Sea Shepherd Brasil participa de mutirão de limpeza na Praia da Bandeira, no Rio de Janeiro.

Créditos ISSB / Raphael Jordão

Mobilizados para mais um mutirão de limpeza de praia e resgate de fauna marinha, como parte integrante da Campanha “Dirty Sea Project” do Instituto Sea Shepherd Brasil, membros do Núcleo carioca, juntaram-se aos pesquisadores do Projeto Hippocampus e aos integrantes do Projeto BG500 – Baía de Guanabara 500 Anos de Muita Vida, e com o apoio da Associação das Mulheres da Ilha do Governador (AMUIG), da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb), do Iate Clube Jardim Guanabara, do Iate Clube Jequiá e da 7ª Unidade de Polícia Ambiental Marítima e Fluvial, realizaram no dia 18 de julho, uma nova ação, desta vez na Praia da Bandeira, na Ilha do Governador.

Créditos ISSB / Raphael Jordão

Créditos ISSB / Raphael Jordão

O local é uma pequena praia que abriga uma colônia de pescadores e uma grande quantidade de peixes e invertebrados, assim como algumas aves marinhas. O evento teve como objetivo, um mutirão para retirada do lixo doméstico da água, como plásticos de todos os tipos, pneus, colchões, botijões de gás, garrafas, copos e tudo o que prejudica a fauna e flora, além de conscientizar as pessoas para a importância da conservação do ambiente marinho, através da Educação Ambiental.

A Praia da Bandeira já foi um dos principais pontos de pesquisa do Prof. Cesar Bernardo, coordenador do Projeto Hippocampus, que trabalha na conservação de cavalos marinhos, mas em decorrência do lixo acumulado, os cavalos marinhos migraram para outros locais da Baía de Guanabara.

Além da ação dos voluntários na parte de areia, também foi coletado lixo subaquático, através do apoio de mergulhadores profissionais e amadores, assim como apneístas, resultando no total de 400 kg de resíduos sólidos, dentre garrafas e cacos de vidro, muito lixo hospitalar, sacos e copos plásticos e uma infinidade de outros dejetos, como um par de chinelos e outro de tênis, camisas e até um capacete de motociclista.

Créditos ISSB / Raphael Jordão

Créditos ISSB / Raphael Jordão

“Seria necessário o dobro de voluntários para poder resgatar todos os animais associados ao lixo marinho, mas aprendemos a comemorar muito, as vidas que salvamos, do que nos entregar ao desânimo pelas que não foram salvas. É o alto preço que os animais bentônicos marinhos pagam pelo nosso descaso. Não há animal que não mereça ser resgatado! O melhor resgate é aquele que temos capacidade e competência para realizar! Cada vida salva ontem fará diferença!“ – comentou Ed Bastos, idealizador do Projeto BG500 – Baía de Guanabara 500 Anos de Muita Vida e voluntário do ISSB, que coordenou o resgate de fauna.

Créditos ISSB / Raphael Jordão

“Quando você protege o cavalo-marinho você protege toda a Baía de Guanabara, todo ecossistema marinho e consequentemente isso volta para a gente” – falou o Prof. Cesar Bernardo.

Desejamos que cada mutirão de limpeza sirva de alerta para os danos causados ao meio ambiente, pelas injustiças oriundas das irresponsabilidades sociais, no nosso caso, com a Baía de Guanabara, importante espaço ecológico, onde, milhares de pessoas tiram o seu sustento, como os pescadores, que sofrem cada vez mais, com a poluição das águas.

Créditos ISSB / Raphael Jordão

A Campanha Dirty Sea Project lançada pelo Instituto Sea Shepherd Brasil está percorrendo o litoral brasileiro desenvolvendo ações de Educação Ambiental e limpezas de praias e subaquáticas.

Praia não é lugar de lixo, descarte o SEU lixo no lugar adequado.

A vida marinha agradece !!!

O Instituto Sea Shepherd Brasil lança a Campanha Mar Adentro

Esta Campanha tem por finalidade adquirir motor de popa Mercury de 60 HPs 4 tempos para uma embarcação, para que possamos aumentar nossa capacidade de atuação na área de fiscalização da pesca ilegal. Esta ferramenta será de grande valia para aumentar a conservação das espécies marinhas da costa brasileira. O motor sé uma peça fundamental para que sejamos mais eficientes na fiscalização, logo, na nossa missão de proteger.

Exemplo do que a Sea Shepherd busca evitar em toda a costa brasileira. Foto: Marcio Lisa.

A vida marinha brasileira está seriamente ameaçada e a pesca industrial ilegal é a principal razão da ocorrência deste fato, principalmente por falta de fiscalização. O Instituto Sea Shepherd Brasil está inteiramente dedicado a Proteger, Defender e Conservar a vida marinha brasileira.

As espécies marinhas brasileiras já estão com suas populações reduzidas a cerca de 8% do original e a pesca industrial vem recebendo, a cada ano, incremento na capacidade de captura. Além disso, a fiscalização da prática pesqueira não recebe a devida atenção por parte dos órgãos competentes, que na maioria das vezes não possui equipamentos para realizar a fiscalização. Com uma embarcação, o Instituto Sea Shepherd Brasil pode ajudar estes órgãos a realizar a fiscalização através de parcerias.

Exemplo de pesca predatória (pesca de arrasto fora dos limites estabelecidos por lei). Foto: Wendell Estol.

Pesca de arrasto menos de 3 milhas da costa. Foto: Wendell Estol.

A Sea Shepherd Brasil precisa incrementar sua fiscalização com a aquisição de novos equipamentos que nos auxiliem a ser mais eficientes no combate a pesca predatória e ilegal.

“Ultimamente, as embarcações pesqueiras que praticam os crimes ambientais tem buscado se afastar da costa para evitar a identificação, pois a presença constante da Sea Shepherd patrulhando as praias tem incomodado a estas embarcações. Por isso precisamos de sua ajuda para adquirir este motor e posteriormente uma embarcação, para que possamos entrar Mar Adentro.” Wendell Estol – Diretor Geral.

Ajudemos a Defender, Conservar e Proteger a Vida Marinha Brasileira.

Acesse os Links e Doe!

Campanha Mar Adentro

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São Paulo e Paraná recebem o curso “metodologias aplicadas ao estudo e conservação de raias e tubarões”

O ISSB realizou nos dias 21 e 22 de Junho em São Paulo, o primeiro curso de metodologias aplicadas ao estudo e conservação de raias e tubarões, na escola de mergulho e também embaixada localizada no bairro Aclimação, Dive for Fun.

Escola de mergulho Dive for Fun, parceira e embaixada do Instituto Sea Shepherd Brasil em São Paulo. Foto: Dive for Fun

O curso, ministrado pelas biólogas e parceiras do Instituto, Bianca Rangel e Natascha Wosnick teve como objetivo trazer ao conhecimento de alunos de Biologia e apaixonados por raias e tubarões, aspectos básicos da biologia destes animais, problemática da pesca predatória e acidental (by catch), metodologias não letais de estudo e conservação, além de oportunidades de estágio no mundo e ações da Sea Shepherd em prol dos tubarões.

Bianca Rangel, falando a respeito de estudos não letais de reprodução em raias e tubarões. Foto: Aline Poscai

Natascha Wosnick, falando a respeito da utilização de ultrassom para estudos pré-natais com raias. Foto: Aline Poscai

A primeira turma contou com a participação de alunos de Biologia e Biologia Marinha, além de apaixonados por tubarões que não trabalham na área. “O foco do curso está em mostrar aos alunos as novas ferramentas de estudo, que não envolvem a morte destes animais, para que assim, possamos capacitar o maior número de estudantes de graduação a se envolverem na área”, diz Bianca. “Criamos este curso também como uma ferramenta para os voluntários da ONG e apaixonados por raias e tubarões, para que tenham conhecimento técnico e científico e assim possam fortalecer ainda mais as ações realizadas pela Sea Shepherd”, diz Natascha.

Turma São Paulo. Foto Raphael Camargo, coordenador núcleo São Paulo.

O curso contou com a participação do embaixador Marcio Lisa, que trouxe aos participantes relatos de sua experiência como mergulhador e fotógrafo de raias e tubarões, além de abordar assuntos como o finning, animais em cativeiro e conservação.

Marcio Lisa, documentarista e embaixador Sea Shepherd Brasil, falando a respeito de mergulhos com raias. Foto: Bianca Rangel

Sibele Mendonça, aluna de doutorado da Universidade Federal Rural de Pernambuco também foi convidada especial da primeira turma, contando sobre sua experiência de trabalho com as raias-manta no Arquipélago São Pedro e São Paulo. Sibele encantou todos com seu trabalho que envolve mergulho em apneia para a marcação e identificação destes animais.

Sibele Mendonça, falando a respeito de seu trabalho de doutorado com marcação e identificação de raias manta no Arquipélago São Pedro e São Paulo. Foto: Bianca Rangel

O feedback dos alunos também foi positivo, “O curso tá show de bola mesmo, tive a oportunidade de participar do primeiro. Fazia tempo que não via um curso com uma proposta tão diferente e com tanto conteúdo de qualidade em nosso meio de estudos”, diz Alexandre Rodrigues. “Curso muito bacana da Bianca Rangel e Natascha Wosnick que atuam na área de conservação e metodologias não letais com elasmobrânquios. Fiz o curso em SP e indico muito, principalmente para graduandos!!!”, diz Aline Nayara Poscai. “Pessoal, vale muito a pena, o curso é sensacional. Participei da turma de SP e foi uma experiência incrível”, diz Vanessa Ferreira. “O que mais gostei do curso foi que, apesar de eu ter feito já vários cursos sobre elasmobrânquios, esse foi o primeiro que teve tanta discussão científica e conteúdos diferentes do que é apresentado normalmente. Contei algumas coisas do curso para meu orientador e ele ficou bem interessado, principalmente nas metodologias não letais, e pediu para eu compartilhar algumas informações com o pessoal do laboratório!”, diz Beatriz D’Angelo

Alunos do curso, durante as discussões a respeito do uso de metodologias letais. Foto: Bianca Rangel

Nos dias 27 e 28 de Junho em Curitiba, foi realizado o segundo curso de metodologias aplicadas ao estudo e conservação de raias e tubarões, na escola de mergulho e também embaixada localizada no bairro São Francisco, SCUBASUL.

Wendell Estol, diretor geral do ISSB em visita à escola de mergulho SCUBASUL, parceira e embaixada do Instituto Sea Shepherd Brasil em Curitiba. Foto: Natascha Wosnick

Bianca Rangel, falando a respeito de estudos não letais de alimentação e migração em raias e tubarões. Foto: Aline Rocha

Natascha Wosnick, falando a respeito das licenças necessárias para trabalhar com raias e tubarões no Brasil. Foto: Aline Rocha

 A segunda turma contou com a participação de alunos de Biologia e Gestão Ambiental, além de uma mergulhadora de 14 anos apaixonada por tubarões. “O foco do curso em Curitiba foi diferente do ministrado em São Paulo, visto que os alunos de graduação de Biologia ainda não trabalham na área. Assim nosso enfoque foi em discutir todas as possibilidades ainda não exploradas de estudo no estado” diz Bianca. “Tivemos duas participações inesperadas e especiais nesta turma: uma mergulhadora de 14 anos que apesar de ainda estar na escola pediu para a mãe para participar do nosso curso, pois pretende trabalhar com estes animais e também a participação de um aluno de Gestão Ambiental, que irá realizar seu trabalho de conclusão de curso através da produção de um documentário a respeito da ausência de ataques em nosso estado. Ele se inscreveu no curso pois precisava entender aspectos básicos da biologia de raias e tubarões, para assim possuir uma base científica sólida para a produção de seu material de divulgação”, diz Natascha.

Turma Curitiba. Foto Aline Rocha

Victor Eduardo Pauliv, formando pela Universidade Federal do Paraná e atualmente aluno de doutorado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul foi o convidado especial da segunda turma, contando sobre sua experiência de trabalho na área de Paleontologia, estudando fósseis de tubarões do Paleozóico encontrados no Paraná.

Victor Eduardo Pauliv, falando sobre seu trabalho com fósseis de tubarões encontrados no estado do Paraná. Foto: Aline Rocha

O feedback dos alunos também foi positivo, “Olha como as coisas são né, eu finalizando a graduação e querendo começar novo projeto de monografia e essas meninas lindas fazem esse curso maravilhoso bem quando eu mais preciso! Curso mais completo que já tive a oportunidade de presenciar. Quem não foi vacilou feio!! Agora só ano que vem!” diz Aline Rocha. “Foi maravilhoso, valeu cada momento” diz Isis Daniele. Otto Gadig, Ana Rita Onodera Palmeira e Andrey Castro, importantes pesquisadores da área recomendaram o curso nas redes sociais.

Alunos do curso, durante as discussões a respeito do uso de metodologias letais. Foto: Aline Rocha

O próximo curso acontecerá em São Francisco do Sul, SC, nos dias 01 e 02 de Agosto, com apoio do núcleo Santa Catarina.

Para mais informações e inscrição, acesse: Curso: Metodologias aplicadas ao estudo e conservação de tubarões e raias em SC

Sea Shepherd participa do Primeiro Bazar Vegano de Florianópolis

No dia 04 de Julho, o Núcleo de Voluntários de Santa Catarina do Instituto Sea Shepherd Brasil, participou do Primeiro Bazar Vegano de Florianópolis, que foi realizado na paradisíaca Lagoa da Conceição.

Segundo os organizadores: “A finalidade do Bazar Vegano Floripa é promover a difusão do modo de vida vegano abolicionista sob a perspectiva permacultural para todas as pessoas, sejam elas veganas ou ainda não veganas. Um evento feito por pessoas comuns, independente e autogestionado, sem patrocínio de instituição, empresa, religião ou governo”.

Foto: Núcleo SC

O bazar contou com vários expositores, artesãos, ONGs e cozinheiros com pratos e produtos que não utilizam produtos de origem animal.

“É um público crescente que, pela atitude de buscar a não-violência contra os animais no mundo, merece todo nosso apoio.” Comenta Hugo Malagoli, Coordenador Voluntário do Núcleo de SC.

A Sea Shepherd participou com seu Stand de produtos ecológicos (feitos de PET reciclado), divulgando as ações da ONG no Brasil e no Mundo e fazendo novas filiações.

Foto: Núcleo SC

Voluntárias Gabriela Oms e Gabriela Stoffel. Foto: Núcleo SC

Agradecimentos especiais as voluntárias Gabriela Stoffel e Gabriela Oms que auxiliaram no Stand. E ao voluntário Raphael Augustus por nos informar sobre o evento, nos dando tempo hábil para inscrição.

Em São Paulo, Sea Shepherd Brasil e Samuel J no Festivalma XI – “Novas Conexões” falam sobre a importância da proteção dos oceanos.

No festival musical que ocorreu entre os dias 11 e 14 de junho, que leva o nome de “Novas Conexões” em prol da diversidade cultural, artística e musical,  reuniram-se no Festivalma XI milhares de pessoas no Parque do Ibirapuera na capital paulista e na Concha Acústica em Santos na praia.

Nesta oportunidade Sea Shepherd São Paulo e Sea Shepherd Califórnia com o músico britânico e também Shepherd Samuel J, uniram-se para levar ao público a importância da proteção dos oceanos.

Parque do Ibirapuera em SP reuniu milhares de pessoas no festival. Foto: Sea Shepherd

Musico britânico e apoiador Sea Shepherd Samuel J é atração no Festival Alma. Foto: Sea Shepherd

Dive For Fun Embaixada Sea Shepherd e Samuel J no Ibirapuera - SP. Foto: Sea Shepherd

O músico leva através de suas composições o poder da música para transformar as pessoas. Como apoiador do Sea Shepherd na Califórnia – USA, Samuel J leva este poder de transformação também para a Organização sendo voluntário em várias atividades e projetos. No Brasil fez muitas parcerias e viaja pelo mundo acreditando na música como linguagem universal. Compartilha também com o Sea Shepherd que é possível termos um mundo melhor através da mudança de comportamento e da proteção do ambiente marinho.

Em Santos o músico fez show acústico e defendeu os oceanos para a plateia. Foto Sea Shepherd

Shepherd Samuel J canta e pede proteção dos oceanos em suas apresentações em SP. Foto: Sea Shepherd

Já na apresentação em Santos, realizado na Concha Acústica, os voluntários expuseram na praia durante todo o dia, o stand com produtos e informações sobre a ONG. Foi possível conversar sobre as campanhas nacionais com várias pessoas na praia e no show que aconteceria mais tarde.

Stand na praia divulgando as campanhas nacionais. Foto: Sea Shepherd Brasil

 

Sea Shepherd Brasil – Guardiões do Mar em defesa dos oceanos, nesta XI edição do Festivalma da Revista Alma Surf com o talentoso Samuel J só vieram para engrossar o movimento que clama por proteção, defesa e conservação dos oceanos, em respeito à diversidade marinha e vida em nosso planeta.

Voluntários Sea Shepherd Brasil SP e Samuel J. Foto: Sea Shepherd

 

A vida marinha agradece.