ISSB presente no I Simpósio de Ecossistemas do Espírito Santo

Por Maria Cristina Valdetaro, voluntária do Grupo de Apoio do ES ao Instituto Sea Shepherd Brasil

O Grupo de Apoio ao Instituto Sea Shepherd Brasil do Espírito Santo participou no dia 10 de maio do I Simpósio de Ecossistemas do Espírito Santo, realizado em Vitória, na FAESA (Faculdades Integradas Espírito Santenses).  O evento contou com a participação de mais de 100 inscritos, entre alunos, professores e  profissionais da área.

Maria Valdetaro abordando sobre conservação e a importância dos oceanos na vida de todos os seres. Foto: Grupo de Apoio ES

O Espírito Santo possui uma imensa riqueza paisagística, representada por uma variedade de ecossistemas, como as formações marinhas, os manguezais, as restingas das planícies costeiras, as matas de tabuleiros, as matas da encosta atlântica, as matas de altitude, a vegetação rupestre dos “pães de açúcar” e os campos de altitude acima dos 2.000 metros na Serra do Caparaó, além da maior diversidade marinha, situada em Guarapari.

Estudantes e professores de Biologia e áreas afins marcando presença. Foto: Grupo de Apoio ES

A realização de um evento para tratar de um assunto tão precioso, que é a riqueza dos ecossistemas capixabas, representa não só uma oportunidade de estreitar laços entre pesquisadores atuantes na região com os principais grupos de pesquisa do Estado, mas também trazer à comunidade científica informações sobre o status de conservação do Espírito Santo, além de estimular a valorização da nossa diversidade de fisionomias, onde a riqueza da fauna, flora e da paisagem é notável.

Thiago Barrack falando sobre as principais campanhas da Sea Shepherd no Brasil e no mundo. Foto: Grupo de Apoio ES

Sabendo que dentro destes ecossistemas inclui os marinhos, o Grupo de Apoio do ES ao Instituto Sea Shepherd Brasil esteve presente para dar ênfase à preservação e conservação marinha, e divulgar a instituição, abordando temas como conservação marinha, principais problemas enfrentados, o que é a Sea Shepherd, onde e como atua, com o objetivo de despertar nos participantes a vontade de ajudar a preservar e cuidar dos nossos oceanos, além de agregar mais capixabas ao grupo.

O evento foi um sucesso, e é gratificante para os membros do Grupo de Apoio do ES poder disseminar informações. Agradecemos aos organizadores pelo convite, e aos participantes pela interação e novos conhecimentos!

13 de maio, um ano desde a prisão do Capitão Watson

Difícil de acreditar que hoje completa um ano que o nosso Fundador estimado, o Capitão Paul Watson, foi preso em Frankfurt, na Alemanha, por acusações politicamente motivadas, de 10 anos de idade, provenientes de um incidente no qual ele tentou intervir, a pedido do governo da Guatemala, para deter caçadores de tubarão na Costa Rica. Ninguém ficou ferido, nenhum bem foi danificado, e o caso foi encerrado pelas autoridades locais. Na verdade, todo o calvário foi documentado no filme de 2007, “Sharkwater”.

No entanto, o Japão, que tem usado os 30 milhões de dólares dos contribuintes do fundo de ajuda do tsunami para parar a Sea Shepherd a todo custo, mais tarde convenceu a Costa Rica a reabrir as acusações, o que levou à prisão do Capitão Paul Watson.

Desde aquela época, o Capitão Watson foi incluído na Lista Vermelha da Interpol pela Costa Rica e, posteriormente, pelo Japão. Ele está listado ao lado de assassinos em série, abdutores de criança e traficantes de drogas, e ainda não pode retornar à terra firme, ou então ele vai enfrentar uma extradição injusta e uma série de julgamentos na Costa Rica e no Japão, a partir do qual ele provavelmente nunca vai ser liberado, ou algo pior. Tudo isso pelo “crime” de intervir contra atividades ilegais de remoção das barbatanas de tubarões, por ordem das autoridades guatemaltecas, que estavam sendo realizadas por caçadores de tubarões em um navio da Costa Rica, em águas da Guatemala, e por salvar milhares de baleias em um santuário de baleias.

Muitas pessoas têm escrito, ligado, e pedido a estes e outros governos – mais de 158 mil cartas pedindo a liberdade do capitão Watson foram recebidas somente pelo Ministério das Relações Exteriores alemão  – para perdoar o Capitão Watson e fornecer-lhe um abrigo seguro. Continuamos a lutar por sua liberdade dentro do sistema judicial. No entanto, não importa o que aconteça, seu legado – a Sea Shepherd Conservation Society – permanece como a organização de conservação marinha de ação direta mais eficaz do mundo, e isso é o que mais importa para o Capitão Watson.

Por favor, dedique alguns momentos hoje para continuar lutando pelo Paul Watson, que motiva todos nós, individualmente, para continuar a lutar pelo futuro dos nossos oceanos.

Por favor, continuem a apoiar a Sea Shepherd e considere fazer uma doação hoje, em homenagem ao trabalho pioneiro do Capitão Watson. O seu apoio é necessário agora mais do que nunca. Mostre ao Capitão Watson, bem como aos caçadores, que os cidadãos do mundo não vão se render à corrupção e à ganância, e que vamos continuar a lutar para que os nossos netos também vejam e experimentem os oceanos vivos.

Em nome de todos da Sea Shepherd, agradecemos pelo seu apoio!

http://www.seashepherd.org/support-us/

Apoiadores na Alemanha reunidos para pedir a libertação do Capitão Paul Watson. Foto: Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Fim da longa disputa judicial entre Pete Bethune e a Sea Shepherd

O Shonan Maru 2 deliberadamente abalroou o Ady Gil. Foto: Joanne McArthur / Sea Shepherd

Pete Bethune, fundador da Earthrace Conservation, e a Sea Shepherd Conservation Society, chegaram a um acordo em sua disputa judicial de longa duração. O acordo, que envolve um ajuste financeiro para Bethune, também prevê que ele vai ajudar a Sea Shepherd a garantir que Paul Watson não seja extraditado para o Japão.

A disputa entre a Sea Shepherd e Bethune teve início depois que a embarcação Ady Gil foi danificada na campanha em defesa das baleias da Sea Shepherd, em 2010, enquanto tentava deter os baleeiros japoneses na Antártida. O Ady Gil foi deliberadamente abalroado pelo Shonan Maru 2, uma embarcação de segurança japonesa, e após um período de reboque, o Ady Gil foi abandonado.

Nos termos do acordo assinado entre Bethune e a Sea Shepherd em 2009, se o navio fosse perdido ou destruído, a Sea Shepherd teria que fazer certos pagamentos a Bethune. A decisão judicial foi sobre o pagamento e o seu montante.

Bethune disse: “Estou feliz que o caso chegou ao fim e estou satisfeito com o resultado. Disputas entre indivíduos e organizações que fundamentalmente trabalham pelos mesmos objetivos é um desperdício de tempo, dinheiro e esforço, que poderiam ser melhor gastos na proteção da vida e ambiente marinho. Este acordo significa que eu serei capaz de retribuir a todos aqueles que têm sido tão generosos em me ajudar a manter minha cabeça acima da água, bem como todos aqueles que me apoiaram firmemente ao longo deste episódio todo, especialmente todos os voluntários da Earthrace. Sem esse apoio, eu teria sido afundado, assim como o Ady Gil“.

Bethune e a Sea Shepherd estão agora focados em trabalhar juntos para o bem dos oceanos, e como parte desse esforço, Pete Bethune tem ajudado Paul Watson em seus esforços para evitar a sua extradição para o Japão, após um alerta vermelho da Interpol que foi emitido contra Paul Watson a pedido do Japão.

A Sea Shepherd afirma que o alerta vermelho é motivado politicamente, e que suas alegações são falsas. Bethune, que foi condenado por cinco crimes por um tribunal no Japão, logo após a campanha em defesa das baleias da Sea Shepherd em 2010, diz que as alegações do Japão contra Watson são essencialmente falsas ou enganosas, e seu objetivo é ver o alerta vermelho contra Paul Watson ser retirado.

“A Sea Shepherd tem honrado o acordo que fizemos com Pete Bethune”, disse Susan Hartland, Diretora Administrativa da Sea Shepherd. “Agora, ambas organizações podem fechar este capítulo da nossa história e seguir em frente para apoiar a vida marinha em todo o mundo”, acrescentou.

A Sea Shepherd prosseguirá as suas diversas campanhas para proteger os mamíferos marinhos e peixes ameaçados de extinção. A organização gostaria que o alerta vermelho contra Paul Watson fosse retirado antes da sexta temporada do seriado de TV da Sea Shepherd, “Whale Wars – Defensores de Baleias”, ir ao ar, ainda este ano.

Pete Bethune e a Earthrace Conservation estão prestes a implantar sua unidade tática na África, onde eles estão filmando a série de TV documentando a pesca ilegal por navios estrangeiros. Dois episódios da série já foram filmados, e outros seis serão filmados de julho a outubro deste ano.

O dano ao Ady Gil foi grave o suficiente para que ele tivesse de ser abandonado. Foto: Joanne McArthur / Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Instituto Sea Shepherd Brasil no 25º Festival Internacional de Balonismo

Por Rodrigo Marques, Coordenador Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Estadual Rio Grande do Sul

Em parceria com a ONG Pró Squalus, o Instituto Sea Shepherd Brasil deu seguimento à Campanha em Defesa dos Tubarões no 25ª Festival Internacional de Balonismo.

O evento, realizado no Parque do Balonismo, em Torres, entre os dias 01 a 05 de maio, apresentou ao público diversas atrações: arena de shows, tenda cultural, feira comercial, feira de filhotes, passeios de helicóptero, parque de diversões e área para esportes.

Cia. Paulista Balões. Foto: Naian Meneghetti / Área dos Balões. Foto: Rodrigo Marques

Durante todo o dia os voluntários do ISSB e da Pró Squalus destacaram a importância de preservar os tubarões e apresentaram o pedido de moratória aos visitantes que assinaram o livro da campanha. O destaque ficou para as crianças que participaram do Projeto de Educação Ambiental, em janeiro, quando colocamos um container simulando uma apreensão de barbatanas, na Praia Grande, em Torres (RS).

Criançada consciente. Foto: Rodrigo Marques

Gratificantes foram as novas amizades que fizemos por lá. Uma figura carismática mostrou que o apoio entre espécies é muito importante nessa longa jornada de preservação. O Canil Municipal de Torres, administrado por Yasmini Borges, realiza um excelente trabalho com os nossos “amigos peludos”.

Mascote do Canil Municipal. Foto: Rodrigo Marques

Os “peludos” também protegem os oceanos e seus amigos marinhos. Foto: Rodrigo Marques

O saldo do evento foi positivo. Conseguimos muitas assinaturas para a Campanha e, segundo o voluntário do Núcleo RS, Naian Meneghetti, “achei muito gratificante conhecer pessoas de vários lugares do país e do mundo, gostei de interagir com voluntários de outras organizações e conversar com o público do Festival de Balonismo sobre a Campanha”.

Balão Surpresa. Foto: Rodrigo Marques

A Campanha segue seu curso, em todo território nacional, e esperamos que, em breve, os tubarões consigam recuperar sua população e continuar regulando os oceanos do mundo para que assim a vida continue prosperando nessa casa chamada Terra.

A paleontóloga Drª. Louise Leakey manifesta seu apoio à Sea Shepherd

Drª. Louise Leakey. Foto: Sea Shepherd

A paleontóloga Drª. Louise Leakey, e membro do Conselho de Administração da Sea Shepherd Conservation Society, fala sobre sua crescente preocupação com o péssimo estado dos oceanos e da vida selvagem marinha. Junto com o fundador da Sea Shepherd, o Capitão Paul Watson, e outros membros estimados da comunidade científica, a Drª. Leakey acredita que as espécies estão profundamente interligadas e dependem da existência de populações de baleias saudáveis, e uma vez prejudicadas, toda a espécie humana e animal estará em problemas. “Os seres humanos estão explorando os oceanos bem acima das nossas possibilidades e vamos ver o fim da espécie como resultado da negligência humana. A menos que possamos garantir a sobrevivência de espécies de longa data dentro de nossos oceanos, vamos nos encontrar em um grande problema”, disse a Drª. Leakey.

A Drª. Leakey se juntou à Sea Shepherd em 2006, para emprestar sua expertise científica para alertar o público sobre a crescente desconexão com o mundo natural, mas recentemente passou a expressar mais seus pontos de vista em face do ataque implacável aos nossos oceanos. A Drª. Leakey refere-se à Sea Shepherd como um grupo de “pessoas muito dedicadas que buscam chamar a atenção do mundo para a situação dos oceanos”. Nativa do Quênia e membro ativo da família histórica de paleontologia Leakey, da África Oriental, a Drª. Leakey viu em primeira mão os efeitos devastadores da caça ilegal, mesmo nos santuários internacionais designados. “É absolutamente imperativo que nós não confiemos apenas aos governos para realmente proteger (os santuários) – eles não estão fazendo um bom trabalho nisto. Se os santuários não são defendidos pelas nações que os criam, precisamos de Sea Shepherds lá fora, para dizer: ‘Não!’ … Precisamos de guardiões para a natureza”.

A Drª. Leakey é a primeira de vários conselheiros científicos da Sea Shepherd a aparecer em uma série de vídeos e declarações, apresentando cientistas em apoio aos esforços da organização para defender e proteger a fauna marinha, incluindo baleias, golfinhos e tubarões. Além de seu envolvimento com a Sea Shepherd, a Drª. Leakey atualmente dirige o Projeto de Pesquisa Koobi Fora, o programa principal por trás de alguns das mais notáveis ​​descobertas de fósseis de hominídeos das últimas duas décadas.

O Conselho Consultivo da Sea Shepherd inclui companheiros da Drª. Leakey de dentro da comunidade científica, como o respeitado cientista sobre a pesca, Dr. Sidney Holt, o primatologista Birute Galdikas, e a cientista ecológica, Drª. Deborah Brosnan. O Conselho também possui uma lista de pesos pesados ​​de ambientalistas de Hollywood, como Pierce Brosnan, Martin Sheen, Sam Simon e John Paul DeJoria.

Assista ao vídeo (em inglês, com legendas em espanhol), onde a Drª. Louise Leakey discute o seu apoio para a Sea Shepherd e a necessidade de proteger a fauna marinha.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=7gVpSLc7NnI[/youtube]

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil