Desidratado, lobo-marinho encontrado na praia do Hermenegildo morre à espera de atendimento

Fêmea de um ano de idade foi encontrada debilitada no balneário, no sul do Estado

Mamífero estava subnutrido e teve os primeiros cuidados prestados por um biólogo do Instituto Sea Sheperd; na fotografia, ele ainda estava vivo. Foto: Instituto Sea Sheperd Brasil

Um lobo-marinho encontrado na noite de terça-feira na areia do balneário Hermenegildo, em Santa Vitória do Palmar, zona sul do Estado, morreu na noite desta quarta, à espera de atendimento. Sem ferimentos externos, mas desidratado e magro, o animal foi localizado na beira da praia por um biólogo, que o resgatou e prestou cuidados básicos. O mamífero, porém, não resistiu.

Diretor geral do Instituto Sea Sheperd Brasil, o biólogo Wendell Escol disse que o lobo marinho – uma fêmea juvenil, de aproximadamente um ano e pesando cerca de dez quilos – estava sendo perturbado pela população local.

– Tocavam no animal, tiravam fotos, tentavam empurrá-lo em direção ao mar e jogavam baldes d’água em cima dele, quando tudo o que ele queria era descansar – afirma.

Escol resgatou o mamífero e levou para sua casa, oferecendo hidratação, ambiente climaticamente ameno e tanque para banho. Mas havia a necessidade de tratamento especializado, como sonda gástrica para alimentação – procedimento que ele não tinha condições técnicas de realizar.

À tarde, Batalhão Ambiental de Rio Grande e o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (Cram), vinculado à Universidade Federal do Rio Grande (Furg), foram acionados. O resgate havia ficado agendado para a manhã desta quinta-feira.

– Não tinha como irmos antes. Como o bicho já estava enfraquecido, provavelmente morreria no caminho, devido ao sol forte. E a nossa viatura é antiga, insegura para viajar à noite – disse o tenente Eliseu Foscarini.

O Cram lamentou a morte do lobo-marinho e destacou que, para se efetuar um resgate que está distante – entre Rio Grande e a praia do Hermenegildo, por exemplo, são mais de 200 quilômetros – é preciso planejamento.

– O transporte é um fator de muito estresse para os animais marinhos. É preciso pensá-lo com cuidado. Para utilizar as viaturas do Cram, que são manobradas por motoristas da Furg, é preciso conciliar horários. Marcamos com a polícia ambiental para a primeira hora da manhã de hoje (quinta-feira), mas infelizmente, antes disso, o animal morreu.

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GRUPO DE APOIO DO ESPÍRITO SANTO (ISSB) REALIZA FESTA

Por: Thiago Barrack Lavander, coordenador do Grupo de Apoio do Espírito Santo (ISSB)

O Grupo de Apoio do Espírito Santo do Instituto Sea Shepherd Brasil organizou uma festa para divulgar o trabalho da ONG. A comemoração, chamada Red Room Party, ocorreu na casa Fuel Station, localizado no triângulo das bermudas, centro da “boemia capixaba”, e contou com a participação de mais de cinco artistas diferentes, tocando um estilo musical chamado Trap Music. Gênero que se originou no início de 2000 a partir do hip hop, no Sul dos Estados Unidos. O sucesso foi tão grande que a casa atingiu a lotação máxima.

Foto: Naio Rezende

Foto: Naio Rezende.

“O resultado da festa foi bastante positivo para o Grupo de Apoio do Espírito Santo. Conseguimos atrair algumas pessoas interessadas em ajudar. Através da festa foram colhidas algumas parcerias importantes”, destacou Thiago Barrack Lavander, coordenador do Grupo de Apoio do Espírito Santo do Instituto Sea Shepherd Brasil. Agradecimentos ao organizador da festa, fotógrafo profissional e simpatizante da ONG, Naio Rezende.

“UMA NOITE PELOS OCEANOS” COMEMORA 04 ANOS DE ATUAÇÃO DO INSTITUTO SEA SHEPHERD BRASIL NO RIO DE JANEIRO

No dia 14 de dezembro, o Núcleo Carioca do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) comemorou os seus 04 (quatro) anos de atividades em prol dos oceanos.

Cerca de 150 pessoas participaram da festa “Uma Noite Pelos Oceanos”, que foi realizada na JAZZ IN’ Champanheria, que apoiou o evento e doou parte do valor arrecadado para a instituição.

Foto: Raphael Jordão/ISSB

Foto: Raphael Jordão/ISSB

Foram sorteados entre os participantes, vários brindes doados por empresas parceiras e apoiadores do trabalho realizado pelo ISSB, , como um curso de mergulho pela Escola de Mergulho GMES, uma saída de mergulho para as Ilhas Cagarras pela Operadora de Mergulho Mar do Rio, camisas da Tiburón Dive Wear, kits para mergulho da FunDive e SeaSub, um skate da Fish Skateboarders, cookies da Homemade Cookies, livros de Lawrence Wahba, Dvd´s do Domingão Aventura com Cristian Dimitrius e uma sessão de fotografia pela Raphael Jordão Fotografia.

Foto: Raphael Jordão/ISSB

Foto: Raphael Jordão/ISSB

 

 

 

Foto: Raphael Jordão/ISSB

Foto: Raphael Jordão/ISSB

Foto: Raphael Jordão/ISSB

Foto: Raphael Jordão/ISSB

A DJ Mariana “Mary Dee” Miranda animou a pista com muito Pop Rock e os participantes se divertiram muito, registrando sua presença com fotos caracterizadas com o tema “pirata”, em um espaço para sessão de fotos temáticas. A sensação da festa !

Foto: Raphael Jordão/ISSB

Foto: Raphael Jordão/ISSB

Os Embaixadores do Mar do ISSB, Lawrence Wahba, Cristian Dimitrius e Sofia Graça Aranha estiveram presentes prestigiando o evento.

Foto: Raphael Jordão/ISSB

Foto: Raphael Jordão/ISSB

“A necessidade de proteção e preservação dos oceanos é urgente e juntar pessoas em torno desta causa foi muito importante. Precisamos contar cada vez mais com um número maior de pessoas sensibilizadas com esta questão e que estejam dispostas a nos ajudar. Esta festa celebrou o belo trabalho desenvolvido pelos voluntários cariocas da organização nestes quatro anos de atividades, aliando diversão e a ajuda para o Instituto Sea Shepherd Brasil. Não tinha dúvidas do sucesso !” – destacou Luiz André Albuquerque, Diretor Regional do Núcleo Rio de Janeiro.

Foto: Raphael Jordão/ISSB

Foto: ISSB

O Núcleo Rio de Janeiro do Instituto Sea Shepherd Brasil agradece a todos os voluntários e parceiros, durante estes 04 anos de atividades, bem como aos apoiadores que colaboraram com a realização deste evento.

Desejamos um Feliz 2014 para os oceanos e a vida marinha !!!

Instituto Sea Shepherd Brasil Realiza Oficinas De Educação Ambiental No Amapá

Nos dias 28 de novembro e 01 de dezembro de 2013, o Coordenador Jurídico e Diretor Regional Rio de Janeiro, Luiz André Albuquerque, e a Coordenadora Regional Rio de Janeiro, Gisele Pontes, realizaram oficinas com atividades pedagógicas sobre preservação marinha para os estudantes da Escola Municipal Fortaleza, localizada no Bairro Igarapé da Fortaleza.

Sob a orientação de Gisele Pontes, as oficinas iniciaram-se com informações sobre a preservação do meio ambiente e dos animais marinhos, descarte correto dos resíduos sólidos (lixo) e em seguida, foram realizados jogos e pinturas, atividades lúdicas que contribuirão com a formação de crianças e jovens do ensino fundamental.

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

 

O objetivo foi enfatizar a necessidade da conservação do habitat das espécies existentes na localidade e sensibilizar as comunidades para que protejam as praias, os rios, os igarapés, os botos cinza, o pescado na época do defeso, etc.

“Os valores e o meio ambiente são temas que devem ser sempre trabalhados. É um trabalho permanente e contínuo” – salientou Gisele.

 

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

Glauciane Braga, professora da escola, comentou que as atividades realizadas pelo instituto vão ajudar outros projetos desenvolvidos para os alunos. “Todos os anos, orientamos os alunos sobre a conscientização do meio ambiente. Essa equipe do Instituto Sea Shepherd Brasil, que trabalha de uma forma diferenciada, vai dar um suporte a mais para a escola”, informou.

Para a aluna Yanna Gomes, da 4ª série, é sempre importante aprender a preservar o meio ambiente. “Na escola, a gente também estuda sobre reciclagem e que não se deve jogar lixo na rua. Quando eu como bombom na rua, sempre coloco a casca dentro da bolsa para jogar no lixeiro de casa”, destacou.

Também foram realizadas atividades de educação ambiental com as crianças moradoras da Apa (Área de Preservação Ambiental) da Fazendinha, além de ministrarem duas palestras na Universidade Estadual do Amapá – UEAP, para alunos do ensino fundamental e para alunos dos cursos de engenharia de pesca e biologia.

 

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

 

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

Nas duas palestras realizadas na UEAP, os membros do ISSB abordaram a missão e as atividades realizadas pela organização no Brasil e no exterior, através de um caráter motivacional para despertar a responsabilidade dos participantes na disseminação do conhecimento e ampliar o trabalho em defesa do meio ambiente marinho.

 

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

 

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

 

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

 

Foto: Instituto Sea Shepherd Brasil

 

Decorrente do trabalho realizado em Macapá, os representantes do ISSB foram convidados pelos principais meios de comunicação locais para entrevistas, como o SBT Amapá (sendo uma entrevista ao vivo no estúdio da emissora), a Rede Record, o programa Café Com Notícias, o Diário do Amapá e o Jornal do Dia, o que foi importante para divulgar a necessidade de preservação dos ecossistemas ribeirinhos e marinhos.

O Instituto Sea Shepherd Brasil deseja implementar uma série de atividades na região norte do país, visando chamar a atenção para a proteção do boto cinza, do boto cor-de-rosa, do peixe boi e dos manguezais, importantes ecossistemas para diversas espécies marinhas.

 

INSTITUTO SEA SHEPHERD BRASIL DEBATE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A FISCALIZAÇÃO NA COSTA DO AMAPÁ.

No dia 28 de novembro, o Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) representado por seu Coordenador Jurídico e Diretor Regional Rio de Janeiro, Luiz André Albuquerque, e a Coordenadora Regional Rio de Janeiro, Gisele Pontes, participaram do debate “Educação Ambiental, Fiscalização e Monitoramento da costa do Amapá”, na Universidade do Estado do Amapá (UEAP), realizado em Macapá, região norte do Brasil.

Composição da mesa, com Luiz Albuquerque (ISSB), o primeiro à direita. Foto: Cleito Souza

Também participaram do debate, os representantes da Secretaria Estadual do Ambiente do Amapá, da Marinha do Brasil, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade –ICMBio, do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amapá, da Associação de Guarda Parques do Amapá e do Coletivo Beija-Flor, projeto ambiental local.

O debate, que recebeu um ótimo público, fez parte da programação do Festival QuebraMar 2013 e teve o objetivo de discutir as políticas públicas de educação ambiental e as estratégias de sua implementação no Estado do Amapá, bem como questões referentes a fiscalização no litoral amapaense, relacionadas a pesca ilegal, o tráfego irregular de embarcações, a segurança da navegação, dentre outras. Os participantes da mesa também informaram aos presentes ao debate, uma panorama das atividades ligadas ao tema, que foram realizadas pelos entes públicos e instituições que representam.

Parte da plateia presente ao debate - Foto: Cleito Souza

Durante a presença em Macapá, Luiz André Albuquerque visitou as sedes do IBAMA e do ICMBio, com o objetivo de estreitar os contatos institucionais, debater estratégias de conservação ambiental e fiscalização da atividade pesqueira no litoral amapaense, principalmente visando coibir os crimes ambientais marinhos ocorrentes na região.

Fotos: Instituto Sea Shepherd Brasil

Fotos: Instituto Sea Shepherd Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

Os representantes do IBAMA e ICMBio concordaram com a necessidade e a importância de serem implementadas ações de controle e fiscalização das embarcações, mas reconheceram a dificuldade de trabalho, face os órgãos públicos possuírem equipes pequenas e pouco equipamento para atuar em uma região com um grande litoral, principalmente no Parque Nacional do Cabo Orange, unidade de conservação que possui a maior área marinha do proteção integral do Brasil.

Fotos: Instituto Sea Shepherd Brasil

Fotos: Instituto Sea Shepherd Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

“O Instituto Sea Shepherd Brasil busca trabalhar em conjunto com os entes públicos, pois entendemos que como representantes da sociedade civil, precisamos contribuir para a proteção dos ecossistemas marinhos brasileiros. O patrimônio natural a ser protegido pelos amapaenses tem enorme valor, mas a gestão ambiental requer recursos humanos e financeiros, que infelizmente não são disponibilizados de forma adequada. Os 200 mil hectares de área marinha do Parque Nacional do Cabo Orange precisam de uma constante e intensa fiscalização, pois é uma região sensível para a biodiversidade marinha brasileira e que sofre com a pesca ilegal, devido à intensa atividade de embarcações pesqueiras nacionais e até internacionais. Estamos esperançosos de que no início de 2014, a Justiça Federal decida pela procedência da ação judicial que o ISSB ingressou em 2007 e condene os Réus pela morte dos 83 golfinhos na costa do Amapá, pelo dano moral ambiente coletivo e que esta decisão tenha caráter pedagógico.” – comentou Luiz André Albuquerque, Coordenador Jurídico do ISSB.

Em 2007, o ISSB lançou a Operação Furacão Silencioso e ingressou com uma ação civil pública buscando responsabilizar os donos das embarcações “Graça de Deus” e Damasceno III” pela morte de 83 golfinhos no litoral do Amapá, noticia que foi veiculada em rede nacional e teve repercussão internacional.  A Justiça Federal determinou liminarmente a apreensão e a suspensão das atividades pesqueiras das embarcações e o processo segue em trâmite na 2ª Vara Federal do Amapá, aguardando uma decisão final.