Rio de Janeiro recebe o curso “Metodologias Aplicadas ao Estudo e Conservação de Raias e Tubarões”

O Instituto Sea Shepherd Brasil realizou nos dias 20 e 21 de maio no Rio de Janeiro, o curso de Metodologias Aplicadas ao Estudo e Conservação de Raias e Tubarões, no tradicional bairro da Urca, palco histórico da colonização da cidade. A realização contou com o apoio do GMES, escola de mergulho que é parceira da organização.

Palestrantes Bianca Rangel e Natascha Wosnick no primeiro dia do curso. Foto: Victor Saldanha

Palestrantes Bianca Rangel e Natascha Wosnick no primeiro dia do curso. Foto:
Victor Saldanha

O curso, ministrado pelas biólogas e parceiras do Instituto, Bianca Rangel e Natascha Wosnick, teve como objetivo trazer ao conhecimento dos alunos, aspectos básicos da biologia, como por exemplo, a problemática da pesca predatória e acidental (by catch) e o consumo de carne de cação (tubarão) no País; as metodologias não letais de estudos de reprodução; alimentação, migração e comportamento; interações negativas (ataques não-provocados); além de oportunidades de estágio no Brasil e no mundo, as biografia de pesquisadores atuantes na área e ações da Sea Shepherd Brasil e Global em prol dos tubarões.

 Bianca Rangel, falando a respeito de estudos não-letais reprodução em raias e tubarões. Foto: Victor Saldanha

Bianca Rangel, falando a respeito de estudos não-letais reprodução em raias e tubarões. Foto: Victor Saldanha

Natascha Wosnick, falando a respeito de interações negativas (ataques) entre humanos e tubarõesl. Foto: Victor Saldanha

Natascha Wosnick, falando a respeito de interações negativas (ataques) entre humanos e tubarõesl. Foto: Victor Saldanha

A turma contou com a participação de alunos do ensino médio, de graduação em diferentes áreas, mergulhadores e do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marcelo Vianna, responsável pelo Laboratório de Biologia e Tecnologia Pesqueira (IB/UFRJ). “Nossa turma no Rio de Janeiro superou todas as expectativas, contamos com a participação de muitos alunos que já trabalham na área, além de mergulhadores profissionais que já tiveram a oportunidade de mergulhar com tubarões por todo o mundo” disse Natascha. “Visto que contamos com a participação do professor Marcelo Vianna e do mergulhador profissional Cláudio Ferreira, as discussões envolvendo temas polêmicos como a pesca no Brasil e ataques a humanos foram aprofundadas, trazendo aos participantes a chance de ouvir o ponto de vista de dois especialistas nas áreas em questão” comentou Bianca.

Turma Rio de Janeiro. Foto: Victor Saldanha

Turma Rio de Janeiro. Foto: Victor Saldanha

Luiz André Albuquerque, Diretor Regional do Núcleo Rio de Janeiro foi responsável por apresentar aos participantes, as ações promovidas pela Sea Shepherd no Brasil e a nível Global em defesa dos tubarões, de forma a trazer ao conhecimento dos presentes sobre a atuação direta dos voluntários frente a problemática da pesca.

Luiz Albuquerque fala sobre as ações da Sea Shepherd (Brasil e Global) em defesa dos tubarões. Foto: Victor Saldanha.

Luiz Albuquerque fala sobre as ações da Sea Shepherd (Brasil e Global) em defesa dos tubarões. Foto: Victor Saldanha.

Cláudio Ferreira, fundador da escola de mergulho GMES sorteou entre os participantes um curso de mergulho de forma a incentivar os alunos a conhecer a vida marinha de perto e possivelmente, auxiliar nas ações de limpezas subaquáticas realizadas constantemente pelo núcleo carioca.

Cláudio Ferreira fala sobre sua experiência de mergulhos com tubarões e sobre a parceria do GMES com o Instituto antes do sorteio. Foto: Victor Saldanha.

Cláudio Ferreira fala sobre sua experiência de mergulhos com tubarões e sobre a parceria do GMES com o Instituto antes do sorteio. Foto: Victor Saldanha.

O próximo curso Metodologias Aplicadas ao Estudo e Conservação de Raias e Tubarões acontecerá em João Pessoal/PB, nos dias 06 e 07 de agosto. O núcleo Rio de Janeiro receberá ainda este ano, os cursos de Ações para Salvar Animais Marinhos em Derrames de Petróleo (04 e 05/06) e Ecologia e Conservação de Pequenos Cetáceos (09 e 10/07).

Turma Rio de Janeiro. Foto: Victor Saldanha.

Turma Rio de Janeiro. Foto: Victor Saldanha.

IX encontro da Sociedade Brasileira para o Estudo dos Elasmobrânquios é realizado em Penedo- AL

Divulgação SBEEL. Foto Christina Amorim

Divulgação SBEEL. Foto Christina Amorim

Durante os dias 24 a 28 de abril deste ano, foi realizado na cidade de Penedo, estado de Alagoas, o IX encontro da SBEEL (Sociedade Brasileira para o Estudo dos Elasmobrânquios).

O evento trouxe especialistas de diversos estados e países para debater a situação dos elasmobrânquios no Brasil e no mundo, bem como apresentar novas técnicas de pesquisa e estudos com tubarões e raias que vêm sendo feitos nos últimos anos.

O núcleo paraibano do Instituto Sea Shepherd Brasil esteve por lá e aproveitou a ocasião para entrevistar Ricardo de Souza Rosa, professor da Universidade Federal da Paraíba e ex-Presidente da instituição (biênio 2014-2016), com o intuito de discutir temas debatidos durante o encontro.

Mesa de abertura do evento. Foto: UFAL

Mesa de abertura do evento. Foto: UFAL

ISSB: Atualmente passamos por um cenário sombrio em termos de conservação dos elasmobrânquios. Sobrexplotação, depleção e bycatch são apenas algumas das ameaças que a maioria das espécies de raias e tubarões enfrentam no Brasil. Como o senhor vê a pesca industrial e suas demandas (muitas vezes inexequíveis) se levarmos em conta a necessidade de se manter os estoques pesqueiros em relativo “equilíbrio”?

Ricardo Rosa: Bom, um dos problemas enfrentados pelas espécies de tubarões e raias é que pelas características intrínsecas do grupo, as populações nunca são muito grandes. Além disso, eles têm estratégias de reprodução e desenvolvimento que não favorecem a reposição populacional (baixa fecundidade, reprodução em idade tardia e prole pequena). Com isso, o modelo pesqueiro vigente que é o mesmo para grandes cardumes de peixes ósseos não pode ser aplicado para os elasmobrânquios e isso a pesca industrial ainda não enxergou. Os elasmobrânquios são tratados como um recurso pesqueiro qualquer, entretanto, do ponto de vista biológico, eles são muito mais parecidos com os cetáceos do que com os próprios peixes na questão reprodutiva. Há algumas décadas tivemos a decretação da moratória das baleias porque simplesmente a caça a esses animais estava levando ao declínio de praticamente todas as espécies. O mesmo cenário está ocorrendo com os tubarões e raias, porém sem o mesmo apelo conservacionista em escala global que possa promover uma queda na exploração.

A questão da pesca industrial é um problema muito sério porque além de algumas espécies serem muito visadas pelo comércio de barbatanas, não há uma preocupação com as capturas acessórias (bycatch). Não se importam com ações de pesca responsável para liberar indivíduos ainda com vida. Às vezes nem se aproveita um determinado recurso, mas para não perder um anzol ou uma linha, eles simplesmente matam o animal para depois descartar. Penso que falta muito uma estratégia conservacionista na pesca em geral.

Professor Ricardo Rosa (UFPB). Foto Jessyca Oliveira

Professor Ricardo Rosa (UFPB). Foto Jessyca Oliveira

 

ISSB: A suspensão da portaria 445 recebeu inúmeras críticas, sobretudo dos setores conservacionistas. Depois de anos de estudo e muitas pesquisas, o senhor acha que há motivos para temer a extinção (em futuro muito próximo), das espécies de elasmobrânquios listadas tanto nela quanto no Anexo I da Instrução Normativa 05/2004 do Ministério do Meio Ambiente e na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)? Quais seriam as mais vulneráveis no litoral brasileiro?

Ricardo Rosa: Acredito que sim. Inclusive, as avaliações baseadas nos critérios da IUCN visam justamente determinar o risco de extinção se valendo de critérios objetivos. Então, se as condições persistirem (como por exemplo a atual exploração pesqueira), a tendência é que se consume de fato a extinção nos prazos previstos segundo as análises.

Além da questão da pesca, temos uma degradação muito séria em águas costeiras que afeta de sobremaneira regiões importantes para o ciclo biológico de várias espécies; incluindo águas estuarinas, as adjacentes às regiões de recifes, que são hábitats críticos em termos de berçário, áreas de alimentação, etc.

Quanto às espécies em situações mais críticas, na verdade são várias espécies, mas eu acho que os casos mais gritantes são os dos peixes-serra, do gênero pristis, e temos duas espécies registradas no Brasil. Uma delas, o pristis microdon, não possui registros recentes e a segunda (pristis pristis) tem registros esporádicos apenas na região litorânea entre os estados do Maranhão ao Amapá. Porém, sabe-se que a espécie ocorria em toda costa do Nordeste e Sudeste, então há décadas que não se tem um registro das duas espécies de peixe-serra ao longo do litoral.

Outro caso que tem sido apontado como bastante crítico é o do tubarão-quati (do gênero Isogomphodon). Ele era abundante na região norte e inclusive era alvo de uma pesca dirigida na costa do Maranhão e relatos recentes apontam que a espécie não ocorre mais nas capturas da pesca artesanal, ou seja, o estoque praticamente desapareceu. É uma espécie com distribuição geográfica muito restrita (centrada na Região Norte do país, também atingindo o litoral das Guianas). No outro extremo, já no sul do Brasil, temos o cação-anjo e as raias-viola que são espécies que estão listadas na Instrução Normativa 05/04 do Ministério do Meio Ambiente, mas que efetivamente não foram protegidas (com raras exceções*). A situação, embora não tenhamos estatísticas recentes, ainda é crítica porque a pesca continuou a incidir em populações que já tinham, na década de 90, estimativas de redução populacional maiores que 90%.

*Clique aqui para saber mais sobre a investigação feita pela Sea Shepherd Brasil em São Paulo, que resultou na apreensão de mais de 700 kg de Raias-viola: http://bit.ly/1Nv2ZwG

ISSB: Um ponto amplamente debatido e bastante criticado no encontro da SBEEL foi a ausência de dados acerca da pesca no Brasil. O último boletim estatístico data de 2011, com dados colhidos de forma sistemática apenas em 2008. Atualmente poucos trabalham com estatística pesqueira no país, entre eles o CEPSUL e o Instituto de Pesca de São Paulo. Como fazer para reverter esse quadro? A solução dada pelo extinto ministério da pesca de contratar bolsistas para exercerem a função de observador de bordo resolveria parte do problema?

Ricardo Rosa: Acredito que a questão da estatística idealmente deveria ser um processo compartilhado no Brasil, já que o Estado não tem um aparelhamento ideal para fazer isso ao longo de toda extensão territorial e ao longo de toda costa, então mesmo que houvesse algumas “áreas-foco” relacionadas a setores mais produtivos, seria interessante que fosse um processo compartilhado e aí talvez os CPG’s (Comitês Permanentes de Gestão) poderiam participar nesse processo. Mas em algumas situações, eu acredito que o setor de pesquisas, especialmente as universidades e institutos poderiam oferecer mão de obra especializada (na forma de bolsistas, por exemplo), mas teríamos que ter minimamente um programa de governo para financiar a coleta de dados em campo. Então eu acho que deveria haver uma parceria entre governo e essas demais entidades. Não adianta esperar só do governo porque sabemos que isso não vai ocorrer. Têm que haver iniciativas também dentro dos Institutos de Pesquisa e da academia para a coleta de dados desse tipo e tentar captar recursos para tanto.

Palestra do Professor Francisco Santana (UFRPE). Foto: Igor Trigueiro

Palestra do Professor Francisco Santana (UFRPE). Foto: Igor Trigueiro

Outra coisa que acho que funcionaria, a exemplo do que ocorre em outros países, seria a participação do setor artesanal na coleta de dados, e isso é viável mesmo que o pescador artesanal reporte suas capturas através de nomes comuns, já que talvez ele não tivesse acesso a uma literatura mais especializada. Mesmo assim, segundo algum tipo de acompanhamento, de pesquisa, poderíamos gerar dados confiáveis de produção pesqueira artesanal. Temos bons exemplos em países como Peru, México e Colômbia, onde o pescador artesanal anota fielmente a sua produção e repassa esses dados para os órgãos de controle que produzem estatísticas.

Na Paraíba mesmo, tivemos uma aluna mestranda da Universidade de Lisboa que fez uma pesquisa sobre conservação de elasmobrânquios com pescadores artesanais, e na primeira saída de campo, quando nós fomos ao litoral Sul (em Jacumã), justamente na primeira entrevista, com o primeiro pescador artesanal que tivemos contato, quando o questionamos a respeito das soluções que ele propunha para a pesca, sabe o que ele falou? “Moratória por pelo menos 02 anos. Ninguém capturaria tubarão e raia porque senão vai acabar”. Isso vindo de uma pessoa com mais de 50 anos de idade, filho e neto de pescador. Ele chegou a ver o pristis (peixe-serra) lá em Jacumã e ele lembrava porque seu avô havia lhe mostrado, sabendo precisamente até o ano e a idade que tinha na ocasião. Foi um episódio que me tocou porque na primeira entrevista, já colhemos uma opinião que eu não esperava. A visão que eu tinha do pescador artesanal era de uma pessoa talvez um pouco “desligada” das questões conservacionistas (ou talvez pudéssemos alegar o desconhecimento da situação) pela falta de informações. E foi justamente o contrário. Ele se mostrou sensível ao problema dos declínios populacionais e indicou que a solução era mesmo… ele disse assim: ”fechar o mar”, foi a expressão que ele usou. “Fechar o mar por 02 anos porque senão, não vai ter volta”. Achei isso muito interessante.

Acho que temos saídas, a questão é vontade política de obter esses dados e disponibilizá-los. E também não adianta só coletar e deixar em algum computador, pasta ou base de dados do governo sem que todos tenham acesso.

ISSB: Tramita desde 2012 no Senado Federal uma proposta de moratória da pesca de elasmobrânquios por um período não inferior a 20 anos, aliado à criação de no mínimo 07 unidades de conservação marinha. Ela é de autoria do Senador Paulo Paim e foi levada àquela casa pelo Instituto Sea Shepherd Brasil e Fundação Pró-Squalus. O senhor acha essa uma medida adequada? Em termos legislativos, quais seriam as vossas sugestões para aumentar a proteção dos elasmobrânquios no Brasil?

Ricardo Rosa: Bem, eu acho que é uma medida extremamente interessante do ponto de vista da conservação. Inclusive eu fui um dos signatários dessa proposta quando ela ocorreu e, do meu ponto de vista, seria a solução que poderia realmente proteger de uma maneira mais efetiva as espécies de elasmobrânquios que são capturadas na pesca. Entretanto, a sua implementação é que tem sido criticada do ponto de vista do setor produtivo uma vez que esses setores (sobretudo da pesca industrial) alegam que, se eles tiverem que deixar de capturar elasmobrânquios, vão ter que deixar de pescar, porque eles sempre vão capturar de forma acessória os elasmobrânquios.

Professor Hugo Bornatowski (UFPR) ratificando o apoio à proposta de moratória do Instituto Sea Shepherd Brasil e Fundação Pró-Squalus. Foto: Igor Trigueiro

Professor Hugo Bornatowski (UFPR) ratificando o apoio à proposta de moratória do Instituto Sea Shepherd Brasil e Fundação Pró-Squalus. Foto: Igor Trigueiro

Então a SBEEL até hoje não se posicionou de forma concreta favoravelmente à moratória, mas vários dos seus membros assinaram essa moção. Eu, o atual Presidente (Otto Gadig) e vários membros a assinaram. A posição individual é favorável, já em termos políticos, talvez haja certo temor de criar um embate não muito “saudável” com setores da sociedade, especialmente setores ligados ao fomento da pesca e ao próprio setor produtivo.

Nessa última reunião em Penedo, fizemos uma carta de recomendações visando algumas medidas que poderiam reduzir a captura de elasmobrânquios. Uma delas, facilmente conhecida, é o uso de estropo de monofilamento de nylon nas pescarias de espinhel. Sabe-se que esse tipo de prática diminui o bycatch de tubarões pois eles conseguem cortar o estropo com os dentes, mas o setor pesqueiro não faz isso. Eles preferem continuar usando o de aço, mesmo sabendo que vão capturar tubarões (mesmo que estes não sejam alvos das pescarias), do que perder um anzol. Pensam que é melhor matar um tubarão mesmo que ele vá ser descartado do que se perder um anzol do seu equipamento. A visão do setor produtivo vai mais no sentido de maximizar o lucro, sem abrir mão de um centavo sequer do capital investido. Se nós conseguíssemos aprovar uma proposta como essa, já seria um avanço na questão dos espinhéis. Houveram outras que medidas que propusemos anteriormente como a limitação da extensão das redes de deriva, tudo isso chegou a ser implementado através de normativas oficiais, porém é realmente difícil a gente esperar que a captura de elasmobrânquios irá cessar porque nas diversas artes de pesca, seja com rede ou com espinhéis, eles eventualmente irão ser capturados.

Voluntários do ISSB-PB ao lado das pesquisadoras Natascha Wosnick (UFPR) e Bianca Rangel(USP), divulgando o abaixo assinado pela moratória dos tubarões na costa brasileira. Foto: Alexandre Rodrigues.

Voluntários do ISSB-PB ao lado das pesquisadoras Natascha Wosnick (UFPR) e Bianca Rangel(USP), divulgando o abaixo assinado pela moratória dos tubarões na costa brasileira. Foto: Alexandre Rodrigues.

 

Você também pode ajudar nessa luta! Assine a petição e salve os tubarões. Acesse o link para maiores informações (http://bit.ly/22bBuuu). A vida marinha agradece.

Tubarões em Risco de Extinção – Campanha pela moratória da pesca de tubarões na costa brasileira

No último dia 26 de março, o Instituto Sea Shepherd Brasil – Núcleo SP fez atividade em defesa dos tubarões em Ilhabela/SP. A atividade chamou a atenção para a ameaça de extinção dos tubarões e divulga a Campanha Mar de Sangue.

No topo da cadeia alimentar os tubarões são animais da época dos dinossauros sendo responsáveis pelo equilíbrio dos oceanos.  Estes seres altamente evoluídos em seu habitat natural estão na terra há mais de 400 milhões de anos, mas hoje se encontram ameaçados de extinção. Mais de 100 milhões de tubarões são mortos todos os anos para abastecer o mercado mundial e são caçados principalmente pela a prática do “finning”.

 O “finning” é uma pesca cruel que consiste na retirada das nadadeiras dos tubarões que depois são jogados de volta ao mar, mutilados e ainda vivos, para uma morte vagarosa no fundo do oceano.

Nadadeiras de tubarões da prática do “finning”

A pesca para retirada das nadadeiras de tubarão é uma ação predatória e insustentável, que ameaça seriamente as populações de tubarões. Esta crueldade já dizimou um número inacreditável de animais:  mais de 90% da população de grandes tubarões do mundo foi exterminada. Esta brutalidade é mais rápida que a sua capacidade de reprodução pois sua maturidade lenta não admite a caça.  Em nosso litoral, 67% das espécies de tubarões já se encontram com alguma ameaça de extinção. Segundo as pesquisas, nos últimos 20 anos, as populações de tubarões declinaram em até 90% e dezenas de outras espécies estarão extintas nas próximas décadas.

Representação da morte dos tubarões em um caixão com nadadeiras.

Representação da morte dos tubarões em um caixão com nadadeiras.

PRECISAMOS DE SUA AJUDA PARA SALVAR OS TUBARÕES E PROTEGER O ECOSSISTEMA MARINHO. Extinção é para sempre!

Mosaico de fotos. Voluntários em atividade em Ilhabela/SP na Campanha Mar de Sangue em defesa dos tubarões

Mosaico de fotos. Voluntários em atividade em Ilhabela/SP na Campanha Mar de Sangue em defesa dos tubarões

O INSTITUTO SEA SHEPHERD BRASIL  lançou um pedido de moratória – paralisação total – da pesca de tubarões pelo período de 20 (vinte) anos em toda a costa brasileira.

O pedido foi realizado no Senado Federal em uma audiência pública (https://www.youtube.com/watch?v=kgWGJlodtXw)  baseado em que: tendo em vista a ineficiência dos órgãos públicos fiscalizadores em conter este crime ambiental e o crescente número de nadadeiras apreendidas a cada ano no País, se faz necessária a moratória de toda a pesca de tubarões, na costa brasileira,  pelo prazo de 20 (vinte) anos, seja ela industrial ou artesanal.

 

ASSINE A PETIÇÃO PÚBLICA ONLINE PELA MORATÓRIA DA PESCA DE TUBARÕES NA COSTA BRASILEIRA EM WWW.SEASHEPHERD.ORG.BR

Campanha Mar de Sangue – em defesa dos tubarões – Núcleo SP

Campanha Mar de Sangue – em defesa dos tubarões – Núcleo SP

A vida marinha agradece.

A preservação dos tubarões é tema de palestra no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro

Diante de uma plateia atenta e visivelmente interessada pelo tema, foram abordadas várias questões como a importância ambiental, suas características, as espécies no litoral brasileiro e os incidentes com humanos em Pernambuco.

“Tubarões são animais que despertam a curiosidade, mas também o medo nas pessoas. É muito importante mostrar a importância destes belos animais para mantermos os oceanos saudáveis, sendo fundamentais para a vida no Planeta, bem como desmistifica-los como animais agressivos” – comenta Luiz André Albuquerque, Diretor Regional do ISSB no Rio de Janeiro.

O evento ocorreu no dia 22 de outubro e foi organizado pela professora e coordenadora do Curso Técnico de Meio Ambiente, Monica Belchior, ao qual agradecemos mais este convite e esperamos poder retornar para outros debates.

Nossos agradecimentos também à Direção do Colégio Pedro II, na pessoa da Sra. Lygia Vuyk de Aquino, Chefe da Seção de Ensino Técnico.

Instituto Sea Shepherd Brasil apoia painel sobre tubarões na Feira de Ciências do Colégio São Bento, no Rio de Janeiro

Durante os dias 19 a 23 de agosto de 2014, o Colégio São Bento (CSB), um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro, promoveu a sua XXIX Feira de Ciências, com o tema “A presença das cores na vida”.

Separados em 43 stands, os alunos do CSB apresentaram diversos assuntos, como seres vivos, energia, solo, saúde, ar e curiosidades. Os trabalhos incentivam a pesquisa e, também, contam como avaliação para os alunos.

Stand dos alunos. Foto: Átila Mello

O Instituto Sea Shepherd Brasil, representado pelos voluntários do Núcleo RJ, participou do evento apoiando a iniciativa dos alunos Arthur Mello e Fábio Frazão, que apresentaram um belo e muito bem desenvolvido trabalho, abordando a necessidade de preservação dos tubarões.

Arthur e Fábio buscaram desmistificar a imagem do tubarão, um animal que ficou estigmatizado como um vilão, após a veiculação do filme “Tubarão” de Steven Spielberg.

Para tanto, montaram um stand onde exibiram vídeos com imagens da convivência pacífica entre mergulhadores e tubarões, apresentaram banners informativos com curiosidades sobre as principais espécies de tubarões existentes, além de um cação anjo, três cabeças e duas mandíbulas de tubarões capturados em pesca acidental, que foram uma grande atração para os visitantes.

Familiares com os alunos e representantes do ISSB

“Fins UP”, símbolo mundial contra o finning. Foto: Átila Mello

“Fomos convidados a participar da Feira de Ciências do CSB por Átila Mello, pai do aluno Arthur Mello e com grande satisfação, aceitamos. A escolha do tema “Tubarões” pelos alunos foi fundamental, pois a campanha de preservação e conscientização destes incríveis animais é uma das principais campanhas desenvolvidas pela ONG, no Brasil e no exterior. Átila é praticante de mergulho autônomo e já conhecia o trabalho de preservação e defesa do ambiente marinho desenvolvido pela Sea Shepherd” – comenta Luiz André Albuquerque, Diretor Regional do Núcleo Rio de Janeiro.

A XXIX Feira de Ciências do CSB teve a orientação da professora de Ciências, Beth Capdeville, que parabenizou a instituição pelo trabalho e por mais uma vez estar presente auxiliando os alunos (o ISSB já auxiliou alunos na feira realizada no ano de 2010) e contribuindo para informar o público presente sob como é fundamental a preservação dos oceanos.

Cabeças de tubarões e mandíbulas. Foto: Átila Mello

Visão geral da Feira de Ciências / Foto: Átila Mello

Infelizmente, o Brasil não possui uma legislação específica para a proteção da grande maioria das espécies de tubarões, salvo aquelas que já estão ameaçadas de extinção. Desde 2012, o Instituto Sea Shepherd Brasil busca junto ao governo brasileiro, a adoção de uma moratória das pesca de tubarões no litoral brasileiro pelo período de 20 anos.

Estatísticas da FAO (órgão das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) estimam que cerca de 100 milhões de tubarões sejam mortos anualmente em todo o mundo, para consumo de sua carne, suas nadadeiras ou acidentalmente.

Apoie os esforços do Instituto Sea Shepherd Brasil na defesa e proteção dos tubarões. Assine a petição pública que visa pressionar o governo brasileiro a colocar o nosso pedido de moratória da pesca de tubarões em votação.

Acesse:

Campanha pela moratória da pesca de tubarões na costa brasileira