Operação Furacão Silencioso repercute e MP Federal do Amapá resolve ingressar com ação judicial

O jornal “Portal da Amazônia” informou hoje que o Ministério Público Federal do Amapá ajuizou ações civil e criminal contra os proprietários das embarcações flagradas em fevereiro de 2007 massacrando 83 golfinhos da espécie sotalia fluvialis, para garantir a punição dos acusados.

As cenas documentadas pelo IBAMA e veiculado em rede nacional pela TV Globo mostram 83 golfinhos sendo submetidos à dor e sofrimento, tendo seus olhos e dentes arrancados por pescadores à luz do dia. A razão para esta pesca ilegal é a crença de que o olho do golfinho, quando carregado no bolso, “atrai dinheiro e mulher”. Também se faz uso dos dentes para a fabricação de colares.

No dia 27 de Julho de 2007, o Instituto Sea Shepherd ingressou com uma ação civil pública contra o Ibama de Amapá com pedido liminar na Jusiça Federal do mesmo estado requisitando informações sobre o caso. A ONG procurava através da ação judicial contra o do Ibama de Amapá informações sobre as cenas documentadas pelo próprio Ibama. O Ibama negou ter qualquer informação sobre o caso, mesmo tendo seus monitores dentro da embarcação.

No dia, 18 de Outubro de 2007, após dois meses de pressão sobre o Ibama do Amapá e a Polícia Federal de Belém, o Instituto Sea Shepherd obteve o nome do proprietário das embarcações responsáveis pelo massacre de golfinhos na costa de Macapá. Com a informação o Instituto Sea Shepherd Brasil ingressou com o processo judicial contra o proprietário da embarcação responsável pelo massacre.

“A Operação Furacão Silencioso tem grande importância na nossa luta pela preservação da vida marinha tendo em vista que a lei que protege os golfinhos é a lei de cetáceos, ou seja, a mesma que protege as beleias em nosso litoral. Vamos buscar uma indenização pecuniária à altura desta crueldade. Só nos resta falar a linguagem que estes criminosos entendem” – afirma Cristiano Pacheco, Diretor Jurídico Voluntário da Sea Shepherd Brasil.

Leia abaixo a notícia do Portal da Amazônia:

Matadores de botos podem pagar R$ 415 mil de indenização

RIO 19 de outubro de 2008 – O Ministério Público Federal ajuizou ações, civil e criminal, para garantir a punição dos proprietários dos pesqueiros de nomes “Graça de Deus IV e Damasco III”. Eles foram flagrados no ano passado durante uma matança indiscriminada de 83 botos da espécie sotalia fluvialis, ou guianensis. Eles poderão pagar R$ 415 mil de indenização.

No dia 11 de fevereiro de 2007, dezenas de botos surgiram ensanguentados quando as redes de pesca foram puxadas para o barco “Graça de Deus IV”. O barco “Damasco III” havia participado da matança, que aconteceu no Cabo Norte, na costa do Amapá e foi registrada em vídeo por um cinegrafista contratado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama)

Agora, os donos dos dois barcos envolvidos, ambos da cidade de Vigia de Nazaré, na costa paraense, podem ser condenados a pagar R$ 5 mil por animal morto. Os acusados são Jonan Queiroz de Figueiredo e João Dias da Silva.

O proprietário do barco Mendonça, Waldemar Chagas Mendonça, também está entre os réus, por ter comprado parte dos botos para usar a carne como isca na pesca de tubarão.

O processo civil pede uma indenização total de R$ 415 mil, pelos 83 botos mortos. Para garantir o pagamento, o MPF pediu o sequestro dos três barcos envolvidos.

No processo criminal, Jonan Queiroz e Waldemar Mendonça podem ser condenados a penas que variam de um a três anos de prisão.

A pesca de cetáceos é totalmente proibida no Brasil pela lei 7.643, de 1987.

Os botos mortos são do mesmo tipo considerado ameaçado pela União Internacional pela Conservação da Natureza. Eles vivem nos rios da Amazônia e na costa marítima brasileira, de Santa Catarina ao Amapá.

Fonte: Portal Amazônia-GC.

A Sea Shepherd afirma que o problema da pesca predatória e ilegal e do massacre de golfinhos se estende por todo o litoral brasileiro de forma descontrolada, e que o caso dos golfinhos do Amapá não é um caso isolado. Golfinhos são capturados, mortos e vendidos ainda em alto mar por criminosos ambientais para fazerem de sua carne isca para a captura de tubarões. Tubarões são sacrificados por suas barbatanas que são vendidas ilegalmente ao mercado asiático para servir de sopa de barbatanas e para o mercado farmacêutico para a fabricação de pílulas de cartilhagem. No Brasil, a crença de que o olho do golfinho, quando carregado no bolso, “atrai dinheiro e mulher” e o uso dos dentes para a fabricação de colares, também são motivos do massacre destes animais.

“O nome Furacão Silencioso dado à operação é uma homenagem ao silêncio do Ibama e à inércia da Justiça Federal. O furacão é uma referência a nossa intenção em promover com esta ação judicial uma séria investigação sobre as empresas que estão se beneficiando com esses massacres”, disse Daniel Vairo, Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd.

Animal Planet acompanha a equipe da Sea Shepherd Conservation Society ao fim do mundo na nova série de TV, Guerra das Baleias

A Sea Shepherd está muito contente em anunciar que na sexta, 7 de novembro, o canal Animal Planet irá exibir a estréia de Guerra das Baleias, as 9:00 horas, nos Estados Unidos e, internacionalmente, no início de 2009.

Durante a campanha da Sea Shepherd em defesa das baleias na Antártida: Operação Migaloo, em 2007/08, o canal Animal Planet teve uma equipe de filmagem a bordo, uma campanha que salvou a vida de aproximadamente 500 baleias, deixando a frota japonesa com menos da metade de sua cota, o que custou a eles milhões de dólares. Esta nova série, dividida em sete capítulos com uma hora de duração, acompanhou a tripulação do navio da Sea Shepherd, Steve Irwin, e suas técnicas de ação direta e não-violenta, arrebanhando atenção de toda mídia internacional nos esforços para acabar com a frota baleeira japonesa ilegal e fazer valer a lei de conservação internacional.

A série chama atenção para este problema que deflagrou uma controvérsia global acerca da prática ilegal da caça às baleias sob o disfarce da pesquisa e causou stress político entre varias nações. Esta campanha foi de um êxito especial. Pelo terceiro ano consecutivo, a Sea Shepherd estava apta a manter a frota baleeira japonesa longe de atingir sua auto-imposta cota, salvando centenas de baleias. A Operação Migaloo foi muito intensa, com múltiplos confrontos com o navio baleeiro, naufrágio, reféns, tiros e o canal Animal Planet a bordo, registrando como tudo aconteceu.

A apresentação será focada na dedicação da tripulação da Sea Shepherd em acabar com a caça ilegal de baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico. A série registra os três meses de campanha através dos oceanos congelados da Antártida. “Esta é uma oportunidade para milhares de pessoas no mundo todo acordarem para o fato de que centenas de baleias estão sendo ilegalmente abatidas sob a desculpa da dissimulada pesquisa e nós, seres humanos, temos que dizer que basta!”, disse Jonny Vasic, Diretor de Vídeo e Filmagem da Sea Shepherd.

Para informações adicionais, fotos e um preview da série, visite:

http://animal.discovery.com/tv/whale-wars/

Traduzido por: Heloísa Priedols, tradutora voluntária da Sea Shepherd Brasil

Governo japonês apoia matança criminosa de golfinhos em Taiji .


Surfistas se unem em protesto contra assassinatos sistemáticos

“A cena é chocante. Um bando de sessenta golfinhos listrados é encurralado em uma pequena enseada por um bote com quatro homens. Utilizando facas e arpões, os pescadores começam a matar os animais de maneira dolorosa e lenta. Os golfinhos, que quando acuados jamais se afastam do grupo, não tentam fugir. Nem sequer atacam o mergulhador que vai jogando os animais feridos para dentro do barco. O mar fica tingido de sangue – com uma tonalidade de vermelho que lembra o sangue humano”. Este parágrafo faz parte de um texto publicado pela Revista Veja em 2003, quando pela primeira vez, o mundo viu escancarado nas manchetes dos jornais o que pescadores japoneses faziam em Taiji.

Cerca de 25 mil golfinhos são assasinados indiscriminadamente entre os meses de outubro e dezembro em nome da alimentação humana e porque há 400 anos isso é feito e porque não, considerado normal pela população. O governo japonês nunca se pronunciou à respeito das denúncias. No entanto, baixou uma lei que é proibido filmar e documentar de qualquer modo a matança destes mamíferos. O objetivo do governo é coibir a divulgação, jamais assumir o absurdo. O apoio à matança é claro. Na ocasião, companheiros de luta da Sea Shepherd Conservation Society foram presos. Eles estavam sendo inconvenientes. De lá para cá, a luta ficou mais firme e os japoneses expostos à critica mundial, mas a morte ainda é sistemática.

Mais recentemente, em outubro passado, o Sea Shepherd e 22 amigos surfistas dos grupos Surfers for Cetaceans, Save the Waves, Minds in the Water, and The Whaleman Foundation protestaram em uma baía onde milhares de golfinhos já foram mortos. Com um belo círculo dentro da água, rezaram e pediram “pelo amor de Deus” que aquilo parasse. É claro que polícia não se conteve e deu uma passada por lá para “colocar ordem na baderna”. A pergunta que fica no ar é: por quê?

Em um mundo onde se fala em sustentabilidade e manutenção do Planeta, a guerra entre comércio e meio ambiente é cada vez mais acirrada. Para ganhar a batalha, o Sea Shepherd está atualmente em campanha educacional no Japão. Voluntários informam para um número cada vez maior de pais, alunos e instituições educacionais sobre o consumo de carne de mamíferos aquáticos na alimentação escolar, um dos pontos de escoamento da carne conseguida por meio de abate cruel. Há um alto grau de metais pesados nestes animais, logo, é um “tiro no pé” para saúde humana.

Além de golfinho, os japoneses são também os maiores caçadores de baleia. Por mais que a matança seja defendida pela máxima da alimentação humana, não se pode aceitar a insistência nipônica em dizimar espécies ameaçadas de extinção.
O Japão tem direito a caçar pouco mais de 400 baleias minke por ano, teoricamente para fins científicos, mas que na verdade abastecem a indústria alimentícia do país. Essa cota representa apenas 2% do que os japoneses costumavam tirar do mar na década de 60. Com a proibição da caça comercial em 1986, o Japão e outros países passaram a caçar mais golfinhos. A Comissão Baleeira Internacional, que regula a atividade, não pode controlar a matança de golfinhos porque eles são caçados na costa marítima dos países, e não em águas internacionais, como as baleias. As Ilhas Salomão, no Oceano Pacífico, e as Ilhas Faroe, um território dinamarquês no Atlântico Norte, caçam sistematicamente golfinhos, anualmente como ritual de passagem para a vida adulta entre os rapazes. É uma banho de sangue, uma estupidez humana sem tamanho As 67 espécies de golfinhos (25 delas no Brasil) se reproduzem muito lentamente. Em média, um filhote a cada três anos por fêmea.

Mamíferos como nós, os golfinhos são dotados de uma espécie de fala. Emitem sons pelo orifício respiratório, situado no alto da cabeça, que servem para identificar cardumes de peixes e para comunicação com outros golfinhos. São capazes de se reconhecer em espelhos e têm até uma cultura: pesquisadores descobriram que os filhotes aprendem com as mães técnicas de caça que outros indivíduos da mesma espécie não conhecem. Seres inteligentes, porém indefesos contra arpões e armas de toda sorte.

Estamos aqui para denunciar, conscientizar e agir. Filie-se a nós e dê a sua contribuição com o seu tempo, com seu talento, com a sua participação.

Por Cláudia Palaci
Jornalista voluntária da ONG Sea Shepherd Brasil
com informações da Revista Veja

Guerra sob o sol nascente

O governo japonês e a mídia andam fabricando fatos e distorcendo a verdade, num esforço para demonizar a Sea Shepherd Conservation Society aos olhos da população japonesa.

O jornal Mainichi Daily reportou essa semana que a Sea Shepherd planejou um ataque aos navios baleeiros com aviões de controle remoto.

Membros do grupo Sea Shepherd Conservation são suspeitos de planejar atacar a frota de pesquisa baleeira japonesa usando aviões radio-controlados pintados como Zeroes da Segunda Guerra Mundial, de acordo com a polícia de Tókio, da agência de segurança pública, em informação apresentada seguindo à divulgação do mandado de captura a três membros do grupo ativista na segunda-feira (The Mainichi Daily – 19 de agosto de 2008).

É claro que isso é uma novidade para nós.

O relato dizia:

Fontes dizem que em 12 de fevereiro de 2007 o navio da Sea Shepherd abordou o navio baleeiro japonês Kaiko Maru e colocou dois aviões de radio-controle, pintados como os bombardeiros imperiais Navy Zero no deck. A polícia disse que os aviões provavelmente carregava produtos químicos e suspeita que os aviões seriam seriam usados em uma caçada. (The Mainichi Daily).

A questão aqui é onde estão as fotos? A tripulação do Kaiko Maru filmou tudo o que aconteceu naquele dia e as fotos estão por todo o website, e não há uma única foto dos alegados aviões. E eu posso assegurar que se a Sea Shepherd tivesse esses aviões, nós os usaríamos. De qualquer forma, nós os equiparíamos com câmeras e não com produtos químicos. A polícia está especulando uma invenção sem um fragmento de evidência que suporte qualquer uma dessas alegações.

A frota baleeira japonesa foi impossibilitada de garantir sua cota de matança por três anos seguidos graças aos esforços da Sea Shepherd. Os baleeiros estão perdendo dinheiro e isso os deixa incrivelmente desesperados.

O que eles estão tentando fazer é retratar os defensores das baleias como vilões e os assassinos de baleias de vitimas. É claro que isso é uma tarefa difícil de cumprir para os homens que enchem os oceanos com sangue de baleias vitimadas e torturadas.

Então, o que lhes resta fazer é atirar palavras como “terroristas” e “militantes” em toda oportunidade. As ações da Sea Shepherd são constantemente descritas como “violentas”, sem levar em conta o fato que em mais de três décadas de campanhas, a Sea Shepherd Conservation Society nunca foi responsável por causar uma única injuria a qualquer pessoa, em qualquer lugar. É um recorde indiscutível apesar de tudo.

A mídia japonesa constantemente acusa a tripulação da Sea Shepherd de atirar “ácido” nos decks dos navios baleeiros e alguns noticiários afirmaram que derramamos ácido nas faces das baleias. Novamente, nenhuma foto das vítimas foi produzida e a verdade é que a mídia japonesa está usando a distorção e meias-verdades para apresentar suas mentiras.

A tripulação da Sea Shepherd atirou até hoje somente duas substâncias nos decks dos navios baleeiros japoneses. A primeira eram garrafas de “gordura podre”. Essa é uma substãncia extremamente mau-cheirosa e é não-tóxica, não queimando a pele ou cegando ninguém. As mentiras distorcidas está no fato de que a gordura podre é tecnicamente chamada de ácido bútrico, como um suco de laranja é chamado tecnicamente de ácido cítrico e o leite contém ácido láctico.

A segunda substância é metil-celulose e é um produto alimentício que é usado para encapar pílulas, tornando-as mais fáceis de engolir. Essa é uma substância extremamente escorregadia e torna difícil o processo de cortar os pedaços de baleia no deck.

Nós chamamos essa tática implantada como não-tóxica, orgânica e uma forma biodegradável de guerra química.

As táticas da Sea Shepherd são concebidas para não causarem danos e serem divertidas, também.

Durante a última campanha os baleeios foram capturadas em uma série de mentiras.

Depois de destinar dois membros da nossa tripulação para o mastro e os carris do navio arpoador, eles negaram nosso feitio e disseram que nós somos fabricantes de histórias. Graças ao uplink do nosso satélite, nós conseguimos reunir fotos e vídeo de Giles Lane e Benjamin Potts presos aos carris e então ao mastro do Yushin Maru. Eles negaram que atiraram Benjamin Potts ao mar mas, novamente, as ações foram gravadas pelas câmeras da Sea Shepherd.

Quando a Sea Shepherd noticiou que haviam oficiais da guarda costeira japonesa nos botes baleeiros, o governo japonês, a principio, negou, até queproduzimos imagens de vídeo dos oficiais em seus uniformes. Eles então negaram que os oficiais estava armados, até que produzimos imagens mostrando claramente que eles estavam armados.

É ilegal que unidades militares operem armadas na Zona do Tratado da Antártida.

Durante o confronto que eu fui atingido por um tiro, os baleeiros primeiro noticiaram que as autoridades australianas haviam disparado tiros de alerta. Depois que a notícia que eu havia sido atingido, eles negaram que algum tiro tivesse sido disparado. De qualquer forma, nossas câmeras flagraram o áudio das notícias dos tiros e eu fui pego pela câmera imediatamente após receber o tiro. O buraco deixado pela bala não aparecia no começo da campanha mas ficou bem aparente depois.

A guarda costeira japonesa atirou granadas de efeito moral na tripulação da Sea Shepherd. O governo japonês negou o feitio e descreveu a ordem como “bolas explosivas”.

Laurens De Groots, membro da tripulação da Sea Shepherd e oficial formada da polícia holandesa reconheceu e descreveu as granadas como as usadas para combater os gângsters. As granadas explodindo foram filmadas e uma delas acertou um cameraman do Animal Planet no pé.

Mas a maior mentira de todas é que os baleeiros japoneses estão conduzindo “pesquisas” sobre as baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico.

Essa é uma mentira que ninguém fora do Japão acredita, incluindo os governos da Austrália e Nova Zelândia.

Outra mentira é que o massacre das baleias é humano o que, é claro, qualquer pessoa racional e ponderada concorda ser impossível. Baleias não podem ser mortas humanamente e leva-se de 10 minutos a uma hora para matar uma baleia grande, elas sofrem uma horrível agonia durante esse tempo e isso tudo foi documentado centenas de vezes em vídeos que partem o coração, que os japoneses desdenharam como “emocionais”.

O Japão vem trabalhando arduamente para marginalizar a Sea Shepherd e conseguir lobby dos governos para se oporem às nossas intervenções contra suas operações ilegais de matança às baleias. A recente emissão de mandados de detenção contra três tripulantes da Sea Shepherd é uma tentativa de intimidar o restante dos membros.

Não vai funcionar. Nada pode nos deter. Nós não sairemos do Oceano Antártico e nós não entregaremos as vidas das baleias ao massacre para a fictícia pesquisa dessa frota industrial de matança ilegal.

Nós aceitamos esse conflito com comedimento e paciência e em nenhuma ocasião colocamos a vida de um baleeiro japonês em perigo. Nós não prejudicamos um único baleeiro japonês e nós não temos a intenção de fazer isso.

A investigação forense da colisão entre o navio da Sea Shepherd Robert Hunter e o baleeiro Kaiko Maru pela policia federal australiana demonstrou que o baleeiro foi quem abalroou o navio da Sea Shepherd. As vigas de suporte a estibordo da proa do Robert Hunter foram retorcidas para a frente porque o navio foi atingido por trás pelo Kaiko Maru. Se o Robert Hunter tivesse atingido o baleeiro, as vigas de suporte teriam retorcido para trás com a colisão.

Sempre foi dito que a primeira desculpa para a guerra é a verdade. Durante a Segunda Guerra Mundial, os japoneses eram peritos em distorcer a verdade em sua propaganda. Tokyo espalhava informações como um agricultor espalha esterco. Os americanos, britânicos e australianos foram demonizados como bárbaros e foram escravizados, torturados e assassinados. E como eles foram assassinados, violados e pilhados eles repudiaram a falta de sentido no fato dos japoneses serem vitimados pelo resto do mundo por estarem lutando em defesa própria quando, na verdade, era uma guerra imperialista.

O abominável massacre de uma das criaturas mais gentil e inteligente do mundo – as baleias, é apenas um outro exemplo da violência bárbara implantada e justificada em nome da honra e cultura japonesas.

Eles podem nos demonizar, eles podem nos marginalizar, eles podem nos atacar, nos prender, perseguir e atirar em nós, mas eles nunca vão nos impedir de intervir contra essa brutal e ilegal atividade no Santuário das Baleias da Antártida.

A operação Musashi da Sea Shepherd está há apenas alguns meses de ser implantada. O Japão está arduamente insistindo com a Austrália e a Nova Zelândia para nos impedir. Nós passaremos pelos obstáculos que venham a surgir e nos manteremos determinados a atingir o objetivo de fazer qualquer coisa não-violenta para derrubar e parar o massacre das baleias pelo poder imperialista do Japão, notoriamente a cruel e violenta frota baleeira.

Fonte: Comentários do Capitão Paul Watson – Fundador e presidente da Sea Shepherd Conservation Society

Sabe aquele ditado? De grão em grão…

A inspiração do artigo deste mês vem de uma frase do grande cientista Albert Einstein – “O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer”. O raciocínio é simples: haja em prol da justiça.

A consciência de que a denúncia e a cobrança por reparo aos danos ambientais tem feito do Instituto Sea Shepherd Brasil, um instrumento eficiente de combate ao abuso do homem em relação à vida marinha.

Neste ano, o jurídico da Sea Shepherd movimenta 10 processos contra réus acusados de degradação ao meio ambiente, em especial à matança de golfinhos no litoral do Amapá e pesca predatória em diversos estados. A frente dos trabalhos está o advogado (voluntário) gaúcho Dr. Cristiano Pacheco.

Justiça bem feita!

Em fevereiro de 2006, após uma ação movida pela Sea Shepherd, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) condenou o réu Henri Xavier a interromper a pesca predatória de arrasto na costa do Rio Grande do Sul sob pena de multa diária; a utilizar redes com escape para animais de grande porte (dispositivo exclusor de tartarugas-DET) e indenização de aproximadamente R$ 770 mil. O dinheiro – que colaborará com a luta da ONG na proteção da vida marinha – , ainda não foi pago, mas as atuações criminosas já cessaram.

Não fechar os olhos para os crimes é o primeiro passo para que a justiça se faça. A indignação e a denúncia são “armas do bem” que abrem caminhos para os trabalhos da lei. No Brasil há leis ambientais que quando desrespeitadas incorrem em crimes que devem ser punidos. Quando a lei se faz presente e o combate frontal contra estes crimes acontecem, provocamos o temor naqueles que ignoram o direto à vida de seres marinhos e às leis que os protegem. Processar, cobrar, fiscalizar são ações que combatem a impunidade. Quando um cidadão age deste modo, ele grita – a plenos pulmões -, que ele acredita e promove a justiça.

Massacre de golfinhos

Desde 2007 tramita na justiça do Amapá um processo movido contra Jonan Queiroz de Figueiredo, proprietário da embarcação Graça de Deus IV que foi flagrada pelo Ibama em julho daquele ano matando 83 golfinhos.
Na ocasião, a Rede Globo de Televisão veiculou imagens cedidas pelo Ibama/AP onde aparecem os criminosos da embarcação arrancando os olhos e dentes dos golfinhos à luz do dia. Quando questionados pelo Sea Shepherd, o Ibama negou ter qualquer informação sobre o caso, mesmo tendo seus monitores à bordo. Devido ao descaso do órgão público e uma batalha difícil travada na ocasião para se descobrir o nome dos pescadores criminosos, a ação judicial recebeu o apelido de “Furacão Silencioso”, já que as informações eram blindadas por àqueles que TEM O DEVER DE DEFENDER A FLORA E A FAUNA NACIONAL – IBAMA.

A Sea Shepherd afirma que o problema da pesca predatória e ilegal e do massacre de golfinhos se estende por todo o litoral brasileiro de forma descontrolada, e que o caso dos golfinhos do Amapá não é um caso isolado. Golfinhos são capturados, mortos e vendidos ainda em alto mar por criminosos ambientais para fazerem de sua carne isca para a captura de tubarões. Tubarões são sacrificados por suas barbatanas que são vendidas ilegalmente ao mercado asiático para servir de sopa de barbatanas e para o mercado farmacêutico para a fabricação de pílulas de cartilhagem. No Brasil, a crença de que o olho do golfinho, quando carregado no bolso, “atrai dinheiro e mulher” e o uso dos dentes para a fabricação de colares, também são motivos do massacre destes animais.

Denuncie! Lute!

É por atrocidades como estas que pessoas engajadas na luta pela vida devem continuar fortes na fé e na esperança da vitória. O processo continua e o réu já sente-se acuado porque sabe que “estamos de olho” nele e em seus comparsas. Os bens do réu já foram bloqueados, ou seja, ele não tem mais poder sobre o próprio dinheiro. De acordo com o advogado da Sea Shepherd, o parecer da Justiça tem tudo para ser favorável a nós. Caso condenado, o réu terá que pagar indenização entre outras punições. Inclusive, poderá ir para a cadeia.

NUNCA DEIXE DE DENUNCIAR E COLABORAR COM INVESTIGAÇÕES. Nosso apelo é para que a chama da justiça não se apague e que a confiança em ações contra os criminosos não cesse, pois elas dão certo.

DENUNCIE QUALQUER CRIME AMBIENTAL NA TERRA OU NA ÁGUA PELO NÚMERO 0800-618080 DO IBAMA NACIONAL.

Estamos aqui para denunciar, conscientizar e agir. Filie-se a nós e dê a sua contribuição com o seu tempo, com seu talento, com a sua participação.

Por: Cláudia Palaci
Jornalista voluntária da ONG Sea Shepherd Brasil

A partir de novembro, o INSTITUTO SEA SHEPHERD BRASIL iniciará novo ciclo de cursos de capacitação “Ações para Salvar Animais Marinhos em Derrames de Petróleo” em diversas cidades do Brasil. O curso será oferecido inicialmente no Instituto Ecológico Aqualung, no Rio de Janeiro (RJ).

Informações e inscrições:

Carga Horária – 18 horas/aula

Data das aulas: 03 e 04 de novembro de 2008

Horário: 8h30 às 17h20

Instituto Ecológico Aqualung
Rua do Russel, 300 / 401, Glória, Rio de Janeiro, RJ. 22210-010
Tels: (21) 2558-3428 ou 2558-3429 ou 2556-5030
Fax: (21) 2556-6006 ou 2556-6021
E-mail:instaqua@uol.com.br
Site: http://www.institutoaqualung.com.br

A partir de outubro, o INSTITUTO SEA SHEPHERD BRASIL iniciará o ciclo de cursos de capacitação jurídica “Ações Civis Públicas em Defesa dos Ecossistemas Marinhos” em diversas cidades do Brasil. Os cursos serão oferecidos inicialmente na Universidade Luterana do Brasil – ULBRA, em Canoas (RS) e no Instituto Ecológico Aqualung, no Rio de Janeiro (RJ).

Local dos cursos:

– Universidade Luterana do Brasil – ULBRA (Canoas, na Grande Porto Alegre)

Data: 14 a 25 de outubro de 2008 (40 horas/aula)

Horário: 19h às 22h

Informações e inscrições:

Universidade Luterana do Brasil – ULBRA
Av. Farroupilha, nº 8001 • Bairro São José • Canoas/RS
Fone: (51) 3477-9166 (Extensão)
E-mail: extensao@ulbra.br ou cristianopacheco@seashepherd.org.br
Site: http://www.ulbra.br

– Instituto Ecológico Aqualung (Rio de Janeiro)

Dias 17 e 18 de novembro de 2008. (18 horas/aula)

Horário: 8h30 às 17h20

Informações e inscrições:

Instituto Ecológico Aqualung
Rua do Russel, 300 / 401, Glória, Rio de Janeiro (RJ)
Fone: (21) 2558-3428 ou 2558-3429 ou 2556-5030
E-mail:instaqua@uol.com.br
Site: http://www.institutoaqualung.com.br