Instituto Sea Shepherd Brasil esteve presente na Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro

Por Gisele Pontes, voluntária de Comunicação do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Estadual Rio de Janeiro

O Núcleo do Rio de Janeiro do Instituto Sea Shepherd Brasil, representado pelos voluntários Gisele (Comunicação), Fábio (Biólogo) e Ana Paula (Direito), esteve presente no XIII Seminário de Iniciação Científica do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Gama Filho, no dia 27 de outubro de 2011.

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Os voluntários Fabio, Ana Paula e Gisele. Foto: Gisele Pontes

Durante todo o dia, o stand da Sea Shepherd foi bastante visitado, verificando-se um crescente aumento de conscientização em defesa do meio ambiente, em especial o ambiente marinho, tendo recebido um número considerável de pessoas curiosas acerca das atividades da ONG aqui no Brasil.

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O stand da Sea Shepherd foi bastante visitado. Foto: Gisele Pontes

Muitos acreditavam que a Sea Shepherd atua somente na Antártida, e através das informações prestadas pode-se esclarecer dúvidas de alunos, ex-alunos e professores da Universidade Gama Filho, principalmente sobre o que é o Finning e a Campanha em Defesa dos Tubarões, além de abordar as outras campanhas em defesa da vida marinha nas quais a Sea Shepherd participa.

Stand da Sea Shepherd

Stand da Sea Shepherd. Foto: Gisele Pontes

O evento teve um saldo muito positivo e serve para atestar que os eventos em Universidades nos dão a oportunidade de apresentar as ações educativas do Instituto Sea Shepherd Brasil em território nacional, e conquistar novos voluntários.

Instituto Sea Shepherd Brasil realiza palestras na Universidade Mackenzie, em São Paulo

Por Fernando de Paula, Coordenador Jurídico Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Estadual São Paulo

No dia 26 de outubro, o Instituto Sea Shepherd Brasil realizou duas palestras na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo: “Conservação de Espécies Marinhas Ameaçadas pela Alta Produção dos Processos Pesqueiros”, ministrada pelo Coordenador Técnico Científico Voluntário, Pablo Campregher e “A Presença da Sea Shepherd na Antártida: O Uso da Ação Direta Contra a Matança de Baleias e no Dia a Dia do Ecoativista do Reino de Netuno”, ministrada pelo Diretor Estadual de São Paulo, Carlos Francisco.

Pablo Campregher durante palestra. Foto:

Pablo Campregher durante palestra. Foto: Sarah Daltri/ISSB

Carlos Francisco, Diretor Estadual do ISSB de São Paulo. Foto:

Carlos Francisco, Diretor Estadual do ISSB de São Paulo. Foto: Sarah Daltri/ISSB

Com o total apoio do Diretório Acadêmico de Biologia, em especial na figura do Presidente Marcelo Wysling, o evento foi um grande sucesso, com aproximadamente 100 pessoas inscritas, bem como pela montagem de um stand onde pudemos esclarecer aos alunos sobre as atividades do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Alunos aplaudem palestrantes. Foto:

Alunos aplaudem palestrantes. Foto: Foto: Sarah Daltri/ISSB

Devido ao grande interesse e procura dos alunos, restou por bem a agendamento para o dia 23 de novembro de uma nova apresentação, deixando ainda o Diretório Acadêmico espaço aberto para futuras atividades em conjunto com a Organização.

Alunos visitando o stand da Sea Shepherd. Foto:

Alunos visitando o stand da Sea Shepherd. Foto: Foto: Sarah Daltri/ISSB

Gostaríamos de agradecer a oportunidade, aos alunos e voluntários presentes, e esperamos poder contar com todos na defesa e conservação da vida marinha.

Lançamento do livro SOS Baleias conta com o apoio da Sea Shepherd em Porto Alegre

Nesta quinta-feira, 03 de novembro, acontecerá o lançamento do livro SOS Baleias – A história do maior movimento de defesa ambiental de todos os tempos, escrito por José Truda Palazzo Jr. e Miriam Palazzo.

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No livro, os autores relatam a saga das baleias e seu relacionamento tumultuado com a humanidade, além de exporem a corrupção na Comissão Internacional da Baleia e as ameaças que ainda pairam sobre o futuro desses animais magníficos.

O lançamento do livro também conta com um debate com o Diretor Geral do Instituto Sea Shepherd Brasil, Wendell Estol.

Dia: 3 de novembro, quinta-feira
Hora: 19h
Local: Auditório da Associação Riograndense de Imprensa
Av. Borges de Medeiros, 915, 8º andar, Centro Histórico, Porto Alegre – RS
Acesso pelas ruas Fernando Machado ou Duque de Caxias

Sea Shepherd precisa de voluntários em Taiji, no Japão

Rosie em Taiji, em 2010. Foto: Sea Shepherd

Rosie em Taiji, em 2010. Foto: Sea Shepherd

A Sea Shepherd ainda está a procura de indivíduos apaixonados para se juntar à Rosie em Taiji, para ajudá-la a documentar o massacre dos golfinhos, permanecendo no local dos pescadores, e pressionando as autoridades que permitem que este massacre bárbaro ocorra.

Conseguimos reduzir o número de golfinhos mortos na última temporada pela metade, e podemos fazer isso novamente este ano, mas não sem a sua ajuda como Guardião voluntário.

Junte-se à Sea Shepherd para defender e proteger os golfinhos de Taiji, tornando-se um Guardião da Enseada.

Para se juntar a nós em Taiji (voluntariamente, e completamente por sua própria conta e risco, sob o risco de não ser aceito no Japão), preencha os documentos disponíveis em http://www.4shared.com/folder/goFd9oQT/Taiji.html, e envie para coveguardian@seashepherd.org

Lembramos que ser um voluntário em Taiji exige dedicação, tempo e recursos financeiros, pois você deve arcar com a sua viagem, hospedagem, alimentação e demais despesas pessoais. O custo estimado com alimentação e estadia é de 7 a 8 mil yen por dia, cerca de 150 a 180 reais.

Não é necessário ter fluência no inglês; conhecimentos básicos da língua inglesa são suficientes.

Os golfinhos de Taiji precisam de sua ajuda.

Juiz ordena que todos os suspeitos do caso Reina Del Cisne, em Galápagos, sejam soltos

Tubarões de Galápagos. Foto: Tim Watters

Tubarões de Galápagos. Foto: Tim Watters

Menos de um mês após a apreensão, por parte da Marinha equatoriana, da embarcação de pesca industrial Reina Del Cisne dentro da Reserva Marinha de Galápagos, o mesmo juiz que ordenou a detenção de seus doze tripulantes para investigação também ordenou sua soltura.  Essa decisão antipática foi dada, apesar da inspeção oficial, na qual a Sea Shepherd atuou como observadora, que recolheu 82 tubarões mortos encontrados no casco dessa embarcação.

Argumentando falta de competência para atuar em casos ambientais, a decisão judicial não apenas liberou os suspeitos, como suspendeu a interdição da trasferência do navio, que estava preso para ser mantido como evidência judicial.  Para piorar as coisas, esta decisão também anula uma parte do caso.

Os advogados, agora, são forçados a reiniciar o caso em outra Corte, alocada a 982 quilômetros de distância e, claro, com todos os suspeitos fora do círculo do sistema. Por sorte, o Parque Nacional de Galápagos, a parte principal no processo, já apelou à decisão do juiz e requereu que a Marinha não permita a saída da embarcação do porto.

Este caso ganhou imediatamente as manchetes nacionais, que mostram esta situação inaceitável da resposta judicial a casos ambientais nessa área protegida pelo Estado e local de herança natural mundial.

Um juiz penal que argumenta não ter competência para um caso penal ambiental, por mais absurdo que pareça, também estabelece um precedente inquietante com o potencial de deixar as Galápagos em um limbo judicial: se você quiser processar crimes ambientais que ocorram na Reserva Marinha de Galápagos, precisa ir para outro lugar.

Juízes penais em outros lugares do país lidam com casos ambientais envolvendo poluentes, desmatamentos, tráfico de animais e plantas sivestres e coisas do tipo. Por que, então, alguns juízes locais ficam nervosos com a eminência de fazer justiça em casos envolvendo grandes potências do setor de pesca industrial? Juízes de verdade não precisam ficar nervosos com o fato de fazerem cumprir a lei.

Apenas nos dois últimos meses, juízes de Galápagos liberaram 34 suspeitos de envolvimento em casos onde mais de 400 tubarões foram capturados. Mas as coisas foram longe demais desta vez, e um erro foi cometido, um erro que não poderia acontecer num pior momento para eles.  A decisão do próprio juiz expôs essa realidade inaceitável num momento de transformação judicial completa em todo o país.

A Sea Shepherd, junto com outras organizações, já está se certificando de que este caso, bem como outros, seja mantido diante das autoridades judiciais do país, incluindo o Conselho Judiciário Nacional, num esforço de conquistar uma completa transformação no sistema judicial local.

Galápagos merece nada mais do que juízes de verdade, que não tenham medo de enfrentar decisões difíceis contra o setor da indústria de pesca e que estejam dispostos a fazer cumprir completamente a lei, penalizando seus violadores.

Traduzido por Carlinhos Puig, voluntário do ISSB.