Sea Shepherd Brasil desenvolve conscientização ambiental com o Projeto Briza Surf

Por Luiz André Albuquerque, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil – Núcleo Rio de Janeiro

Na manhã do último sábado (05/05), o Núcleo Carioca do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) participou de um dia de atividades do Projeto Briza Surf, desenvolvido pelo Coletivo Briza, uma ONG sem fins lucrativos, fundada por Charles Alexandre da Silva no ano de 2002, com sede no bairro do Irajá, Zona Norte do Rio de Janeiro.

O “Briza”, como é carinhosamente chamado por seus participantes, desenvolve um sensacional trabalho de troca de experiências e inclusão social através do esporte e da arte, por meio de quatro projetos; Briza Surf, Briza Skate, Briza Arte e Briza Corre, tendo recebido no ano de 2009/2010, o Prêmio Nike Esporte pela Mudança Social.

Segundo, Charles Silva, o “Briza” acolhe não somente os adeptos da prática do esporte, mas busca uma convivência entre os jovens, levando-os a serem formadores de opinião, assumirem responsabilidades, terem disciplina e perspectiva de vida.

E diante desta perspectiva, foi com grande satisfação que o Núcleo Carioca do ISSB recebeu o convite para levar ao conhecimento dos participantes e voluntários do Briza Surf, a conscientização ambiental pela preservação dos oceanos, sendo abordados temas como: a pesca predatória, a preservação dos tubarões e o combate à prática do finning, o consumo consciente de pescados e os problemas decorrentes do lixo marinho.

Foi uma interessante troca de experiências, onde conseguimos observar que pessoas que não tem o contato com o mar no seu dia-a-dia, tem tanta preocupação na conservação da vida marinha quanto os que dele vivem próximo.

Levar o conhecimento básico aos integrantes do projeto, como por exemplo de que “cação é tubarão” e de que a grande parte dos peixes consumidos em feiras no subúrbio está em risco de extinção, obtendo um retorno tão positivo, nos trouxe a certeza de estar plantando sementes no lugar certo.

O Briza Surf é um projeto que visa tornar o esporte acessível a todos, com turmas semestrais, realizando atividades todos às manhãs de sábado, na praia da Barra da Tijuca.

 

Outro passo para a Justiça Ambiental em Galápagos

Pelo Capitão Alex Cornelissen, Diretor da Sea Shepherd Galápagos

Foto: Eric Cheng

Na semana passada, a autoridade judicial nacional do Equador convidou o setor de conservação de Galápagos para participar de uma reunião para analisar a necessidade de se criar um sistema judicial especializado em Galápagos para questões ambientais. Como um dos seus membros e o iniciador da reforma judicial em Galápagos, o assessor jurídico da Sea Shepherd participou da reunião realizada em Quito, capital do Equador.

O tema principal desta reunião foi discutir a criação de um sistema judicial ambiental em Galápagos. Para a Sea Shepherd, era uma oportunidade importante para explicar a necessidade de ter a decisão de um juiz especializado sobre casos ambientais sendo processados nas Ilhas Galápagos.

Desde 2010, a Sea Shepherd Galápagos tem vindo a defender a criação do primeiro poder judiciário do mundo especializado nos direitos da natureza. Com o tempo, esta iniciativa recebeu o apoio de muitos ativistas de conservação. Essa idéia é fortemente apoiada pela Constituição do Equador (a primeira do mundo reconhecendo os direitos da natureza), e também por uma nova lei que prevê a criação de tais sistemas judiciários especializados “a qualquer momento e em conformidade com a Constituição mandato”.

Depois de anos de trabalho nas ilhas Galápagos, a Sea Shepherd tem testemunhado apenas como a aplicação da lei pode ser desafiadora em áreas como a Reserva Marinha de Galápagos. Acreditamos que um judiciário especializado será uma grande melhoria quando se trata de enfrentar tais desafios. Acreditamos que o sistema judiciário local, não só poderia ser, mas também deve ser, uma entidade que pode realmente fazer a diferença na aplicação efetiva da legislação ambiental marinha.

Por esta razão, a Sea Shepherd parabeniza a Autoridade Nacional de Justiça, por ter dado um passo tão importante para a resolução de questões ambientais, não só em Galápagos, mas também em outras regiões do país.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

“Pesquisador” é visto agredindo leões-marinhos em Astoria, Oregon

"Pesquisador" acusado de agredir leões marinhos

Em 3 de maio de 2012, um Guardião da Represa, voluntário da Sea Shepherd, observou um homem que trabalha em torno das armadilhas para os leões-marinhos em Astoria, Oregon. Entendemos que o seu nome é Matt, e ele pode ser um pesquisador de um centro marinho na Califórnia. “Matt” foi visto duas vezes tentando chutar leões marinhos na armadilha. Ele falhou, mas suas ações constituem violações criminais da Lei de Proteção dos Mamíferos Marinhos, e certamente não refletem as ações que seriam de se esperar de alguém que representa um centro de resgate de mamíferos marinhos.

“Matt” também tem sido visto empurrando leões-marinhos nas armadilhas, perseguindo leões-marinhos fora das áreas de repouso, e forçando leões-marinhos a entrar em gaiolas. Ele os cutuca com pedaços de madeira, bate nas grades, e chuta placas na frente deles. Os leões-marinhos são perseguidos, com medo, e talvez sejam até mesmo feridos por essas atividades.

Agora, em certo sentido, levantarmos essa queixa poderia ser visto como um absurdo, porque todos nós sabemos que os Estados de Oregon e Washington, em cumplicidade com o Serviço de Pescas Nacional Marinho dos EUA, vai matar alguns destes leões marinhos. No entanto, lei é lei, e o tratamento justo e seguro destes mamíferos marinhos protegidos é esperado. Só porque você está indo matá-los não lhe dá o direito de os agredir.

Matar leões-marinhos por comer peixe é o epítome do absurdo. Mas isso fica ainda mais louco no entanto. Recentemente, ouvi dizer que os Estados querem começar a matar pássaros também. Aves e pinípedes não são a razão do salmão estar em declínio. Os seres humanos são a razão disso, através de nossas barragens, da poluição e, especialmente, do excesso de pesca.

Scott West
Coordenador da campanha Guardiões da Represa

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

O Brigitte Bardot chega em Williamstown

O Capitão Luis Pinho e sua equipe chegaram em Williamstown, Victoria, em segurança, depois de uma viagem de quatro dias de Fremantle, Austrália Ocidental, onde o Brigitte Bardot passou por três meses de reparos.

Brigitte Bardot teve um pontão partido por uma onda gigantesca durante uma tempestade no Oceano Austral, em dezembro passado, e teve que ser escoltado 1.500 milhas de Fremantle pelo navio emblemático da Sea Shepherd, Steve Irwin. Foi um revés que removeu o nosso rápido navio batedor e interceptador da Operação Vento Divino, a campanha da Sea Shepherd em defesa das baleias no Oceano Antártico. A campanha da Sea Shepherd resultou na frota baleeira japonesa tendo apenas 26% de sua planejada cota de matança, em comparação a 17% no ano anterior, quando o Brigitte Bardot, então com o nome de Gojira, efetivamente perseguiu e encontrou o navio-fábrica Nisshin Maru.

O Capitão Watson tem tomado medidas para assegurar que a nossa nave de escolta não ficará vulnerável a perdas futuras, e haverá dois navios escoteiros rápidos para a próxima campanha do Oceano Austral, juntamente com os navios Bob Barker e Steve Irwin.

O Brigitte Bardot está agora ancorado no Seawerks Dock, em Williamstown, Victoria, juntamente com o Steve Irwin. O Bob Barker está em Hobart, e vai passar por Sydney em junho. O Brigitte Bardot sairá em meados de junho para o Pacífico Sul, para realizar uma campanha contra a retirada de barbatanas de tubarão.

A Sea Shepherd Conservation Society planeja partir para a Antártida em dezembro, com uma frota de quatro navios.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd Brasil presente na Volvo Ocean Race

Por Rodrigo Marques, voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo RS

No último dia 04 de abril, o Instituto Sea Shepherd Brasil iniciou uma jornada de 19 dias no evento Volvo Ocean Race (a mais tradicional regata de volta ao mundo em barco a vela). O evento foi realizado em Itajaí (SC), e contamos com um espaço para divulgar o trabalho da Sea Shepherd e também filiar novos voluntários.

Visão geral do evento. Foto: Rodrigo Marques

A receptividade foi evidente, as pessoas ficaram interessadas em nossas atividades, parando a todo instante para conversar e receber informações a respeito do ativismo da Sea Shepherd. Durante o período do evento, diversos alunos de escolas da região, se aproximavam e perguntavam se éramos “aqueles” da televisão (fazendo referência ao seriado do canal Animal PlanetWhale Wars).

Mãe e filho no stand do ISSB. Foto: Rodrigo Marques

“Com o passar dos dias começamos a interagir mais com os outros expositores, e assim surgiam novas possíveis parcerias. Em termos de divulgação, o saldo foi positivo, visto que além de apresentarmos o Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), ainda conseguimos fixar o logo do Instituto no telão do evento, antes de cada show realizado. As imagens ficavam passando até o início do show. Passaram por lá os Paralamas do Sucesso, Nando Reis, entre outros artistas”, afirma Rodrigo Marques, do Núcleo RS.