NÚCLEO SP NA ADVENTURE SPORTS FAIR

Por: Amanda Linardi, voluntária Núcleo SP

De 15 a 18 de maio, aconteceu no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo (SP), aconteceu a Adventure Sports Fair. A maior feira de esportes e turismo de aventura da América Latina. Montamos nosso espaço com material reaproveitado, ou seja, objetos considerados lixo pela sociedade. Balcão de caixotes, poltronas de pneus e uma rede de pesca como painel educativo. Pessoas de diversas idades ficaram interessadas no trabalho do ISSB. Destaque para a grande quantidade de crianças.

Movimentação intensa no stand do ISSB. Foto: Sandro Martins

Os Embaixadores do Mar do ISSB fizeram sua parte. Na TV, era transmitido o DVD das grandes aventuras, em terra e mar de Cristian Dimitrius. A arte do querido Erick Wilson, feita no local, usando a técnica de pintura com os dedos, encantou quem passava e decorou o stand. Também contamos com a presença dos amigos Kadu Pinheiro e Márcio Lisa.

Diversão e conscientização. Crianças marcando presença e fazendo sua parte. Foto: Roberto Watson

Para as crianças, foi criado o espaço de pintura: mesa e cadeiras infantis, com desenhos de animais marinhos e lápis de cor, para que elas colorissem e colassem no mural do nosso stand, ao redor da bandeira. Foi um sucesso! O mural ficou lotado de cores e esperanças nos futuros Guardiões do Mar afinal. Nossos voluntários marcaram presença, como sempre, com muita boa vontade e disposição.

Mural feito durante o evento com os desenhos coloridos pelos Guardiões mirins. Foto: Roberto Watson

Palestra com a ativista e fotógrafa da Sea Shepherd Conservation Society Carolina A. Castro na PUCRS

Por Rodrigo Marques, Coordenador do Núcleo RS

O Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), através de seu Núcleo Regional Rio Grande do Sul, promoveu na última segunda feira (19) a palestra: “Santuário de baleias: A verdade sobre a caça no oceano austral” com a fotógrafa e produtora do Reality show “Whale Wars” (Defensores de baleias no Brasil). A série é exibida pelo canal Animal Planet retrata o cotidiano dos voluntários da Sea Shepherd a bordo das embarcações que lutam contra a matança de baleias promovida pelos baleeiros japoneses, na Antártica.

MV Bob Barker. Foto: Carolina A. Castro

A palestrante abordou diferentes assuntos relacionados a sua experiência em diversas campanhas da Sea Shepherd Conservation Society (SSCS). Após a recente decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ), que considera a ação dos baleeiros japoneses como ilegal, proibindo a caça no oceano austral (santuário de baleias), segundo ela, “ se eles voltarem, a Sea Shepherd estará lá esperando”. A frota atual da SSCS foi apresentada aos presentes e mostrou como é difícil e árduo esse trabalho de conservação levando –se em conta o quanto os baleeiros investem na caça. Mesmo com essa batalha sendo equiparada a “Davi e Golias”, Carolina mostrou que com persistência e muita dedicação aos oceanos é possível sim frear os caçadores e livrar as baleias deste destino cruel que é a indústria da carne de baleia.

Sobre as “pesquisas” que os baleeiros dizem estar fazendo, ela foi enfática em afirmar que em todos esses anos de caça e a quantidade de animais mortos, não chega nem perto do que poderíamos chamar de pesquisa científica. O que acontece na verdade é uma fachada para o comércio de carne de baleia e que sequer eles apresentam algum resultado de pesquisa que justifique a morte de centenas de baleias.

Foto: Marcos Pereira Rigotti

Foto: Marcos Pereira Rigotti

Para Carolina, “voltar a Porto Alegre e poder compartilhar as vivências que tive nos mares gelados da Antártica com meus conterrâneos foi uma experiência extraordinária. Fiquei muito feliz em conhecer também os voluntários do núcleo RS e de ver alguns jovens se interessarem pela causa e, possivelmente, juntarem-se ao movimento. Afinal, cada um de nós pode fazer a sua parte para proteger a vida marinha. Parece um assunto muito distante, mas a conservação da Antártica é muito importante para todos nós e a nossa luta nesses mares longínquos significa muito mais do que as baleias que lá estão sendo caçadas, é também um marco na conservação ambiental. Com as campanhas no Oceano Austral provamos que com o apoio de diversas pessoas do mundo inteiro podemos e fazemos a diferença contra a injustiça ambiental e o descaso político de governos que não respeitam as regulamentações internacionais”.

Foto: Naian Meneghetti

Foto: Naian Meneghetti

Sobre a caça ilegal de baleias ela continua, “desde 1986 existe uma moratória sobre a caça comercial de baleias. O Japão aproveitou uma brecha nas regulamentações e se auto concedeu licenças anuais para caçar baleias na Antártica, mesmo com a reprovação da comunidade científica mundial e da Comissão Baleeira Internacional (CIB). Nem mesmo quando a comissão nomeou os mares da Antártica como santuário de baleias em 1994, na tentativa de intimidar o Japão a parar com a farsa de tentar matar mais de 1000 baleias por estação por “motivos científicos”, os baleeiros pararam. A caça das baleias na Antártica é ilegal, já dizíamos isso há muito tempo, mas em março desse ano a Corte Internacional de Justiça falou ainda mais alto e calou os baleeiros, pelo menos por algum tempo. Agora, mesmo depois da decisão da CIJ eles anunciam ter a intenção de retornar à Antártica em 2015 e se retornarem estaremos esperando por eles. Agradeço o convite do Rodrigo Marques, coordenador do núcleo RS do ISSB e a Dra. Ana, tutora do Pet (Programa de Educação Tutorial) Biologia da Faculdade de Biociências da PUCRS pela oportunidade de dividir o que realmente se passa no Santuário de Baleias do Oceano Austral.”

Voluntários Núcleo RS. Foto: Sea Shepherd

Para conhecer mais sobre o trabalho da fotógrafa acesse:

www.carolinaacastro.com

CASO AUSTRÁLIA VERSUS JAPÃO É TEMA DE SIMULAÇÃO EM BRASÍLIA (DF)

Por: Igor Ramos, voluntário ISSB
Fotos: Igor Ramos, voluntário ISSB

Iniciou-se no dia 30 de Junho em Brasília a Simulação das Nações Unidas para Secundarístas – Sinus – promovida pelo Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB). Aos alunos são dados temas e os mesmos simulam fóruns multilaterais, como órgãos da ONU, e Cortes Internacionais. Neste ano, o tema escolhido para a Corte Internacional de Justiça foi o caso Austrália versus Japão.

Alunos durante a seção

A Sinus – simulação que preza pela responsabilidade social, ambiental e cultural – abordou aspectos desde questões ambientais até questões sociais. “Durante os debates foi possível perceber um grande engajamento por parte dos alunos e muitos argumentos pelos quais não esperávamos, discussões acaloradas aconteceram constantemente” completaram os professores conselheiros: Joana Soares, Alexandra Leon e Rafael Monteiro. Com o tema em mãos, Elisa Morais partiu em busca de informações para o debate. “Não foi fácil encontrar argumentos, pois o caso ainda é pouco comentado pela mídia nacional” comentou a aluna.

Simulação: Comissão da Corte Internacional de Justiça

Quando questionada em relação ao seu posicionamento pessoal, Amanda Monici disse: “não tinha conhecimento da caça ilegal, e somente após pesquisar percebi o quão absurdo é essa caça. Procurei encontrar justificativas para ao menos entender o lado Japonês, mas o principal argumento – de que se trata de caça por cultura – não é válido; temos que lembrar de que as culturas mudam, assim como a sociedade, que definitivamente não é a mesma de pouco menos de duas décadas, quando o projeto Jarpa foi criado.” “Me senti ativista durante os debates”, brinca a aluna.

Professores conselheiros e alunos juízes posam com a bandeira da Sea Shepherd

Durante o debate o tom de seriedade prevaleceu, e mesmo após o encerramento da seção, os mesmos continuaram a discussão e acabaram envolvendo colegas que nem parte do comitê eram. A simulação, que serve como modelo para demais iniciativas, conseguiu conscientizar tanto os alunos juízes quanto seus colegas e familiares. “Conheci a Sea Shepherd e vi que ela é mais do que legitima e esse é apenas um caso que chegou à corte, temos que lembrar que existem muitos outros casos tão cruéis quanto esse ao redor do mundo que devem ser parados assim como o Japão foi” complementa Elisa Morais

Simulações como essa trazem ao ambiente acadêmico o assunto e possibilitam aos alunos debaterem um tema de grande importância. “Com certeza não sou a mesma antes e depois do debate; achei que era uma coisa muito superficial, mas percebi que é o oposto, há muito o que aprendermos e o que me espantou foi o fato de eu nunca ter escutado sobre o assunto antes, acho que devia ser mais discutido”, conclui Elisa Morais
A simulação terminou com a condenação similar à Corte Internacional real; o Japão foi condenado e o projeto Jarpa foi suspenso. A sentença da simulação, bem como um resumo da mesma encontram-se em anexo para futuros exemplos.

NÚCLEO SP PARTICIPA DA ADVENTURE SPORTS FAIR

Entre os dias 15 e 18 de abril, na Bienal do Ibirapuera, em São Paulo (SP), ocorrerá o mais importante evento de esportes e turismo de aventura da América Latina.

Luiz Albuquerque, diretor do núcleo RJ, explicando o trabalho do ISSB

Com a participação de grandes nomes dos esportes de aventura, personalidades e instituições ligadas ao conservacionismo, a Adventure Sports Fair é um importante evento não só para o mercado de turismo de aventura, mas também para divulgar a importância da preservação do meio ambiente para que estas modalidades, ao ar livre, continuem sendo praticadas.

Erick Wilson, Embaixador do Mar ISSB

O Núcleo paulista estará presente com um stand inspirado na preservação dos oceanos e focado na questão do lixo, todo decorado com material de reuso. A intenção é mostrar aos visitantes a importância de se gerar menos detritos, diminuindo o impacto na Vida Marinha. Também contaremos com a presença do Embaixador do Mar ISSB, Erick Wilson, em nosso stand, fazendo suas pinturas ao vivo. O evento contará com diversas palestras, inclusive do Embaixador, Cristian Dimitrius, oficinas de aventura, preservação e turismo. Haverá, no local, um estacionamento de bicicletas.

Mais informações no site: www.adventurefair.com.br

ISSB NO PADI DIVE FESTIVAL 2014

Por: Priscilla Kiscporski, voluntária e coordenadora da Sea Shop.
Fotos: ISSB 

O Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) esteve representado pelos seus voluntários no PADI Dive Festival de 2014. O evento que ocorreu no Parque Anhambi, em São Paulo (SP), é conhecido por ser a maior feira de mergulho da América Latina.

Embaixadores do Mar ISSB e voluntários

Quem esteve no evento, pode conhecer o trabalho do ISSB, filiar-se e colaborar para a proibição da pesca predatória dos tubarões, arraias e quimeras. Foi possível assinar a petição que pede a moratória da pesca destas espécies por no mínimo 20 anos, na costa brasileira. Segundo Francine Maciel, bióloga, coordenadora institucional e organizadora da participação do ISSB no PADI, “o objetivo do ISSB no evento foi apresentar ao público os projetos do instituto, como nosso pedido de moratória, divulgar nosso trabalho na conservação da vida marinha, criar e fortalecer parcerias. Também tive a oportunidade de participar do Projeto Mergulhe na Sustentabilidade Marinha, algo muito gratificante para o meu trabalho”.

Embaixadores do Mar ISSB: Erick Wilson, Christian Dimitrius, Daniel Botelho, Lawrence Wahba e Sofia Graça Aranha

De acordo com Priscilla Kiscporski, estudante de biologia e coordenadora Sea Shop “a cada ano que passa, existem mais pessoas interessadas na preservação do ambiente marinho. O PADI Dive Festival é o melhor ponto de encontro para mergulhadores, que observam a destruição deste ambiente e desejam mudar esta realidade. É uma ótima oportunidade para encontrar e trocar experiências com organizações que buscam a conservação dos oceanos, assim como o ISSB”.

Embaixadores do Mar ISSB: Kadu Pinheiro e Marcio Liza