outros itens que poluem nossas praias e oceanos.

Equipe técnica durante trabalho na costeira

Após a coleta o destino era o ECOPONTO do centro de Mongaguá, porém os responsáveis não abrem o ecoponto de domingo, mais um erro que pudemos observar. Percebemos que para os responsáveis pela coleta seletiva naquela cidade ninguém produz lixo nos finais de semana não é mesmo? O lixo foi colocado no ponto da coleta seletiva no centro conforme locais nos informaram.

As equipes retornaram a São Paulo, Santos e Praia Grande a partir das 18 hs. A equipe principal que saíra de São Paulo às 6 da manhã chegou em São Paulo por volta das 20 hs, enquanto a equipe tática que estava alojada em Praia Grande precisou se deslocar de volta àquela cidade chegando a SP por volta das 23 hs do domingo.

Durante as atividades, populares nos procuraram e denunciaram que a Prefeitura de Mongaguá não cuida das praias, morros e do meio ambiente que se encontra largado naquela cidade. Vamos investigar!

Parabéns aos voluntários presentes:
Fernando de Paula
Pedro Okawa
Sarah Daltri
Juliana Salgueiro
Pablo Campregher
Priscila Rodrigues
Juninho Costa
Carlos Francisco

A equipe com parte do lixo retirado no período final da tarde

Com a capacitação da equipe técnica nesta atividade poderemos no futuro receber voluntários gerais para eventos maiores de coleta.

Montagem da Tenda que seria nossa base na praia. Recebemos vários moradores de Mongaguá que vieram em busca de informações.

Voluntário de Santos nas rochas

Peneirando a areia em busca de bitucas e plástico.

 

Retirando garrafas das brechas sobre a calçada que segue mar adentro.

Separação do lixo na tenda.

Lata de spray de carnaval encontrada em avançado estado de decomposição.

Lata e garrafas encontradas nas rochas. Estavam lá a um bom tempo.

Garrafas encontradas nas Rochas com provável formação de algas em seu interior. Junto uma palmilha.

A equipe durante a separação do lixo

 

Núcleo carioca promove conscientização ambiental em show de rock

Por Luiz André Albuquerque, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil – Núcleo Rio de Janeiro

No dia 28 de março de 2012, o núcleo carioca do Instituto Sea Shepherd Brasil – ISSB esteve presente no show do ícone do rock e ex-líder dos Dead Kennedys, Jello Biafra, que cantou acompanhado da banda The Guantanamo School of Medicine, no Teatro Odisseia, no bairro da Lapa.

Luiz Albuquerque, Gisele Pontes e Pedro Aliperti. Foto: ISSB

Fomos convidados pelo produtor Cesar Carpanez, um grande colaborador da Sea Shepherd, para apresentar o trabalho realizado pela organização ao público rockeiro carioca e promover a conscientização ambiental em defesa da vida marinha.

Foto: ISSB

“Foi gratificante poder conversar sobre o trabalho da ONG, com simpatizantes de diversos países como Argentina, Venezuela, Chile e Inglaterra, que elogiaram a nossa presença no evento, fizeram doações, receberam camisas institucionais e se mostraram bastante interessados em conhecer o modo de atuação no Brasil”, informou a voluntária Gisele Pontes.

Foto: ISSB

Cerca de 300 pessoas prestigiaram a apresentação da banda, que fez um show contagiante, com Jello Biafra mostrando que ainda tem muita energia, apesar dos seus 53 anos de idade, cantando novos e antigos sucessos dos Dead Kennedys como California Über Alles, Holiday in Cambodia, Too Drunk to Fuck, com suas letras sempre muito irônicas e politizadas.