Japão obtém mandado de prisão contra Capitão Watson da Sea Shepherd

080303_Paul_Watson peqA Guarda Costeira do Japão obteve um mandado de prisão contra o presidente internacional da Sea Shepherd Conservation Society, capitão Paul Watson, acusado de ordenar membros da ONG a impedir a caça à baleia anual japonesa. Watson, canadense de 59 anos, será colocado numa lista de procurados via Interpol, afirmou a agência de notícias Kyodo.

“O governo japonês está desesperado para impedir os navios do Sea Shepherd de retornarem ao santuário de baleias do oceano Austral na temporada de caça 2010-2011″, disse Watson.

As autoridades japonesas prenderam neste ano o ativista do Sea Shepherd, capitão Peter Bethune, e acusaram-no de cinco infrações no começo deste mês, depois que ele abordou um navio da frota baleeira nipônica para dar voz de prisão a seu capitão. Com as diversas ações de protesto realizadas pela Sea Shepherd, o Japão capturou apenas 500 baleias de uma quota de 900 de seu programa “científico” no oceano Austral na última temporada.

A ação vem num momento em que a Comissão Internacional da Baleia tenta negociar um acordo de conciliação no longo debate entre países caçadores e conservacionistas que pode permitir ao Japão aumentar sua quota de captura costeira de animais, contanto que corte a caça “científica” na Antártida.

Sea Shepherd anuncia início da campanha em defesa do atum-azul

Por Raquel Soldera da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

atumEm 1° de maio de 2010, a bandeira do navio da Sea Shepherd, Steve Irwin, partirá de Nova York em direção ao Mediterrâneo, onde vai iniciar a Campanha 2010 em Defesa do atum-azul: Operação Fúria Azul. A campanha visa impedir uma variedade de atividades criminosas, que estão levando à extinção do atum-azul.

O atum-azul enfrenta atualmente a caça e a pesca extrema, e as populações têm diminuído em pelo menos 85% desde que a pesca industrial começou. Altas cotas do atum-azul são fixadas pela Comissão Internacional para Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT), de 13.500 toneladas, mas, na realidade, mais de 60.000 toneladas de atum-azul são mortos a cada ano. Além disso, surpreendentemente, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora (CITES) recentemente não incluiu o atum rabilho como uma das espécies protegidas. A decisão ocorreu depois que o Japão, Canadá, e uma variedade de nações de grande importância econômica contestaram a medida.

Em resposta, como a última defesa do atum-azul, a Sea Shepherd vai de maneira ativa fazer cumprir as leis de conservação, opondo-se a caça que atualmente está ameaçando a espécie.

É revoltante que o atum-azul esteja prestes a ser extinto e não há um único governo no mundo fazendo algo sobre isso.

O atum-azul do Atlântico é um maiores e mais rápidos peixes do mundo. É também uma espécie de crescimento lento e de longa vida, tornando a atual crise causada pela pesca mais grave não só para o atum, mas para os ecossistemas do oceano em que vivem.

O fundador e presidente da Sea Shepherd, o Capitão Paul Watson dise: “Eu estou com raiva que a crise do atum-azul ficou tão fora de mão. O setor de pescas está, literalmente, investindo na extinção desta espécie, para que possam controlar o preço através do acúmulo de toda a oferta de atum-azul em armazenamento refrigerado. Este tipo de cobiça não pode ser autorizada a continuar”.

A temporada de pesca do atum-azul dura desde meados de maio até agosto. A Operação Fúria Azul da Sea Shepherd começará imediatamente após a chegada do navio no Mediterrâneo.

Operação Sem Conciliação: defendendo a integridade do Santuário de Baleias do Oceano Antártico

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do ISSB.

“Não haverá rendição nem recuos por parte da Sea Shepherd, será “sem conciliação” até mandarmos a frota baleeira japonesa embora do Santuário de Baleias do Oceano Antártico – para sempre!”

– Capitão Paul Watson

San.tu.á.rio – substantivo

1. Lugar santo ou sagrado.
2. Judaísmo – tabernáculo bíblico ou templo em Jerusalém, lugar mais sagrado de veneração.
3. Lugar sagrado especial em um templo ou igreja.
4. A parte se uma igreja em torno do altar.
5. Igreja ou outro lugar sagrado onde fugitivos eram formalmente imunes à prisão.
6. Imunidade conferida pelo refúgio em um lugar.
7. Qualquer lugar de refúgio, asilo.
8. Área em que pássaros e animais selvagens podem se reproduzir e se refugiar de caçadores em segurança.

Origem:
1300-1350; ME <Sanctuarium LL, equiv. para sānctu (r.-L Sanct) comb. forma de sanctus +-Arium

Sinônimos: 1. igreja, templo, altar, santuário. 8. preservar. (C.1380). Senso comum (não-eclesiástica) de “local de refúgio ou de proteção” é atestada a partir de 1568, como “terra reservada para as plantas selvagens ou de animais para produzir e viver”, é usado a partir de 1879.

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Defendendo o Santuário

UntitledOs navios e a tripulação da Sea Shepherd voltarão ao Oceano Antártico em dezembro de 2010, para mais uma vez intervir contra as atividades do Japão de caça às baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico .

“O Santuário de Baleias do Oceano Antártico foi estabelecido internacionalmente como um S-A-N-T-U-Á-R-I-O”, disse o Capitão Paul Watson. “É justamente a palavra santuário que as pessoas não entendem. Santuário quer dizer sem matança, significa proteção, significa refúgio, significa asilo, e temos a intenção de proteger as baleias no santuário com todos os recursos que tivermos”.

A Sea Shepherd Conservation Society não está interessada em nenhum acordo de conciliação com o Japão que legalize a matança de baleias no Oceano Antártico. Dar aos baleeiros uma cota de baleias que eles possam matar não legaliza a caça, porque não se pode legalizar uma cota de baleias a serem mortas em um santuário estabelecido. Não se pode legalizar a matança de baleias no Oceano Antártico sem violar o Tratado da Antártida, que proíbe atividades comerciais nas águas do continente. A única forma de legalizar a caça comercial de baleias no Oceano Antártico é desmantelar o Santuário de Baleias do Oceano Antártico e negar o Tratado da Antártida.

Os navios da Sea Shepherd voltarão ao Santuário do Oceano Austral, ao menos que uma cota zero de baleias a serem mortas seja estabelecida.

“A morte de uma única baleia é uma violação da lei internacional de conservação”, disse o Capitão Paul Watson. “Além de proteger a vida das baleias individualmente, nós também estamos defendendo a integridade do Santuário de Baleias do Oceano Antártico. Navios baleeiros do Japão ou de qualquer outro lugar do mundo não têm o direito de matar baleias no Santuário”.

A Sea Shepherd Conservation Society rejeita a conciliação que está sendo negociado por nações como a Nova Zelândia e os Estados Unidos com o Japão.

“Estou surpreso que essas nações estejam negociando com caçadores”, disse o Capitão Paul Watson. “Eles não negociam com caçadores de elefantes, com caçadores de barbatana de tubarão, com traficantes de drogas, então por que baleeiros japoneses merecem uma atenção especial? A resposta, é clara, é que o Japão é uma potência econômica e faz exigências através de pressão econômica”.

A Sea Shepherd Conservation Society está recrutando voluntários dispostos a abordar navios baleeiros nas águas da Antártida, voluntários dispostos a arriscar suas vidas e liberdade para defender as baleias. Punir o capitão Pete Bethune por abordar um navio baleeiro que atacou e afundou o navio Ady Gil não vai deter a Sea Shepherd. A Sea Shepherd já tem dezenas de voluntários dispostos a serem levados como prisioneiros ao Japão, se for necessário, na próxima temporada.

A campanha que terá início em dezembro será a sétima campanha da Sea Shepherd para intervir contra a caça de baleias pela frota baleeira japonesa no Santuário de Baleias do Oceano Antártico.

A próxima campanha da Sea Shepherd será chamada de “Operation No Compromise” (Operação Sem Conciliação), em reconhecimento à nossa rejeição do acordo de conciliação nas mesas da Comissão Internacional da Baleia (CIB).

“Se eles forçarem uma conciliação, nós responderemos com confrontos”, disse o Capitão Paul Watson, de Colorado Springs, no Colorado, nos Estados Unidos, onde está ministrando uma palestra no Colorado College. “A Nova Zelândia afirma que a conciliação irá reduzir a cota de baleias mortas no Oceano Antártico pela metade. Nós já reduzimos a cota pela metade, então uma conciliação não irá conseguir nada novo. Não estamos satisfeitos com metade, queremos 100% de proteção, nada menos. Se a conciliação reduz a cota pela metade, nós vamos retornar para reduzir a cota reduzida pela metade, ou mais que a metade. Não iremos sair do santuário até que o último arpão seja retirado”.

A terceira temporada de Whale Wars do Animal Planet vai ao ar em 4 de junho nos Estados Unidos.

Não haverá rendição nem recuos por parte da Sea Shepherd, será “sem conciliação” até mandarmos a frota baleeira japonesa embora do Santuário de Baleias do Oceano Antártico – para sempre!

Campanha em defesa das baleias da Sea Shepherd salva 528 baleias

Por Giovanna Chinellato da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

UntitledA frota baleeira japonesa partiu para o Santuário de Baleias do Oceano Antártico com permissão do governo para matar 935 baleias Minke protegidas, 50 baleias fin em extinção e 50 baleias corcundas (jubartes) ameaçadas. O objetivo deles era matar 1.035 baleias no total.

A intervenção feita por três navios da Sea Shepherd Conservation Society evitou que eles alcançassem esse número. Os membros da Sea Shepherd foram vitoriosos em diminuir tal quota pela metade. Seu sucesso em salvar baleias corcundas foi de 100% e de salvar baleias fin, de 98%.

Das 50 baleias corcundas (jubartes) marcadas, os japoneses não mataram nenhuma.

Das 50 baleias fin, eles mataram uma.

Das 935 minke, eles mataram 506.

No total, os baleeiros japoneses mataram 507 baleias.

A Sea Shepherd salvou 528 baleias – seu maior impacto na quota de baleias até os dias de hoje.

Os meses de esforço foram válidos. O custo valeu a pena. A perda do Ady Gil valeu a pena. A prisão do capitão Pete Bethune valeu a pena.

Graças às corajosas tripulações do Steve Irwin, Bob Baker e Ady Gil, graças às centenas de voluntários em terra, graças aos milhares de colaboradores e graças a Bob Baker e Ady Gil, a Sea Shepherd caçou matadores de baleias, confrontou-os e derrubou suas operações em um terço da temporada.

O que isso custou à frota japonesa?

Se o valor médio de uma baleia é de US$ 250.000, então obtiveram sucesso em tirar dos japonês 132 milhões de dólares. É seguro dizer que a indústria baleeira japonesa não obteve lucros nessa temporada. A frota precisaria matar 700 baleias só para cobrir as despesas.

E no topo de sua lista de perdas, está o desperdício de combustível, gasto enquanto perseguiam a Sea Shepherd, o custo da segurança e sistemas de defesa, o custo dos aviões de monitoramento, os gastos com relações públicas, perda do custo da mão-de-obra (os trabalhadores não faziam nada enquanto eram perseguidos). Sem baleias para fatiar, eles sentavam no refeitório e jogavam e bebiam saquê e chá.

“A falta de espécimes pode afetar nossas pesquisas”, disse a agência pesqueira Takashi Mori sobre o baixo número.

“Nós esperamos que sim, mas o mais importante é que a falta de ‘espécimes’ vai afetar seus lucros”, disse o capitão Paul Watson. “Nós os acertamos bastante e com força esse ano e nossos esforços e riscos valeram a pena. Agora, 528 baleias que estariam mortas se não tivéssemos feito nada, estão nadando livres no Oceano Antártico. É um dia feliz para minha tripulação e conservacionistas pelo mundo todo, um dia realmente feliz”.

Escolhendo bancar a vítima de “ecoterroristas”, Takashi Mori culpou a “interferência violenta” de ativistas da Sea Shepherd, que disse serem responsáveis pela interrupção de seu trabalho por 31 dias.

A Sea Shepherd Conservation Society está absolutamente orgulhosa por ter paralisado as ações japonesas por 31 dias.

“Não poderia escolher uma palavra melhor para descrever nossas ações”, disse o capitão do Bob Baker, Chuck Swift. “Nós realmente paralisamos suas ações desprezíveis por 31 dias, e estou extasiado por finalmente ter o reconhecimento oficial dos japoneses sobre nosso sucesso. Obrigada Sr. Mori por admitir.”

A Sea Shepherd está agora reparando os danos ao Bob Baker, buscando um possível substituto para o Ady Gil, e trabalhando para ajudar o capitão Pete Bethune, que permanece prisioneiro dos baleeiros no Japão.

O capitão Paul Watson disse: ”Navios são descartáveis, baleias em extinção não são. Nós perdemos um navio e temos um membro da equipe na prisão. Eu acho que fizemos muito bem esse ano. Agora precisamos nos reorganizar, juntar fundos, reparar e preparar os navios e voltar em dezembro para fazer um trabalho ainda melhor”.

A operação Waltzing Matilda foi a sexta viagem da Sea Shepherd ao Santuário de Baleias no Oceano do Sul e a mais vitoriosa até o momento.

Com informações de Sea Shepherd

Instituto Sea Shepherd Brasil expõe esquema de pesca ilegal de golfinhos e tubarões no Amapá

Por Guilherme Ferreira, Instituto Sea Shepherd Brasil.

Na audiência realizada segunda-feira, dia 12 de abril, em Macapá (AP), foi provado que mais de 80 golfinhos  foram massacrados e utilizados como isca na pesca ilegal de tubarão

Barbatanas de tubarões apreendidas em Rio Grande, RS que são vendidas ilegalmente ao exterior.

Barbatanas de tubarões apreendidas em Rio Grande, RS que atende ao mercado asiático. Foto de Gerson Pantaleão

A audiência pública ocorreu na 2ª Vara Federal do Amapá e contou com a presença de representantes do Ministério da Pesca, Marinha do Brasil, Ibama do Amapá, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), o réu Jonan Queiroz de Figueiredo (proprietário das embarcações responsáveis pela pesca de golfinhos), Cristiano Pacheco (diretor jurídico do Instituto Sea Shepherd Brasil) e o Dr. Antônio Philomena (oceanógrafo voluntário da Sea Shepherd Brasil).

A audiência iniciou com o depoimento do réu, Jonan Queiroz de Figueiredo, proprietário das embarcações apreendidas. O diretor jurídico voluntário da Sea Shepherd Brasil, Cristiano Pacheco, fez mais de dez perguntas relacionadas à pesca ilegal de golfinhos e a veracidade da alegação do réu, que afirmava que os cetáceos haviam sido pegos por acidente.

O Dr. Antônio Philomena, formulou perguntas técnicas, afirmando ao Juiz que “dificilmente 83 golfinhos ficariam emaranhados acidentalmente em uma rede de malha. Ao que tudo indica, não houve emaranhamento dos animais, assim como, a captura não foi acidental”, ponderou Philomena.

“O depoimento do Sr. Jonan foi a parte mais difícil. Depois de algumas perguntas diretas e incisivas o réu confessou que os 83 golfinhos massacrados em 2007 foram entregues, em alto mar, para uma embarcação de pesca para utilização como isca de tubarão. Desconfiávamos desta ação mas, uma confissão pública, em juízo, foi um choque”, afirma Pacheco.

“Os golfinhos são mamíferos especiais, dotados de inúmeros talentos e inteligência comprovada. O Brasil é referência mundial na proteção de cetáceos. Saber que estão sendo utilizados como isca de tubarão para uma atividade clandestina e mafiosa que atende ao mercado asiático, é uma vergonha para nós cidadãos e conservacionistas. Além do massacre cruel, ilegal e inaceitável, estes notáveis animais ainda estão servindo de isca de tubarão, fato que o Ibama e o governo do país deveriam conhecer e reprimir. A Sea Shepherd Brasil estará atenta ao desenrolar deste caso e sempre que golfinhos estiverem em risco a Sea Shepherd estará presente na sua defesa”, afirma Pacheco.

O representante do Ibama afirmou que é comum o surgimento de embarcações pesqueiras asiáticas, japonesas e norueguesas na área costeira do Amapá, em especial na região do Oiapoque, onde a fiscalização é praticamente nula e os recursos marinhos são fartos. Afirmou também, que é comum embarcações nacionais prestarem serviços de pesca para embarcações estrangeiras, de forma irregular e sem qualquer fiscalização.

O cenário apresentado na audiência expôs o total descaso com os ecossistemas marinhos na costa do Amapá, uma das regiões costeiras mais ricas do país em biodiversidade. O réu, mesmo sendo conhecedor da atividade profissional da pesca e proprietário de uma grande embarcação, afirmou “não conhecer” a distância legal mínima da costa permitida para a pesca motorizada com rede. O Ibama afirmou que a pesca marinha no estado é descontrolada, não há efetivo nem aparelhamento mínimo para a fiscalização.

A próxima audiência foi designada para o dia 24 de julho de 2010, às 9:00hs, na Justiça Federal do Amapá, em Macapá, onde será intimada a SEFAZ/AP, da Polícia Ambiental, IMAP e a Superintendência da Polícia Federal do Amapá.

Entenda o caso

O Instituto Sea Shepherd Brasil ingressou com ação judicial dia 26 de outubro de 2007 motivado pela denúncia do massacre de mais de 80 golfinhos, no estado do Amapá, que seriam utilizados como isca na pesca ilegal de tubarões. O fato foi noticiado em rede internacional. A pesca de golfinhos é considerada ilegal em território nacional de acordo com a Lei Federal nº. 7.643/87, chamada Lei de Cetáceos, que também proíbe a captura e molestamento de baleias em águas jurisdicionais brasileiras.

Empresas estrangeiras de pesca recrutavam embarcações nacionais para que realizassem esta carnificina em território brasileiro. “Infelizmente, nossa fiscalização ambiental é fraca e despreparada, fato que propicia estes acontecimentos lamentáveis. Nós, da Sea Shepherd Brasil, estaremos atentos a este caso e a outros que atentarem contra a vida marinha nacional, afirma Daniel Vairo, cofundador e diretor geral voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil.

A campanha do Instituto Sea Shepherd Brasil que foi chamado de Operação Furacão Silencioso é uma homenagem ao silêncio do IBAMA e à inércia da Justiça Federal. O furacão é uma referência a nossa intenção em promover com esta ação judicial uma séria investigação sobre as empresas que estão se beneficiando com esses massacres”, diz Vairo.