Sea Shepherd Brasil forma nova turma de resgate de animais petrolizados no Rio de Janeiro

A crescente exploração de petróleo no Brasil, principalmente no Estado do Rio de Janeiro, fez com que a Sea Shepherd Brasil identificasse a necessidade de multiplicar e aperfeiçoar os conhecimentos do biólogo e diretor geral da organização, Wendell Estol, em resgates de animais vítimas de acidentes com petróleo.

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Foto: Maraguary Ribeiro Santos

Com vasta experiência prática e muito conhecimento sobre a área, Wendell já formou mais de 3.000 (três mil) pessoas com seu curso Ações para Salvar Animais Marinhos em Derrames de Petróleo, que já passou por muitos lugares, como os 17 estados litorâneos do Brasil, além de países como Uruguai, Equador, Panamá, Costa Rica e Cuba, desde 2002.

Foto: Maraguary Ribeiro Santos

Foto: Maraguary Ribeiro Santos

Nos dias 04 e 05 de junho, o núcleo do Rio de Janeiro organizou e recebeu novamente o curso, que não acontecia na cidade desde 2014. Com uma turma composta, em sua maioria, por biólogos e veterinários, a Baía de Guanabara foi palco de um exercício prático que simulava o resgate de um golfinho. Para a parte teórica do curso, a turma contou com o apoio do Grupo de Mergulho Estácio de Sá (GMES), que cedeu um auditório equipado por dois dias e ainda sorteou um curso de mergulho entre os alunos.

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Foto: Maraguary Ribeiro Santos

Apesar da maioria dos alunos serem estudantes ou profissionais da biologia e da veterinária, os conhecimentos passados são úteis para qualquer pessoa que queira entender mais sobre o cenário do petróleo no Brasil, além de estar apto a participar de uma ação de emergência.

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Foto: Maraguary Ribeiro Santos

Entre os últimos alunos formados, tivemos também engenheiros, designers e fotógrafos que tiveram excelente desempenho nos exercícios.

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Foto: Maraguary Ribeiro Santos

Este curso de resgate capacitou nos últimos anos os voluntários do núcleo do Rio de Janeiro. Com o conhecimento adquirido no curso os integrantes do núcleo vem fazendo regularmente resgates de animais marinhos, não necessariamente petrolizados, mas que precisam ser resgatados para tratamento e reabilitação. Após o resgate os animais são encaminhados pelos nossos voluntários ao CRAS situado em Vargem Pequena.

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O núcleo RJ da Sea Shepherd Brasil está reestruturando sua equipe de resgate, e contará com os alunos formados no curso em treinamentos regulares para manter os conhecimentos atualizados e a equipe sempre preparada para atuar, caso seja necessário.

Ainda esse ano, o curso segue para Ilhabela (São Paulo), Cidreira (Rio Grande do Sul) e Montevidéu (Uruguai). Para mais informações e saber como participar, acesse nossa loja online www.seashop.org.br

Para contatar o núcleo RJ : nucleorj@seashepherd.org.br

Sea Shepherd Brasil e Projeto BG 500 promovem o Clean Up Day 2014, na Praia da Urca

Foto: Raphael Jordão

O Núcleo Rio de Janeiro do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) e o BG 500 – Baía de Guanabara, 500 anos de Muita Vida, realizaram mais uma ação educativa e de conscientização na Praia da Urca, Rio de Janeiro.

Unindo-se aos esforços mundiais do “Clean Up Day 2014” e dentro da campanha “Dirty Sea Project” do ISSB, as instituições promoveram atividades de coleta de resíduos sólidos subaquáticos e na faixa de areia, no dia 20 de setembro.

Foto: Guilherme Pirá

Nove mergulhadores fizeram a remoção do lixo marinho encontrado no costão direito da Praia da Urca, partindo das proximidades da Fortaleza São João até chegarem na faixa de areia. Trouxeram latas de bebidas, garrafas, pratos, fragmentos plásticos, espelhos, embalagens de comida, cordas, petrechos de pesca de todos os tipos, incluindo anzóis, chumbos e iscas, etc.

 “Encontramos um ventilador e um celular iphone. Ainda há mais lixo para ser retirado do fundo do mar e descartado corretamente.”, relatou Gisele Pontes, voluntária do ISSB.

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Pode parecer uma excêntrica caça ao tesouro, mas a Sea Shepherd e o BG 500, esperam que a ação desenvolvida desperte a consciência de como jogar lixo no mar, pode ser prejudicial para as praias e ao oceano.

“Nosso objetivo não é apenas limpar as praias, é educar as pessoas sobre como manter as praias limpas, em primeiro lugar” – comenta Rodolfo Gutterres, voluntário do ISSB.

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

O diferencial na ação desenvolvida pela Sea Shepherd Brasil e o BG 500 no “Clean Up” é o resgate da fauna marinha encontrada junto aos resíduos coletados no mar.

Antes do descarte adequado dos resíduos, os participantes separam em caixas organizadoras, cada tipo de resíduo em busca de sinais de vida marinha. Pequenos caranguejos,  camarões, poliquetas, ouriços, planárias, etc, são resgatados e devolvidos ao mar da Praia da Urca.

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Caminhando através da areia, voluntários também coletavam garrafas plásticas, canudinhos, bitucas de cigarro, tampas de garrafas e outros detritos, constatando que realizar uma ação de limpeza de praia no fim de semana é absolutamente necessário.

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Durante todo o período da ação, as crianças e os adultos presentes na praia eram informados sobre o impacto do lixo nos animais marinhos.

“Conscientizar as pessoas, principalmente as crianças, desde cedo é fundamental, disso não tenho dúvidas. É importante criar o hábito de fazer a coleta seletiva e dar o destino correto ao lixo produzido” – explica Caio Faro, voluntário do ISSB.

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Se você costuma frequentar praias, mas não participa de ações voluntárias de limpeza de praias, talvez seja a hora de enxergá-las de uma perspectiva diferente e engajar-se na defesa do meio ambiente.

Tribunal Regional Federal da 4º Região mantém a suspensão do Turismo de Observação de Baleias Francas no litoral de Santa Catarina.

Considerando a preservação das baleias franca a finalidade preponderante da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA), o Tribunal Regional Federal 4ª Região confirmou, nesta terça feira (02/06), a suspensão do Turismo de Observação de Baleias determinado pela Justiça Federal de Laguna em maio. Na ação civil pública movida pelo Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) em 2012 contra o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ficou comprovado que não existem estudos sobre a viabilidade ambiental da atividade, mesmo que a APA tenha sido fundada há treze anos.

“(…) a preocupação em não só estimular a educação ambiental, como menciona o ICMBio, e em proteger a atividade econômica dos trabalhadores que dela dependem mas, principalmente, a necessidade de se preservar a espécie em unidade de conservação em que é imprescindível o devido licenciamento ambiental. As fotos juntadas pelo peticionante ISSB demonstram que a ação antrópica pode colocar em risco a reprodução dos cetáceos”, fundamenta o Desembargador Federal Fernando Quadros da Silva na decisão que negou o pedido de retorno da atividade pelo ICMBio.

As baleias franca constam no Livro Vermelho das Espécies Ameaçadas de Extinção do IBAMA, sendo esta a condição mundial desses cetáceos o que levou diversos países a proibirem a utilização de barcos para a sua observação. Dois fatores justificam essa proibição, a espécie possui o hábito de permanecer a menos de 20 metros da faixa terrestre, e procuram as enseadas para constituir seus berçários, tornando-se mais vulneráveis ao molestamento.

“Eu não imaginava outra decisão do Tribunal. Desde o momento em que o ICMBio admitiu na ação judicial de que não existem estudos sobre essa atividade que gera impactos direitos nas baleias franca que a situação não se alterou, mesmo que a APA siga afirmando que eles existem”, comenta a advogada do ISSB Renata Fortes, e conclui “A necessidade de análise da viabilidade não parte de uma exigência do ISSB, mas do cumprimento da legislação e, para quem realmente se importa com as baleias, exigir o esclarecimento dos impactos é uma questão de coerência. Antes de serem consideradas recursos financeiros, as baleias são seres vivos.”

“O Poder Judiciário está atento às causas ambientais e a decisão vem corroborar a crescente preocupação na proteção do meio ambiente, um direito de todos. Neste caso específico, a alegação de prejuízos econômicos não pode se sobrepor a preservação de uma espécie ameaçada de extinção, principalmente, pela possibilidade da realização do turismo de avistamento de baleias franca por terra, em vários pontos da região, bem como a execução de monitoramento aéreo e também terrestre, para fins de censo de identificação visual” – pondera Luiz André Albuquerque, coordenador jurídico do ISSB.

Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) busca preservar a integridade das baleias no litoral catarinense durante o turismo de avistamento

O único objetivo do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) em mover uma ação de proibição do avistamento de baleias no litoral sul catarinense é manter e preservar a saúde das baleias e seus filhotes. Em nenhum momento o ISSB se posicionou contra a atividade turística. Temos total consciência da importância econômica desta atividade para as comunidades locais, da importância de aproximar a população destes animais (sem perturbá-los) e da importância acadêmica para estudos que visem a conservação desta espécie. Porém, o que foi constatado pelo ISSB é que não existe regulamentação nacional para o licenciamento deste tipo de passeio de avistamento, e, portanto,  este formato de turismo é ilegal e irregular.

No caso da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, que abrange os municípios do litoral sul catarinenses (Garopaba, Laguna e Imbituba), tal regulamentação estaria disposta no plano de manejo desta unidade de conservação. Desde a sua criação, em setembro de 2000, este plano de manejo inexiste. No entendimento do ISSB, a falta de um plano de manejo e de uma regulamentação específica para esta atividade turística, nos obriga a fazer ser cumprida as legislações brasileiras vigentes para cetáceos, que são as seguintes:

Lei n° 7643/87 (Clique para ver a lei na íntegra)

Art. 1° Fica proibida a pesca, ou qualquer forma de molestamento intencional, de toda espécie de cetáceo nas águas jurisdicionais brasileiras.

Portaria 117/1996 IBAMA (Clique para ver a portaria na íntegra)

Art. 2° É vedado a embarcações que operem em águas jurisdicionais brasileiras:
a) aproximar-se de qualquer espécie de baleia com motor ligado a menos de cem metros de distância do animal mais próximo;
b) religar o motor antes de avistar claramente a(s) baleia(s) na superfície ou a uma distância de, no mínimo, cinqüenta metros da embarcação;
c) perseguir, com motor ligado, qualquer baleia por mais de trinta minutos, ainda que respeitadas as distâncias supra estipuladas;
d) interromper o curso de deslocamento de cetáceo(s) de qualquer espécie ou tentar alterar ou dirigir esse curso.

Instrução Normativa 102/2006 – Observação (Clique para ver a instrução normativa na íntegra)

Art. 1° Estabelecer restrições às atividades náuticas específicas em setores da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca durante os meses de junho a novembro nos termos desta instrução normativa.

Art. 2° Nestes setores ficam vedadas as seguintes atividades náuticas por embarcações motorizadas:
I – o transporte de passageiros com finalidade turística, mediante pagamento ou não;
II – a prática e apoio a qualquer forma de esporte náutico; e,
III – Atividades recreativas em geral

Para Luiz André Albuquerque, coordenador jurídico do ISSB, “o Instituto Sea Shepherd Brasil é favorável ao turismo de observação de baleias no litoral brasileiro, desde que ocorra a definição de critérios de segurança para a atividade turística e que haja a correta fiscalização, em atenção à lei de proteção aos cetáceos. A inexistência de qualquer estudo de impacto ambiental da atividade turística, nos limites e zona de amortecimento da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, foi outro fator determinante para a concessão da decisão liminar”.

Caso ainda haja dúvidas sobre as atividades ilegais de avistamento de baleias, confira as fotos e vídeos abaixo:

Distância de 100m não respeitada

Distância de 100 m não respeitada. A baleia estaria embaixo da embarcação?

Irregularidade. Animais sendo tocados.

Distância de 100 m não respeitada.

Distância de 100 m não respeitada. Tentativa do turista de tocar a baleia.

Distância de 100 m não respeitada. Link da matéria: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/noticia/2011/07/projeto-baleia-franca-faz-primeiro-voo-de-observacao-do-ano-nesta-sexta-feira-em-sc-3406934.html

Distância de 100m não respeitada. Link da matéria: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/noticia/2011/07/projeto-baleia-franca-faz-primeiro-voo-de-observacao-do-ano-nesta-sexta-feira-em-sc-3406934.html

Confira os vídeos:

Video 1 – Vídeo gravado no dia 06/09/10, na praia de Garopaba (SC)(aproximação)
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=tBCck0CGcNQ[/youtube]

Vídeo 2 – Legendas induzindo a aproximação – base cangulo
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=NcnmXEUHh5I[/youtube]

Vídeo 3 – legendas induzindo turistas à aproximação
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=YC6JDHB31r8[/youtube]

A paleontóloga Drª. Louise Leakey manifesta seu apoio à Sea Shepherd

Drª. Louise Leakey. Foto: Sea Shepherd

A paleontóloga Drª. Louise Leakey, e membro do Conselho de Administração da Sea Shepherd Conservation Society, fala sobre sua crescente preocupação com o péssimo estado dos oceanos e da vida selvagem marinha. Junto com o fundador da Sea Shepherd, o Capitão Paul Watson, e outros membros estimados da comunidade científica, a Drª. Leakey acredita que as espécies estão profundamente interligadas e dependem da existência de populações de baleias saudáveis, e uma vez prejudicadas, toda a espécie humana e animal estará em problemas. “Os seres humanos estão explorando os oceanos bem acima das nossas possibilidades e vamos ver o fim da espécie como resultado da negligência humana. A menos que possamos garantir a sobrevivência de espécies de longa data dentro de nossos oceanos, vamos nos encontrar em um grande problema”, disse a Drª. Leakey.

A Drª. Leakey se juntou à Sea Shepherd em 2006, para emprestar sua expertise científica para alertar o público sobre a crescente desconexão com o mundo natural, mas recentemente passou a expressar mais seus pontos de vista em face do ataque implacável aos nossos oceanos. A Drª. Leakey refere-se à Sea Shepherd como um grupo de “pessoas muito dedicadas que buscam chamar a atenção do mundo para a situação dos oceanos”. Nativa do Quênia e membro ativo da família histórica de paleontologia Leakey, da África Oriental, a Drª. Leakey viu em primeira mão os efeitos devastadores da caça ilegal, mesmo nos santuários internacionais designados. “É absolutamente imperativo que nós não confiemos apenas aos governos para realmente proteger (os santuários) – eles não estão fazendo um bom trabalho nisto. Se os santuários não são defendidos pelas nações que os criam, precisamos de Sea Shepherds lá fora, para dizer: ‘Não!’ … Precisamos de guardiões para a natureza”.

A Drª. Leakey é a primeira de vários conselheiros científicos da Sea Shepherd a aparecer em uma série de vídeos e declarações, apresentando cientistas em apoio aos esforços da organização para defender e proteger a fauna marinha, incluindo baleias, golfinhos e tubarões. Além de seu envolvimento com a Sea Shepherd, a Drª. Leakey atualmente dirige o Projeto de Pesquisa Koobi Fora, o programa principal por trás de alguns das mais notáveis ​​descobertas de fósseis de hominídeos das últimas duas décadas.

O Conselho Consultivo da Sea Shepherd inclui companheiros da Drª. Leakey de dentro da comunidade científica, como o respeitado cientista sobre a pesca, Dr. Sidney Holt, o primatologista Birute Galdikas, e a cientista ecológica, Drª. Deborah Brosnan. O Conselho também possui uma lista de pesos pesados ​​de ambientalistas de Hollywood, como Pierce Brosnan, Martin Sheen, Sam Simon e John Paul DeJoria.

Assista ao vídeo (em inglês, com legendas em espanhol), onde a Drª. Louise Leakey discute o seu apoio para a Sea Shepherd e a necessidade de proteger a fauna marinha.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=7gVpSLc7NnI[/youtube]

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

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