O Yushin Maru 3 desiste de perseguir o Bob Barker

Quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011.

(Da esquerda para a direita) Bob Barker perto do Nisshin Maru, enquanto o Yushin Maru 3 mantém distância (Foto: Simon Ager)

(Da esquerda para a direita) Bob Barker perto do Nisshin Maru, enquanto o Yushin Maru 3 mantém distância (Foto: Simon Ager)

Enquanto o Steve Irwin avança ao sul em direção à frota baleeira japonesa, os navios da Sea Shepherd, Bob Barker e Gojira, estão mantendo os caçadores longe da matança de baleias.

Hoje, o Yushin Maru 3 fez um movimento para testar o capitão do Bob Barker, Alex Cornelissen. O navio arpoador chegou rapidamente, como se estivesse fazendo um movimento de transferência de uma baleia morta, apesar de não ter uma, mas se utilizou dos mesmos movimentos, como se fizesse.

O Bob Barker não recuou e manteve sua posição. Se o navio japonês tivesse continuado o seu movimento, teria havido uma colisão. O Yushin Maru 3 recuou e se retirou, deixando o Bob Barker bloqueando a rampa da popa do Nisshin Maru.

O Nisshin Maru tem sido incapaz de tirar o Bob Barker dos blocos de gelo. O Gojira continua na parte externa dos blocos de gelo, e acelera para encontrar os baleeiros quando estes emergem do gelo.

O Bob Barker bloqueando a rampa do navio-fábrica (Foto: Simon Ager)
O Bob Barker bloqueando a rampa do navio-fábrica (Foto: Simon Ager)

Não há nenhuma maneira possível para que os baleeiros japoneses carreguem as baleias sem causar uma colisão com o Bob Barker, e o Capitão Cornelissen não tem intenção de recuar para permitir que eles façam isso.

A frota baleeira está em 14 nós, em um curso de 045 na posição de 74 graus e 34 minutos ao Sul e 149 graus e 9 minutos a oeste. Esta posição é do lado sudeste do Mar de Ross, a cerca de 2.500 quilômetros da Nova Zelândia.

Há rumores de que o navio da Marinha da Nova Zelândia, Wellington, está indo para o Mar de Ross. Tanto sua missão como o seu destino são desconhecidos.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do ISSB.

Sea Shepherd interrompe matança ilegal de baleias

Quarta-feira, 09 de fevereiro de 2011.

O Nisshin Maru se aproxima do Gojira em plena velocidade. (Foto: Simon Ager)

O Nisshin Maru se aproxima do Gojira em plena velocidade. (Foto: Simon Ager)

O navio observador Gojira, da Sea Shepherd, encontrou o navio ilegal baleeiro japonês. A Sea Shepherd comunicou o Cetacean Death Star (Estrela da Morte de Cetáceos) em 21:15 (horário da Nova Zelândia), em 9 de fevereiro. O Nisshin Maru foi apanhado durante o processo ilegal de esquartejamento de baleia, em sua plataforma do convés, na posição de 74 graus e 16 minutos e 149 graus e 2 minutos a oeste.

O Gojira imediatamente iniciou a perseguição, na qual o Nisshin Maru tentou escapar, entrando em um campo de gelo. O Gojira tentou bloquear o caminho do grande navio-fábrica para assim ganhar tempo para a chegada do Bob Barker, que estava a 28 milhas de distância. O capitão Locky MacLean envolveu o Nisshin Maru em um confronto, e notificou o baleeiro japonês que eles não iam continuar sua caça ilegal.

O Nisshin Maru parecia estar envolvido em  operações de esquartejamento no instante em que foi descoberto. Luzes de trabalho iluminavam o convés, enquanto uma água começou a ser liberada pelos lados, e manchas marrom-avermelhadas eram visíveis ao longo do convés do navio, enquanto uma fumaça negra gritava da chaminé.

Tripulantes observam o Nisshin Maru do Bob Barker (Foto: Gary Stokes)

Tripulantes observam o Nisshin Maru do Bob Barker (Foto: Gary Stokes)

O Gojira parou em uma área repleta de blocos de gelo, enquanto o Nisshin Maru diminuiu sua velocidade. Apesar de várias chamadas para alterar o curso, o Nisshin Maru aproximou-se do Gojira. Quando o Nisshin Maru estava a 40 metros de distância, o capitão Mac Lean disparou um sinalizador, para sinalizar ao Nisshin Maru para alterar a rota. O navio-fábrica japonês alterou seu curso para estibordo, com o Gojira deslizando 20 metros abaixo a bombordo.

Às 02:20 horas, em 10 de fevereiro, o Nisshin Maru e um dos barcos arpoadores entrou em uma camada espessa de gelo, após ziguezaguear por várias horas através de um bloco de gelo solto. O Gojira se manteve contornando a borda de gelo, encontrando o Nisshin Maru do outro lado do bloco de gelo, usando sua vantagem de velocidade.

O Nisshin Maru se dirigiu ao sul, para uma área de gelo. Parecia que o Gojira estava prestes a perder o navio-fábrica em meio ao gelo espesso, quando o Bob Barker chegou a tempo para assumir a perseguição.

Às 04:00 horas, o Bob Barker se colocou imediatamente atrás da rampa da popa do Nisshin Maru para bloquear qualquer tentativa de desembarque de baleias mortas. O Bob Barker está agora facilmente perseguindo o Nisshin Maru através do bloco de gelo espesso, com o Gojira continuando a contornar o gelo, procurando por navios arpoadores.

O barco da Sea Shepherd, Steve Irwin,  partiu de Wellington, na Nova Zelândia, às 18:00 horas, em 9 de fevereiro e espera-se que encontre a frota da Sea Shepherd e a frota japonesa baleeira em aproximadamente 5 dias.

O Bob Barker precisa manter a posição na popa do Nisshin Maru até que o Steve Irwin possa ajudá-lo. Ao bloquear a rampa da popa, o navio-fábrica é incapaz de carregar baleias mortas dos navios arpoadores, permitindo que a Sea Shepherd efetivamente encerre suas operações de caça ilegal.

Tripulante da Sea Shepherd se prepara para desencadear o estilingue de tinta vermelha, simbolizando sangue, a bordo do navio fábrica (Foto: Simon Ager)

Tripulante da Sea Shepherd se prepara para desencadear o estilingue de tinta vermelha, simbolizando sangue, a bordo do navio fábrica (Foto: Simon Ager)

Traduzido por Bruna Vieira, voluntária do ISSB.

NOSSO MUNDO NOSSO TRÓPICO – Ação no RS – ADIADA PARA dia 19

O Instituto Sea Shepherd Brasil convoca voluntários para uma ação no Rio Grande do Sul.

Trata-se do evento “NOSSO MUNDO NOSSO TRÓPICO” que terá a participação de voluntários, do ISSB, FREESURF, Plásticos Pampa, Associação de Franquias Sustentáveis e outros.

Faremos um mutirão de limpeza nas praias de Atlântida (19/02/2011) e Torres (26/02/2011) nos molhes, sempre das 14horas às 16 horas. Contamos com a participação de todos!

Todo o lixo recolhido será reaproveitado. Boa parte dele, você vai ver nas vitrines das 13 lojas Trópico espalhadas pelo estado do RS. Isso mesmo! O artista Lucas Strey terá como material as peças recolhidos nessa ação para criar os objetos decorativso das vitrines.

Para ajudar, inscreva-se e ganhe uma camiseta personalizada. Participe para que possamos continuar chamando o Planeta Terra de Nosso Mundo!

E lembre-se : na areia deixe somente pegadas…

Maiores informações e inscriçoes através do email: paula@tropico.esp.br

19/02/2011 – Atlântida – 14:00-16:00hs

26/02/2011 – Torres – 14:00-16:00hs

Rio Grande do Sul

Informo que, devido à previsão do tempo, adiamos a data da ação do Nosso Mundo para o dia 19 de fevereiro.
 
O nosso ponto de encontro continua sendo a barraca do Madeirite na plataforma da praia de Atlântida. Nos encontraremos às 13h30, para entrega das camisetas e às 14h começaremos a limpeza.
 
Contamos com a presença de todos vocês!!!
 
Caso alguém que não tenha se inscrito, queira participar, favor enviar e-mail para
paula@tropico.esp.br.
 
Paula Galvani
Marketing Trópico
51 3338 6200
paula@tropico.esp.br

Fuga apertada para o Gojira

Baleeiros atiram lanças na tripulação da Sea Shepherd

Sexta-feira, 04 de fevereiro de 2011.

Cara a cara com o Yushin Maru 3, a uns meros 10 metros de distância do Gojira (Foto: Simon Ager)

Cara a cara com o Yushin Maru 3, a uns meros 10 metros de distância do Gojira (Foto: Simon Ager)

O Yushin Maru 3 deliberadamente se jogou no navio da Sea Shepherd Conservation Society, o Gojira, nesta sexta-feira, 4, em uma tentativa para destruir o navio comandado pelo Capitão Locky MacLean.

“Era como olhar a face da morte quando o casco de aço, de repente, surgiu sobre nós. Nós acabamos de escapar de sermos cortados ao meio”, disse o Capitão MacLean.

Ambas as embarcações estavam em um curso paralelo, com o navio baleeiro Yushin Maru 3 no lado estibordo do Gojira. De repente, o Yushin Maru 3 deu uma guinada forte à bombordo, na tentativa de mutilar o Gojira.

O Capitão MacLean percebeu a tempo de acelerar, efetivamente evitando a colisão com o Yushin Maru 3, que estava a meros 10 pés da popa do Gojira.

O operador do barco Delta, Chade Halstead, escapou de ser ferido quando um dos baleeiros jogou lanças de bambu na tripulação do barco. A Sea Shepherd recuperou algumas destas lanças de bambu, potencialmente letais.

O Yushin Maru 3 se aproxima da popa do Gojira (Foto: Simon Ager)

O Yushin Maru 3 se aproxima da popa do Gojira (Foto: Simon Ager)

O Gojira e os barcos pequenos do Bob Barker estavam perseguindo o Yushin Maru 3 com bombas de tinta fedidas, em uma tentativa de manter o baleeiro longe do navio da Sea Shepherd, o Bob Barker. A operação foi um sucesso. O Bob Barker agora está livre para procurar o navio-fábrica japonês Nisshin Maru.

Com o Bob Barker escapando de suas mãos, o Yushin Maru 3 emitiu um sinal de socorro internacional, dizendo que eles foram atacados pelos navios da Sea Shepherd, o Bob Barker e o Gojira. No entanto, o Bob Barker estava há mais de sete quilômetros de distância quando os caçadores emitiram o seu sinal de socorro.

Tanto o Bob Barker quanto o Gojira reconheceram o pedido de socorro pelo rádio, e contataram o Yushin Maru 3 para obter informações sobre o que lhes afligia. Eles foram contatados três vezes por rádio, em japonês e em inglês, mas se recusaram a responder.

Apesar do fato de que a Sea Shepherd respondeu ao chamado dos baleeiros e registrar e monitorar este reconhecimento, o Instituto de Pesquisa de Cetáceos emitiu um comunicado de imprensa acusando a Sea Shepherd de não oferecer assistência, quando na verdade a ajuda foi oferecida três vezes.

O Gojira contatou o Yushin Maru 3 por rádio, indicando que não seriam amolados quando parassem atrás do Bob Barker. A Sea Shepherd vê a rejeição do contato de seus navios por parte dos baleeiros como uma provocação.

O Bob Barker está agora livre do Yushin Maru 3, e pode continuar a perseguição ao Nisshin Maru. O Bob Barker e o Gojira vão continuar a perseguir e assediar a frota baleeira japonesa, enquanto o Steve Irwin reabastece e recebe suprimentos em Wellington, na Nova Zelândia.

O barco inflável Delta, do Bob Barker, é atacado por uma lança de bambu lançada do Yushin Maru 3, em 04 de fevereiro de 2011.

http://www.youtube.com/embed/cfhhI5D_cjo

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do ISSB.

Relatório do progresso da campanha Operação Sem Conciliação

Domingo, 30 de janeiro de 2011.

Relatório: 2 de dezembro de 2010 a 31 janeiro de 2011
61º dia da campanha, 31º dia em busca da frota baleeira japonesa

Frota da Sea Shepherd Conservation Society:

Steve Irwin:
(Holanda) Capitão Paul Watson com uma tripulação de 42 voluntários
Partiu de Hobart em 02 de dezembro de 2010
Interceptou a frota baleeira japonesa em 31 de dezembro de 2010

Bob Barker:
(Holanda) Capitão Alex Cornelissen com uma tripulação de 35 voluntários
Partiu de Hobart em 02 de dezembro de 2010
Interceptou a frota baleeira japonesa em 31 de dezembro de 2010

Gojira:
(Austrália) Capitão Locky MacLean com uma tripulação de 11 voluntários
Partiu de Hobart em 11 de dezembro de 2010
Interceptou a frota baleeira japonesa em 31 de dezembro de 2010 

Tripulação total: 88

Steve Irwin no campo de gelo (Foto: Barbara Veiga)

Steve Irwin no campo de gelo (Foto: Barbara Veiga)

Este ano é o mais fraco da frota japonesa, com apenas quatro navios, incluindo o navio-fábrica Nisshin Maru, e os três navios arpoadores Yushin Maru, Yushin Maru 2, e Yushin Maru 3. Os navios de investigação e o navio de segurança, Shonan Maru, estão ausentes da frota baleeira este ano.

A frota baleeira japonesa chegou com duas semanas de atraso no Santuário de Baleias do Oceano Antártico. Todos os três navios da Sea Shepherd conseguiram interceptar a frota baleeira antes de qualquer baleia ser morta, em 31 de dezembro de 2010. O Nisshin Maru, o navio-fábrica, escapou e fugiu para o leste. Dois dos navios arpoadores foram designados para permanecer na popa do Bob Barker e do Steve Irwin, para impedir os navios da Sea Shepherd de encontrarem o navio-fábrica. Embora essa tática funcione para os baleeiros, para manter a Sea Shepherd distante do navio-fábrica, ela tem o preço da remoção de dois dos três navios arpoadores da caça durante o mês inteiro.

Devido a limitações de combustível, os navios Yushin Maru tinham de substituir um ao outro, com o Yushin Maru 3 substituindo o Yushin Maru, em meados de janeiro. Isto teve como efeito o afastamento do terceiro navio arpoador das operações de caça por dias, porque o Nisshin Maru tinha de permanecer fora do alcance do helicóptero do Steve Irwin.

Resumo:

A Sea Shepherd manteve dois dos três navios arpoadores em observação durante 24 horas, por 32 dias, período em que estes navios não mataram uma única baleia. Isto significa que a eficiência da caça às baleias japonesa foi reduzida em dois terços. O Nisshin Maru poderia continuar caçando com este único arpoador disponível, mas não com 100 por cento de eficiência, porque ambos fugiam para o leste, oeste, leste novamente, e depois para o sul. Devido ao tempo gasto em águas muito ao norte, e no reabastecimento do navio-fábrica, a maior quantidade de tempo que este navio arpoador poderia ter operado de forma eficiente como um navio caçador assassino é de apenas 25 a 50 por cento.

Com três navios arpoadores, a frota baleeira geralmente pode matar oito a nove baleias por dia, é claro que quando o tempo, as condições de gelo e as baleias permitem que este número seja alcançado. Se todos os três navios estivessem operando com plena eficiência, em excelentes condições, poderiam ter matado de 240 a 300 baleias durante um único mês de operações.

Com a Sea Shepherd retirando dois dos navios arpoadores desta equação, a maior quantidade de baleias que podem ser mortas pelo navio arpoador restante seria de três por dia, cerca de 90 baleias em um mês. No entanto, sabemos que este navio foi um arpoador em constante movimento, ora preocupado em fugir, ora em ajudar um dos arpoadores, durante 50 a 75 por cento do tempo. Portanto, estimamos o máximo de eficiência a 50 por cento, 25 por cento no mínimo.

Se todas as condições eram ideais para a caça para este único navio arpoador, ele continuaria a ser capaz de matar 45 baleias, no máximo, ou, de maneira mais realística, 30 baleias, o que ainda está bem abaixo de sua meta. No entanto, acreditamos que este único navio arpoador tinha apenas cerca de cinco dias para realizar os seus exercícios de caça, o que significaria apenas 15 baleias mortas no máximo. Mas não saberemos os números finais das mortes, até que sejam liberados no final da época de caça.

Campanha: dificuldades e falhas

Esta não é uma campanha fácil, devido à caça, ao gelo, ao clima e aos arpoadores seguindo nossos navios. Nós experimentamos inúmeras dificuldades, incluindo a retirada forçada do Gojira para reparos de emergência, bem como as condições de gelo imprevisíveis. Nosso grande fracasso foi não impedir o reabastecimento do Nisshin Maru.

O Gojira localizou o navio panamenho Sun Laurel em 12 de janeiro de 2011. No dia 13 de janeiro, o Bob Barker e o Steve Irwin encontraram o Sun Laurel para permitir que o Gojira continuasse procurando o Nisshin Maru. O objetivo era cortar o reabastecimento do Nisshin Maru. O Sun Laurel fugiu para o leste. Em 18 de janeiro, o Steve Irwin se distanciou do Sun Laurel e conseguiu afastar o navio arpoador de sua popa. O Steve Irwin foi então em busca do Nisshin Maru, porque o Gojira teve que voltar para Hobart, na Tasmânia, para reparos no seu computador e nas bombas de combustível de seus motores novos. Com o Steve Irwin com reservas de combustível limitadas, e sabendo que o Sun Laurel estava indo longe demais a leste, até o ponto de 143 graus a leste, o Capitão Watson pediu que o Capitão Cornelissen parasse de perseguir o Sun Laurel, porque uma vez que o Nisshin Maru fosse encontrado, o Bob Barker não seria capaz de voltar a tempo para perseguir o navio-fábrica, antes que o Steve Irwin tivesse que voltar ao porto para reabastecer. O Bob Barker parou de perseguir o Sun Laurel, mas não antes de plantar um dispositivo de rastreamento nele. A distância do Steve Irwin para o Sun Laurel era de 1.200 milhas náuticas. Relatórios da Nova Zelândia sugeriam que os caçadores estavam buscando fretar um navio fora da Nova Zelândia, enquanto o Sun Laurel levava o Bob Barker mais e mais para o leste.

Em 26 de janeiro, o Steve Irwin encontrou o Nisshin Maru e foi atrás dele. Infelizmente, o Nisshin Maru mudou seu caminho, através do gelo espesso, perigosamente, no desespero para fugir da Sea Shepherd. O Steve Irwin não poderia fisicamente prosseguir atrás do Nisshin Maru, devido a estas condições de gelo perigosas.

O rastreador do Sun Laurel indicou que o navio estava voltando para sudoeste, o que significava que o Nisshin Maru estava indo reabastecer. Tudo parecia certo para o Steve Irwin e o Bob Barker interceptarem o Sun Laurel antes que o Nisshin Maru pudesse alcançá-lo, exceto por um fator imprevisível… gelo!

Gelo!
 
Os dois navios da Sea Shepherd, cada um com um navio arpoador na sua popa – o Steve Irwin voltou a ser seguido de novo quando encontrou o Nisshin Maru – teriam tempo para cobrir a distância antes do Nisshin Maru se encontrar com o Sun Laurel. O problema era o gelo. Apesar dos gráficos de gelo confirmarem que o caminho era claro, tanto o Bob Barker quanto o Steve Irwin perderam uma grande parte do tempo trabalhando em grandes áreas de pesados gelos flutuantes.

Até o momento em que os dois navios chegassem, ainda com os arpoadores em suas popas, o Nisshin Maru já teria reabastecido. Foi a nossa principal falha durante a campanha deste ano.

Em 30 de janeiro, o Bob Barker, retomou a busca pelo Nisshin Maru, e se envolveu em um confronto com o Yushin Maru 3 no dia seguinte, na tentativa de desacelerar e desviar dos navios arpoadores. O Steve Irwin voltou para a Nova Zelândia com o navio baleeiro Yushin Maru 2 na sua popa.

A situação para fevereiro

O Gojira retornou ao Oceano Antártico e retomará a busca ao Nisshin Maru. O Bob Barker vai continuar a perseguir o Nisshin Maru, mantendo o Yushin Maru 3 ocupado. O Yushin Maru 2 vai demorar alguns dias para retornar ao Nisshin Maru, e esperamos que o Gojira tenha localizado o navio-fábrica até então.

O Steve Irwin vai reabastecer em Wellington, na Nova Zelândia, e deve estar de volta ao Santuário de Baleias do Oceano Austral em meados de fevereiro, com novos suprimentos para as tripulações do Bob Barker e do Gojira.

O Steve Irwin vai ter combustível suficiente para se manter até o final da temporada de caça às baleias, no final de março. O Bob Barker, com uma capacidade de combustível muito maior, também será capaz de permanecer no local até o final de março. O Gojira pode ser reabastecido pelo Bob Barker e pelo Steve Irwin, e também poderá continuar até o final de março.

Janeiro provou ser um excelente mês para a Sea Shepherd durante esta campanha. Nosso objetivo é continuar a fazer intervenções tão bem sucedidas em fevereiro. Um arpoador vai continuar fora da caça, com certeza, uma vez que continua na popa do Bob Barker. O segundo navio arpoador levará de três a quatro dias para voltar ao Nisshin Maru. O Gojira deve encontrar o Nisshin Maru em breve, e poderá guiar o Bob Barker até o navio-fábrica. O Steve Irwin vai desviar do arpoador em sua popa antes de chegar a Nova Zelândia, e será capaz de retornar ao santuário de baleias sem ninguém na sua popa.

A frota baleeira japonesa está começando a irritar a Agência de Pescas japonesa. Os baleeiros estão exigindo mais subsídios para compensar a sua incapacidade de atingir as suas quotas. A economia japonesa não aparenta estar saudável, e a indústria baleeira será escandalizada com acusações de corrupção, incluindo suborno e fraude.

Esta poderia ser a última temporada que a Sea Shepherd teve que enviar a sua frota até o Oceano Antártico. Esperamos que este seja o caso, mas se os baleeiros japoneses retornarem ao Santuário de Baleias do Oceano Antártico em dezembro de 2011, eles vão nos encontrar esperando por eles novamente.

Nós vamos afastar esses caçadores de baleia do Santuário de Baleias do Oceano Antártico por afundá-los economicamente.

A maré se voltou contra eles, e se voltarmos no final do ano, estaremos mais fortes do que este ano, tal como todos os anos desde que começamos nossas viagens para cá, em 2002. Nós aumentamos os nossos recursos, aperfeiçoamos nossas habilidades e aprendemos com nossas experiências.

Uma vez que conseguirmos afastar os caçadores de baleias japoneses do Oceano Austral, o nosso objetivo de tornar o Santuário de Baleias do Oceano Austral um verdadeiro santuário de baleias será realizado.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do ISSB.