Instituto Sea Shepherd Brasil participa do 1° Fórum Regional do Mar, em Torres (RS)

O Instituto Sea Shepherd Brasil participou do 1° Fórum Regional do Mar, em Torres (RS).

Núcleo RS presente no Fórum do Mar, em Torres (RS)

O evento, realizado entre os dias 30/05 e 01/06, pela Prefeitura Municipal de Torres, com a organização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Associação dos Surfistas de Torres (AST), nas dependências da ULBRA Torres, reuniu órgãos públicos, entidades governamentais, terceiro setor e sociedade civil com o objetivo de abordar e debater as questões relacionadas ao meio ambiente costeiro e encontrar soluções para desenvolver as cidades litorâneas de maneira sustentável.

Núcleo RS presente no Fórum do Mar, em Torres (RS)

Este encontro foi bastante frutífero para o Instituto Sea Shepherd Brasil, que foi representado pelo Núcleo RS. Na oportunidade, nossos voluntários alinharam parcerias, apoios, troca de informações e conhecimentos, que serão vitais para o desenvolvimento do trabalho do Instituto.

Núcleo RS presente no Fórum do Mar, em Torres (RS)

A Coordenadora Operacional do Núcleo RS, Cathy Souto, no dia 1° de junho, subiu até o palco principal do evento e falou a respeito do trabalho da ONG, situação das praias do Litoral Norte e desenvolvimento sustentável do turismo litorâneo gaúcho.

Núcleo RS presente no Fórum do Mar, em Torres (RS)

“Nosso objetivo é buscar a preservação ambiental através de ações práticas. Não falamos em salvar, nós salvamos. Não falamos que vamos fazer, nós fazemos. Durante este ano percorremos diversas cidades do Litoral Norte, realizando limpeza da praia, ações de conscientização da comunidade local e veranistas, monitoramos nossa costa, no intuito de identificar a pesca ilegal, além de outras ações diretas. Ainda temos grandes problemas de infraestrutura, porém não podemos deixar que estas dificuldades impeçam o nosso trabalho. Acompanhamos diretamente o trabalho da Brigada Militar Ambiental, visualizamos sua falta de equipamentos e estrutura para fiscalizar nossas praias. A Educação básica é primordial para nos conscientizarmos do problema na costa e solucioná-lo. Precisamos nos unir para salvarmos e estimularmos o crescimento sustentável do turismo na nossa costa”, destacou Cathy.

Núcleo RS presente no Fórum do Mar, em Torres (RS)

Vice-líder dos Verdes, Adam Brandt, se posiciona em defesa dos tubarões

O novo porto de origem do Brigitte Bardot é Melbourne

Vice-líder dos Verdes, Adam Brandt, se posiciona em defesa dos tubarões. Foto: Simon Ager

Hoje, na presença de uma numerosa mídia e de simpatizantes, em Seaworks Williamstown, Melbourne, Austrália, o vice-líder dos Verdes, Adam Brandt, retirou uma cobertura branca da popa da embarcação Brigitte Bardot, revelando a palavra “Melbourne” e indicando que o navio tem um lugar para chamar de lar na Austrália.

Adam Brandt disse que estava “empolgado por estar no Brigitte Bardot, em sua nova casa quando não estiver em campanha, é fantástico saber que estará voltando para Melbourne após campanhas tendo realizado algum trabalho maravilhoso. Acho que se você perguntar para qualquer um nas ruas, ou se buscar uma pesquisa de opinião, encontrará pessoas em todo o país, de todas as origens, independente de em quem votam, ou de sua idade, realmente apoiando o trabalho que a Sea Shepherd faz”. Ele disse que o fato de o navio ter Melbourne como porto de origem será ótimo para a Sea Shepherd e ótimo para Melbourne, e que espera que as pessoas de Melbourne realmente acolham a tripulação e os voluntários da Sea Shepherd, cumprimentando-os nas ruas de Melbourne.

O administrador do navio, Simon Ager, afirmou que, “a tripulação fez um trabalho muito bom de preparação do Brigitte Bardot para a próxima campanha no Pacífico Sul, para proteger tubarões ameaçados pelo comércio de barbatanas”.

Vice-líder dos Verdes, Adam Brandt e o capitão Locky Maclean revelam o novo porto de origem do Brigitte Bardot, Melbourne, Austrália. Foto: Simon Ager

“O navio ficará ancorado no famoso cais circular de Sidney neste fim de semana (8 a 10 de junho) para abastecer-se de suprimentos vitais antes de atravessar o Mar de Coral para perseguir operações de caça ilegal de barbatanas de tubarões. O apoio do público de Melbourne e dos voluntários em terra de Melbourne foi extraordinário e a Seaworks aqui em Williamstown é um lugar muito adequado para os navios da Sea Shepherd, tanto do ponto de vista de alcance, quanto para manutenção”, disse Simon Ager.

“Agradeço ao vice-líder dos Verdes, e parlamentar de Melbourne, Adam Brandt, por vir ao navio hoje, apesar da chuva, para desejar boa sorte à tripulação do Brigitte Bardot já adiantada nos preparativos para a campanha contra caça ilegal de barbatanas de tubarão, dando seu apoio ao nosso fundador, o capitão Paul Watson, que continua em prisão domiciliar na Alemanha”, disse o capitão Lock MacLean.

Jeff Hansen, diretor australiano, afirmou que “é encorajador ver as cartas de apoio que o senador Bob Brown e o líder dos Verdes australianos, senadora Christine Milne escreveram aos ministros alemães, mostrando que também eles estão comprometidos em conseguir a libertação do capitão Paul Watson de sua prisão domiciliar na Alemanha”.

“Os tubarões têm um papel vital na saúde de nossos oceanos que mantém a vida e seus números estão sendo dizimados em todo o mundo por causa da demanda insaciável e catastrófica por sopa de barbatana. Mesmo aqui na área magnífica de herança mundial do parque marinho da Grande Barreira de Corais, a indústria de caça a barbatanas de tubarões continua. É uma visão maravilhosa a da embarcação australiana fazendo trabalho tão vital pelos tubarões do mundo e pelos oceanos, pelo benefício das gerações futuras”, afirmou o Sr. Hansen.

Esta será a primeira vez que o Brigitte Bardot estará no porto de Sidney para visitação aberta ao público, que acontecerá esta sexta-feira, sábado e domingo, à bordo do Brigitte Bardot e do Bob Barker, que também chegará esta sexta-feira ao cais circular de Sidney.

Traduzido por Carlinhos Puig, voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil

Cursos no Rio de Janeiro e Santa Catarina reúnem mais de 60 participantes

Entre os dias 19 e 27 de maio, foi realizado em Florianópolis (SC) e, posteriormente, no Rio de Janeiro, o Curso de Ações para Salvar Animais Marinhos em Derrames de Petróleo.

Alunos no curso do Rio de Janeiro

Na capital carioca, o local escolhido para a realização da aula teórica foi o Grupo de Mergulho Estácio de Sá (GMES). Em Florianópolis, ocorreu no Hotel Costa Norte, na praia Ponta das Canas.

Alunos durante aula prática no Rio de Janeiro

Nestes dois cursos reunimos mais de 60 pessoas, entre estudantes (níveis superior e técnico), profissionais liberais, colaboradores de empresas de emergências ambientais, professores universitários e mergulhadores.

Curso em Santa Catarina

Na programação dos cursos está previsto conteúdo teórico e prático. “Após a conclusão das aulas, os alunos saberão agir de forma correta e eficiente em situações de emergência, como no caso de um derrame de petróleo. Adequadamente preparado, qualquer pessoa, poderá ser útil no salvamento de animais marinhos petrolizados. O Curso é focado no resgate, não significa que estas pessoas poderão atuar como veterinários ou em procedimentos mais técnicos, pois o principal objetivo é formar voluntários capacitados a auxiliar os profissionais”, afirma Wendell Estol, Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil e instrutor do Curso.

Alunos concentrados em Santa Catarina

Instituto Sea Shepherd Brasil debate atuação das ONGS na XVI BioSemana da UFRJ

Por Gisele Pontes, voluntária de Comunicação do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Estadual Rio de Janeiro

No último dia 16 de maio, o Núcleo RJ do Instituto Sea Shepherd Brasil participou da XVI BioSemana da UFRJ.

A convite da comissão organizadora, Caio Faro, biólogo e um dos Coordenadores Técnicos Voluntários do Núcleo RJ, representou o Instituto Sea Shepherd Brasil em uma mesa redonda que contou com a participação também da Sra. Vânia Stolze, Coordenadora de Voluntários do Greenpeace no Rio de Janeiro, Dra. Andrea Rabinovici, Doutora em Ambiente e Sociedade pela UNICAMP e Professora da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, e a mediadora Dra. Laísa Maria Freire dos Santos, Doutora em Educação em Ciências e Saúde.

Foto: Greenpeace

O tema “A atuação das ONGs” levou cerca de 100 pessoas ao auditório Quinhentão da UFRJ,

Foto: Greenpeace

Iniciando as palestras, Vânia fez colocações de grande importância sobre a atuação de sua ONG, apresentando as campanhas do Greenpeace à nível mundial, como “aquecimento global”, “desmatamento zero”, entre outras, exibindo um vídeo com diversos dados de pesquisas realizadas.

Vânia ressaltou ainda, a importância da Sea Shepherd para a proteção dos mares e oceanos, notadamente em defesa das baleias no Oceano Antártico.

Foto: Luiz A. Albuquerque/ ISSB

Em seguida, Caio Faro apresentou a Sea Shepherd, informando aos presentes as várias campanhas internacionais desenvolvidas pela organização, explicou a atuação do Instituto Sea Shepherd Brasil e ressaltou a importância da necessidade de preservação da biodiversidade marinha.

Foto: Luiz A. Albuquerque/ ISSB

A Dra. Andrea Rabinovici, uma estudiosa do tema abordado, expôs a importância do voluntariado, os modos e limites de atuação, tendo aguçado o instinto dos universitários ao fazer analogias, mencionando o papel das ONGs na sociedade e o apoio nas políticas públicas.

Foto: Raphael Jordão/ ISSB

Ao final das palestras, a mesa foi aberta para perguntas e os palestrantes puderam tirar dúvidas dos alunos sobre diversos temas, como: ativismo dentro das organizações, assistencialismo, etc. e Caio Faro teve a oportunidade de responder sobre pontos importantes como o consumo de carne de baleia por alguns países e o modo de trabalho dos voluntários dentro da organização.

O debate mostrou a preocupação do jovem universitário com o futuro de nossa biodiversidade.

Foto: CAB/CCS-UERJ

 

Capitão Paul Watson se reúne com Ministro das Relações Exteriores da Costa Rica

Voluntários da Sea Shepherd em Veneza, Itália, se unem para apoiar o Capitão Watson

O Capitão Paul Watson e o Diretor de Investigações da Sea Shepherd, Scott West, fizeram no dia 24 de maio uma rápida viagem de trem a Stuttgard, na Alemanha, para se reunir com o Ministro das Relações Exteriores da Costa Rica, Enrique Castillo. “O encontro foi positivo e o Sr. Castillo estava muito aberto para encontrar uma solução tanto em relação à minha prisão quanto em relação à possibilidade de trabalhar com a Sea Shepherd para proteger os tubarões e a integridade da Reserva Marinha da Ilha de Cocos”.

A Sea Shepherd Conservation Society está trabalhando para transformar essa polêmica em algo positivo, em primeiro lugar focando a atenção mundial na horrível prática de remoção das barbatanas de tubarões (finning), e em segundo lugar em estender esforços na Costa Rica para ajudar os guardas florestais e a guarda costeira a colocar um fim à caça ilegal e ao finning. A Sea Shepherd fez um grande progresso nos últimos doze anos no Parque Nacional e Reserva Marinha de Galápagos, e gostaria de ter a oportunidade de ajudar a Costa Rica a proteger a Ilha de Cocos. Em 2001, a Sea Shepherd forneceu equipamentos e suprimentos aos guardas do Parque Nacional da Ilha de Cocos e naquele mesmo ano o Capitão Paul Watson apreendeu o barco equatoriano de pesca, San Jose, na reserva marinha. Ele levou a embarcação para os guardas da Costa Rica e o San Jose se tornou o primeiro barco de caça ilegal confiscado pelos tribunais da Costa Rica. A evidência recolhida pela Sea Shepherd ajudou consideravelmente na condenação.

Em 2002, apenas dois dias antes da data agendada para a Sea Shepherd assinar um acordo com a Costa Rica para trabalhar próxima aos guardas, da mesma forma que trabalha com guardas e polícia do Equador, em Galápagos, aconteceu o incidente entre a tripulação da Sea Shepherd e os pescadores da Costa Rica, os quais foram pegos pela Sea Shepherd caçando ilegalmente tubarões. As acusações da tripulação do Varadero I, embarcação que Paul Watson capturou praticando finning nas águas territoriais da Guatemala, trouxe um fim à cooperação entre a Sea Shepherd e a Costa Rica.

A Sea Shepherd Conservation Society considera a Ilha de Cocos como um dos mais preciosos ecossistemas marinhos do mundo. A Sea Shepherd gostaria de retomar de onde foi forçada a parar em 2002, com um esforço de cooperação entre a Sea Shepherd e a Costa Rica, para trabalharem juntos para defender, proteger e conservar a integridade ecológica do Parque Nacional da Ilha de Cocos.

Voluntários da Sea Shepherd se reuniram em Paris, França, para o Dia SOS

“Se a Costa Rica acredita que há necessidade de me colocar em julgamento devido a acusações absurdas desses pescadores que capturamos caçando tubarões ilegalmente, então eu estou pronto a cooperar com o sistema judicial apresentando nossas evidências em vídeo, nosso livro de registros e nossa tripulação como testemunhas daqueles eventos. A Costa Rica tem apenas de marcar uma data para um julgamento e eu estarei voluntariamente diante da Corte costa-riquenha, se me assegurarem que minha segurança estará garantida. Não há necessidade de extradição ou prisão preventiva. Tudo que a Costa Rica precisa fazer é uma requisição para que eu me apresente”, disse o Capitão Watson.

O objetivo da Sea Shepherd Conservation Society é trabalhar com a Costa Rica para proteger tubarões e outras espécies marinhas. O Capitão Watson acredita que essa situação oferece oportunidades muito positivas para restabelecer a Sea Shepherd como um parceiro cooperativo dos guardas da Ilha de Cocos.

A Alemanha pode tomar a decisão de encerrar o processo de extradição. A Costa Rica também pode tomar a decisão de retirar o pedido de extradição.

O Capitão Watson está profundamente tocado pelas enormes manifestações de apoio de todo o mundo. “Mais e mais pessoas estão ficando preocupadas e envolvidas com a proteção da vida no oceano e é muito encorajador ver tantas pessoas se unindo a esta causa” disse ele em Frankfurt, onde permanece restrito na Alemanha até o momento.

Traduzido por Drica de Castro, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil