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A conexão viking-samurai do contrabando: O cartel japonês, islandês e norueguês do crime ambiental

Mais uma vez, as nações baleeiras criminosas do Japão, Noruega e Islândia têm ostentado ruidosamente seu desprezo pela lei de conservação internacional através do contrabando ilegal de baleias massacradas para o Japão.

A BBC de Londres confirmou que sessenta toneladas de carne da ameaçada baleia Fin, mortas em 2006, foram enviadas ilegalmente ao Japão, juntamente com um pequeno carregamento de carne de baleia Minke vindo da Noruega.

A baleia Fin está classificada como espécie ameaçada de extinção pela Lista Vermelha Internacional das Espécies Ameaçadas de Extinção.

Esta é a primeira carga de carne de baleia exportada da Islândia para o Japão em quase 20 anos.

A atividade baleeira comercial foi mundialmente banida desde 1986 através das determinações da Comissão Internacional Baleeira (CIB), porém o Japão, a Islândia e a Noruega continuaram a matar espécies em perigo em violação direta aos regulamentos internacionais que proíbem a matança comercial de baleias.

O comércio internacional de carne de baleia também é proibido pela Convenção Sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES).

“Esta troca será mutualmente benéfica para os três principais países baleeiros”, disse Kristjan Loftsson, chefe executivo da companhia islandesa Hvalurhf, que mata baleias fin.

“Esta parceria é perfeitamente legal sob a legislação doméstica dos três países, assim como nas relevantes leis internacionais”.

“O sr. Loftsson está mentindo”, disse o Capitão Paul Watson. “A Islândia, juntamente com o Japão e a Noruega são nações baleeiras criminosas, empenhadas em caçar furtivamente nos mares alheios, em uma descarada violação da lei internacional”.

O ministro da pesca islandês disse que não é uma questão que compete ao governo.

“Está claro que, desde 2006, nosso entendimento é de que aqueles que estão engajados (na caça) podem exportar seus produtos,” disse Stefan Asmundsson, um oficial sênior no ministério e comissário islandês na CIB. “Então, eles decidem se fazem ou não e até onde eu sei, eles têm enviado alguns produtos ao Japão,” ele informou à BBC de Londres.

Um oficial da Diretoria Norueguesa de Gestão Natural confirmou que seu governo emitiu para duas companhias permissões de exportação de carne de baleias minke totalizando 5.3 toneladas.

O porta-voz de uma das companhias, a Myklebust Trading, disse que a remessa – via aérea – chegou ao Japão.

Entretanto, um oficial na Agência de Pesca Japonesa contou à BBC News que nenhuma solicitação de permissão para importar a carne foi apresentada ao governo – e tal requisição é necessária.

Então, além da violação à lei internacional de conservação, parece que os contrabandistas também violaram o regulamento de importação japonês.

De acordo com a decisão dos últimos meses que determinou a quota de baleias minke para 2008, o Ministro das Relações Exteriores Ingibjorg Solrun Gisladottir disse que a Islândia está sacrificando seus interesses a longo prazo por um lucro a curto prazo.

“A Noruega e a Islândia deveriam punir com encargos comerciais as atividades criminais”, disse o Capitão Paul Watson. “É claro que eles não farão isso pois há uma carência de entusiasmo para fortalecer a lei de conservação por parte das nações. Mas, se a lei não for reforçada pelos governos, eu espero que a paixão e determinação de indivíduos sejam o próximo degrau para se fazer justiça para as baleias, depois da Carta Mundial para a Natureza da ONU que permitiu que os esforços conservacionistas fossem feitos pelas Organizações não-governamentais e individuais”.

A Sea Shepherd Conservation Society vem intervindo ativamente e interrompendo as atividades baleeiras pelo Japão, Noruega e Islândia desde 1986, o ano em que a moratória internacional sobre a atividade baleeira comercial entrou em vigor.

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