ISSB presente no 1ª Magi surf treino na praia de Magistério

Por Rodrigo Marques, Coordenador Regional Núcleo RS

O Instituto Sea Shepherd Brasil compareceu no último domingo (1ª de fevereiro) no 1ª Magi Surf treino realizado na praia de Magistério no litoral norte do estado do RS. O evento teve como objetivo abrir espaço aos surfistas da nova geração e ainda arrecadar alimentos para ajudar aqueles que necessitam.

O Surf Treino contou com três categorias, a Open, Junior e Iniciantes. Uma grande oportunidade oferecida aos futuros surfistas do nosso estado.

Nova geração do surf gaúcho. Foto: Rafael Lugo.

Nova geração do surf gaúcho. Foto: Rafael Lugo

Premiação da categoria iniciantes. Foto: Rafael Lugo.

A Sea Shepherd colocou sua barraca à beira mar e teve a oportunidade de conversar com diversas pessoas sobre as ações desenvolvidas no estado do Rio Grande do Sul e no Brasil. “Durante o evento o microfone foi aberto pelo locutor Eduardo Freitas da OVL Surf House e assim tivemos a oportunidade de alertar os presentes à respeito das consequências desastrosas ao meio ambiente com a prática da pesca predatória e dos resíduos descartados indevidamente nas praias”. Destaca Rodrigo Marques, Coordenador Núcleo RS.

ISSB marcando presença no litoral norte do RS. Foto: Rafael Lugo.

Recebemos em nossa barraca os integrantes do Rotary Club de Porto Alegre São Geraldo, um grupo muito preocupado com as questões ambientais e sociais do nosso estado, representado pelo seu Presidente Ildo Policarpo e acompanhado por seus filhos, Roberta e Vinícius Policarpo, este último, um dos organizadores do Surf Treino e segundo colocado na categoria Junior.

Equipe do Rotary Club de Porto Alegre São Geraldo. Foto: Rafael Lugo.

“Ainda dentro da Campanha Mar de Sangue lançada no ano passado, estivemos atentos às embarcações que estivessem pescando fora dos limites estabelecidos por lei (5,5 Km da costa). Sabemos que diversas embarcações estão cometendo infrações ao longo de nossa costa e os órgãos fiscalizadores não estão dando a devida atenção ao caso. Dessa forma, estaremos sempre em locais estratégicos com nossos equipamentos prontos para flagrar qualquer irregularidade, podendo assim, através de material visual, facilitar o trabalho dos órgãos fiscalizadores. Esperamos apenas que os mesmos utilizem o material do flagrante e punam os responsáveis pelo crime ambiental.” Informa Rodrigo Marques.

Até o final desta matéria o IBAMA – Escritório Regional de Rio Grande/RS ainda não se manifestou sobre a denúncia enviada pelo ISSB de um flagrante de pesca irregular ocorrida no dia 16 de janeiro no Município de Santa Vitória do Palmar.

Para saber mais sobre a denúncia acesse o link.

ISSB flagra pesca ilegal no extremo sul do RS

O ISSB agradece os organizadores do evento pelo convite e os voluntários do Núcleo RS, Rafael Lugo, Karine Marchionni e Thiago Biju pelo trabalho realizado em prol da vida marinha.

Sea Shepherd Brasil participa do lançamento do “Movimento Praia Viva”, no Rio de Janeiro

No dia 20 de janeiro de 2015, o Núcleo carioca do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) participou do lançamento do “Movimento Praia Viva”, organizado pela Associação Brasileira de Lixo Marinho – ABLM.

O evento foi realizado entre os postos 7 e 8 da Praia de Ipanema, na zona sul do Rio, e teve o objetivo de conscientizar os banhistas sobre a necessidade de manter as praias limpas.

O lançamento do movimento no dia 20 de janeiro, foi motivado pela data comemorativa de São Sebastião, padroeiro da cidade, e pela proximidade das comemorações pelos 450 anos de fundação do Rio de Janeiro, divulgando a ação “por mais 450 anos de praia, sem lixo”.

No ano de 2014, foi constatado que durante o feriado do padroeiro da cidade, os banhistas deixaram cerca de 40 (quarenta) toneladas de lixo, somente na Praia de Copacabana, também na zona sul da cidade.

“A proposta da Associação Brasileira do Lixo Marinho é trabalhar a educação ambiental para sustentabilidade das praias e mares, organizando e mobilizando a sociedade, organizada ou não” – disse Fernanda Cubiaco, representante da ABLM no Rio de Janeiro.

No trecho de 1 km, debaixo de um sol de 40 graus, os voluntários da Sea Shepherd, juntamente com integrantes de outras instituições, coletaram todo o material sólido descartado irregularmente no trecho de areia e no calçadão, tendo um foco no microlixo que causa grande impacto nos oceanos.

Ao mesmo tempo que o lixo encontrado era coletado, os voluntários da Sea Shepherd conversavam com os banhistas, explicando-lhes a necessidade do descarte adequado dos resíduos, os impactos na saúde humana, e a ameaça à fauna marinha.

“Este verão de altas temperaturas tem levado um grande número de banhistas às praias cariocas, ocasionando um aumento considerável de lixo nas areias, notadamente aqueles que costumamos encontrar, como guimbas de cigarro, latas, palitos de picolé, cotonetes e muito plástico. Pretendemos seguir adiante neste trabalho de conscientização, através da campanha “Dirty Sea Project”, lançada em 2014 pela Sea Shepherd Brasil, que visa expor a necessidade de uma mudança de comportamento em relação ao descarte de resíduos sólidos, que vem impactando de forma significativa a vida marinha. Desta forma, apoiamos qualquer movimento que tenha este objetivo, como o Movimento Praia Viva, lançado pela ABLM ” – explicou Luiz André Albuquerque, Diretor Regional do ISSB no Rio de Janeiro.

Crédito foto: Guilheme Rivera

ISSB realiza a segunda micro limpeza de orla em Florianópolis

No dia 23 de janeiro foi realizado na Lagoa da Conceição – Florianópolis a segunda  micro limpeza de orla, que tem como objetivo tirar do meio ambiente o lixo considerado “invisível” pela maioria das pessoas. Lixo este extremamente fatal para animais marinhos, pois confunde-se com alimento, provocando ferimentos e infecções no aparelho digestivo destes, ocasionando por fim uma morte dolorosa e agonizante.

Em 100 metros de orla, foram recolhidos cerca de 3200 pontas de cigarro, além de muito plástico de embalagens de palitos de dente, canudinhos e de molhos individuais utilizados para lanches. Além de tampas de refrigerante, plástico de cigarros, de balas e de goma de mascar.

Foto: Sea Shepherd SC

Foto: Sea Shepherd SC

Foto: Sea Shepherd SC

Foto: Sea Shepherd SC

Como em todas as ações, há pessoas que parabenizaram e até contribuíram coma ação, trazendo seu lixo para os voluntários. Entretanto, há pessoas sem conscientização nenhuma, que desdenharam da ação, falando que “amanhã vai estar sujo igual”.

“Não importa para os voluntários que hajam este tipo de pessoa. Pois eles fizeram sua parte como cidadão comprometidos em tornar um mundo um lugar melhor para todos (inclusive para os mau educados)”. Comentou Hugo Malagoli, Diretor Voluntário do Núcleo de SC.

A ação é muito importante para a preservação da vida marinha. E está programado outras em várias localidades do Estado até o fim da temporada de verão, onde a concentração de pessoas acaba por aumentar e consequentemente a sujeira.

ISSB flagra pesca ilegal no extremo sul do RS

Por Wendell Estol, Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil.

No dia 16 de janeiro entre as 08:00hs e 10:17hs, no Município de Santa Vitória do Palmar, o Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) flagrou e registrou 6 (seis) embarcações pesqueiras do tipo traineira praticando a pesca de emalhe, proibida conforme INSTRUÇÃO NORMATIVA INTERMINISTERIAL MPA/MMA N° 12, DE 22 DE AGOSTO DE 2012: Artigo 6º. Proibir a pesca de emalhe por embarcações motorizadas até a distância de 1 (uma) milha náutica a partir da linha de costa; Artigo Art. 7º Proibir a pesca de emalhe por embarcações motorizadas até a distância de 5 (cinco) milhas náuticas, a partir da linha de costa, do farol do Albardão/RS até o limite sul do Estado do Rio Grande do Sul, sendo as coordenadas definidas em Datum WGS 1984, -33,202460 S -52,706037 W, a partir da data de publicação desta Instrução Normativa Interministerial, exceto para a pesca com redes de lance de praia, para a qual a entrada em vigor obedecerá ao disposto nos §§ 2º e 3º do artigo 6º. Uma das embarcações foi identificada nos registros fotográficos como LAIZ da colônia de pescadores Z3, Rio Grande, sob número de registro 4630034056. Além da pesca de emalhe, os infratores praticavam a pesca de Cerco, estando fora da regulamentação estabelecida na INSTRUÇÃO NORMATIVA INTERMINISTERIAL MPA/MMA N° 10, DE 10 DE JUNHO DE 2011, Anexo IV, tendo em vista que as espécies alvo de captura não apresentam ocorrência próxima à costa e não ocorrerem sazonalmente no período de verão, Cabendo ressaltar ainda a aplicação da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998.

Embarcações em manobra de afastamento para abertura da rede de cerco. Foto: Wendell Estol

Embarcações em manobra de aproximação para recolhimento da rede de cerco. Foto: Wendell Estol

Embarcações finalizando manobra de aproximação. Foto: Wendell Estol

Final da manobra de cerco. Foto: Wendell Estol

Embarcação LAIZ fazendo a soltura da rede de espera paralela a costa e dentro da área proibida pelo Decreto Interministerial MPA/MMA N° 12, DE 22 DE AGOSTO DE 2012. Foto: Wendell Estol

Embarcação LAIZ fazendo a soltura da rede de espera paralela a costa e dentro da área proibida pelo Decreto Interministerial MPA/MMA N° 12, DE 22 DE AGOSTO DE 2012. Foto: Wendell Estol

Fotografia que permitiu a identificação da embarcação Laiz ampliada para visualização do nome e registro. Foto: Wendell Estol

Assim que lançou a sua Campanha Mar de Sangue, o ISSB vem trazendo à tona todos esses crimes ambientais, na tentativa de auxiliar os órgãos responsáveis pela fiscalização de nossa costa. Estamos fazendo a nossa parte como cidadãos conscientes e preocupados com o futuro dos oceanos, mas infelizmente nossa denúncia não gerou nenhum tipo de movimentação por parte dos responsáveis pela fiscalização local. A denúncia foi encaminhada ao IBAMA – Escritório Regional de Rio Grande/RS e mesmo depois de uma semana do fato ocorrido ainda não recebemos nenhuma resposta, mostrando o descaso com o nosso mar e a falta de responsabilidade com a fauna marinha.

A Sea Shepherd continuará fazendo seu trabalho em toda a costa brasileira, pois o compromisso assumido por nós jamais será deixado de lado. Esperamos que o órgão fiscalizador citado acima tome providências e punam os infratores. Como dissemos, nossa parte foi feita entregue aos responsáveis e agora cabe a eles efetuarem o trabalho ao qual são pagos para realizar.

Sea Shepherd Brasil recolhe redes de pesca ilegais na Paraíba

Voluntários do Instituto Sea Shepherd Brasil recolheram neste último domingo, dia 18 de Janeiro, cerca de 40 kg de redes de espera “fantasma” na divisa entre as praias do Bessa e Intermares na grande João Pessoa. Esse tipo de material, além de ser considerado petrecho de pesca não permitido pela legislação, não tem função alguma a não ser causar danos à vida marinha. É que as chamadas redes fantasmas continuam a capturar as mais variadas espécies marinhas mesmo quando não fixas, levadas pelas correntezas destroem a fauna e também a flora marinha por onde passam. Aprisionam indistintamente vários animais como tartarugas, golfinhos e tubarões.

Foto: Igor Trigueiro

Foto: Igor Trigueiro

Redes de espera e demais petrechos utilizados na pesca ilegal estão entre as maiores causas de mortandade de tartarugas marinhas. Só no ano de 2014, foram registradas mais de 120 ocorrências de tartarugas marinhas mortas no litoral da Paraíba, conforme dados da ong Guajiru.

Em 2009, segundo reportagem da BBC, um relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) afirmou que os equipamentos de pesca abandonados ou perdidos constituem cerca de 10% (640 mil toneladas) dos resíduos marinhos.

Foto: Kleber Filho

O transporte comercial marítimo é o principal responsável pelo abandono, perda ou descarte destes materiais em mar aberto. Nas áreas costeiras, os principais responsáveis estão localizados em terra.

O estudo feito pelas duas organizações da ONU afirma que o problema está piorando devido ao aumento na escala de operações de pesca no mundo e devido à introdução de equipamentos que alta durabilidade, fabricados com materiais sintéticos.

O relatório afirmou que entre os maiores impactos deste problema estão a captura contínua de peixes, conhecida como “pesca fantasma”, e outros animais como tartarugas, aves e mamíferos marinhos, que ficam presos e morrem nas redes.

Foto: Kleber Filho

Além disso, estes equipamentos também podem causar alterações do ambiente e do solo marinho e o aumento dos riscos para navegação, com acidentes ou danos a embarcações.

“A quantidade de equipamento de pesca que vai para o ambiente marinho vai continuar se acumulando e os impactos nos ecossistemas marinhos vão piorar se a comunidade internacional não tomar medidas eficazes para resolver o problema (…). As estratégias para enfrentar o problema devem abordar várias frentes, incluindo prevenção, diminuição e medidas curativas”, afirmou Ichiro Nomura, subdiretor geral de Pesca e Agricultura da Fao. (Fonte: BBC Brasil http://bbc.in/1womDLd)

Durante a operação foram retirados vários peixes mortos (alguns em estado de decomposição avançada), entre eles, dois filhotes de cação-lixa (Ginglymostoma cirratum). Uma perda ecossistêmica considerável tendo em vista a importância dos tubarões para a manutenção do equilíbrio da vida marinha.

Foto: Lívia Oliveira

A retirada e consequente inutilização destes e de outros artefatos de pesca não permitidos fazem parte da operação “Redes em Chamas”, que teve início em junho de 2014 no estado do Rio Grande do Sul. Todos os GEE’s oriundos da destruição do material apreendido serão compensados pelo Instituto Sea Shepherd Brasil com a plantação de mudas de árvore nativas do litoral paraibano.