EMBAIXADORES DO MAR PALESTRAM EM ILHABELA

Nos dias 05 e 06 de abril, o mergulhador, Lawrence Wahba, e a bióloga e mergulhadora, Sofia Graça Aranha, Embaixadores do Mar, do Instituto Sea Shepherd Brasil, estarão em Ilhabela (SP) para um evento especial. Durante a oportunidade farão mergulhos e palestras sobre a importância de mantermos nosso ecossistema marinho preservado e saudável.

“Foi em Ilhabela, onde realizei meu primeiro mergulho autônomo, em 1983. E poder ter a oportunidade de voltar, 31 anos depois, e perceber que, graças aos esforços dos operadores de mergulho, lugares como a Ilha das Cabras, permanecem praticamente intactos e preservados, em termos de fauna, é um prazer. Compartilhar esse exemplo com outros mergulhadores, é melhor ainda”, destaca Lawrence Wahba.

Para Sofia Graça Aranha, “segundo o ambientalista Baba Dioum: a gente conserva o que a gente ama. A gente só ama o que a gente conhece. A gente só conhece o que nos é ensinado e é isso que o mergulho fornece: contato e informação, trazendo mais adeptos à conservação dos oceanos”. “Para mim essa é a importância de ações como essas”.

A vida marinha agradece! Garanta a sua vaga na Colonial Diver, Ilhabela (SP).

Informações:
Onde: Colonial Diver, Ilhabela (SP). Início das atividades, às 14h.
Informações e contato: colonialdiver@colonialdiver.com.br, ou no telefone: (12) 3894-9459.

 

 

Guardiões mirins da Sea Shepherd Brasil fazem homenagem às baleias

Por Rodrigo Marques, Coordenador do Núcleo RS do ISSB
A temporada de caça na Antártica acabou e a Operação Sea Piedade da Sea Shepherd garantiu a sobrevivência de centenas de baleias no oceano austral.

Enquanto a Sea Shepherd lutava para proteger as baleias, um grupo de pequenos guardiões estava preparando uma homenagem para esses animais perseguidos e mortos de forma covarde e sem um mínimo de compaixão. Durante o projeto EducaMar em aÇão na Bahia, desenvolvido pelo Instituto Sea Shepherd Brasil no mês de janeiro, os jovens defensores do mar foram treinados para identificar barcos de pesca ilegais utilizando equipamentos de campo, aprenderam sobre a dinâmica do ecossistema marinho e , principalmente, a importância de cada espécie para que a possamos ter um oceano equilibrado e saudável. Para finalizar o treinamento e receber os certificados de Guardiões Mirins eles precisavam realizar uma limpeza de praia e desenvolver alguma arte com os resíduos coletados.

Treinamento Guardiões Mirins. Foto: Leonardo Diaz

Treinamento Guardiões Mirins. Foto: ISSB

Pelo fato de o projeto estar sendo desenvolvido na mesma época que a temporada de caça as baleias na Antártica, a melhor opção foi utilizar os resíduos coletados na criação de uma baleia e assim chamar a atenção dos turistas para a questão da matança de cetáceos no mundo e os esforços da Sea Shepherd em defender esses animais.  A baleia ficou exposta durante toda a temporada de verão em frente à Escola de mergulho 13 Sul, uma das Embaixadas da Sea Shepherd no Brasil.

Construção da baleia. Foto: Leonardo Diaz

Construção da baleia. Foto: Leonardo Diaz

Um fato triste é que com apenas quinze minutos de limpeza de praia foi possível criar essa enorme baleia com os resíduos retirados da areia. Isso chamou a atenção para o problema que as nossas praias enfrentam com a falta de conscientização. É lamentável que as pessoas não percebam o quanto é prejudicial para a saúde de um ecossistema aquela garrafa, sacola plástica e tantos outros resíduos descartados indevidamente.

Resultado final. Foto: Rodrigo Marques

A boa notícia é que diversas pessoas paravam para ver e fotografar a baleia e sentiam um grande impacto ao ver a quantidade de lixo utilizado na montagem. Alguns não acreditavam que foram apenas poucos minutos para retirar tanto lixo da praia. A baleia serviu, no final, para conscientizar e expor essa realidade absurda do litoral brasileiro.
A meta agora é treinar um maior número de jovens e crianças e fazer com que cada um deles seja um futuro defensor do mar.

DEFENDENDO – PROTEGENDO – CONSERVANDO.

O futuro dos oceanos está nas mãos destes pequenos Guardiões. Foto: Rodrigo Marques

O Instituto Sea Shepherd Brasil agradece o apoio da Escola de mergulho 13 Sul e da Associação de Esporte, Cultura e Meio Ambiente de Barra Grande – Aquerê Mata-riá.

TEMPORADA DE CAÇA DO ANO DE 2014 ESTÁ ENCERRADA: BALEIAS RESIDENTES DO OCEANO ANTÁRTICO ESTÃO A SALVO

Tradução: Igor Ramos, voluntário ISSB

A Sea Shepherd Conservation Society está orgulhosa em anunciar que a frota baleeira japonesa deixou as águas do Tratado da Zona Antártica (ATZ), encerrando a temporada de pesca de baleias no local durante o ano de 2014. Em 13 de março de 2014, às 0215 AEDT, o Sistema de Identificação Automático (AIS) sinalizou a saída do navio fábrica japonês – Nisshin Maru – da zona de pesca e ultrapassando o limite de 60ºS. Podemos confirmar que o navio segue rumo ao norte com seu destino marcado: Japão. À velocidade de 10 a 11 nós, o navio deve chegar no seu destino em aproximadamente três semanas.

AIS confirma a saída do navio Nisshin Maru da zona de caça

Desde a última visualização do navio japonês, os navios da Sea Shepherd, The Steve Irwin e The Bob Barker, navegaram e ocuparam as únicas áreas cujo tempo era propício para a caça. Durante esse tempo, o navio Nisshin Maru foi acompanhado por apenas um navio arpoador. Isso apenas confirmou a desastrosa temporada de caça japonesa. Na terça-feira, os arpoadores Yushin Maru No. 2 e Yushin Maru No. 3 começaram a deixar suas posições, a sair de trás dos navios da Sea Shepherd, indicando que estavam ficando sem combustível, por tanto, incapazes de perseguir os nossos navios. Sem ter a posição informada para o navio-fábrica, os navios The Steve Irwin e The Bob Barker seguiram para o norte na tentativa de pressionar o navio fábrica a sair da zona de caça e da zona do tratado antártico.

Em uma década de campanhas, este foi o primeiro ano em que os baleeiros permaneceram com seus AIS ativados, permitindo assim, que a Sea Shepherd soubesse a localização de cada um dos barcos. Com o sistema ativado, foi possível descobrir as auto-designadas zonas de caça e os “esconderijos” utilizados para evitar serem interceptados pela Sea Shepherd. O Capitão Siddharth Chakravarty disse: “Ao entregarem suas localizações e sinalizarem o claro fim da campanha, os baleeiros sinalizaram uma certa rendição. Após um trabalho duro, não lhes sobrou opção se não retornarem para casa e abandonarem a caça. Eu estou imensamente orgulhoso dos nossos esforços e de termos atrapalhado a caça japonesa durante toda a temporada.”

Os capitães da Operação Relentless: Sid Chakravarty, Peter Hammarstedt e Adam Meyerson. Foto: Eliza Muirhead

Desde de a primeira vez em que localizamos a frota baleeira em 5 de Janeiro, a frota da Sea Shepherd perseguiu arduamente os pescadores japoneses, localizando o Nisshin Maru em quatro gravações diferente e perseguindo-o. A expectativa de uma boa temporada foi quebrada após as perseguições e intervenções da Sea Shepherd continuarem. As ações resultaram na filmagem de duas baleias Minke sendo processadas no convés do navio fábrica. O Capitão Peter Hammarstedt falou: “a tardia partida da frota baleeira japonesa é uma prova de que eles tiveram uma temporada desastrosa, e a partida somente na segunda semana de março é um sinal de desespero; o clima já está extremamente impróprio para a caça. Antes de iniciarmos essa campanha, fizemos uma promessa aos nossos clientes – às baleias e aos voluntários ao redor do mundo – de que iríamos conduzir os pescadores para fora da zona de caça. Nós cumprimos a promessa! Nós somos implacáveis, não temos piedade!”

O navio Sam Simon retornou para sua doca em Williamstown, Melbourne, para as boas vindas de um herói. O Bob Barker segue, agora, rumo a Wellington. O Steve Irwin irá retornar a Hobart para honrar o lider da Sea Shepherd e co-lider da campanha relentless, Bob Brown. Ambos os navios deverão chegar por volta de 22 de março. A Sea Shepherd continua a única organização comprometida a proteger o Santuário Antártico Oceânico das Baleias, intervindo diretamente contra as operações ilegais da frota baleeira japonesa.

Link da reportagem original: http://www.seashepherd.org.au/news-and-media/2014/03/13/southern-ocean-whales-are-safe-for-now-whaling-is-over-for-2014-1587

Tripulação da Operação Relentless. Foto: Tim Watters

LIMPEZA LAGOA DA CONCEIÇÃO (SC)

Por: Hugo Malagoli
Fotos: Núcleo SC

No dia 16 de março foi realizado a primeira limpeza subaquática e micro limpeza de orla na Lagoa da Conceição, em Florianópolis /SC. A Lagoa da Conceição, cartão postal de Floripa, vem sofrendo por anos com a degradação ambiental, sejam em construções irregulares e contaminação da rede pluvial por ligações clandestinas. A micro limpeza realizada tinha como objetivo remover o lixo que geralmente passa desapercebido e que é fatal para a vida marinha, como restos de cigarro, papel de bala e outras coisas pequenas. Em cerca de 30 metros de faixa da orla, foram coletadas mais de 2000 bitucas de cigarro.

“Creio que o pessoal não jogaria os tocos de cigarro diretamente na lagoa se soubessem o impacto que representa para o ecossistema marinho. Se esquecem de que todo lixo jogado no chão acaba indo para o oceano através de bueiros” , afirma o voluntário Santosha, da parceira Fun Dive.

A limpeza subaquática foi também preocupante, vários copos plásticos, latinhas, e até guarda sol quebrado foram retirados de lá. Foram também encontradas mesas e cadeiras, que por já haver vida marinha incrustada, optou-se por não retirar do local.

Agradecimentos especiais ao Cláudio da operadora de mergulho PARCEL por ceder os equipamentos. Ao Dive Master Sérgio pela prestimosa ajuda na logística. A COMCAP por ceder luvas e sacos de lixo para a limpeza terrestre. Ao Santosha da Fun Dive, por ceder sacolas de coleta subaquática. E aos voluntários Ricardo (Parcel), Ana paula, Arnon, Flavia, Dimitri, Julia, Marcelle, Mariana e Luma.

AUDIÊNCIA PÚBLICA DEBATE OBRA DO SUPERPORTO EM VILA VELHA (ES)

Por: Thiago Barrack Lavander, coordenador do Grupo de Apoio do Instituto Sea Shepherd Brasil (ES)
Fotos: Assembleia Legislativa do ES

 

Nesta última quarta-feira (13), o coordenador do Grupo de Apoio do Instituto Sea Shepherd Brasil (ES), Thiago Barrack Lavander, esteve presente em mais uma Audiência Pública, ocorrida na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, em Vitória. O debate da Frente Parlamentar Ambientalista foi sobre projeto de construção de um porto de águas profundas, em Ponta da Fruta, em Vila Velha (ES). Estiveram presentes ativistas ambientais, acadêmicos, sindicalistas e líderes comunitários

A Ponta da Fruta é parte de uma região que abriga a foz do Rio Jucú. Estas regiões estuarinas têm uma importância especial para a reprodução da vida marinha. O descaso com a ocupação do entorno do Rio Jucú já vem ocasionando a progressiva diminuição de sua vazão e estudos preveem, que se nada for feito para barrar a ocupação inadequada de suas margens, em 2025 a água da Grande Vitória terá que ser captada no Rio Doce, gerando grande custo de captação.

Thiago Barrack Lavander, coordenador do Grupo de Apoio (ES), presente na Audiência

Em fevereiro deste ano, diversos deputados, além do prefeito de Vila Velha, entregaram um manifesto ao governador Renato Casagrande com o objetivo de garantir a construção do superporto em Vila Velha. Os deputados sugeriram que fosse feito um decreto de desapropriação da área, em Ponta da Fruta, como reserva técnica, o que impediria a instalação de outros empreendimentos no local. O pedido foi acatado pelo governador.

O debate foi grandioso. O representante da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) foi praticamente “jogado” contra parede. Percebi que os representantes de ONGs de defesa ambiental, acadêmicos, deputados e sindicalistas, simplesmente queriam retirar o município de Vila Velha do contexto da construção do porto de Águas Profundas. Concordo plenamente que a localização é a menos propícia e que a construção do mesmo, nesta localidade, irá acarretar impactos ambientais tenebrosos, sem falar na questão financeira: a Ponta da Fruta se encontra em um dos projetos mais caros e da Praia Mole mais baratos.

Mesa debatedora

Mas, a questão é que independente de ser em Vila Velha ou em Vitória, ou no quintal da sua casa, este Porto promete mudar a paisagem de qualquer região que seja preservada no Espírito Santo. É um investimento alto para escoar grãos e minério de ferro. A preocupação com a vida marinha é realmente mínima. Estamos falando de algo que desempenha um papel extremamente importante na regulação da vida do planeta. O risco de contaminação por metais pesados, quando o porto entrar em operação, será extremo, independente se for em Ponta da Fruta ou Praia Mole.

A quantidade de areia sendo dragada para essas obras acarreta grandes impactos ambientais. Um exemplo disto são as modificações de certos compostos, por exemplo, metais, que podem estar presentes no fundo do corpo d’água de forma “inativa”, sem causar danos à fauna aquática local, mas após a dragagem, quando entram em contato com a coluna d’água e o oxigênio presente ali, se tornam ativos novamente e pode entrar diretamente na cadeia alimentar do local.

Outro problema está ligado à construção de um quebra-mar, com o objetivo de proteger os navios atracados no Porto. Obviamente, o despejo deste tipo de pedra acarreta diversas consequências para a vida marinha do local, que supostamente, ainda não foram estudadas. Uma das possíveis consequências seria a destruição do habitat das espécies bentônicas – que vivem no fundo do corpo d’água – além de possíveis alterações na composição da água local, Enfim, serão diversos fatores que irão acarretar em grandes catástrofes para a biodiversidade marinha capixaba. Uma coisa é certa: iremos sempre estar de olhos bem abertos, porque o nosso lema é: defender, preservar e proteger. Agradecimento especial para o Dr. Guilherme Fontes Ornellas (OAB), que esteve comigo na audiência pública.

Apresentação completa da Audiência se encontra através do Link