Comemorando a Semana do Meio Ambiente, ISSB realiza palestra na Universo Niterói (RJ)

Por Luiz André Albuquerque, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil – Núcleo Rio de Janeiro

Dia 05 de junho de 2013, o Núcleo RJ do Instituto Sea Shepherd Brasil esteve presente na Universidade Salgado de Oliveira – Universo, em Niterói (RJ), para uma palestra sobre proteção e conservação da vida marinha.

Nosso objetivo foi levar aos biólogos da universidade a importância da preservação dos tubarões, e falar sobre a gravidade da pesca predatória existente na costa brasileira.

“Alunos da graduação de Biologia são excelentes multiplicadores e precisam estar a par do que ocorre em nosso litoral, para auxiliar na conservação e preservação da vida marinha”, disse Gisele Pontes, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Gisele Pontes. Foto: ISSB

Cerca de 80 pessoas interessadas no tema compareceram à palestra. Ao final, os participantes formularam várias perguntas, sendo as principais relacionadas ao período de defeso de sardinhas e camarões, o consumo de cação em hospitais, escolas e restaurantes, além de questionamentos sobre a temática dos ataques de tubarões na cidade de Recife (PE), dúvidas que foram sanadas pelos biólogos voluntários do Núcleo RJ presentes na palestra, Caio Faro e Grégor Salles.

Sempre notamos que é a situação de ameaça de extinção dos tubarões é uma novidade para as pessoas, mesmo aquelas que estão se formando em Ciências Biológicas, e impressiona notar que a maior parte da população ignora a realidade que os cerca.

Auditório da Universidade Universo em Niterói (RJ). Foto: ISSB

Esperamos que a partir do conhecimento destes fatos, os participantes presentes ao evento possam difundir a necessidade de termos uma maior atenção com os oceanos, pois sabemos que quando nós protegemos nossos oceanos, estamos protegendo o nosso futuro.

Ocean Alliance e Sea Shepherd unem forças na Operação Golfo Tóxico

Já se passaram três anos desde a catástrofe de resíduos tóxicos da BP (British Petroleum) no Golfo do México, mas até o momento continuamos a minimizá-lo, referindo-se a ele como o derramamento do Golfo. Um derrame ocorre geralmente quando você derruba sua bebida, ou quando você sobrecarrega o tanque de combustível do seu carro. Os mais de 200 milhões de galões de petróleo que foram lançados no Golfo entre 20 de abril e 15 de julho de 2010 dificilmente se enquadram nesta categoria. Além disso, os 2 milhões de litros de dispersantes químicos da BP usados ​​para dissolver e afundar o petróleo, só agrava ainda mais o desastre, dispersando o óleo na cadeia alimentar e tornando o óleo até 52 vezes mais tóxico (Fonte da poluição ambiental – Clique aqui para mais informações, em inglês)

Desde 2010, a Ocean Alliance vem estudando os efeitos a longo prazo do desastre no Golfo do México e dos dispersantes químicos da BP usados ​​para afundar o óleo, ficando fora de visão (um passo que só o esconde visualmente, mas não o torna inofensivo) sobre a vida marinha no Golfo. Os dados coletados do Golfo desde 2010 são robustos e únicos, mas a Ocean Alliance precisa da ajuda da Sea Shepherd para manter este trabalho, e vai levá-lo para a atenção do mundo. Uma forma que pode isso pode ser alcançado é tornando robustas as ações judiciais contra a BP e os fabricantes de produtos químicos de dispersão de óleo, cujos motivos são a degradação ambiental.

De junho a agosto de 2013, a Ocean Alliance e a Sea Shepherd Holanda vão embarcar na Operação Golfo Tóxico, a bordo do navio de pesquisa Odyssey, para coletar dados sobre o meio ambiente, bem como as formas de vida no Golfo do México. Com estes dados, esperamos ter mais uma prova da extensão do desastre que foi causado pela BP em 2010. Todos os dados serão adquiridos de forma não letal.

A Ocean Alliance tem os parceiros e conhecimentos científicos, e a Sea Shepherd vai trazer a exposição da mídia. Nossas equipes irão trabalhar em conjunto para destacar a situação atual. Para nós, é óbvio que o encalhe em massa de golfinhos mortos e outras espécies marinhas nos últimos meses é apenas o início de uma catástrofe ambiental que pode durar até o final deste século. Só aceitando os fatos podemos prevenir que futuros desastres aconteçam. Os dispersantes químicos, por exemplo, ainda estão sendo usados, apesar de suas características tóxicas. O desastre da Exxon Valdez, com onze milhões de galões de petróleo, era apenas uma pequena fração do profundo desastre nas águas de Horizon. No entanto, 24 anos depois, um grupo de 22 orcas que viviam em Prince William Sound está agora funcionalmente extinto. Nove morreram no ano seguinte ao derramamento, mas o mais importante é que nenhum filhote nasceu neste grupo desde o evento. Hoje restam apenas sete membros.

A Ocean Alliance e a Sea Shepherd pretendem construir uma parceria estratégica para fornecer os dados necessários para compreender a magnitude dessas ameaças, e fazer com que o mundo fique vividamente consciente da necessidade urgente para acabar com a poluição dos oceanos. Embora estas duas organizações empreguem diferentes abordagens, a Ocean Alliance e a Sea Shepherd perseguem o mesmo objetivo: a conservação da vida marinha. A Ocean Alliance é especializada em pesquisa científica e advocacia para a vida do oceano (particularmente no que diz respeito às baleias), enquanto a Sea Shepherd é especializada na ação direta contra, e na exposição pública dos destruidores da vida do oceano (particularmente no que diz respeito às baleias). Claramente, as abordagens da Ocean Alliance e da Sea Shepherd são complementares, trabalhando como uma equipe que pode aumentar a eficácia uma da outra.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Baterista Matt Sorum faz um alerta sobre a matança anual de focas da Namíbia

Reconhecido baterista de hard rock, Matt Sorum faz um alerta sobre a matança anual de focas da Namíbia, marcada para começar no próximo mês

Matt e convidados em santuário de leões, cuja visita foi organizada pela SSCS África do Sul. Foto: Sea Shepherd

Reconhecido no Hall da Fama do Rock and Rock, o baterista Matt Sorum, que já integrou bandas icônicas como Guns ‘n Roses, Velvet Revolver e The Cult, expressou alarme ao saber do segredo da Namíbia – a caça de focas, definida para começar em 1 de julho. Sorum foi informado do maior e mais brutal massacre em massa do mundo de mamíferos marinhos pela organização de conservação marinha sem fins lucrativos, a Sea Shepherd Conservation Society EUA. Ele está atualmente em turnê na África do Sul com o grupo Kings of Chaos, tocando na Cidade do Cabo e Joanesburgo.

Sorum, um conservacionista dedicado e filantropo, e um amante dos animais dedicado, suporta várias organizações de proteção animal para fazer a diferença para a vida selvagem. Ele também tem sua própria fundação, Adopt the Arts, cuja missão é a de manter as artes na educação pública.

“Estou chocado ao saber da matança de focas, que começa no próximo mês”, disse Sorum. “Esses animais devem ser protegidos por lei e vivem em uma reserva designada. Na Namíbia, a conservação desses animais poderia render uma grande quantidade de dinheiro, como os aqui em Hout Bay, para o gozo de turistas”, disse ele. Matar as focas protegidas é brutal e míope e, eventualmente, vai extingui-las para as gerações futuras”, acrescentou.

A cada ano, de 1 de julho a 15 de novembro, até 85 mil filhotes de foca são espancados até a morte na Namíbia por suas peles. Os filhotes aterrorizados são jogados para cima, separados de suas mães, e agredidos até a morte com picaretas. Muitas vezes eles são esfaqueados no coração e esfolados ainda vivos. Outros 6 mil machos adultos também serão abatidos. Eles receberão um tiro à queima-roupa para que seus órgãos genitais possam ser exportados para os mercados asiáticos, para serem usados para fazer afrodisíacos, que erroneamente acreditam aumentar a virilidade de um homem.

A caça é desumana, insustentável, ilegal e antiética. Talvez o mais preocupante de tudo é que essa matança acontece em um lugar que supostamente é uma reserva de proteção. As agressões começam diariamente às 06h00. Por volta das 09h00, os corpos sem vida de centenas de filhotes de focas são reunidos – enquanto suas mães gritam angustiadas – e tratores reviram a areia sangrenta para limpar a praia antes dos turistas chegarem para ver a colônia. A caça clandestina também viola a própria Lei de Proteção Animal da Namíbia e a Lei dos Recursos Marinhos.

Os caçadores comerciais contratam cerca de 160 trabalhadores por meio período para surrar as focas, a maioria dos filhotes são espancados até a morte com apenas seis meses de idade. Canadá e Rússia proibiram a prática de espancamento de focas bebês que ainda estão amamentando ou têm menos de um ano de idade, pois eles ainda são muito dependentes de suas mães. A Namíbia não estabeleceu nenhuma dessas restrições, apesar do fato das taxas de nascimento e do número de filhotes diminuírem a cada ano que passa.

Matt (e amigos) adotou vários leões em sua visita ao Santuário Drakenstein Lion Park na Cidade do Cabo. Foto: Sea Shepherd

Em 5 de junho de 2013, o Membro do Parlamento da África do Sul, Meriam Phaliso, disse que “o governo (Sul-Africano) deve considerar a permissão da caça de focas, como forma de criação de emprego para compensar várias pescarias que entraram em colapso pelo excesso de pesca”. Phaliso passou a comentar que as focas são “as maiores caçadoras de alguns dos peixes e ninguém as prende… a caça de focas é um mecanismo de criação de emprego que pode colocar comida nas mesas em algumas áreas”.

A Diretora Administrativa da Sea Shepherd EUA, Susan Hartland, respondeu, dizendo: “Os únicos caçadores neste cenário são os humanos gananciosos que estão destruindo a fauna oceânica além do que pode se recuperar. Rotular focas como caçadoras não faz muito sentido, as focas não fazem compras no supermercado do bairro para suas refeições, pois elas dependem de uma dieta básica de pescado selvagem – peixe que nós egoisticamente tiramos do meio delas, os seres humanos são os únicos que estão com excesso de pesca nos oceanos a um ritmo alarmante”. Hartland concorda plenamente que as focas são um “mecanismo de criação de trabalho”, mas isso é “em grande parte porque as focas são uma espécie muito procurada, atraindo o turismo ecológico na região para safaris, fotos e afins. Estudos têm mostrado que uma foca, bem como outras espécies marinhas, é mais valiosa viva do que morta”, acrescentou.

Na verdade, o Governo da Namíbia acredita que a indústria de peles de foca cria postos de trabalho em sua nação empobrecida, mas um estudo recente confirmou que as focas geram muito mais renda vivas do que mortas. Em 2008, a caça gerou 320.000 libras, enquanto a atividade de ecoturismo assistido das focas rendeu 1.300.000 libras nas despesas de turismo direto. A Namíbia é o único país na faixa do Cabo em que é permitida a caça comercial de focas.

O abate é impulsionado principalmente por um homem, Hatem Yavuz, que detém o contrato de compra da pele de cada foca namibiano agredida até a morte, até 2019. Ele paga apenas 7 dólares a pele, mas acaba vendendo seus casacos de pele de foca por até 35 mil dólares cada um, o que indica que ainda há pessoas lá fora que estão dispostas a ignorar a crueldade e o impacto ambiental por trás de seus casacos de pele. Ele está ficando rico enquanto os trabalhadores namibianos locais recebem bem menos que o salário mínimo, e grande parte vive na pobreza. Claramente, apenas um punhado de pessoas estão se tornando ricas com o abate, deixando para trás a destruição ambiental para as gerações futuras.

A Sea Shepherd fez campanha na Namíbia desde 2011 usando equipes à paisana e drones para monitorar o abate das focas na Cidade do Cabo. O trabalho da Sea Shepherd para defender as focas foi registrado em um documentário de uma hora, intitulado “Seal Wars”, que foi ao ar em junho de 2012, no Animal Planet.

Joe Elliott, Nikki Botha, voluntário da SSCS África do Sul, Ace Harper e Matt Sorum. Foto: Sea Shepherd

Rosie Kunneke, da SSCS África do Sul, no show de Kings of Chaos. Foto: Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Mais uma vitória da Sea Shepherd nos tribunais franceses

Cracas Gooseneck na natureza

A Sea Shepherd Conservation Society França recebeu 20.000 Euros na corte francesa de Quimper, na Bretanha, no dia 12 de junho. Quatro caçadores espanhóis foram intimados a pagar à Sea Shepherd França 5.000 Euros cada um, depois de terem sido considerados culpados por caça furtiva de cracas Gooseneck em águas territoriais francesas.

A Sea Shepherd tem um outro caso judicial pendente contra contrabandistas de cracas Gooseneck, que serão ouvidos na França, em janeiro de 2014.

Existe uma grande demanda por cracas Gooseneck na Espanha, onde elas são consideradas uma comida gourmet. São vendidas por até 150 Euros por quilo no mercado espanhol.

Parabéns à Presidente da Sea Shepherd França, Lamya Essemlali, e à Sea Shepherd Lorient, por mais uma vitória judicial, além do veredicto do tribunal de La Reunion, mantendo a proibição da matança de tubarões em uma reserva marinha francesa. E um agradecimento muito especial a Arnaud Pelpel, pela sua representação legal pro bono, em nome da Sea Shepherd França e das cracas Gooseneck.

Cracas Gooseneck devem permanecer no mar e não em pratos gourmet espanhóis.

Cracas gooseneck são considerados uma iguaria gourmet na Espanha

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Vitória judicial da Sea Shepherd pelos tubarões na França

Os tubarões são uma parte essencial de nosso ecossistema marinh

Após o último acidente na ilha de La Reunion, na França, com a morte do turista de 36 anos, Thierry Robert, o prefeito de Saint-Leu emitiu um decreto convocando a pesca de tubarões nas águas da sua cidade, classificada como Reserva Marinha Nacional. Este decreto também oferecia a compra dos pescadores locais dos primeiros 40 tubarões ao preço de 7 euros por quilo – quase 2.000 euros por um tubarão de 300 quilos, às custas do contribuinte.

A Sea Shepherd, em parceria com a l’Aspas e Longitude 181 neste caso, desafiou o prefeito na Justiça e, não surpreendentemente, a Corte invalidou o decreto dia 11 de junho. O juiz também destacou a incompetência do vice-prefeito de Saint-Leu, abolindo o regime de proteção da reserva, e apontou para o que chamou de uma “medida inadequada e desproporcional”. De fato não há nenhuma prova de que existe uma população sedentária de tubarões-touro presentes no território de Saint-Leu, nem que matar algumas dezenas deles, de qualquer maneira, reduziria o risco de acidentes com surfistas. Mr. T. Robert estava bem ciente da ilegalidade de sua autorização, uma vez que não era sua primeira tentativa. Ao fazer isso, ele não hesitou em incentivar os pescadores a violar as leis da República e se expor a esta acusação.

O vice-prefeito de Saint-Leu tornou habitual sua participação em estatutos que ele sabe serem ilegais, e ainda assim não parece interessado em tomar algumas medidas eficazes, que estariam totalmente dentro de sua jurisdição. Ou seja, a melhoria do tratamento de águas residuais da cidade, que é conhecida por atrair tubarões perto das áreas de surf. Mr. T. Robert é o grande responsável pela situação nos arredores da cidade e, ao mesmo tempo, ele é desonesto, tentando tomar o crédito do impacto desta crise que pode muito bem fazer mais vítimas, tubarões e surfistas.

Em vez de promover o terror e um comportamento irracional, esta crise deve ser respondida pela implementação da responsabilidade de todos os envolvidos, a começar por aqueles que, sob o pretexto de representação democrática, abusam de seus poderes.

Nossas organizações não deixarão de apelar à razão e à voz que há espaço para todos aqueles que amam o mar, ao lado de tubarões, enquanto aplicamos a lei para proteger o Parque Nacional Marinho. Vamos manter um foco na opinião pública nacional e internacional, enquanto a França administra esta “crise de tubarão”. O que está acontecendo agora em La Reunion cristaliza a preservação dos valores mais fundamentais da biodiversidade e, portanto, a sobrevivência a longo prazo da humanidade.

Uma pequena minoria de surfistas têm vindo a defender a matança dos tubarões e cruelmente denunciando a Sea Shepherd por defender os tubarões. Esta é uma camisa anti-Sea Shepherd, nos acusando de matar surfistas salvando tubarões.

Camiseta anti Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil