Sea Shepherd Brasil participa de audiência pública que discute a vida marinha na Baía de Guanabara

A Comissão Especial da Baía de Guanabara da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – ALERJ realizou no dia 28 de agosto de 2015, uma audiência pública com o tema “Vida Marinha na Baía de Guanabara”, pois a fauna marinha tem sido muito prejudicada pela degradação do local.

A Baía de Guanabara é um espaço fundamental de biodiversidade, mas também um espaço de lazer, ocupado pela presença da indústria do petróleo e, uma via de transporte marítimo por onde passam diariamente centenas de milhares de pessoas.

Créditos: Alerj

Diversos pesquisadores apresentaram dados dos impactos da poluição da Baía de Guanabara na vida marinha, como o caso do boto-cinza, animal que ilustra o brasão da Cidade do Rio de Janeiro e que nos últimos 30 (trinta) anos teve sua população reduzida de 400 (quatrocentos) para 38 (trinta e oito) indivíduos. Ressalte-se que o boto-cinza é uma das 20 (vinte) espécies brasileiras ameaçadas de extinção e está sendo extinto da Baía

“As alterações nos padrões de pesca e a poluição química e sonora colocaram o animal em risco de extinção. Esta espécie ainda tem um agravante, pois demorara cerca de três anos para se reproduzir”. – disse Alexandre Freitas de Azevedo, do Laboratório de Mamíferos Aquáticos de Bioindicadores da Uerj (Maqua)

Créditos: Custódio Coimbra/Globo

Representantes dos projetos Aruanã e Hippocampus informaram que as tartarugas-marinhas e os cavalos-marinhos também são animais bastante prejudicados pela degradação na Baía de Guanabara.

 Segundo o professor Cassiano Monteiro Neto, Coordenador do Projeto Aruanã – UFF, as tartarugas-verdes estão sofrendo também com um processo de contaminação, que faz com que hoje, metade das tartarugas presentes na Baía de Guanabara esteja com fibropapilamitose, decorrente da poluição, ameaçando a espécie a longo prazo.

Créditos: Onofre Veras/Estadão

O professor, pesquisador e biólogo Cesar Bernardo, Coordenador do Projeto Hippocampus, denunciou despejos irregulares de produtos tóxicos, principalmente na Ilha do Governador, local de pesquisa do projeto voltado para cavalos-marinhos. Salientou que dos 217 cavalos-marinhos mapeados na região, somente 14 indivíduos sobreviveram após um despejo de contaminantes pela empresa Cosan, ficando claro que o principal problema para estes animais é a poluição industrial.

Créditos: Fábio Teixeira/FolhaPress

Pescadores alertaram que diversas espécies de peixes que eram anteriormente consumidas estão tendo um declínio populacional acentuado, pois a Baía de Guanabara continua muito ameaçada pelo despejo de esgoto sem tratamento, como pelos efluentes das 14 mil indústrias de toda a bacia, algumas despejando em rios que desaguam na baía.

Já o Promotor José Alexandre Maximino, do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente/GAEMA do Ministério Publico Estadual informou que tem movido ações civis públicas e requereu a instauração de 02 inquéritos civis: um primeiro inquérito para ordenamento do Terminal 01 do Caju, pelo impacto hidroviário e a questão das dragagens realizadas e, um segundo inquérito para atuar nas questões dos botos-cinza, tartarugas e cavalos-marinhos.  O promotor ressaltou que a mobilização popular sensibilizou os órgãos do Estado para um projeto de curto, médio e longo prazo, e não só medidas emergenciais como estava previsto anteriormente.

Créditos: Custódio Coimbra

Mário Luís Gomes, coordenador do Núcleo de Estudos em Manguezais (NEMA/UERJ) informou que os manguezais têm uma importância biológica, social e econômica, tendo em vista as populações que tiram seu sustento deles. Além disso, apontou que os manguezais são vítimas e podem ser parte da solução dos problemas da Baía.

Foi cobrado do Instituto Estadual do Ambiente – INEA, informações e esclarecimentos acerca da questão da fiscalização e da aplicação dos valores das multas aplicadas por danos ambientais, que foram considerados insuficientes.

As ações de recuperação desenvolvidas na baia de Guanabara, e o processo de recuperação da APA de Guapimirim é hoje um grande exemplo de como é possível recuperar cada vez mais a vida nesta importante baia.

Créditos: Instituto Sea Shepherd Brasil

Outro problema abordado foi a crescente presença da indústria do petróleo. Somente em 2014, mais de 04 (quatro) mil embarcações estiveram circulando na Baía, trazendo uma série de problemas, desde o barulho, ao despejo de óleo, graxa e água de lastro. Isso ocasiona a introdução de espécies exóticas para a Baía. Algumas áreas de mangue estão sendo atacadas por pragas que não tem predadores naturais, como afirmado por um dos pesquisadores.

O Deputado Flávio Serafini (Psol), Presidente da Comissão, afirmou que irá estudar meios de ampliar o controle ambiental e exigir mais rigor na fiscalização de empresas que despejam seus resíduos no mar.

“O problema da degradação da Baía de Guanabara é muito complexo e envolve inúmeros fatores. Ao longo das reuniões da comissão, iremos trabalhar para que alguns problemas que contribuem para a poluição sejam diminuídos, com mais investimento em saneamento ambiental e aumento da dificuldade nos licenciamentos de empresas que poluem o local”, disse Serafini.

Créditos: Instituto Sea Shepherd Brasil

O Instituto Sea Shepherd Brasil foi representado por Luiz André Albuquerque, Diretor Regional e, Grégor Salles, voluntário e ativista, que manifestaram suas preocupações com as informações apresentadas e ofereceram apoio técnico e jurídico à Presidência da Comissão, bem como ao Promotor José Alexandre Maximino. De igual modo, ofertaram colaboração e parceria para as outras instituições presentes, que muito agradeceram.

A Baía de Guanabara está VIVA e depende somente de nós, lutar para salvá-la, revertendo este quadro de degradação e recuperá-la para as presentes e futuras gerações.

ISSB promove palestra em parceria com Salva Mar Escola de Mergulho e Ecolife Aventura

No dia 18 de agosto, o Instituto Sea Shepherd Brasil, por meio de seu Núcleo RS, em parceria com a Salva Mar Mergulho Ecológico e Eco Life Aventura, ministraram a palestra “conhecendo o mundo subaquático” na Universidade de biociências da PUCRS.

Foto: Marcos Rigotti

O ambiente descontraído e animado deu o tom do evento, isso somado ao preparo, profissionalismo e seriedade vieram selar a parceria entre as instituições na luta para educar e conscientizar sobre a importância da preservação dos oceanos.

A ótima repercussão entre os alunos de biologia da PUCRS fez com que os mesmos começassem a formar turmas para a prática de mergulho, tão logo a palestra teve fim. Incentivados pelo palestrante que, a todo o momento, salientava a beleza e a diversidade do ambiente subaquático.

Foto: Marcos Rigotti

Escola Estadual de Duque de Caxias/RJ recebe a visita do Sea Shepherd Brasil

Foto: Núcleo RJ

A Escola Estadual Ercilia Antonia da Silva, em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio de Janeiro, recebeu no dia 20 de agosto de 2015, a visita de integrantes do núcleo carioca do Sea Shepherd Brasil.

Duque de Caxias é o terceiro município mais populoso do Estado do Rio de Janeiro, sendo o mais populoso da baixada fluminense e sofre diariamente com uma grande quantidade de resíduos sólidos descartados de forma irregular.

Foto: Núcleo RJ

Através de um convite da professora Lívia Sekiguchi, bióloga e voluntária do Núcleo RJ, foi ministrada para alunos do ensino médio e fundamental, uma palestra intitulada “Os Impactos do Lixo Marinho”, visando justamente conscientizá-los sobre o descarte irregular destes resíduos e seus impactos na vida marinha da Baía de Guanabara, situada ao leste do município.

Foto: Núcleo RJ

Após a exibição de um pequeno vídeo que buscava estimular a participação e a reflexão crítica dos alunos, seguiu-se um debate, onde foi possível constatar que alguns dos alunos presentes já possuíam um comportamento social consciente, o que é muito importante.

Foto: Núcleo RJ

“Trabalhar desenvolvendo projetos de educação ambiental nas escolas é fundamental para que tenhamos uma mudança de comportamento. O lixo deixou de ser apenas um problema sanitário em zonas urbanas para tornar-se um dos principais poluentes que ameaça a sobrevivência dos animais marinhos em seu próprio ecossistema e atinge de diversas formas a saúde pública. Foi gratificante observar que vários alunos buscam descartar o lixo de forma correta.” – informou Luiz André Albuquerque, Diretor do núcleo carioca.

Foto: Núcleo RJ

Devemos sempre lembrar que aproximadamente 10 milhões de toneladas de lixo acabam nos oceanos e mares do mundo anualmente. O termo “lixo marinho” engloba uma gama de materiais que são descartados deliberadamente, ou acidentalmente perdidos na costa ou no mar, e inclui materiais que são carregados para o mar a partir da terra, de rios, sistemas de drenagem e de esgotos, ou pelo vento. Ele frequentemente inclui materiais sólidos persistentes, manufaturados e processados, tais como plástico, vidro e metal.

Se você deseja ser um voluntário do Núcleo Rio de Janeiro, escreva para nucleorj@seashepherd.org.br.

A Campanha Dirty Sea Project lançada pelo Instituto Sea Shepherd Brasil está percorrendo o litoral brasileiro desenvolvendo ações de Educação Ambiental e limpezas de praias e subaquáticas.

Lugar de lixo é na lixeira !!! Faça sua parte e contribua para um mundo melhor.

Festival “Baía Viva”, em defesa da Baía de Guanabara, é realizado no Rio de Janeiro e a Sea Shepherd Brasil estava presente.

Foto: Marcelo Fortes

 

Diante a grave situação ambiental no qual a Baía de Guanabara se encontra, foi realizado no dia 08 de agosto de 2015, nos jardins do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, o Festival “Baía Viva“, que pretende articular as pessoas que vivem perto desse ecossistema – como pescadores, esportistas, pesquisadores e ambientalistas, pressionando o poder público a criar políticas mais eficazes para despoluir suas águas.

 

O evento teve uma programação variada, com shows musicais, exposições de fotografias e oficinas, que levaram informação e buscaram dialogar com a sociedade, os meios necessários para tornar saudável, um dos mais ricos ecossistemas do estado e cujo entorno concentra mais de 70% da população fluminense, e que atualmente encontra-se bem degradado.

Foto: Internet

Foto: EFE/Antonio Lacerda

Uma barqueata que contou com ativistas, pescadores, remadores e velejadores, foi da Marina da Glória, onde ocorrerão competições de vela durante os Jogos Olímpicos Rio 2016 até a Urca, bairro que abriga o morro do Pão de Açúcar, fato que atraiu a mídia nacional e estrangeira.

 

E o Sea Shepherd Brasil através dos voluntários cariocas participou ativamente desta festa, tanto na realização de atividades lúdicas com as crianças presentes, mostrando-lhe os impactos no ambiente marinho, decorrentes do descarte irregular de resíduos sólidos, como nas rodas de debates que visavam despertar a consciência coletiva e buscar alternativas para a solução deste grave problema ambiental da “cidade maravilhosa”.

Foto: Núcleo RJ

Foto: Núcleo RJ

“Nosso objetivo é chamar a atenção de toda a sociedade, pois todos são importantes em cobrar das autoridades, a adoção de medidas concretas para melhoria da qualidade da Baía de Guanabara. A imprensa tem um papel importante, mas a população carioca precisa se envolver neste processo. É muito triste sabermos que os botos da Baía de Guanabara estão entre os mais contaminados do mundo e que somente restam 36 indivíduos, quando na década de 70, tínhamos uma população de cerca de 800 animais. É importante frisar que o boto-cinza, presente no brasão da cidade do Rio e ícone da fauna marítima da baía, é hoje um animal em extinção.” – disse Luiz Albuquerque, Diretor do Sea Shepherd Brasil no Rio de Janeiro, ao participar de uma das rodas de debates, juntamente com Rafael de Carvalho, do Maqua/URFJ e Douglas Ferreira da FAETEC/RJ

Se você deseja ser um voluntário do Núcleo Rio de Janeiro, escreva para nucleorj@seashepherd.org.br.

Foto: Rafael Vasconcelos

A Campanha Dirty Sea Project lançada pelo Instituto Sea Shepherd Brasil está percorrendo o litoral brasileiro desenvolvendo ações de Educação Ambiental e limpezas de praias e subaquáticas.

Praia não é lugar de lixo, descarte o SEU lixo no lugar adequado. A vida marinha agradece !!!

Curso de metodologias aplicadas ao estudo e conservação de raias e tubarões em Santa Catarina

Nos dias 1 e 2 de Agosto, o Instituto Sea Shepherd Brasil realizou na Cidade Histórica de São Francisco do Sul (a terceira mais antiga do Brasil) , o curso de metodologias aplicadas ao estudo e conservação de raias e tubarões.

Foto: Núcleo SC

Foto: Núcleo SC

O curso, ministrado pelas biólogas e parceiras do Instituto, Bianca Rangel e Natascha Wosnick teve como objetivo trazer ao conhecimento de acadêmicos de ciências biológicas e apaixonados por raias e tubarões, aspectos básicos da biologia destes animais, problemática da pesca predatória e acidental (by catch), metodologias não letais de estudo e conservação, além de oportunidades de estágio no mundo e ações da Sea Shepherd em prol dos tubarões.

Foto: Núcleo SC

Tubarões e Raias são animais ameaçados de extinção em todo mundo. Cerca de 100 milhões são mortos anualmente, o que vai ocasionar um desequilíbrio ambiental irreversível nos mares.

Muitas vezes devido ao pouco conhecimento que as pessoas tem sobre esses animais, eles são rotulados de assassinos dos mares (no caso os tubarões) ou de pouca importância ambiental (no caso das raias). O curso, pela sua didática, tem também a missão de reverter esse pensamento. Mostrando a real importância desses animais para a vida marinha e como consequência, para o planeta.

Foto: Núcleo SC

 Agradecimentos especiais a Joel e Cynthia Piske que cederam espaço e deram todo apoio para a realização do curso, e a voluntária Ellen Martini pela organização.