Sea Shepherd chega a Broome para iniciar pesquisa sobre baleias em James Price Point

O diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, com o líder de campanha, Bob Brown, e a parlamentar trabalhista Melissa Parke, seguram bandeira da Sea Shepherd. Foto: Bronte Turner, para a Fundação Bob Brown

Broome, Austrália Ocidental – 6 de agosto de 2012

O ex-lider do Partido Verde australiano, Bob Brown, o diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, e o Membro Federal para Fremantle, Melissa Parke, se reuniram com pessoas da comunidade local, incluindo membros da família Goolarabooloo, para dar as boas-vindas ao Steve Irwin, que seguia para o porto de Broome.

O Sr. Brown está em Broome para chefiar a operação da Sea Shepherd, Kimberley Miinimbi, a convite do Povo Goolarabooloo, para destacar a importância do meio ambiente marinho em James Price Point como habitat e área de alimentação para baleias jubarte, golfinhos e tartarugas.

O Sr. Brown disse hoje: “Nós precisamos proteger o maior berçário de baleias jubarte do mundo. Vocês não colocariam uma fábrica de processamento de gás em um berçário humano, então por que fariam isso com nossas baleias?”.

“Estou certo de que quando as pessoas da Austrália virem essas imagens em suas televisões, elas vão querer fazer tudo que puderem para que a fábrica de gás não progrida”, concluiu o Sr. Brown.

Uma fábrica de processamento de gás na costa de James Price Point iria perturbar severamente a rica diversidade de vida marinha com a infra-estrutura industrial necessária para o porto. Dragagem extensiva para criar o porto e um canal para tráfego de navios de gás natural liquefeito criaria uma zona marinha morta em James Price Point, e o desenvolvimento iria aumentar o risco de mortalidade das baleias por colisão com navios, com toda a movimentação destes para dentro e para fora da fábrica de gás.

Jeff Hansen, diretor da Sea Shepherd Austrália, disse hoje: “A Sea Shepherd tem uma história orgulhosa de proteção ao Santuário de Baleias na Antártica. Estamos ansiosos para apoiar a campanha contra a fábrica de processamento de gás em James Price Point, uma parte importante do habitat de baleias que se estende ao longo dessa parte da Península de Dampier”.

“Ao visitar o levantamento científico de baleias da comunidade logo ao sul de James Price Point, ontem, aprendi que em apenas 4 horas por dia esta pesquisa avistou mais de 1000 baleias, incluindo 80 pares de mãe e filhote nas 6 semanas de pesquisa até agora. Em nossa visita, vimos várias baleias brincando ao largo da costa.”, concluiu o Sr. Hansen.

Mais tarde, Bob Brown, Jeff Hansen e Melissa Parke se encontraram com o ancião do povo, Jabbir Jabbir, em Waardi Ltd. Para ouvir as opiniões de alguns dos Proprietários Tradicionais que votaram a favor da proposta da fábrica de gás.

Bob Brown disse que os Proprietários Tradicionais de Kimberley deverão se beneficiar do gás onde quer que seja implantado na costa, e não apenas se a fábrica for construída em James Price Point.

A Sra. Parke disse que o argumento de que o projeto de 40 bilhões de dólares, com todos os seus impactos ambientais, é justificado em razão de trazer grandes benefícios econômicos para o povo Aborígene é falso, pois “hospitais e escolas são direito de todos os australianos”.

A Sea Shepherd irá conduzir levantamentos de observação de baleias diários em James Price Point, com um número de convidados se unindo à equipe todos os dias, incluindo os conservacionistas de baleias Annabelle Sandes e Richard Costin.

Richard Costin e Annabelle Sandes são naturalistas e fotógrafos baseados em Broome que passaram os últimos seis anos na costa de Kimberley estudando a população de baleias jubarte do Estoque Reprodutivo D, a maior população de baleias jubarte do mundo. Para mais fotos da região de Kimberley clique aqui.

O diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, e o líder da campanha, Bob Brown, se encontram com Lorna Cox, uma Nyul Nyul/Jabirr Jabirr. Foto: Bronte Turner, para a Fundação Bob Brown

O líder da campanha, Bob Brown, orienta a mídia e apoiadores sobre a importância de se preservar o berçário de baleias jubarte. Foto: Bronte Turner, para a Fundação Bob Brown

O líder da campanha, Bob Brown, e a parlamentar Melissa Parke com o Povo Goolarabooloo, Josepeh Roe e Terese Roe. Foto: Bronte Turner, para a Fundação Bob Brown

Oponentes da proposta da fábrica de gás mostram seu apoio num esforço de impedir que esta se desenvolva. Foto: Bronte Turner, para a Fundação Bob Brown

O navio da Sea Shepherd, Steve Irwin, chega a Broome, na Austrália Ocidental, para apoiar a Operação Kimberley Miinimbi. Foto: Bronte Turner, para a Fundação Bob Brown

Uma baleia jubarte adulta nada com um pequeno grupo de golfinhos na águas do berçário de baleias. Foto: Bronte Turner, para a Fundação Bob Brown

Uma baleia jubarte fêmea nada com seu filhote próximo do local sugerido para a fábrica de gás. Foto: Bronte Turner, para a Fundação Bob Brown

Uma baleia jubarte fêmea brinca com seu filhote nas águas de James Price Point. Foto: Bronte Turner, para a Fundação Bob Brown

Traduzido por Drica de Castro, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Força O.R.C.A protege rinocerontes em perigo na África do Sul

A Força O.R.C.A , unidade terrestre de investigação e de intervenção da Sea Shepherd, está atualmente envolvida em uma colaboração muito bem sucedida com organizações locais em um esforço para melhorar as ações anti-caça furtiva na África do Sul.

Recentemente, a equipe recebeu um pedido de assistência da Organização Sul-Africana SPOTS (Proteção Estratégica de Espécies Ameaçadas). Os membros da equipe do Força O.R.C.A aceitaram com prazer o convite para auxiliar a SPOTS, que financiou a viagem da tripulação da Sea Shepherd para ajudar no seu projeto com os rinocerontes.

“A decisão de apoiar SPOTS foi fácil de tomar, embora o foco deles, atualmente, não seja a vida selvagem do oceano”, explica o diretor da Força O.R.C.A, Laurens de Groot. “As organizações criminosas da Ásia que lucram com o comércio ilegal de chifres de rinocerontes, são exatamente as mesmas que lucram com o comércio de barbatanas de tubarão. Precisamos lutar contra esses criminosos em todas as frentes, seja em terra ou mar, com o objetivo de atingi-los onde mais dói, dizimando seus lucros. A SPOTS usa táticas inovadoras de ação direta para caçar os caçadores furtivos, que é exatamente o que a Sea Shepherd faz , então ajudá-los estava de acordo com nossa missão”.

No momento, o co-fundador da SPOTS, Peter Milton, estima que existam menos de 12.000 rinoceronte brancos e 2.500 rinocerontes pretos na África do Sul. A maioria dos rinocerontes são baleados e deixados para morrer em agonia, enquanto os caçadores decolam com seus 6-7 quilos de chifres. Os lucros deste comércio ilegal e atroz são elevados. Um único chifre pode ser vendido para os intermediários por até 65.000 dólares por quilo. Eventualmente, os chifres são moídos e acabam nos mercados chineses e vietnamitas, onde são vendidos por grama, criando um lucro estimado para a máfia da região de $1.000.000 dólares por chifre.

Surpreendentemente, até agora, em 2012, mais de 300 rinocerontes foram mortos – cerca de dois por dia. “Nesse ritmo, os consumidores chineses e vietnamitas serão responsáveis por exterminar a população remanescente , que está em perigo, semelhantemente aos pandas chineses”, diz Milton, em um comunicado comparando a situação dos rinocerontes da África do Sul ao amado símbolo nacional da China.

A Sea Shepherd tem sido capaz de fornecer equipamentos de alta tecnologia adicional, incluindo sistemas aéreos não tripulados (UAS), visão noturna e equipamentos de infravermelho, bem como uma pequena equipe de especialistas e veteranos da campanha, a fim de melhorar a anti caça furtiva da SPOTS. Um dos membros da equipe, explica: “Sistemas aéreos não tripulados e outros equipamentos de alta tecnologia são essenciais para proteger a vida selvagem na África”, disse ele. “Como os nossos oceanos, as áreas que precisam ser patrulhados na África do Sul são vastas e a tecnologia UAS oferece o método mais eficaz de vigilância.”

“Ao compartilhar a nossa experiência técnica e nosso conhecimento, esperamos criar uma rede de parceiros determinados a parar os caçadores no oceanos e nas reservas de vida selvagem na África “, disse a coordenadora da Sea Shepherd da África do Sul, Rosie Kunneke. “Usando os olhos no céu e ferramentas como câmeras de imagens térmicas e com visão noturna, os caçadores ilegais serão mais fáceis de se encontrar e podemos reduzir significativamente o risco de mortes de animais e humanos. Ele também reduz a probabilidade de corrupção e perda de informações, que é um grande problema na África do Sul. Com o equipamento certo, você pode trabalhar eficientemente com uma equipe pequena de profissionais dedicados e apaixonados, decididos a parar os caçadores.”

Através da combinação de forças, conhecimentos e experiências com a SPOTS, a Força O.R.C.A espera criar um modelo que possa ser usado para melhorar os esforços anti-caça em todo o mundo.

Continue acessando nosso site para mais atualizações.

Traduzido por Dani Vasques, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Instituto Sea Shepherd Brasil no Mergulho do Bem 2012, em Paraty (RJ)

Por Gisele Pontes, voluntária de Comunicação e Marketing do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Estadual Rio de Janeiro

No final de semana de 03 a 05 de agosto de 2012, a Scuba Point realizou na cidade de Paraty o evento chamado “Mergulho do Bem”, que contou com a presença dos Embaixadores do Mar do Instituto Sea Shepherd Brasil, Lawrence Wahba e Cristian Dimitrius.

Foto: Cristian Dimitrius

Durante o primeiro dia de mergulho na Ilha dos Meros, 60 participantes, acompanhados pelo Staff da Scuba Point, em dois barcos, conheceram as belezas do fundo do mar de Paraty.

Foto: Cristian Dimitrius

Cristian Dimitrius liderou parte do grupo que desejava fotografar a vida marinha naquele ponto de mergulho e participar de um mini concurso de fotografia subaquática, realizado durante o evento.

Foto: Kadu Pinheiro

O concurso premiou com camisetas do Instituto Sea Shepherd Brasil as cinco melhores imagens captadas na Ilha dos Meros.

O núcleo carioca do Instituto Sea Shepherd Brasil, representado por Luiz André Albuquerque e Gisele Pontes, marcou presença neste mergulho. Imagem registrada pelo fotógrafo Kadu Pinheiro.

Foto: Kadu Pinheiro

Um dia de sol, águas claras, e muita alegria, marcou o início da diversão. Na foto a seguir temos a presença de Cristian Dimitrius, Kadu Pinheiro, Ricardo “Lalo” Meurer e Lawrence Wahba.

Foto: Kadu Pinheiro

No início da noite, Lawrence fez uma palestra para os participantes do evento, com o tema “Pare, pense e aja”, relatando uma experiência recente em que precisou relembrar dos conhecimentos da época de mergulhador básico para escapar de um problema, além de presentear a todos com belas imagens de suas expedições ao redor do mundo.

Lawrence que no mês de setembro comemora 20 anos de carreira, afirma que estas instruções básicas são extremamente valiosas mesmo após toda a experiência adquirida em anos de mergulho.

Foto: Renata Linger

Durante a palestra na noite de sábado, as crianças presentes puderam divertir-se com educação ambiental. É sempre importante cuidar da percepção da nova geração e fazê-los crescer cientes de quão valiosa é nossa vida marinha.

Foto: Gisele Pontes

Com sua peculiar extroversão, Ricardo “Lalo” Meurer, proprietário da Scuba Point, fez muitos sorteios após a palestra e gentilmente agraciou o Instituto Sea Shepherd Brasil com uma doação do percentual de 10% do valor arrecadado no evento.

Foto: Kadu Pinheiro

 

Entrevista: Professor Walter Nisa

Por Guilherme Ferreira, voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil
Revisão: Igor Ramos, voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil

Na entrevista abaixo, o professor Walter Nisa* aborda temas como a criação de novas áreas de proteção, espécies em extinção, pesca predatória, Rio+20 e finning  na costa brasileira. Nisa foi um dos colaboradores na criação do pedido de moratória para a pesca de tubarões em águas nacionais, entregue durante audiência pública realizada no Senado brasileiro, com participação do Instituto Sea Shepherd Brasil. Confira!

Quais os principais argumentos para o pedido de moratória, de 20 anos, para a pesca de tubarões, no litoral brasileiro?

Acredito que os principais motivos para uma moratória são decorrentes do descaso que se tem promovido ao longo dos anos com o táxon dos elasmobrânquios (raias e tubarões) pelos órgãos representantes do poder público envolvido nessa área, de proteção do meio ambiente, da pesca e de desenvolvimento do país.

Desde a década de 80 intensificou-se a pressão pesqueira por esse grupo, que anteriormente, era tratado como descarte de pesca. Nos anos 90, implementou-se através de incentivos econômicos a pesca industrial, que por conseguinte dizimou, em menos de 20 anos, os grandes tubarões da região sul do Brasil, principalmente no litoral do Rio Grande do Sul, que é a zona mais piscívora do país.

Com a super exploração dos grandes tubarões, a indústria passou para as capturas de tubarões costeiros, de menor tamanho e que também se encontram com seus estoques em níveis alarmantes.

Além de toda essa pressão pesqueira, no início do século XXI, assolou-se um flagelo maior ainda sobre esses organismos, a prática do finning – ainda praticado no Nordeste brasileiro e no sul do Brasil com muita voracidade e pouca fiscalização. Essa prática está assolando principalmente os tubarões, pois as barbatanas são exportadas para o Japão, China, entre outros países do Oriente. Outras condutas tem causado também um declínio populacional intenso e profundo nas raias. Esses são usados simplesmente para avolumar pratos tradicionais, por exemplo em casquinhas de siri e pratos com molhos. Teve-se lembrar; porem, que o desembarque ou comercialização das raias não é permitida.

Aliando-se a essa total pressão pesqueira, nesse grupo a maturação sexual é lenta e geralmente algumas fêmeas, principalmente, dos grandes tubarões, tem poucos filhotes a cada gestação. Seus períodos de acasalamento podem ser bianuais.

Com base nesses dados pode-se concluir que a suspensão da pesca dos Elasmobrânquios é extremamente necessária atualmente, principalmente para extinguir o finning no Brasil. Entretanto, a moratória de 20 anos seria quase que impossível fazer, pois a pesca não é seletiva; os tubarões e raias seriam capturados quando fossem colocadas as redes ou espinhéis. Outro motivo, é em relação a pesca artesanal, que é, também, extremamente lesada pela pesca industrial, e que detêm um enorme contingente de pescadores e que isso causaria um problema social imenso e quase que sem solução.
Acredito, fortemente, na criação de áreas de proteção ou melhor, áreas de exclusão pesqueiras, como as sugeridas ao representante da Sea Shepherd, Wendell Stoll, em sua apresentação ao Senado Federal. As áreas seriam o Parcel da Solidão e Parcel de Mostardas. Essas áreas deveriam ser protegidas contra a pesca predatória, o que não acontece em outras áreas, como por exemplo, a pesca nos arredores de Abrolhos.

Outra ação, extremamente simples é o controle via GPS das embarcações através de um sistema nacional de controle dos limites ou posicionamento das embarcações, tipo Sadeck Geo. Esse sistema permitiria o monitoramento e consequentemente não ocorreriam invasões em zonas de proteção ambiental e, em caso de insistência, a punição aos infratores poderia ser utilizada.

Estamos próximos de um colapso no meio ambiente marinho brasileiro se não tomarmos atitudes severas contra a pesca ilegal?

SIM! Como mencionado, os grandes tubarões estão com suas populações nos limites, se já não ultrapassaram, de recuperação e manutenção da diversidade genética. Diversas espécies de elasmobrânquios estão ameaçadas, em vários níveis, das categorizações da IUCN, e outras não apresentam estudos. Assim, não são categorizadas. Isso é lastimável!! Pois, no litoral do Brasil existem mais de 169 espécies de tubarões e 50 de raias, talvez até muito mais espécies ainda não descritas ou simplesmente não registradas.

Quais os principais impactos que a extinção de espécies de tubarões poderá causar na cadeia alimentar marinha?

Isso é muito complexo! Pois os tubarões fazem parte de distintos níveis tróficos das cadeias alimentares presentes nos oceanos. E, se cada uma das espécies, que faz parte dos níveis mais elevados, ou seja, predadores topo, os níveis inferiores terão aumento populacional desordenados e, consequentemente, os níveis inferiores entrarão em colapso, pois não suportarão esse aumento populacional.

A prática do finning ainda ocorre em águas brasileiras?

SIM! Principalmente, no nordeste e no sul do Brasil, por embarcações industriais provenientes de Itajaí (SC) e Rio Grande (RS). As barbatanas desembarcadas nesses portos já têm compradores esperando no local para exportá-las para o oriente. Existem capturas como a feita pelo Batalhão Ambiental no Rio Grande do Sul em 2009. Mas ainda é uma ação pontual, mesmo que mereça o nosso reconhecimento e respeito!

Em sua opinião quais os principais motivos para a precária fiscalização da pesca predatória no Brasil?

Falta de interesse em nível nacional e estadual! E uma ampla intensificação e promoção da pesca industrial em todo o país. Essa força à pesca industrial, tem como grande mola mestra, a exportação para o oriente de pescado e, principalmente, barbatanas, para as afrodisíacas, sopas de barbatanas de tubarões.

O que motivou o pedido de criação de duas unidades de conservação, denominadas Parcel da Solidão e Parcel de Mostardas, no Rio Grande do Sul?

Durante muitos anos, desde de 1989 acompanho as embarcações pesqueiras que partiam de Imbé; os mesmos sempre se dirigiam para os mesmos locais, ou seja, Parcel da Solidão e de Mostardas. E a pesca era, principalmente, direcionada à pesca da mangona. Essa espécie direcionava-se para essas regiões durante o verão para terem seus filhotes. Essas áreas são utilizadas ,para essa espécie e outras espécies de elasmobrânquios, como áreas de nascimento, berçário e alimentação. E as embarcações, direcionam-se para lá em virtude da pesca mais fácil e rentável. Assim, se essas áreas forem transformadas como Unidades de Conservação, os elasmobrânquios terão chances melhores de recuperação, caso contrário, os problemas continuarão e, tenderão a se intensificarem. E, outras espécies marinhas que também utilizam os locais como locais de alimentação e habitat seriam beneficiadas.

Em sua opinião a Rio+20 obteve algum avanço para as questões de conservação marinha brasileira?

NENHUM!!! A Rio+20 foi um circo!

Fale a respeito do projetos Pró-Squalus e do Projeto Carcharias?

O PROJETO CARCHARIAS é um amplo projeto amparado pela ONG PRÓ-SQUALUS (ORGANIZAÇÃO PARA A CONSERVAÇÃO DE ESQUALOS NO BRASIL). A fim que o Projeto Carcharias seja desenvolvido, unificou-se esforços entre a Universidade Luterana do Brasil Torres (ULBRA Torres) e a Colônia de Pescadores Z-18 de Passo de Torres (SC). O Projeto Carcharias atua desde 1997 com a preservação dos elasmobrânquios no sul do Brasil e no ano de 2000 foi criada a PRÓ-SQUALUS para gerenciar e captar recursos para o Projeto Carcharias. Trata-se de um programa para o estudo e conservação dos elasmobrânquios, assim como demais organismos marinhos na costa sul do Brasil, envolvendo os acadêmicos. As principais prioridades do Projeto, estão focadas no auxílio social, educacional e de saúde da Comunidade de Pescadores de Passo de Torres, que favorecerá o entendimento dos aspectos biologia dos tubarões da região Sul, bem como o desenvolvimento de estratégias para a conservação deste táxon. Em um passado recente, os pescadores têm sido considerados algozes na preservação do ambiente marinho quando, na verdade, os mesmos podem ser transformados em ativos defensores ambientais. Esse trabalho visa contribuir nos esforços de preservação dos organismos marinhos do litoral sul a partir de um melhor entendimento das angústias e necessidades dos pescadores e da população residente. As ações na área Assistencial, na Educacional e na Pesquisa Biológica. As atividades de ensino, pesquisa e extensão devem estar intrinsecamente relacionadas, lançando questionamentos e direcionamentos para parcerias entre profissionais de saúde e de educação em ações de saúde coletiva contribui muito para a ampliação das mesmas, facilitando e tornando ágil o trabalho das equipes de saúde. Esta parceria incrementa a resolutividade e a eficiência dos atendimentos prestados, principalmente na comunidade, pois extrapola os limites educacionais e transforma-se em local de lazer, de integração e de formação de cidadãos. Para assegurar uma vida saudável de contínua diversidade dos organismos marinhos, esta só será obtida através da promoção do uso sustentável e de um amplo gerenciamento e conservação.

*Walter de Nisa e Castro Neto graduou-se em Ciências Biológicas e Mestrado em Biociências (Zoologia) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul em 2001. Desenvolve Doutorado em Genética e Toxicologia Aplicada. Atualmente é Coordenador Geral da Organização para a Pesquisa e a Conservação de Esqualos no Brasil – PRÓ-SQUALUS e Projeto Carcharias. Sendo a ONG desenvolve ações de conservação dos elasmobrânquios no sul do Brasil juntamente com a Colônia de Pescadores Z-18 (Passo de Torres – SC) desde 2000. Professor do Curso de Biologia da ULBRA – Torres. No Projeto Carcharias Coordena 9 projetos de pesquisa, contextualizados na Conservação de tubarões e raias do litoral do Rio Grande do Sul, Etnoictiologia relacionado à pesca artesanal de tubarões e raias do litoral do Rio Grande do Sul. E, principalmente, atua na pesquisa na dinâmica de Populações e Conservação da mangona (Carcharias taurus) no litoral rio-grandense.

 

Vencedores do concurso do apelo visual online “Salve nosso Capitão”

Várias semanas atrás, a Sea Shepherd anunciou uma chamada à ação em homenagem ao inestimável trabalho feito pelo nosso fundador e presidente, o Capitão Paul Watson, para mostrar ao Capitão Paul Watson e aos que querem mantê-lo preso que a comunidade global valoriza o seu compromisso de vida com os nossos oceanos, e continua a se reunir em apoio à sua liberdade. Depois de muita deliberação, temos o prazer de anunciar os vencedores do concurso do apelo visual online “Salve nosso Capitão”.

A resposta foi esmagadora, as apresentações – inspiradoras. Mais de 1.000 imagens foram enviadas diretamente para a Sea Shepherd ou para o Flickr. Parece que o Capitão Paul Watson e a Sea Shepherd levaram pessoas em todo o mundo a agir em nome dos nossos oceanos.

O processo de seleção foi muito difícil e nós agradecemos a todos o tempo, dedicação e talento artístico. As imagens apresentadas continham desde todas as cores de fotografias até impressionantes efeitos visuais gerados por computador. Nós escolhemos duas imagens que julgamos que melhor respondiam a uma das questões colocadas: “Porque o Capitão Paul Watson é importante para o nosso planeta?” ou “Por que a Sea Shepherd é importante para você?”

Os vencedores foram julgados e escolhidos pela atriz Perrey Reeves (Entourage) e pelo jovem ator e embaixador da Sea Shepherd, Zack Callison (I’m in the Band, Diary of a Single Mom). O tripulante da Sea Shepherd e diretor da unidade da Sea Shepherd em terra, Força O.R.C.A., Laurens de Groot, fechava o corpo de jurados, reunidos pelo Capitão Paul Watson.

A vencedora do concurso é Megan Spooner, com sua definição acróstica do porquê o Capitão Watson é importante para o planeta. O jogo de palavras na imagem literalmente explicita porque o Capitão Paul Watson é um herói para o nosso ambiente, e a imagem da foca é incrivelmente emocionante.

(Clique na miniatura para ver a versão maior)

O vencedor “Flynn For the Oceans 2012”, com ousadia e comoção, representa porquê a Sea Shepherd é importante, com seu foco na conservação e proteção dos oceanos para as futuras gerações.


(Clique na miniatura para ver a versão maior)

Agradecemos a todos que participaram do concurso, e pelo tempo despendido para mostrar seu apoio para o Capitão Paul Watson e para a Sea Shepherd Conservation Society, quer através da criação de um símbolo visual de apoio, doando para apoiar as nossas campanhas, ou participando em uma de nossas campanhas para se opor à tentativa injusta e politicamente motivada da Alemanha para prender e extraditar o Capitão Watson para a Costa Rica e Japão.

Somos gratos a cada um de vocês!

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil