Sea Shepherd Brasil e Projeto BG 500 promovem o Clean Up Day 2014, na Praia da Urca

Foto: Raphael Jordão

O Núcleo Rio de Janeiro do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) e o BG 500 – Baía de Guanabara, 500 anos de Muita Vida, realizaram mais uma ação educativa e de conscientização na Praia da Urca, Rio de Janeiro.

Unindo-se aos esforços mundiais do “Clean Up Day 2014” e dentro da campanha “Dirty Sea Project” do ISSB, as instituições promoveram atividades de coleta de resíduos sólidos subaquáticos e na faixa de areia, no dia 20 de setembro.

Foto: Guilherme Pirá

Nove mergulhadores fizeram a remoção do lixo marinho encontrado no costão direito da Praia da Urca, partindo das proximidades da Fortaleza São João até chegarem na faixa de areia. Trouxeram latas de bebidas, garrafas, pratos, fragmentos plásticos, espelhos, embalagens de comida, cordas, petrechos de pesca de todos os tipos, incluindo anzóis, chumbos e iscas, etc.

 “Encontramos um ventilador e um celular iphone. Ainda há mais lixo para ser retirado do fundo do mar e descartado corretamente.”, relatou Gisele Pontes, voluntária do ISSB.

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Pode parecer uma excêntrica caça ao tesouro, mas a Sea Shepherd e o BG 500, esperam que a ação desenvolvida desperte a consciência de como jogar lixo no mar, pode ser prejudicial para as praias e ao oceano.

“Nosso objetivo não é apenas limpar as praias, é educar as pessoas sobre como manter as praias limpas, em primeiro lugar” – comenta Rodolfo Gutterres, voluntário do ISSB.

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

O diferencial na ação desenvolvida pela Sea Shepherd Brasil e o BG 500 no “Clean Up” é o resgate da fauna marinha encontrada junto aos resíduos coletados no mar.

Antes do descarte adequado dos resíduos, os participantes separam em caixas organizadoras, cada tipo de resíduo em busca de sinais de vida marinha. Pequenos caranguejos,  camarões, poliquetas, ouriços, planárias, etc, são resgatados e devolvidos ao mar da Praia da Urca.

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Caminhando através da areia, voluntários também coletavam garrafas plásticas, canudinhos, bitucas de cigarro, tampas de garrafas e outros detritos, constatando que realizar uma ação de limpeza de praia no fim de semana é absolutamente necessário.

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Durante todo o período da ação, as crianças e os adultos presentes na praia eram informados sobre o impacto do lixo nos animais marinhos.

“Conscientizar as pessoas, principalmente as crianças, desde cedo é fundamental, disso não tenho dúvidas. É importante criar o hábito de fazer a coleta seletiva e dar o destino correto ao lixo produzido” – explica Caio Faro, voluntário do ISSB.

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Foto: Guilherme Pirá/ ISSB

Se você costuma frequentar praias, mas não participa de ações voluntárias de limpeza de praias, talvez seja a hora de enxergá-las de uma perspectiva diferente e engajar-se na defesa do meio ambiente.

Núcleo SC do Instituto Sea Shepherd Brasil desenvolve atividades de educação e conscientização ambiental

O Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), representando pelo Núcleo Santa Catarina, esteve presente ao evento “A nossa Pátria é a Natureza”, organizado pelo Coletivo SOMA, com a proposta de comemorar o dia 07 de setembro, educando e mobilizando as comunidades locais para a preservação socioambiental do sul da ilha de Florianópolis/SC.

Com a exposição de imagens dos fatores de ameaça ao berçário das Baleias Franca no litoral catarinense e das causas de redução da população de Botos Pescadores de Laguna, o ISSB informou os participantes acerca da necessidade de ações eficazes para a proteção destes cetáceos na região.

Stand do Núcleo SC/ ISSB

O público presente se mostrou interessado participando do abaixo-assinado em que se requer mais ações da APA da Baleia Franca em prol dos cetáceos, a ser encaminhado aos órgãos competentes, e protocolado nas ações judiciais movidas pelo ISSB na Justiça Federal em defesa do berçário e dos botos.

 No dia 13 de setembro, os voluntários da Sea Shepherd de SC realizaram um Jantar Vegano na Cidade de Laguna, para arrecadar fundos visando financiar as ações educativas e de proteção aos botos pescadores de Laguna.

O prato principal era um Strogonoff de proteína de soja, e quem experimentou, aprovou.
Todos os ingredientes foram selecionados com cuidado máximo para que nada de origem animal fosse utilizado. Os vegetais e as frutas também foram selecionados, preferindo-se os orgânicos.

O jantar foi um sucesso e o Núcleo SC agradece a todos que ajudaram na realização desse evento.

Voluntários do Núcleo SC que organizaram o jantar / ISSB

Preparação do jantar vegano/ ISSB

Já no dia 20 de setembro, o Núcleo Santa Catarina participou com um stand no IV Evento Cidade Melhor, no Horto Florestal do Córrego Grande em Florianópolis.

O evento teve o objetivo de conscientizar e orientar a população sobre o descarte correto e boas práticas para a sustentabilidade, e o stand divulgou os trabalhos do ISSB no Brasil, oferecendo também comidas veganas, que fez sucesso entre os que provaram.

Equipe Núcleo SC presente no evento “Cidade Melhor” / ISSB

Visitantes experimentando os sabores da cozinha vegana / ISSB

Massacre iminente de baleias piloto na baia de Taiji, Japão

Tradução: Igor Ramos, voluntário ISSB

O time de voluntários da Sea Shepherd em Taiji, Japão – Cove Guardians – farão transmissões ao vivo para que o mundo possa acompanhar o futuro de um grupo de 20 ou 25 baleias piloto capturadas no dia 25 e deixadas na baia da morte. Essa é a quinta captura de golfinhos da temporada e a primeira de baleias piloto.

Baleias Piloto capturadas antes de ontem em Taiji, Japão. Foto: Sea Shepherd

Dois jovens foram sequestrados de suas famílias e tem um futuro triste em cativeiro nas jaulas no porto de Taiji. A noite foi agitada uma vez que as baleias passaram mais de 16 horas sem comida. Baleias piloto raramente são selecionadas para a vida em cativeiro. Provavelmente os filhotes e seus pais serão brutalmente assassinados para servirem de comida para humanos, apesar de que suas carnes estão contaminadas com toxinas e mercúrio. A matriarca do grupo é a maior e mais valiosa baleia do grupo, pois é a que possui mais carne, e é, também, a primeira a ser morta. Os bebes quase não tem valor pois possuem pouca carne, então, muito provavelmente, serão devolvidos ao mar sem suas mães e acabarão morrendo de fome pois não sabem caçar ainda.

O quinto massacre da temporada 2014-2015. Foto: Sea Shepherd

O massacre de milhares de golfinhos nariz de garrafa, botos e pequenas baleias ocorre todos os anos em Taiji, Japão. Começa, normalmente no dia primeiro de setembro e continua até março do ano seguinte. Durante esse período, os caçadores encurralam famílias e grupos inteiros de golfinhos e pequenos cetáceos em pequenas jaulas e, sem qualquer piedade, matam a maioria de forma extremamente cruel. Os animais sangram lentamente até a morte ou se afogam no sangue de seus parentes. Esse imoral e covarde assassinato jamais deveria ser permitido em qualquer lugar do mundo.

O massacre anual em Taiji era desconhecido até 2003 quando a Sea Shepherd – organização internacional sem fins lucrativos de conservação marinha – divulgou de forma global filmagens e fotografias da infame baia da morte ou baia do sangue. Os Cove Guardians são o único grupo de ativistas em solo em Taiji durante o dia todo e durante todos os dias dos 6 meses de massacre desde que o massacre foi anunciado oficial em setembro de 2010.

Para assistir às transmissões conecte-se: http://www.seashepherd.org/cove-guardians/livestream.html/

Dois jovens sequestrados para a vida em cativeiro. Foto: Sea Shepherd

Núcleo RJ do Instituto Sea Shepherd Brasil participa da inauguração do Projeto “Corsário Carioca”.

‘Navio-pirata” utilizado pelo Projeto “Corsário Carioca”. Crédito: Raphael Jordão

No dia 08/09, o Núcleo Rio de Janeiro do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) participou como convidado da viagem inaugural do projeto “Corsário Carioca”. O convite partiu do Instituto Moleque Mateiro de Educação Ambiental, que juntamente com O Marinheiro e a ProjAct, idealizaram o projeto. Divulgar o conhecimento sobre a história da cidade do Rio de Janeiro é o objetivo, através de um barco-escola, onde foram também abordados temas como meio ambiente e geografia.

Público convidado sendo recepcionado pelos “piratas”. Crédito: Raphael Jordão

O público foi presenteado com um lindo dia ensolarado e recebido com uma encenação de uma batalha travada por portugueses que tentavam expulsar os invasores franceses. Um sósia de Johnny Depp, caracterizado como Jack Sparrow, personagem do filme “Piratas do Caribe”, representou os corsários franceses. Iniciando-se no Píer Santos Dumont, perto do aeroporto, passando pelos bairros da Glória, Flamengo, Botafogo, Urca e próximo à cidade de Niterói, o passeio durou cerca de três horas.

Público lotou a proa do “navio-pirata”. Crédito: Núcleo RJ - ISSB

A bordo de um navio com aparência das naus piratas do século XVII, os passageiros convidados realizaram um passeio temático pela Baía de Guanabara, recebendo lições do historiador Milton Teixeira, que contou parte da história de locais símbolos da cidade carioca, como as fortalezas de São João, no bairro da Urca, e de Santa Cruz, em Niterói; além das ilhas das Cobras, Fiscal e de Villegagnon, localizadas na Baía de Guanabara. Gisele Pontes, Ed Bastos, Raphael Jordão e Luiz André Albuquerque, voluntários do núcleo carioca, abordaram através de fotos colocadas nas paredes do navio, a questão do impacto do descarte irregular de resíduos sólidos nos oceanos e na vida marinha, tema que faz parte da campanha “Dirty Sea Project”, lançada pelo ISSB e a Revista Hardcore, em abril deste ano.

Trabalho de Educação Ambiental com convidados ao passeio. Crédito: Raphael Jordão

– Mãe e filho constatando o impacto do lixo na vida marinha. Crédito: Raphael Jordão

“Presenciamos algumas situações durante o trajeto, que reforçam um ponto que costumamos conversar durante as ações de sensibilização acerca do lixo marinho: A responsabilidade de cada cidadão no trato com seus resíduos sólidos. No popular, o que VOCÊ faz com suas embalagens a afins para que ela não se torne um problema ambiental. Enquanto comunidade, é nosso direito exigir políticas de saneamento básico, coleta seletiva, exigir que os órgãos competentes façam valer a política da logística reversa junto aos fabricantes, exigir que esses e o governo invistam em educação ambiental e ações de prevenção à geração de lixo marinho.

Mas onde foi parar o nosso dever? Pelo que Eu e os irmãos Shepherds à bordo pudemos conferir, foi parar nas águas escuras da Baía de Guanabara. Não é responsabilidade de nenhum gestor público, o que VOCÊ, cidadão, faz com a lata de bebida ou a sacola onde carregou as compras do mercado. Aliás, devia ter usado uma retornável, mas isso é para outra conversa. O que encontramos pela rota foram pedaços de descaso do cotidiano popular.

A maior parte era composta por plástico e plástico metalizado, do tipo das embalagens de “snacks”. Resíduos sólidos que quando corretamente descartados ajudam a poupar recursos naturais e deixam de impactar diretamente o ambiente da Baía de Guanabara. A pontinha de consolo que bateu foi ver esse lixo marinho boiado e não no estômago de um dos “Hugos” (nossas tartarugas da Baía) ou de aves marinhas. Com sorte, a maré jogou a maior parte destes resíduos nas areias e as companhias de limpeza urbana fizeram seu papel e as recolheram.

VOCÊ pode reduzir esse impacto! Pequenas ações individuais quando somadas fazem muita diferença para o ambiente. Vivenciamos isso em uma das praias da Baía de Guanabara. Hoje o lixo marinho gerado no local é insignificante e costuma ter visitantes não assíduos como protagonistas dessa obra. Temos uma grande tendência a preservar aquilo que conhecemos melhor. Faça a sua parte! Um ato simples como descartar corretamente latas e embalagens plásticas fazem uma diferença enorme! “ – comentou Ed Bastos.

Resíduos sólidos descartados irregularmente poluem a Baía de Guanabara e impactam o meio ambiente e a vida marinha. Crédito: Ed Bastos

Resíduos sólidos descartados irregularmente poluem a Baía de Guanabara e impactam o meio ambiente e a vida marinha. Crédito: Ed Bastos

Há a intenção de incluir o projeto nas comemorações do aniversário da cidade do Rio de Janeiro, que completará 450 anos, em 2015. A ideia já foi levada aos integrantes do Comitê Rio 450.

Agradecemos aos amigos do Instituto Moleque Mateiro de Educação Ambiental pelo convite e desejamos que o Projeto “Corsário Carioca” seja um veículo de conscientização ambiental contra o lixo marinho.

Os “piratas do Corsário Carioca” com os “piratas da Sea Shepherd”. Crédito: Raphael Jordão

“Bio na Rua 2014”: Instituto Sea Shepherd Brasil e a proteção dos tubarões

No último sábado (08/09), foi realizado mais uma edição do “Bio Na Rua” na Quinta da Boa Vista, projeto realizado pelo Centro Acadêmico de Ciências Biológicas da UFRJ. Com participação de outras instituições como o Instituto Estadual do Ambiente – INEA e Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores – MAQUA, o Núcleo RJ do Instituto Sea Shepherd Brasil – ISSB novamente esteve presente, abordando o tema da preservação dos tubarões.

Evento “Bio na Rua 2014”, na Quinta da Boa Vista/RJ. Foto:ISSB Núcleo RJ

 

O “Bio na Rua” teve como propósito multiplicar conhecimento entre a população e as organizações envolvidas com exposições das diferentes áreas de atuação de um biólogo, além de aproximar a ciência à sociedade civil. Crianças, jovens e adultos tiveram a oportunidade de conhecer os projetos desenvolvidos pelo Instituto Sea Shepherd Brasil e as campanhas da Sea Shepherd pelo mundo.

Voluntários do Núcleo RJ procuraram expor para os visitantes, um problema que vem acontecendo em toda a costa brasileira: a prática do “finning”, ou seja, a retirada das barbatanas de tubarão. O Brasil é o 10º maior fornecedor de barbatanas para o mercado asiático e grande parte das 200 toneladas exportadas são ilegais e obtidas por essa prática. A campanha em defesa dos tubarões é uma das principais campanhas do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Visitante recebendo informações de Luísa Sanches. Foto:ISSB Núcleo RJ

“Estamos próximos de um colapso no ecossistema marinho. Não é exagero, infelizmente é realidade. Os tubarões estão no topo da cadeia alimentar, caso sejam extintos, independente da espécie, toda a estrutura biológica marinha cairá. Inclusive o homem perecerá, todos os seres vivos estão ligados. Nunca esquecendo que vivemos em um planeta onde 2/3 da superfície é composta por água. Estamos em um momento crucial”, afirma Wendell Estol, biólogo e diretor geral do ISSB.

Além da abordagem de conscientização, os voluntários Grégor Salles, Luísa Sanches, Raphael Jordão e Raphaella Valadão, que integram o grupo de Educação Ambiental do Núcleo RJ desenvolveram atividades com as crianças, utilizando jogos e pinturas com diversos temas: poluição, biodiversidade e ambiente marinho. Tais atividades visam trabalhar de uma forma lúdica e acolhedora os referidos temas.

Raphaella Valadão e Luísa Sanches em atividade de EA com as crianças. Foto:ISSB Núcleo RJ

Visão parcial do stand do Núcleo RJ / ISSB. Foto:ISSB Núcleo RJ

O evento contou com uma participação grande de pessoas, mostrando mais uma vez o sucesso que é a iniciativa. Agradecemos a Comissão Organizadora do “Bio na Rua” pela nossa participação e quem desejar contribuir para continuidade do nosso trabalho, entre na página www.seashepherd.org.br e filie-se.

Assine também nossa petição “Salve os tubarões”, que visa a criação de uma moratória da pesca destes incríveis animais, mantenedores do equilíbrio dos oceanos: http://goo.gl/V8NOUg

Voluntários do Núcleo RJ e integrantes da Comissão Organizadora do evento. Foto:ISSB Núcleo RJ