Embarcação de ecologistas afunda após choque na Antártica

Fonte: Último Segundo

SYDNEY – Uma embarcação veloz utilizada por ecologistas australianos para perseguir baleeiros japoneses ficou destruída após um confronto com pescadores nipônicos na Antártica.

O ‘Ady Gil’, uma embarcação futurista em carbono e kevlar, capaz de alcançar 93 km/h, se partiu em dois e afundou após um choque no mar, diante da Commonwealth Bay, segundo o jornal.

Os seis membros da tripulação do ‘Ady Gil’ foram resgatados ilesos, segundo Paul Watson, diretor da campanha anual organizada pelo grupo Sea Shepherd contra a pesca da baleia.

A Sea Shepeherd informou que as possibilidades de recuperar o ‘Ady Gil’ são pequenas e que o ataque “não provocado” foi filmado.

“O ‘Shonan Maru Nº2’ se colocou em movimento de repente e deliberadamente avançou contra o ‘Ady Gil’, arrancando oito pés (2,4 metros) da proa”, afirma um comunicado.

Sob a alegação de pesquisa científica, o Japão burla a moratória internacional sobre a caça das baleias, em vigor desde 1986, o que provoca a revolta de Austrália e Nova Zelândia.

Bob Barker doa navio à Sea Shepherd para salvar as baleias

Outro navio anti-baleeiro chegou ao Oceano Antártico hoje (05/01), de forma inesperada e em boa hora: o Bob Barker!

O navio arpoador norueguês de 1.200 toneladas aproximou-se da frota japonesa ás 3 horas da manhã, na Baía de Commonwealth na costa de Adelie (Latitude 66° 43’ Sul, Longitude 143° 17’ Leste). A bandeira norueguesa tremulava no frio Antártico e parecia que o baleeiro tinha ido se juntar aos japoneses para ajuda-los.

Os japoneses podem ser perdoados por terem pensado que os noruegueses pró-caça as baleias tinham enviado o navio para ajuda-los em sua caçada ilegal no Santuário Antártico das Baleias.

Mas toda empolgação tornou-se rapidamente em decepção quando a bandeira norueguesa foi recolhida e uma outra com uma caveira, o tridente de Netuno e um bastão de pastor cruzados foi içada – a bandeira de guerra pirata da Sea Shepherd – anunciando a chegada do Bob Barker, o mais recente navio da frota da marinha de Netuno da Sea Shepherd que trabalha em defesa dos oceanos.

Graças a uma contribuição de 5 milhões de dólares do ícone e personalidade televisiva americana Bob Barker, a Sea Shepherd foi capaz de comprar (sem alardes) e aparelhar o antigo baleeiro norueguês, na África.

O navio, que é veloz e capaz de quebrar gelo, partiu de Mauritius em 18 de dezembro de 2009 para se juntar aos navios Steve Irwin e Ady Gil, ambos da Sea Shepherd, no Oceano Antártico.

Bob Barker também financiou o custo de um helicóptero que acompanhará os navios.

O helicóptero recebeu o nome de Nancy Burnet, em homenagem a presidente da United Activists for Animal Rights (Ativistas Unidos para os Direitos Animais), uma organização que também recebe ajuda de Bob Barker. Este novo helicóptero participará de futuras campanhas.

“Estou muito feliz por poder ajudar a Sea Shepherd Conservation Society, na sua missão de acabar com a destruição do habitat e abate de animais selvagens nos oceanos do mundo”, disse Barker. “Há muita conversa sobre a preservação dos ecossistemas e espécies, mas esta é uma organização que põe estas palavras em ação”.

Pela primeira vez, a Sea Shepherd possui três navios em perseguição á frota japonesa e cada navio tem habilidades únicas.  O Bob Barker com a capacidade de quebrar gelo e de ficar no mar por 3 meses sem precisar repor combustível, perseguirá a frota japonesa.

O Steve Irwin que carrega o helicóptero da equipe e coordena os vôos,  estará encarregada de bloquear as operações de transferências entre o navio fábrica Nisshin Maru e a frota baleeira.

O Ady Gil, com o dobro da velocidade dos navios arpoadores japoneses, tem como seu objetivo interceptar os arpoadores, bloqueando suas ações predadoras.

O objetivo da frota da Sea Shepherd é afundar economicamente a frota baleeira japonesa, falir a indústria baleeira impedindo que não atinjam nem a metade das cotas estimadas, prejudicando os lucros anuais da frota baleeira.

A campanha deste ano foi chamada de Operação Waltzing Matilda para demonstrar a gratidão da Sea Shepherd pelo povo australiano que desde 2005 apóia a Sea Shepherd em suas atividades.

Graças ao apoio generoso de Bob Barker, a Sea Shepherd Conservation Society tem os meios necessários para impactar seriamente os lucros da indústria baleeira nesta temporada.

“Agora, mais do que nunca, estamos confiantes de que seremos capazes de conduzir os baleeiros ilegais para fora das águas do Santuário de Baleias da Antártica.”

Os baleeiros japoneses estão descobrindo que o preço já não compensa tanto.

Com a Sea Shepherd reduzindo a cota de matanças pela metade e prejudicando os lucros pelo quarto ano consecutivo, a subsidiada indústria baleeira está a margem da falência.

“Pretendemos levar à falência os baleeiros”, disse o Capitão Paul Watson.

Navio ativista Ady Gil chega na Antártida

Os navios da Sea Shepherd, o Ady Gil e Steve Irwin, ambos reuniram-se em alto mar ás 00h30 de hoje (quarta-feira, 23 de dezembro).

O Ady Gil se defende com desreguladores fotônicos, que causa cegueira momentânea.

O Ady Gil se defende com desreguladores fotônicos, que causa cegueira momentânea.

O navio japonês de segurança, Shonan Maru No.2, estava a sete milhas do Steve Irwin e foi incapaz de ver a abordagem do Ady Gil.

O Ady Gil é pintado com tinta anti radar e é um barco de aproximação eficaz. O radar do Steve Irwin também foi incapaz de detectar a abordagem do Ady Gil.

Aproveitando as duas horas de escuridão relativa, a tripulação do Ady Gil fez uma rápida transferência de materiais e de tripulação, e em seguida o Steve Irwin partiu deixando ao Ady Gil a tarefa de intimidar e diminuir a velocidade do Shonan Maru N º 2, de modo a permitir que o Steve Irwin ficasse livre da perseguição do navio japonês, que tem impedido a Sea Shepherd de localizar a frota baleeira até o momento.

No início a estratégia parecia boa e o Steve Irwin foi capaz de colocar doze milhas de distância entre o Shonan Maru No.2 e ele próprio.
Mas apesar de ser assediado peloAdy Gil por duas horas, os japoneses mantiveram a calma e conseguiram reduzir a distância para seis milhas.

Para isso eles tiveram que aumentar sua velocidade a mais de vinte nós, uma velocidade da qual, infelizmente, o Steve Irwin não consegue manter.

Durante o encontro, tanto o Ady Gil quanto o Shonan Maru No.2 alcançaram velocidades superiores a 20 nós.

O Shonan Maru No.2 perseguiu o Ady Gil logo que o navio ficou na mira dos canhões de água e Dispositivo Acústico de Longo Alcance (LRAD, em inglês). A tripulação do Ady Gil defendeu o barco utilizando desreguladores fotônicos e assim fazer o Shonan Maru No.2 recuar a uma distância segura.

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O Ady Gil atualmente transporta cinco membros: quatro neozelandeses e um holandês.

O tripulante Laurens De Groot declara, “Esta é uma equipe altamente treinada para defender a lei internacional de conservação. A bordo, temos 2 ex-policiais, 1 ex-fuzileiro naval e um bombeiro profissional, todos determinados a acabar com a caça ilegal japonesa no Santuário de Baleias do Sul. “

Sea Shepherd é novamente atacada por baleeiros japoneses

Por Raquel Soldera, da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Voluntários da Sea Shepherd, liderados por Paul Watson, estão há doze dias em alto-mar após saírem de Fremantle, na Austrália, a bordo do navio Steve Irwin. Há onze dias estão sendo perseguidos pelo barco japonês Shonan Maru 2, que está informando a localização do Steve Irwin para os demais navios da frota baleeira japonesa, dificultando assim a Sea Shepherd de impedir a caça das baleias.

A Sea Shepherd entrou em águas territoriais francesas da Antártida na última quinta-feira (17), após receber a autorização da base de Dumont d’Urville, em uma tentativa de despistar o barco espião japonês. O Shonan Maru 2 seguiu o navio Steve Irwin e navegou por águas francesas sem permissão, em uma perseguição ilegal. A base francesa confirmou que o barco japonês não pediu nem recebeu permissão para navegar em águas francesas.

Às 17h30 o helicóptero do Steve Irwin sobrevoou o barco japonês Shonan Maru 2 para registrar a sua perseguição ilegal. Em resposta, a tripulação do baleeiro japonês ativou o Dispositivo Acústico de Longo Alcance (LRAD, em inglês) contra o helicóptero da Sea Shepherd. Este dispositivo é uma arma militar.

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Shonan Maru 2 ataca o helicóptero da Sea Shepherd. Imagem: Barbara Veiga/Sea Shepherd

“Isso foi extremamente irresponsável”, disse o piloto do helicóptero, Chris Aultman. “Esse dispositivo pode causar náuseas e desorientação, e utilizá-lo contra uma aeronave é extremamente perigoso e irresponsável.”

O helicóptero da Sea Shepherd retornou ao navio Steve Irwin para se proteger do dispositivo, entretanto, o Shonan Maru 2 aumentou a velocidade e apontou seus canhões de água em uma tentativa de destruir o helicóptero na plataforma de desembarque, enquanto o grupo tentava proteger o helicóptero.

O capitão Paul Watson respondeu ao ataque estendendo uma corda de 150 metros da popa do navio para forçar o Shonan Maru 2 a manter uma distância segura. O navio do Sea Shepherd está intacto e a tripulação a salvo.

A Sea Shepherd relatou o incidente às autoridades francesas, enquanto a perseguição continua.

Sea Shepherd recebe apoio francês

Na sexta-feira (18), o piloto do helicóptero da Sea Shepherd, Chris Aultman, e o primeiro comandante do Steve Irwin, Locky MacLean, visitaram a base francesa.

Marie France Roy, chefe do Distrito de Terre Adelie, presenteou Locky MacLean com uma placa para o Steve Irwin e uma carta de apoio. Nela, ela escreve: “externamos a nossa simpatia pelas atividades deste navio, no cumprimento das recomendações da Comissão Internacional da Baleia”.

O navio Steve Irwin permanecerá ancorado na costa Adelie por três dias para aguardar a volta do outro navio da Sea Shepherd, o Ady Gil.

“Uma vez que os dois navios estiverem unidos, teremos condições de virar o jogo sobre este navio japonês que está nos perseguindo”, disse o Capitão Paul Watson.

Com informações de PrensAnimalista e Sea Shepherd

Baleeiros japoneses entram em confronto com defensores de baleias na Antártida

Por Lobo Pasolini   da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

O navio Steve Irwin do Sea Shepherd e o navio caçador de baleias Shonan Maru 2 trocaram potentes tiros de canhões, a cerca de 1.200 milhas náuticas ao sul da Austrália, segundo relatos do jornal Daily Telegraph.

O líder do Sea Shepherd, Paul Watson, disse acreditar que o Japão colocou militares a bordo do Shonan Maru 2 e possivelmente de outros navios baleeiros japoneses.

“O Shonan Maru está cheio de defesas e os tripulantes estão agindo de forma muito militar – a maneira como eles operam, a forma como se movem sobre o navio é muito diferente do ano passado”, disse ele.

“Eles têm quatro canhões sônicos este ano, enquanto no ano passado tinham um. Existem objetos pontiagudos nas laterais e redes para impedir embarque.”

Watson disse que o confronto aconteceu mais ou menos duas da tarde, quando ele contornava o Steve Irwin em torno de um iceberg, fez uma figura oito fora de vista da Shonan Maru 2 e ressurgiu dentro de algumas centenas de metros do baleeiro.

Watson disse que a frota baleeira do Japão foi ampliada este ano para quatro caçadores de baleia, um navio-fábrica, um navio de abastecimento, um navio de observação e dois navios de “segurança”.

O Shonan Maru 2 tem seguido o Steve Irwin desde que o navio da Sea Shepherd deixou Perth em 9 de dezembro. Um avião japonês de monitoramento também tem mantido vigilância constante.

O primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, disse a seu colega Kevin Rudd que as ações da Sea Shepherd ameaçam a segurança da frota baleeira e pediu que a Austrália tomasse as medidas adequadas.

Acredita-se que o Sr. Rudd tenha respondido novamente ameaçando tomar medidas legais contra o Japão sobre a caça de baleias se “uma solução diplomática” se tornasse difícil, ecoando comentários semelhantes que ele fez na semana passada na Austrália.

Mas Watson lançou um duro ataque a Rudd e ao ministro do meio ambiente Peter Garrett. “Eles mentiram para ser eleitos. O Japão ri da Austrália. É muita conversa e nenhuma ação”, disse ele.

O Japão lança uma frota anual para matar baleias no sul do Oceano Antártico da Austrália, apesar da contestação e oposição física de grupos da conservação. As baleias são usadas para a alimentação no Japão, mas Tóquio usa uma brecha em uma moratória internacional que permite a caça para “pesquisa científica”.

Apesar das garantias dadas pelo novo governo centro-esquerda japonês de que não iria matar jubartes, Watson disse que a espécie está listada na autorização dos baleeiros.

“Eu vi o documento e a lista menciona 935 baleias mink, 20 baleias de barbatanas e 50 jubartes”, ele disse.

Fonte: News.com.au