NÚCLEO DE SANTA CATARINA FINCA BANDEIRA EM BOMBINHAS (SC)

O Núcleo de Santa Catarina do ISSB realizou, no dia 12 de abril, a primeira limpeza de trilha e subaquática feita em parceria com a Hy Brazil (operadora de mergulho), na cidade de Bombinhas /SC. O resultado da ação foi a retirada de mais de duas toneladas de lixo, principalmente da trilha, onde havia lixo acumulado por anos, graças a falta educação das pessoas. A equipe da Sea Shepherd deslocou-se de Florianópolis, na noite de sexta feira (11) para a cidade de Portobelo, onde montou acampamento e realizou os preparativos do dia seguinte.

Foto: Michele Diniz

Foto: Michele Diniz

Dia 12, todos se reuniram na operadora Hy Brazil para as instruções finais do evento e então partiram para a ação, importante na preservação do meio ambiente. O primeiro grupo de voluntários, que partiu por terra , realizou a limpeza de trilha da praia de Zimbors, o segundo e terceiro grupo realizaram a limpeza subaquática e de costão, na Praia da Sepultura.

Foto: Núcleo Regional SC

Foto: Núcleo Regional SC

Agradecimentos especiais ao grupo de voluntários do Núcleo SC, a Hy Brazil Operadora de mergulho, a equipe Mako Sports e a todos que contribuíram para a realização dessa ação que, definitivamente, será uma tradição em Bombinhas.

Foto: Núcleo Regional SC

Foto: Michele Diniz

Foto: Núcleo Regional SC

CAMPANHA MAR DE SANGUE DÁ ALERTA VERMELHO PARA A PROTEÇÃO DOS TUBARÕES

O Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) lança campanha para chamar atenção da população e alertar sobre o risco de extinção dos tubarões

Durante os dias 22 a 26 de abril, os usuários que entrarem no site do Maplink (um dos mais utilizados do mundo) para buscar informações de trânsito ou endereços, não irão mais encontrar o mar do Rio de Janeiro em seu azul natural, mas sim em um vermelho sangue, representando os milhares de tubarões mortos. Basta clicar na bandeira do ISSB, ao lado esquerdo do mapa do Rio de Janeiro: www.maplink.com.br

Imagem da Campanha Mar de Sangue

O Brasil é o décimo maior fornecedor de barbatanas de tubarão para o mercado asiático. Grande parte das 200 toneladas exportadas são ilegais e obtidas utilizando uma prática conhecida como finning. Uma pesca cruel e destrutiva, na qual são removidas as barbatanas do tubarão. O resto do corpo é descartado no oceano, onde acaba morrendo. O Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) é uma ONG que luta pela preservação da vida nos oceanos e para o equilíbrio do ecossistema. Como forma de alertar a população brasileira e convocar o público para a assinatura da petição online contra a matança de tubarões e o finning, foi criada uma ação publicitária muito marcante: Mar de Sangue.

Finning: Crime brutal

“Estamos próximos de um colapso no ecossistema marinho. Não é exagero, infelizmente é realidade. Os tubarões estão no topo da cadeia alimentar, caso sejam extintos, independente da espécie, toda a estrutura biológica marinha cairá. Inclusive o homem perecerá, todos os seres vivos estão ligados. Nunca esquecendo que vivemos em um planeta onde 2/3 da superfície é composta por água. Estamos em um momento crucial”, afirma Wendell Estol, biólogo e diretor geral do ISSB.

Barbatanas prontas para comercialização (Foto: Gary Stokes)

O projeto foi desenvolvido pelos publicitários, Rafael Pfaltzgraff e Gabriel Lepesteur, em parceria com o Instituto Sea Shepherd Brasil.

Confira alguns links a respeito da luta do ISSB contra a pesca ilegal de tubarões:

Torres (RS) zona livre do finning: http://goo.gl/VC67WE

Alerta em Porto Alegre:  http://goo.gl/SUplEm

ISSB pede fim da pesca dos tubarões no Senado Brasileiro: http://goo.gl/k69hCq

Operação Marco Zero (PE) – Pelo fim da caça aos tubarões: http://goo.gl/lpQ6aT

Palestra em Recife: http://goo.gl/v1aK38

Assine a petição pela moratória da pesca de tubarões no Brasil: http://goo.gl/V8NOUg

 

 

 

ILHABELA – FINAL DE SEMANA INSTITUTO SEA SHEPHERD BRASIL (ISSB)

Por: Sofia Graça Aranha, Embaixadora do Mar (ISSB)
Fotos: ISSB

A Colonial Diver a Embaixada da Sea Shepherd em Ilhabela (SP), sediou um evento com os Embaixadores do Mar, o cinegrafista e mergulhador Lawrence Wahba e a bióloga e mergulhadora Sofia Graça Aranha. Foi um fim de semana de muito sol e mergulhos nas Ilhas de Búzios e Ilhas das Cabras, finalizado com um bate-papo descontraído com os mergulhadores que participaram do evento.

Lawrence Wahba e Sofia Graça Aranha durante palestra

“Voltar à Ilhabela é sempre um prazer, ainda mais em um evento que reúne tantos amigos e ajuda a divulgar a importância de se preservar os nossos mares” diz Lawrence.

“Fizemos mergulhos contrastantes; no 1º dia voltei à Ilha de Búzios depois de mais de 20 anos. A fauna é rica e a visibilidade boa… entre os diversos mergulhadores, em apenas um dia vimos tartarugas, raias, moréias e muitos e muitos peixes… porém me surpreendi com a quantidade de lixo e de petrechos de pesca perdidos no fundo do mar… eram linhas, anzóis e grandes pedaços de rede. Num determinado momento eu, Sofia e Fernando Martins, da PADI, encontramos uma rede enrolada e abandonada no fundo do mar, se esticada passaria fácil dos 7 metros de comprimento. O cenário era tétrico, naquele bolo estavam presos moluscos, equinodermos e crustáceos. Passamos cerca de 25 minutos desenrolando a rede e retirando cuidadosamente os animais, pelo menos 4 caranguejos foram soltos com vida” vibra Lawrence.

Mergulhadores atentos

É sempre gratificante estar em contato direto com o mar e com pessoas queridas, mas mais gratificante ainda é poder dar um pouquinho de volta a ele que nos proporciona momentos tão inspiradores.Esses tiveram sorte, mas todos os anos milhares de animais são vítimas dessas redes fantasmas que são abandonadas causando enorme prejuízo à vida marinha. É importante as pessoas verem o que estamos causando aos nossos oceanos e que isso, infelizmente, ocorre frequentemente no “quintal” da nossa casa. Esses eventos de conscientização são importantes ferramentas para reunir aliados da conservação marinha. Fiquei triste em ver o impacto que a pesca e as atividades antrópicas vêm causando. Fora os petrechos abandonados, a ilha de Búzios estava tomada por coral-sol (Tubastrea sp.) que é um coral exótico invasor que se tornou uma espécie de “praga” no nosso litoral pois, além de possuir eficientes estratégias reprodutivas, possui alta taxa de crescimento e é agressivo com as espécies nativas. Fora essas adversidades que não são exclusivas da Ilhabela, a Colonial está de parabéns pela operação e pelo evento, foi uma ótima iniciativa.

Mara Lott, coordenadora da Embaixada de Ilhabela (ISSB)

RECIFE (PE) – ISSB NO VII ENCONTRO DA SOCIEDADE BRASILEIRA PARA ESTUDO DOS ELASMOBRÂNQUIOS E NO V WORKSHOP INTERNACIONAL SOBRE INCIDENTES COM TUBARÕES

Por: Wendell Estol, diretor geral do ISSB
Fotos: ISSB 

O ISSB esteve presente na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), onde ocorreram o VII Encontro da Sociedade Brasileira para Estudo dos Elasmobrânquios e o V Workshop Internacional Sobre Incidentes com Tubarões em Recife. A participação do ISSB ocorreu através de uma palestra, ministrada pelo seu diretor geral, Wendell Estol, onde abordou as ações da organização desde 2011, data da última participação em um encontro da SBEEL, até 2014. Dentre as ações apresentadas a mais polêmica, como de costume, foi a questão do pedido de moratória da pesca de tubarões na costa brasileira, assunto que dominou o debate da mesa redonda e que deixou perguntas pendentes, pois o tempo de discussão foi excedido.

Wendell Estol durante palestra

Foi de suma importância esta apresentação e discussão, mesmo que com pouco tempo, sobre o pedido de moratória, pois se deu em um âmbito acadêmico, onde estão as pesquisas que embasam cientificamente nosso pedido. Acredito que, de agora em diante, com o apoio da SBEEL possamos avançar ainda mais na questão da proteção dos tubarões e raias do Brasil. Já no outro evento, o V Workshop Internacional Sobre Incidentes com Tubarões em Recife, foram discutidos diversos aspectos das interações entre humanos e tubarões através de palestras sobre assuntos como: responsabilidade legal nos países com incidentes com tubarões, aspectos da medicina legal para determinação da causa mortis, afogamento ou interação com tubarão, as medidas que diferentes países vêm adotando para diminuir estas interações negativas, bem como a questão da fidelidade ambiental e o uso do habitat dos tubarões em Recife.

Durante o Workshop o ISSB questionou alguns pontos, como a questão dos atendimentos médicos de emergência nos casos de interação negativa, sendo a principal causa da alta mortalidade humana durante os contatos com os animais, a alta mortalidade de tubarões por conta de um “revanchismo” após situações de incidentes negativos e a moratória mundial como alternativa para a conservação de tubarões e raias. O que se viu durante o Workshop é que há um conflito entre humanos e tubarões, em Recife, e que a resolução de tal conflito não está próxima, pois as alternativas que não resultam em mortes de tubarões são consideradas muito caras para serem adotadas, o que nos traz preocupação, pois mais uma vez sobrará para quem não tem voz, os Tubarões. Por isso o ISSB entende que se deva fazer o que for necessário para evitar mais mortes, tanto dos animais quando de humanos, e nos parece que adotar os princípios da precaução e prevenção seja o melhor caminho, fechando as praias com maior número de incidente e suspendendo já qualquer tipo de captura de tubarões na costa de Pernambuco. Juntamente deve-se realizar a recuperação das áreas degradadas, como as do Porto de Suape e impedir a pesca de arrasto defronte a orla para evitar o descarte de pescado próximo as praias.

“A Sociedade Brasileira para o Estudo de Elasmobrânquios (SBEEL) como sociedade científica, embora um dos seus objetivos seja a conservação de tubarões, raias e quimeras, não possui um caráter de ativismo e realização de eventos que mostrem a importância destes animais tanto para os ecossistemas aquáticos, quanto para o próprio ser humano. Por esta razão, o convite para a participação do Sea Shepherd Brasil no VIII Encontro da SBEEL foi importantíssimo para demonstrar que podemos ter outras ferramentas além dos dados científicos para fazer o nosso pleito de preservação dos elasmobrânquios ser escutado e levado em conta pelos responsáveis por políticas ambientais e pela sociedade civil, que necessita com urgência conhecer mais para entender o que realmente esta acontecendo com os tubarões e as raias, principalmente aqui em Recife, onde grupos tentam realizar caças indiscriminadas de tubarões, além de outros absurdos. O Sea Shepherd Brasil esta sendo fundamental quanto a tomada de medidas pelo governo contra as ações destes grupos de vândalos, como também no VIII Encontro da SBEEL, mostrando aos estudantes e demais sócios desta sociedade, como podemos fazer um ativismo sério e eficiente em relação a conservação da vida marinha. Vida longa ao Sea Shepherd Brasil”, destaca Francisco Marcante Santana da Silva, Presidente da Comissão Organizadora do VIII Encontro da SBEEL e Conselheiro da SBEEL.

Durante o VIII Encontro da SBEEL foram apresentados e discutidos diversos assuntos relativos aos tubarões e raias, dentre eles o plano nacional para a conservação de elasmobrânquios, bem como o papel das ONGs na conservação dos tubarões e raias. Um ponto ressaltado foi o distanciamento entre os pesquisadores, governo e ONGs e as implicações disto na conservação. Ficou claro que ações conjuntas entre os diversos atores é fundamental para a conservação em virtude da necessidade de um embasamento técnico-científico, articulações políticas bem consolidadas e ações de conservação. Neste contexto é fundamental o papel de ONGs como a Sea Shepherd Brasil na conservação dos tubarões e raias, disse Jones Santander Neto, Doutorando em Biologia Animal pela UFPE.

AS BALEIAS VENCERAM !!!

A Corte Internacional de Justiça (ICJ) declara que operações baleeiras do Japão, no Oceano Antártico, “NÃO são para pesquisa científica”.  A Sea Shepherd aplaude a Corte Mundial por proteger as baleias no Santuário Antártico.

31 março de 2014 – Friday Harbor , Washington – Em uma impressionante vitória para as baleias, o Tribunal Internacional de Justiça ( CIJ ) em Haia, anunciou hoje sua decisão no caso histórico da Austrália versus Japão , determinando que o programa de caça às baleias na Antártida do Japão – JARPA II – não é para fins científicos e ordenou que todas as autorizações concedidas ao programa JARPA II sejam revogadas. A notícia foi aplaudida e comemorada pela Sea Shepherd Conservation Society EUA e Sea Shepherd Austrália, os quais tem realizado diretas intervenções contra baleeiros japoneses no Oceano Antártico.

Foto: Tim Watters

Representando a Sea Shepherd na sala do Tribunal, para ouvir o veredito histórico, estiveram o Capitão Alex Cornelissen, Diretor Executivo da Sea Shepherd Global e Geert Vons, diretor da Sea Shepherd Holanda. Eles estavam acompanhados por um advogado holandês da Sea Shepherd Global. O caso contra o Japão foi ouvido pela Corte Internacional de Justiça, em julho do ano passado para decidir se o Japão viola suas obrigações internacionais na execução do programa de “pesquisa” JARPA II no Oceano Antártico, e exigir que o Japão deixará implementação de JARPA II e revogar todas as licenças relacionadas até o Japão pode fazer garantias de que suas operações estão em conformidade com o direito internacional.

Em uma votação de 12 a 4, a Corte Internacional de Justiça determinou que as licenças concedidas para o programa de caça às baleias do Japão, não eram para pesquisa científica, tal como definido nos termos da regulamentação da Comissão Baleeira Internacional. O Tribunal ordenou que o Japão revogue as licenças científicas dadas sob o programa JARPA II e abstenha-se de conceder quaisquer licenças nos termos do referido programa. Antes do veredicto, houve especulação de que a CIJ não permitiria a caça de baleias fin ameaçadas de extinção e das baleias jubarte, mas iria comprometer e permitir a caça de baleias minke. No entanto, tem sido contenção da Sea Shepherd o tempo todo que – não importa a espécie – sem baleias devem ser mortas , especialmente em um santuário. Santuário significa ” um lugar de refúgio e segurança ; uma reserva natural ” onde os animais estão protegidos. Para permitir a matança em um santuário internacionalmente designado, deve-se ridicularizar os acordos internacionais feitos pelos países que estabeleceram o santuário em 1994. Naquela época, 23 países apoiaram o acordo e Japão foi o único membro da Comissão Baleeira Internacional a se opor.

Mesmo o Embaixador do Japão para os EUA, Kenichiro Sasae, durante uma reunião pública em Los Angeles em dezembro de 2013 com a participação de representantes do Sea Shepherd EUA, disse sobre a caça à baleia : “Como indivíduo, eu gosto de baleias. Se você sair e ver as baleias, não há razão para matarmos este lindo animal. Mas há uma história e uma política, eu diria. Há um pequeno número de japoneses ainda tentando obter este vitória. Contudo, os japoneses tradicionais não estão mais comendo baleias.” Na mesma reunião, o embaixador Sasae afirmou que o Japão vai acatar a decisão da CIJ.

A tripulação voluntária internacional da Sea Shepherd Conservation Society esteve na linha de frente nas águas hostis e remotas da Antártida por oito anos e, em seguida, a Sea Shepherd Austrália assumiu o desafio nos últimos dois anos e vai continuar enfrentando os baleeiros japoneses na Antártida até que possamos de uma vez por todas, pôr fim à matança nesta internacionalmente designada “zona de segurança” para as baleias. Ao longo dos anos, a Sea Shepherd tem sido a única organização a intervir diretamente contra a caça comercial ilegal do Japão realizada sob o pretexto de pesquisa, com suas reivindicações de pesquisa sendo globalmente questionada. Na verdade, a Sea Shepherd tem sido a única coisa entre majestosas baleias e arpões baleeiros, quando estas espécies protegidas internacionalmente – muitas delas grávidas – migram através das águas antárticas a cada ano.

“Com a decisão de hoje , o Tribunal Internacional de Justiça tomou uma posição justa e imparcial sobre o lado certo da história, protegendo as baleias do Santuário Antártico e do ecossistema marinho vital da Antártida, uma decisão que afeta a comunidade internacional e as futuras gerações” disse o capitão Alex Cornelissen da Sea Shepherd Global. “Apesar dos arpões implacáveis do Japão continuarem a conduzir muitas espécies de baleias para a extinção, a Sea Shepherd está esperançosa de que, na sequência da decisão do Tribunal Internacional de Justiça, os baleeiros serão levados para as páginas dos livros de história”, disse ele .

Foto: fotos.fot.br

“A despeito da moratória sobre a caça comercial, o Japão continuou a reivindicar as vidas de milhares de dóceis gigantes do mar, em um lugar que deveria ser o seu porto seguro”, disse o fundador da Sea , o Capitão Paul Watson. “A Sea Shepherd e eu, juntamente com milhões de pessoas envolvidas ao redor do mundo, certamente esperamos que o Japão vai prestigiar esta decisão do tribunal internacional e deixar as baleias em paz.” A Sea Shepherd Global terá os navios preparados para retornar ao Oceano Antártico em dezembro de 2014, quando o Japão poderá optar por ignorar esta decisão. Se os japoneses retornarem com a frota baleeira, a tripulação da Sea Shepherd estará lá para defender esta decisão contra os baleeiros piratas japoneses.