Sea Shepherd é novamente atacada por baleeiros japoneses

Por Raquel Soldera, da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Voluntários da Sea Shepherd, liderados por Paul Watson, estão há doze dias em alto-mar após saírem de Fremantle, na Austrália, a bordo do navio Steve Irwin. Há onze dias estão sendo perseguidos pelo barco japonês Shonan Maru 2, que está informando a localização do Steve Irwin para os demais navios da frota baleeira japonesa, dificultando assim a Sea Shepherd de impedir a caça das baleias.

A Sea Shepherd entrou em águas territoriais francesas da Antártida na última quinta-feira (17), após receber a autorização da base de Dumont d’Urville, em uma tentativa de despistar o barco espião japonês. O Shonan Maru 2 seguiu o navio Steve Irwin e navegou por águas francesas sem permissão, em uma perseguição ilegal. A base francesa confirmou que o barco japonês não pediu nem recebeu permissão para navegar em águas francesas.

Às 17h30 o helicóptero do Steve Irwin sobrevoou o barco japonês Shonan Maru 2 para registrar a sua perseguição ilegal. Em resposta, a tripulação do baleeiro japonês ativou o Dispositivo Acústico de Longo Alcance (LRAD, em inglês) contra o helicóptero da Sea Shepherd. Este dispositivo é uma arma militar.

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Shonan Maru 2 ataca o helicóptero da Sea Shepherd. Imagem: Barbara Veiga/Sea Shepherd

“Isso foi extremamente irresponsável”, disse o piloto do helicóptero, Chris Aultman. “Esse dispositivo pode causar náuseas e desorientação, e utilizá-lo contra uma aeronave é extremamente perigoso e irresponsável.”

O helicóptero da Sea Shepherd retornou ao navio Steve Irwin para se proteger do dispositivo, entretanto, o Shonan Maru 2 aumentou a velocidade e apontou seus canhões de água em uma tentativa de destruir o helicóptero na plataforma de desembarque, enquanto o grupo tentava proteger o helicóptero.

O capitão Paul Watson respondeu ao ataque estendendo uma corda de 150 metros da popa do navio para forçar o Shonan Maru 2 a manter uma distância segura. O navio do Sea Shepherd está intacto e a tripulação a salvo.

A Sea Shepherd relatou o incidente às autoridades francesas, enquanto a perseguição continua.

Sea Shepherd recebe apoio francês

Na sexta-feira (18), o piloto do helicóptero da Sea Shepherd, Chris Aultman, e o primeiro comandante do Steve Irwin, Locky MacLean, visitaram a base francesa.

Marie France Roy, chefe do Distrito de Terre Adelie, presenteou Locky MacLean com uma placa para o Steve Irwin e uma carta de apoio. Nela, ela escreve: “externamos a nossa simpatia pelas atividades deste navio, no cumprimento das recomendações da Comissão Internacional da Baleia”.

O navio Steve Irwin permanecerá ancorado na costa Adelie por três dias para aguardar a volta do outro navio da Sea Shepherd, o Ady Gil.

“Uma vez que os dois navios estiverem unidos, teremos condições de virar o jogo sobre este navio japonês que está nos perseguindo”, disse o Capitão Paul Watson.

Com informações de PrensAnimalista e Sea Shepherd

Baleeiros japoneses entram em confronto com defensores de baleias na Antártida

Por Lobo Pasolini   da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

O navio Steve Irwin do Sea Shepherd e o navio caçador de baleias Shonan Maru 2 trocaram potentes tiros de canhões, a cerca de 1.200 milhas náuticas ao sul da Austrália, segundo relatos do jornal Daily Telegraph.

O líder do Sea Shepherd, Paul Watson, disse acreditar que o Japão colocou militares a bordo do Shonan Maru 2 e possivelmente de outros navios baleeiros japoneses.

“O Shonan Maru está cheio de defesas e os tripulantes estão agindo de forma muito militar – a maneira como eles operam, a forma como se movem sobre o navio é muito diferente do ano passado”, disse ele.

“Eles têm quatro canhões sônicos este ano, enquanto no ano passado tinham um. Existem objetos pontiagudos nas laterais e redes para impedir embarque.”

Watson disse que o confronto aconteceu mais ou menos duas da tarde, quando ele contornava o Steve Irwin em torno de um iceberg, fez uma figura oito fora de vista da Shonan Maru 2 e ressurgiu dentro de algumas centenas de metros do baleeiro.

Watson disse que a frota baleeira do Japão foi ampliada este ano para quatro caçadores de baleia, um navio-fábrica, um navio de abastecimento, um navio de observação e dois navios de “segurança”.

O Shonan Maru 2 tem seguido o Steve Irwin desde que o navio da Sea Shepherd deixou Perth em 9 de dezembro. Um avião japonês de monitoramento também tem mantido vigilância constante.

O primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, disse a seu colega Kevin Rudd que as ações da Sea Shepherd ameaçam a segurança da frota baleeira e pediu que a Austrália tomasse as medidas adequadas.

Acredita-se que o Sr. Rudd tenha respondido novamente ameaçando tomar medidas legais contra o Japão sobre a caça de baleias se “uma solução diplomática” se tornasse difícil, ecoando comentários semelhantes que ele fez na semana passada na Austrália.

Mas Watson lançou um duro ataque a Rudd e ao ministro do meio ambiente Peter Garrett. “Eles mentiram para ser eleitos. O Japão ri da Austrália. É muita conversa e nenhuma ação”, disse ele.

O Japão lança uma frota anual para matar baleias no sul do Oceano Antártico da Austrália, apesar da contestação e oposição física de grupos da conservação. As baleias são usadas para a alimentação no Japão, mas Tóquio usa uma brecha em uma moratória internacional que permite a caça para “pesquisa científica”.

Apesar das garantias dadas pelo novo governo centro-esquerda japonês de que não iria matar jubartes, Watson disse que a espécie está listada na autorização dos baleeiros.

“Eu vi o documento e a lista menciona 935 baleias mink, 20 baleias de barbatanas e 50 jubartes”, ele disse.

Fonte: News.com.au

Baleeiros e Defensores das Baleias entram em confronto pela primeira vez na Campanha

Sea Shepherd ataca baleeiros com jatos d’água.

Sea Shepherd ataca baleeiros com jatos d’água.

Os primeiros choques entre baleeiros e os defensores de baleias ocorreram dia 14 de dezembro quando o Steve Irwin e o Shonan Maru número 2 usaram canhões dágua de alta pressão.

O Shonan Maru número 2 tem perseguido o Steve Irwin desde Fremantle dia 09 de dezembro. Por volta das 14 horas (hora de Melbourne) o Steve Irwin deu a volta em um iceberg, realizou uma manobra em 8 fora da visão do Shonan Maru 2 e ressurgiu a menos de uma milha dos baleeiros japoneses pegando-os totalmente desprevenidos.

Leia atualizações da Campanha para defender as baleias no Blog da Sea Shepherd e no Twitter.

Sea Shepherd inicia mais uma operação para salvar as baleias dos navios japoneses

Por Karina Ramos da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Navio da Sea Shepherd enfrentando falso "navio de pesquisa" japonês no inicio de 2009.

Navio da Sea Shepherd enfrentando falso "navio de pesquisa" japonês no inicio de 2009.

A mais nova campanha da Sea Shepherd Conservation Society para interromper as atividades da indústria baleeira japonesa no Oceano Antártico já está em andamento.

O capitão Paul Watson e sua tripulação partiram, recentemente, no navio Steve Irwin de C-Dock, Victoria Quay, em Fremantle, com um grande grupo de apoiadores e a imprensa local que lá estava para a despedida. Uma visita surpresa de Terry, Bindi e Bob Irwin foi comemorada, com Bindi dizendo esperar que neste ano os japoneses não conseguissem matar baleia alguma.

“Estamos muito próximos de levar a frota beleeira à falência e acredito que afetaremos seus lucros significativamente neste ano e conseguiremos fazer a frota parar. Agradecemos todo o apoio que temos recebido ao redor do mundo, principalmente da Austrália, que faz com que tudo isso seja possível”, disse Paul Watson.

Recentemente, Paul também postou comentários em um artigo da Animal Concerns explicando por que essa operação pode ser a mais perigosa para a organização:

“Meu trabalho é dizer coisas que as pessoas podem não querer ouvir, fazer coisas das quais algumas pessoas podem discordar. Meu trabalho é incomodar as pessoas, salvar o máximo de vidas que for possível, balançar o barco e fazer ondas. Não estou aqui para ganhar concursos de popularidade ou o maldito Prêmio Ambiental Chevron. Não estou aqui para fazer falsas promessas e críticas açucaradas. Estou aqui para fazer a diferença e as pessoas podem argumentar se estou fazendo ou não. Não me importo, a história vai dizer.”

O outro navio da organização, o Ady Gil, partiu de Hobart, na Tasmânia.

Fonte: Animal Concerns

Baleias em Santa Catarina viram alvo de Norueguesa

“Eu às vezes fico pensando em como seria se os brasileiros falassem. Se protestassem contra o que lhes fazem, se fizessem discursos indignados em todas as filas de matadouro, se cobrassem com veemência uma participação em tudo o que produzem para enriquecer os outros, reagissem a todas as mentiras que lhes dizem, reclamassem tudo que lhes foi negado e sonegado e se negassem a continuar sendo devorados, rotineiramente, em silêncio. Não é da sua natureza, eu sei, só estou especulando. Ainda seriam dominados por quem domina a linguagem e, além de tudo, sabe que fala mais alto o que nem boca tem, o dinheiro. Mas pelo menos não os comeriam com a mesma empáfia”.

Luis Fernando Veríssimo, O Mundo Bárbaro.

Não é nenhum segredo que todos os anos a frota baleeira norueguesa mata cerca de 800 baleias. Enquanto o Japão esconde suas atividades ilícitas debaixo do disfarce de “pesquisa científica”, os noruegueses desafiam a moratória da caça comercial escancaradamente.

A baleia franca é um dos maiores cetáceos existentes, e é a segunda espécie de baleias mais ameaçada de extinção do planeta. Estima-se que existam atualmente apenas sete mil animais pelo mundo. No Brasil as baleias francas foram caçadas até meados da década de 70 na região de Santa Catarina, que conseqüentemente é um dos lugares procurados pelas baleias francas para reprodução. Apesar da caça comercial as baleias em Santa Catarina ter se estendido ate 1973, na Paraíba ela continuou ativa pelos japoneses, até 1985.

Mas o fim da caça comercial no Brasil não foi o suficiente para reverter o dano que o homem causou as populações locais das baleias francas. Ambientalistas como José Truda Palazzo, cofundador do Projeto Baleia Franca, lutaram pela preservação e proteção desta espécie de diversas formas.

Em 1999 o Projeto Baleia Franca na liderança de Truda Palazzo propôs a Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, que foi efetivada por Decreto Federal em 2000. Como todas as Áreas de Proteção Ambiental, a APA da Baleia Franca é administrada pelo IBAMA (hoje pelo ICMBIO), mas contem um conselho gestor cujo o Instituto Sea Shepherd integra desde 2006, formado de ONGs e outras organizações regionais.

A APA da Baleia Franca é formada por regiões costeiras, são 130 km de costa, mais 156.000 hectares de águas e espaços terrestres adjacentes.

A APA da Baleia Franca é formada por regiões costeiras, são 130 km de costa, mais 156.000 hectares de águas e espaços terrestres adjacentes.

A APA da Baleia Franca é formada por regiões costeiras habitadas por uma grande biodiversidade, são 130 km de costa, mais 156.000 hectares de águas e espaços terrestres adjacentes. A conservação e o equilíbrio deste ecossistema é vital para o equilíbrio ecológico das espécies regionais e as migratórias como o caso da baleia franca.

Porém uma tragédia é iminente e as baleias francas em Santa Catarina serão vítimas colaterais de um empreendimento milionário que construirá um complexo de fabricação de superfosfato de uma mineradora norueguesa Yara em joint-venture com outra multinacional do mesmo ramo, Bunge.

O empreendimento tem como objetivo a mineração e a produção de ácido sulfúrico no município de Anitápolis, envolvendo considerável impacto ambiental sobre uma das mais belas áreas do estado de Santa Catarina, berço e nascente de importantes rios da região. O complexo atingirá áreas de preservação permanente, unidades de conservação, lagunas e área costeira, impactando de forma significativa mais de vinte e um Municípios catarinenses.

Serra do Rio dos Pinheiros  - região que será inundada pelos lagos da mineração e suas 2 barragens com 80 metros de altura sobre o nível do Rio dos Pinheiros

Serra do Rio dos Pinheiros - região que será inundada pelos lagos da mineração e suas 2 barragens com 80 metros de altura sobre o nível do Rio dos Pinheiros

O Instituto Sea Shepherd Brasil, recebeu a notícia deste empreendimento com grande preocupação sobre o fato que a fosfateira afetará de forma significativa os rios que banham os municípios próximos ao complexo industrial. A preocupação da Sea Shepherd se dá em razão de que toda a água e resíduos industriais serão diretamente lançados ao mar onde as baleias francas se encontram anualmente para procriar.

A Área de Preservação Ambiental da Baleia Franca será diretamente afetada. Isto é um fato. A região costeira é rota migratória das baleias francas e diversas espécies de golfinhos, abundantes na região. Tais animais são protegidos pela Lei Federal nº 7.643/87 que proíbe o molestamento de cetáceos em águas jurisdicionais brasileiras.

Assim, mais uma vez as baleias francas estão na mira de indústrias extrativistas estrangeiras, e de outro lado os ambientalistas unem esforços para defender a beleza e biodiversidade da natureza brasileira.

Em 19 de junho de 2009 uma pequena ONG de Santa Catarina, a Associação Montanha Viva, liderado pelo seu presidente o professor Jorginho Albuquerque, enviou ofício ao BNDES solicitando informações sobre o financiamento do empreendimento. Em 17 de agosto o BNDES respondeu informando que é rigoroso quanto ao cumprimento da legislação ambiental dos empreendimentos que licencia, porém preferiu não fornecer informações quanto ao contrato de financiamento, com base na Lei Complementar 105/01 que garante o sigilo às instituições financeiras.

A Associação Montanha Viva também questiona o fato do empreendimento estar sendo licenciado pelo órgão ambiental estadual, a FATMA, e não pelo federal, o IBAMA, que tem mais condições técnicas para licenciar um empreendimento desta magnitude, que envolve bens e interesse da União, jazidas de fosfato que podem resultar em contaminação por radioatividade e metais pesados que impactarão lençóis freáticos, dentro da APA da Baleia Franca.

No dia 1º de Outubro deste ano, o representante legal da Associação Montanha Viva, o Doutor Eduardo Lima, através da Vara Federal Ambiental de Florianópolis, conseguiu ordem liminar suspendendo a licença ambiental prévia da empresa norueguesa para iniciar a construção da fosfateira.

“Nas próximas reuniões da APA da Baleia Franca e dos Comitês Técnicos da Mineração colocaremos em pauta a questão e o Instituto Sea Shepherd Brasil estará mais atento aos andamentos da ação civil pública movida pela Associação Montanha Viva contra o empreendimento,” comentou Hugo Malagoli, coordenador regional voluntário do ISSB em Santa Catarina.

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