Manchas de óleo são encontradas no litoral sul gaúcho

Por Guilherme Ferreira, Coordenador de Imprensa Voluntário do ISSB.

Na praia do Hermenegildo, localizada no litoral sul do Rio Grande do Sul, foram encontradas pequenas manchas de óleo na beira mar

IMG_3004 - herme - óleoO Biólogo e diretor técnico do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), Wendell Estol, juntamente com a estudante de biologia e voluntária do ISSB, Roberta Policarpo, estiveram na praia do Hermenegildo para verificar a ocorrência de pequenas manchas de óleo (entre 1cm e 4cm de diâmetro) .

Os voluntários realizaram a inspeção na beira da praia, durante os dias 24 e 25 de abril, com intuito de coletar e levar amostras para a perícia da Polícia Federal. Estas análises técnicas poderão ser comparadas com as amostras de óleo encontradas no litoral norte gaúcho, encontradas no dia 8 de abril, e determinar se a procedência deste óleo é a mesma em ambos os casos.

Durante a vistoria também foram encontrados rolos de fitas adesivas, utilizados muitas vezes para embalagem de pescado, na beira da praia. “Estas fitas encontradas aqui no Hermenegildo podem indicar que barcos pesqueiros estão processando e embalando pescado ilegal ainda em alto mar, fato que dificulta a fiscalização e facilita a ação destes criminosos”, afirma Estol.

Esta saída de campo também serviu para treinamento e aperfeiçoamento de voluntários do ISSB. Durante o período de estadia foram realizadas pesquisas e estudos a respeito da fauna marinha e terrestre da região. Este aperfeiçoamento contou com o apoio do Instituto Litoral Sul, ONG local, que tem como missão a conservação dos ecossistemas da região e para isso desenvolve diversos projetos, como o de monitoramento de faixa de praia e o salvamento de animais marinhos afetados pelas ações humanas. Além disso, conta com a estrutura de um museu, onde realizam atividades de educação ambiental. “ Esta ONG foi fundada por voluntários que fizeram a capacitação de salvamento de animais marinhos afetados por petróleo no ano de 2002. Hoje coordenam as ações do Instituto Litoral sul, que é uma das parceiras do ISSB mais atuantes”, ressalta Estol.

Batalhão Jurídico do ISSB e Montanha Viva encaram OSX em debate sobre estaleiro em SC

Aconteceu na quinta-feira dia 6 de maio no Centro Acadêmico Livre de Geografia (CALGE) da Universidade do Estado de Santa Catarina em Florianópolis SC, debate sobre a instalação do estaleiro da OSX, do Grupo EBX, em Biguaçu, na Baía de Florianópolis (SC).

O evento contou com a participação de membros da ONG Montanha Viva, Instituto Sea Shepherd Brasil e o diretor de sustentabilidade do Grupo EBX. O debate foi aberto pelo presidente da Fundação do Meio Ambiente de SC (FATMA), Danilo Flores e mediada pela professora da universidade Maria Paula Marimon.

“A iniciativa do debate deve ser parabenizada. A atividade foi desenvolvida por um centro acadêmico, aberta à comunidade e oportunizou que todos os interessados se manifestassem de forma livre e não policialesca. Isso é que é de fato o exercício da democracia prevista na Constituição Federal como um direito fundamental de participação na organização e no procedimento. Só com o envolvimento de todos e a publicidade das informações é que é possível se fazer crescer um País. E para se ter um País grande, em todos os seus aspectos, é imperioso que se cumpram as normas, que se obedeça a Constituição Federal ou, em tempo, se acharmos que as nossas leis não são mais adequadas, então que façamos novas leis. O importante é que temos uma Constituição Federal que protege os animais e as áreas protegidas, temos uma Lei Federal (SNUC) que protege as unidades de conservação (temos 3 essenciais a proteção da vida na região) e temos uma Lei Federal de proteção dos cetáceos. Enquanto esse for nosso ordenamento jurídico, difícil será não buscarmos esclarecimentos diante de um empreendimento nos moldes do apresentado,” comentou Fernanda Medeiros, advogada doutora em Direito Ambiental que representou o Instituto Sea Shepherd na mesa de discussões.

“O evento foi democrático e esclarecedor, deixando cristalino, com visão técnica, a enorme complexidade em licenciar um empreendimento de tamanho porte em meio a três unidades de conservação e exuberante vida marinha, inclusive com cetáceos residentes. Ficou claro para a comunidade que Biguaçú está há milhas de ser o melhor local, visto os enormes e irreversíveis danos decorrentes,” disse Cristiano Pacheco, diretor jurídico voluntario do ISSB.

O debate atraiu cerca de 150 pessoas, entre elas o prefeito e o presidente da Câmara de Vereadores da cidade de Biguaçu.

“Meus parabéns a todos os presentes pelo memorável debate. Infelizmente a OSX deixou a desejar por desviar de algumas perguntas (inclusive uma teve que ser repetida) e pelo despreparo de seu orador acostumado a falar em suas palestras “pró-estaleiro” a pessoas de conhecimento mais simples. A OSX é o filho mais novo da EBX que tem um invejável currículo destruidor do meio ambiente. Será que poderemos confiar nas milhares de promessas de respeito ambiental feitas?,” desabafou Hugo Malagoli, coordenador regional do núcleo de voluntários de Santa Catarina.

Sea Shepherd inicia campanha pela proteção dos tubarões em Galápagos

Por Raquel Soldera, voluntária do ISSB

UntitledCom um artigo de página inteira no jornal local, El Colono, a Sea Shepherd iniciou um projeto para sensibilizar os habitantes de Galápagos pela proteção dos tubarões.

Em todo o mundo, tubarões estão sendo exterminados em uma taxa alarmante, e é hora de usar todos os meios disponíveis para interromper esse massacre sem sentido. Depois da aplicação da lei, a educação é responsável por contribuir com a conservação das espécies.

Nos próximos seis meses, a Sea Shepherd de Galápagos vai publicar anúncios visando a proteção dos tubarões no jornal local. Também serão transmitidas mensagens diariamente na estação de rádio local, com muitos fatos interessantes sobre os tubarões. Ao mesmo tempo, será informado sobre a remoção das barbatanas, que tem impacto devastador sobre as populações de tubarões, e quão cruel é esta prática.

As informações são essencialmente destinadas às crianças de Galápagos, mas através delas, há a oportunidade de chegar até suas famílias também. O ideal é que os anúncios sejam passados e discutidos nas casas das crianças, com suas famílias e amigos.

Alguns dos anúncios convidam os leitores a participar da campanha, e por isso existe um painel de informações em frente ao escritório da Sea Shepherd de Galápagos, onde as crianças podem colocar seus desenhos e as respostas às perguntas feitas nos comerciais de rádio e nos anúncios publicados no jornal.

Ao final dos seis meses todas as informações serão compiladas em um manual do professor, que será oferecido às escolas para fins educativos nos anos seguintes.

Japão acusa o Capitão Paul Watson de obstrução das operações baleeiras japonesas: “Duh, você acha?”

Japão descobre que a Sea Shepherd obstrui operações de caça às baleias

Por Capitão Paul Watson

Kyodo News Service

http://home.kyodo.co.jp/modules/fstStory/index.php?storyid=498414

TÓQUIO, 30 abril Kyodo
A Guarda Costeira do Japão obteve um mandado de prisão para o cabeça da Sea Shepherd Conservation Society por supostamente ordenar os membros do grupo a prejudicarem as operações da frota baleeira do Japão, disseram fontes policiais nesta sexta-feira.
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Descobri hoje que a Guarda Costeira japonesa emitiu um mandado de prisão contra mim por ordenar à minha equipe obstruir as operações japonesas de caça à baleia no Santuário de Baleias do Oceano Antártico.

Parece incrível que levou cinco anos para a Guarda Costeira japonesa descobrir que os voluntários da Sea Shepherd tem dificultado as operações baleeiras japonesas. Nós só estamos obstruindo operações baleeiras desde Dezembro de 2005, e a cada ano temos alcançado mais êxito do que no ano anterior. Nesta última temporada o número de baleias salvas foi maior que o número de baleias mortas pelos baleeiros japoneses, e nós lhes custamos dezenas de milhões de dólares.

Além disso, o Japão tem sido humilhado pelo lançamento do filme “The Cove”, um documentário que teve a sua gênese na campanha da Sea Shepherd de 2003, que expôs a brutalidade do massacre de golfinhos de Taiji pela primeira vez.

O governo japonês está desesperado para impedir os navios da Sea Shepherd de regressarem ao Santuário de Baleias do Oceano Antártico para a temporada de 2010 e 2011.

Não há dúvida de que os motivos da Guarda Costeira japonesa e do governo japonês são políticos.

As autoridades do Japão, da Nova Zelândia, ou da Austrália não questionaram o capitão do Shonan Maru 2, por deliberadamente atingir e destruir o navio de três milhões de dólares da Sea Shepherd, e quase matar seis tripulantes voluntários da Sea Shepherd.

Não há nenhum caso na história recente do transporte marítimo em que um navio colidiu com outro navio no alto mar, e o capitão do navio responsável nem sequer foi questionado. O capitão Peter Bethune é um cidadão da Nova Zelândia, e estava no comando de um navio registado na Nova Zelândia, dentro das águas do Território Antártico Australiano. O navio Ady Gil foi afundado e destruído pelas ações do Shonan Maru 2, e nenhum representante de uma destas três nações questionou o capitão agressor.

Em vez disso, o Japão prendeu o Capitão Peter Bethune por enfrentar o capitão do Shonan Maru 2, e agora eles emitiram uma ordem de prisão para mim.

Quando o Japão pediu que a Polícia Federal Australiana realizasse buscas a bordo do Steve Irwin e do Bob Barker de provas a favor do Japão, foram acatados. No entanto, o Japão aparentemente recusou-se a realizar buscas a bordo do Shonan Maru 2 para ajudar as autoridades da Austrália ou Nova Zelândia?

Será Austrália pretende honrar o mandado de prisão emitido pelo Japão, e vão me deter e me extraditar para o Japão porque o Japão ordena o que fazerem?

Aconteça o que acontecer, uma coisa é clara: a Sea Shepherd Conservation Society retornará ao Santuário de Baleias do Oceano Antártico para defender as baleias das contínuas atividades baleeiras.

Enquanto houver um Santuário de Baleias do Oceano Antártico, a tripulação da Sea Shepherd vai continuar a patrulhar e defender o Santuário.

Lançamento do livro escrito pelo capitão Paul Watson reúne diretores da Sea Shepherd Brasil em Porto Alegre

Por Guilherme Ferreira, Coordenador de Imprensa voluntário do ISSB

Daniel Vairo engaja o público reunido no lançamento do livro Earthforce de Paul Watson

Daniel Vairo engaja o público reunido no lançamento do livro Earthforce de Paul Watson

Na última quarta-feira de abril (28), no Café Bonobo, Castro Alves nº. 101, Porto Alegre (RS), foi realizado um bate-papo informal entre os apoiadores da Sea Shepherd e os diretores do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB). O motivo do encontro foi o lançamento do livro EARTHFORCE: Um guia de estratégia para o Guerreiro da Terra, escrito pelo capitão Paul Watson e prefaciado pelo co-fundador e diretor geral voluntário do Instituto Sea Shepherd (ISSB), Daniel Vairo.

Vairo iniciou a conversa falando a respeito da fundação do Instituto Sea Shepherd Brasil e da sua participação no livro.

“É um verdadeiro sonho ter em minhas mãos este livro traduzido depois de tantos anos, e agora ser possível compartilhar seu conteúdo com o público brasileiro com a intenção de efetivar a militância em prol do meio ambiente no Brasil,” disse Daniel emocionado pela presença do público.

Falaram também o diretor técnico voluntário e biólogo Wendell Estol, e o diretor jurídico voluntário, Cristiano Pacheco. A conversa com público foi conduzida pelo editor do livro, João Carneiro militante da ONG GAE Porto Alegre, Grupo pela Abolição do Especismo.

Cristiano Pacheco comentou ao público que começou na ONG há 10 anos atrás como estudante de direito e que seus esforços como um voluntario militante na área do direito trouxe grandes precedente jurídicos em defesa do meio ambiente.

“O Brasil possui uma série de leis que permitem ao cidadão ser mais engajado. Não podemos esperar e continuar a culpar os órgãos públicos nós devemos ser os agentes da mudança,” comentou Cristiano.

Em seguida, Wendell Estol prendeu a atenção do público com seus relatos de como o ISSB capacitou mais de 3.000 indivíduos no Brasil a prestar assistência a animais afetados por derramamentos de petróleo em nosso litoral.

“Em 10 anos no Brasil o Instituto Sea Shepherd Brasil fez aquilo que nem o setor privado e nem o governo brasileiro fizeram, criamos uma rede de voluntários aptos a agirem em derrames de petróleo para ajudarem animais marinhos. São pessoas sem licenciamento do IBAMA, sem curso superior, armados somente com a vontade e conhecimentos básicos de como ajudar a salvar um animal marinho afetado pelo óleo.” disse Wendell.

A respeito do livro

O livro traduz, para todos aqueles que buscam proteger a Terra da destruição que a humanidade vem promovendo informações fundamentais de como agir de forma eficiente. Este guia apresenta a forma de ação que tem orientado as campanhas do Sea Shepherd na defesa da vida marinha e que permite que ativistas do Brasil e demais países lusófonos capacitem suas ações para a defesa do planeta. (Prefácio de Daniel Vairo, cofundador e diretor geral do Instituto Sea Shepherd Brasil).

Para adquirir o livro basta acessar o link:

http://www.seashop.org.br/produto.php?cod_produto=742278

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