O Japão irá fornecer suporte anti-caça à República do Palau?

Após pressão agressiva do governo japonês, o presidente Johnson Toribiong da República de Palau, infelizmente, decidiu retirar-se do acordo feito em março de 2011 com a Sea Shepherd Conservation Society, que teria autorizado uma patrulha nas águas territoriais de Palau para proteger tubarões, tartarugas, arraias e outras espécies marinhas do arquipélago.

O governo japonês prometeu providenciar para Palau um navio de patrulha e apoio financeiro como uma alternativa para o envolvimento da Sea Shepherd. A Sea Shepherd está otimista de que o Japão se ofereceu para proteger o santuário de maneira sincera, e que não é apenas um truque para rejeitar a intervenção da Sea Shepherd contra caçadores ilegais, cuja captura, em sua grande maioria, acaba no mercado de peixe japonês.

A Sea Shepherd congratula-se com a notícia de que o Japão irá reforçar e ajudar Palau a cumprir as leis que protegem o santuário marinho da República de Palau, e fornecer os navios e apoio para tornar isso possível. A Sea Shepherd vai, naturalmente, seguir atentamente os progressos desta campanha de proteção do meio marinho. Caso o apoio do Japão não se materialize, a Sea Shepherd terá o prazer de voltar a oferecer apoio a Palau nesta importante missão.

O Presidente Toribiong deve ser elogiado por sua preocupação e desejo de erradicar a caça de tubarões nas águas do seu país. A Sea Shepherd aplaude a coragem do Presidente em falar sobre essas questões enquanto outros líderes nacionais, especialmente os líderes das nações poderosas, se recusam a abordar.

A proteção dos tubarões continua a ser um foco importante para a Sea Shepherd, e já está em discussão em diversas outras ilhas do Pacífico, que estão ansiosas para trabalhar conosco na defesa dos seus ambientes marinhos. O Bob Barker, que está em reparação e manutenção, estará pronto a tempo de cobrir o Oceano Antártico se os baleeiros japoneses retornarem este ano, mas se não retornarem, então ele irá patrulhar o Pacífico, na defesa dos tubarões.

Não faltam caçadores no sul do Pacífico e, portanto, não faltam operações de pesca ilegal para a Sea Shepherd intervir.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do ISSB.

Dez barcos de pesca de atum azul são detidos na França

A Sea Shepherd Conservation Society está monitorando de perto os dez barcos de pesca de propriedade libanesa e de bandeira francesa, confinados ao porto mediterrâneo de Sete com as licenças canceladas, de propriedade de empresas líbias com ligação ao tirano governante da Líbia, Muammar Gaddafi. Se qualquer uma dessas embarcações conseguirem afastar-se do porto de pesca com as licenças canceladas, a Sea Shepherd estará em suas trilhas para impedi-los de capturar o atum azul de forma ilegal, uma espécie altamente ameaçada.

A Sea Shepherd está preparada para intervir contra qualquer operação de pesca do atum azul nas águas ao largo da costa da Líbia, onde toda a pesca do atum azul é agora proibida.

A Sea Shepherd solicita apoiadores locais em Sete para ficar de olho nestas embarcações e relatar imediatamente qualquer atividade suspeita, como preparações a bordo, ou se um barco escapar das autoridades locais ou da Sea Shepherd. As fotos dos dez barcos detidos na França estão abaixo.

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Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do ISSB.

Navios da Sea Shepherd patrulharão a Zona de Guerra Líbia atrás de pescadores ilegais

Foto: Gary Stokes

Foto: Gary Stokes

Começando no próximo mês, dois navios da Sea Shepherd Conservation Society  entrarão nas águas à costa da Líbia, área declarada como em estado de guerra desde que as forças rebeldes apoiadas pela OTAN lutam para derrubar o ditador despótico Muammar Kadafi, com o objetivo de interceptar pescadores ilegais de atum-rabilho e libertar quaisquer peixes pegos de modo ilegal, numa tentativa de salvar a espécie da eminente extinção.

As águas territoriais da Líbia foram declaradas pela OTAN zona interditada para voos, o que significa que a vigilância contra a pesca ilegal estará especialmente ausente na região. A OTAN não se interessa por operações de pesca ilegal e nenhum inspetor da União Européia nem da Comissão Internacional pela Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT) terão permissão de entrar na zona de guerra.

A Fundação Greenpeace não estará conduzindo nenhuma campanha em defesa ao atum, o que significa que a única proteção para o altamente ameaçado atum-azul será a presença dos dois navios da Sea Shepherd: o navio almirante Steve Irwin e o navio de interceptação rápida que será em breve renomeado. A única aeronave não militar na zona será o helicóptero da Sea Shepherd, Nancy Burnet à bordo do Steve Irwin.

Esta campanha será perigosa, mas o atum-azul corre risco de extinção em alguns anos caso não sejam efetivamente protegidos, e a Sea Shepherd não os abandonará. No ano passado, durante a primeira Operação Fúria Azul, em 2010, os tripulantes da Sea Shepherd localizaram e interviram contra a operação de pesca ilegal, libertando aproximadamente 800 atuns-azul.

A presidente da Sea Shepherd França, Lamya Essemlali, participou de uma reunião com o Diretório-geral para Assuntos Marinhos e Pescas da Comissão Européia em 6 de maio de 2011. Como resultado disso, a Comissão acompanhará as atividades da campanha Sea Shepherd em junho. Ao final da campanha, a Sea Shepherd também preparará um relatório completo para a Comissão sobre o desenrolar da campanha. Antes de agir para libertar qualquer pesca ilegal, a Sea Shepherd irá conferir com a comissão para certificar a potencial ilegalidade das naves interceptadas.

Este ano, o atum-azul terá alguma trégua, já que quase a metade da frota francesa de atum-azul permanecerá em porto devido ao cancelamento de todas as permissões de pesca para as águas líbias de todos os barcos de propriedade líbia e registro francês. Dez dos barcos de atum que operam no porto mediterrâneo de Sete, a cerca de 185 km da cidade de Toulouse, estarão confinados ao porto por serem de propriedade de companhias líbias ligadas a Kadafi.

O conflito levou a um atraso no envio da Líbia de seus pedidos de quotas para a pesca de atum-azul do Atlântico em 2011 para a sede em Madri da ICCAT, que determinou as quotas ao final do ano passado e concedeu as permissões em meados de abril. A quota líbia foi cancelada. “Em razão da guerra na Líbia, cerca de cem pescadores de Sete não sairão para o mar este ano”, disse Raphael Scannapieco, proprietário de cinco barcos de atum, três dos quais registrados na Líbia.

A quota líbia teria sido estabelecida em 902 toneladas, de um total de 12.900 toneladas para todas as nações na temporada de 2011, que começa em 15 de maio. Entretanto, não será permitida pesca alguma em águas Líbias este ano, tornando o trabalho da Sea Shepherd, de identificar e interferir nas atividades de pesca ilegal, muito mais fácil do que no ano passado.

“Os lucros da pesca ilegal do atum-azul são enormes”, disse Essemlali, Presidente da Sea Shepherd França. “Este tipo de empreendimento de lucro rápido tem o potencial de atrair o elemento criminoso e precisamos tomar todas as precauções para nos defender de qualquer ataque violento”. A tripulação de convés e os oficiais da ponte da Sea Shepherd foram equipados com coletes à prova de balas para esta campanha, para o caso de que os pescadores ilegais estejam armados e sejam potencialmente violentos.

A Sea Shepherd não fará nenhuma intervenção contra operações legais de pesca de atum, muito embora consideremos que quaisquer assim chamadas “quotas legais” sejam grosseiramente irresponsáveis, ao se ter em conta a recente diminuição do atum-azul devido à sua pesca excessiva e à mortalidade causada pelo derrame de óleo da BP no Golfo do México, local de desova do atum-azul do atlântico.

França, Itália e Espanha pescam a maior parte do atum-azul do Atlântico consumido no mundo, e 80% da pesca é vendida ao Japão. O atum-azul pode pesar até 650 kg e é encontrado no Atlântico Norte, no Golfo do México e no Mar Mediterrâneo, onde grandes pesqueiros comerciais, muitas vezes, engordam os peixes capturados em cercados flutuantes.

O Capitão do Porto em Sete, França, Phillippe Friboullet, disse que as autoridades seriam informadas caso algum barco de propriedade líbia deixasse o porto sem as licenças de pesca requeridas. Podem-se esperar pescadores ilegais da Líbia, de Malta, Itália, Espanha, Tunísia e da Turquia.

“Estaremos armados com os regulamentos e estaremos em contato com a OTAN e a Comissão da União Europeia no caso de encontrarmos qualquer atividade suspeita”, disse o fundador e presidente da Sea Shepherd, capitão Paul Watson. “Qualquer arrastão ou cercado de atum-azul encontrado em águas líbias será interceptado e terá suas redes cortadas para libertar os peixes. Este ano, é tolerância zero contra essas operações de pesca ilegal e qualquer peixe em qualquer rede que encontrarmos em águas líbias será libertado e solto”.

Por favor, apoie nossos esforços para defender e proteger o atum-azul – uma espécie ameaçada!

Traduzido por Carlinhos Puig, voluntário do ISSB.

Brasil mantém postura de oposição à caça de cetáceos junto a Comissão Internacional Baleeira (CIB)

A reunião do governo brasileiro com a sociedade civil para discutir a manutenção da oposição do país frente à pesca de cetáceos ocorreu no último dia 03/05, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Além de representantes governamentais, entidades de defesa do meio ambiente marinho estiveram presentes, entre elas o Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), Greenpeace, Centro de Conservácion Cetácea, Instituto Aqualie, Instituto Baleia Jubarte Instituto Justiça Ambiental (IJA) e Onda Azul.

Na oportunidade o governo brasileiro reafirmou seu compromisso em ser voz contrária à caça de cetáceos, praticada principalmente pelos japoneses, com aval da CIB.

As ONGs levantaram muitos pontos importantes como a necessidade de incluir na agenda da reunião a proposta de criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, que o Grupo de Buenos Aires (formado por países latinos) retome sua pró-atividade presente nas reuniões anteriores e exija que a CIB seja para a conservação e não para a caça de baleias.

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Entre os pontos ressaltados está a exigência de que não exista qualquer tipo de acordo consciencioso ou flexível que permita a caça de cetáceos, que é a principal reivindicação do governo japonês junto a CIB. Para Fábio Vaz Pitaluga, Ministro Chefe da Divisão do Mar, “o Brasil não mudará sua posição conservacionista e irá participar da reunião deixando claro que deseja o fim da caça de baleias na região Antártica”.

Outro ponto importante é a possibilidade da terceirização das atividades de caça por parte dos japoneses junto a outros países baleeiros como Noruega, Islândia e Dinamarca, uma vez que devido as ações da Sea Shepherd na Antártida a caça naquele santuário está se tornando economicamente inviável a indústria baleeira japonesa.

Outra preocupação dos ambientalistas é o atraso com relação ao pagamento da cota do governo brasileiro. Para que os países tenham direito a voto na reunião é necessário pagar uma cota de 17 mil libras, a qual o Brasil ainda não pagou. Se até a data limite o país não tiver saldado essa dívida, todas as propostas conservacionistas brasileiras podem vir por água abaixo sem o direito de apresentá-las e votá-las.

Importante ressaltar o pedido do governo brasileiro para que as organizações civis forneçam dados para sustentar e reafirmar que desenvolvimento de projetos que venham a corroborar com a posição de que a observação de cetáceos é uma solução viável econômica-social e ambientalmente para contrapor e banir a caça de uma vez por todas.