Atualizações de Taiji: Nove golfinhos são mantidos presos; Defensores dos golfinhos ficam mais fortes na Cidade Sem Piedade

Golfinhos são capturados no Japão e vendidos por centenas de milhares de dólares para parques aquáticos em todo o mundo.

Golfinhos são capturados no Japão e vendidos por centenas de milhares de dólares para parques aquáticos em todo o mundo.

De Michael Dalton
Líder da Campanha da Sea Shepherd em Taiji

Os amantes de golfinhos do mundo todo estão começando a convergir em Taiji. Voluntários da Sea Shepherd não serão os únicos a defender os golfinhos aqui por muito tempo. Na tarde deste sábado, 04, cerca de vinte pessoas recém-chegadas se reunirão na cidade. Mais ocidentais, como os japoneses da Guarda Costeira hoje se referiram a eles, estarão chegando nos próximos dias, semanas e meses, incluindo grandes celebridades.

Uma patrulha da Guarda Costeira japonesa mantém a guarda, é óbvio que para eles a presença da Sea Shepherd aqui é muito sério. Depois de termos sido perseguidos e interceptados esta manhã pela Guarda Costeira e pela Polícia do Japão, vemos que eles têm uma preocupação em suas mentes: será que voluntários da Sea Shepherd irão cortar as redes de novo como fizeram em 2003? Eu fui advertido sutilmente que seria preso se isso acontecesse. Eles sabem quem eu sou.

Ontem à noite observamos fora do porto o cercado onde os golfinhos estão, e vimos que os pescadores estão em alerta vermelho por aqui, e estão convencidos de que a Sea Shepherd mais uma vez fará um ataque bem sucedido contra as redes – os guardas foram posicionados em quatro veículos em dois pontos observando os cercados com faróis e luzes constantemente, e a troca de guardas a cada hora.

Hoje fizemos uma movimentação para verificar as redes, a enseada e o cercado no porto – sem redes para cima, todos os barcos ancorados no porto, incluindo um pequeno barco azul com um arpão que não vimos antes e não se movimentava em volta do cercado.

A paranóia deles é imensa.

Os pescadores não saíram para caçar ontem à noite, e não saíram hoje.

O que Ric O’Barry está fazendo em Tóquio com a mídia é bom. Precisamos de uma diversidade de abordagens aqui. O policial bom e o policial mau, a estratégia por assim dizer. Falar à imprensa em Tóquio e apresentar as petições são bons movimentos e a Sea Shepherd Conservation Society apoia Ric O’Berry, como sempre fizemos.

O nosso apelo para colocar os pés na areia aqui no marco zero desta campanha é destinado a um único propósito – obter o maior número de pessoas que dizem que se preocupam com os golfinhos, e são capazes de chegar até aqui – para virem aqui.

Se uma centena de pessoas pudessem estar aqui durante todo o calvário enfrentado por estes golfinhos, o assassinato poderia ser reduzido, ou até interrompido completamente. Estes golfinhos não deveriam ter que morrer fora da vista e da mente. Não precisa ser a mesma centena de pessoas. As pessoas podem vir por duas semanas ou mesmo alguns dias e, então, serem substituídas por outras. Certamente a compaixão para com os golfinhos podem trazer corpos para o marco zero aqui em Taiji.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do ISSB

Sistema de aviso antecipado para baleias: a Sea Shepherd posiciona sistema acústico de aviso para baleias nas Ilhas Faroé

Durante as últimas semanas, a Sea Shepherd Conservation Society manteve presença no Protetorado Dinamarquês das Ilhas Faroé.bb

A Sea Shepherd é acompanhada pela Fundação Brigitte Bardot na nossa oposição à chacina brutal e bárbara de baleias piloto pelos cidadãos das Ilhas Faroé.

É uma chacina ainda mais horrível do que a matança de golfinhos em Taiji, no Japão, e está ocorrendo na Europa, violando a Convenção de Berne, à qual a Dinamarca é signatária.

Do nosso navio, o Golfo Azzurro, a Sea Shepherd e a Fundação Brigitte Bardot vem reunindo evidências sobre a matança de baleias e golfinhos, e posicionando aparelhos acústicos experimentais na água para desviar as baleias piloto para longe da ilha.

Nós mantivemos essa idéia em silêncio até agora, mas hoje a mídia das Ilhas Faroé relatou que um grupo de baleias piloto escapou por causa de sons sendo emitidos sob a água.

Bem, eles nos pegaram. Nós estávamos fazendo exatamente isso. E aparentemente o aparelho funciona, e se ele funciona voltaremos no próximo ano com mais desses aparelhos para distribuir.

Os moradores das Ilhas Faroé matam grupos inteiros de baleias, incluindo as grávidas jovens. Nenhuma baleia sobrevive, uma vez que eles sacam suas longas facas e clavas. Elas morrem em uma orgia agonizante e sangrenta, enquanto pescadores bêbados golpeiam, esfaqueiam, batem e cortam os animais indefesos até sua morte, enchendo a baía de sangue.

Os faroenses o chamam de “The Grind” (A Trituração) e dizem que é uma tradição e um presente de Deus. Nós chamamos isso de um esporte sádico e sangrento e um crime, uma violação das regras da Comunidade Européia, da qual as Ilhas Faroé recebem todos os benefícios.

Os aparelhos acústicos podem ser deixados no mar e operam por semanas por baterias. Eles podem ser a chave para salvar as vidas de muitas dessas gentis baleias, mantendo-as longe da recepção cruel e violenta que os faroenses as dariam

A tripulação do Golfo Azzurro não quebrou nenhuma lei, e, portanto, a Marinha dinamarquesa só pode escoltá-los; não pode embarcar ou prendê-los.

Essa campanha está sendo conduzida pela Presidente da Sea Shepherd na França, Lamya Essemlali.

No início deste verão, o agente secreto da Sea Shepherd, Peter Hammarstedt, conseguiu documentar um dos massacres mais cruéis de baleias piloto. Desde então, os faroenses vêm encobrindo os fetos que são arrancados dos ventres das fêmeas para que não possam ser fotografados, indicando que até eles podem estar um pouco envergonhados das suas atividades sádicas.

Traduzido por Marcelo C. R. Melo, voluntário do ISSB

Diretor de “The Cove” considera “tragédia” pesca de golfinhos no Brasil

MAURÍCIO KANNO
DE SÃO PAULO

Sea Shepherd Brasil busca Condenação dos Culpados pelo Massacre de 83 Golfinhos em Macapá (AP)

Sea Shepherd Brasil busca Condenação dos Culpados pelo Massacre de 83 Golfinhos em Macapá (AP)

O norte-americano Louie Psihoyos, diretor do filme ganhador do Oscar “The Cove”, considera a pesca de golfinhos no Brasil uma “tragédia de grandes proporções”.

Filme “The Cove” tem 1ª exibição autorizada no Brasil

O documentário denuncia o massacre de golfinhos em Taiji, cidade costeira do Japão. Mas o Brasil também tem experiências do gênero. O caso mais recente revelado no país é a matança de 83 desses animais no Amapá em 2007, denunciado pela ONG Instituto Sea Shepherd Brasil.

Divulgação
Diretor do filme "The Cove", que denuncia matança de golfinhos no Japão, se alarma com pesca ilegal deles no Brasil
Diretor do filme “The Cove”, que denuncia matança de golfinhos no Japão, se alarma com pesca ilegal deles no Brasil

Os animais foram repassados a um navio de pesca em alto mar para ser usados como isca de tubarão, como admitiu o dono das embarcações em audiência em abril, afirma Cristiano Pacheco, diretor jurídico do instituto. “Conseguimos, por ordem judicial, apreender as duas embarcações do réu.”

Além desse caso, o ambientalista José Truda Palazzo, membro do Centro de Conservação Cetácea e representante do Brasil na Comissão Internacional da Baleia até 2009, cita “matanças de tucuxis [botos-cinzas] na costa norte, botos-vermelhos na Amazônia e o desaparecimento iminente da toninha no Sul do país”.

O diretor Psihoyos ironiza: “Dois anos atrás, golfinhos de água doce da China foram declarados extintos, e o Brasil pode ter a honra de assistir a outra extinção de espécies”.

Ocorre que, apesar de o Brasil ter uma “legislação de vanguarda” na proteção aos golfinhos, há uma “absoluta falta de fiscalização”, afirma o ex-comissário Palazzo. A Lei Federal de Cetáceos (7.643/97) proíbe tanto a captura como a perturbação deles — o que inclui baleias e golfinhos.

O diretor considera que o Brasil, onde “já esteve várias vezes”, é “um dos mais bonitos e complexos ecossistemas do mundo”, mas “corre o risco de se tornar uma gigantesca fazenda corporativa”.

SEM FILME NO BRASIL

Divulgação
Imagem do filme "The Cove - A Baía da Vergonha"; que estreou no Japão em julho, ainda fora do circuito brasileiro
Imagem do filme “The Cove – A Baía da Vergonha”; que estreou no Japão em julho, ainda fora do circuito brasileiro

O filme “The Cove” ainda não estreou em cinemas do Brasil ou América Latina, nem apareceu em festivais da região, apesar de a primeira exibição do filme em festival ter acontecido em abril de 2009 nos Estados Unidos. A obra também passou por Turquia e Eslovênia e estreou nos cinemas do Japão, em julho último, apesar da resistência de conservadores.

“Suponho que nenhum distribuidor no Brasil considere que este filme, que ganhou mais de 75 prêmios pelo mundo, seja de interesse para seu país”, declara Louie Psihoyos. “Não fomos convidados por nenhum festival de cinema aprovado por nosso distribuidor. Mas adoraríamos exibir o filme aí. Seria um lugar perfeito!”.

Carl Clifton, diretor da distribuidora do filme, The Works Internacional, aponta apenas que “documentários, com raras exceções, tendem a enfrentar dificuldades para vender ou se estabelecer na região”.

“EMBAIXADORES”

O diretor de “The Cove” nutre uma admiração especial pelos golfinhos. “Eles têm cérebros bem maiores que os nossos”, lembra Psihoyos. São também “os únicos animais selvagens conhecidos que resgatam humanos”.

Mas o ex-comissário Palazzo afirma que “os cetáceos acabam sendo os ‘embaixadores’ do mar para que possamos perceber os problemas de conservação marinha como um todo”.

“Quando se fala em direito à vida”, não faz sentido excluir alguns por não serem por não serem ‘fofos'”, argumenta Cristiano Pacheco. “A tendência é que aos poucos, vencendo paradigmas culturais e educacionais de nosso século, cada ser vivo passe a ser visto por seu valor em si, e não apenas para o ecossistema em que vivem.”

O próprio cineasta Psihoyos afirma não comer “animais que andam” há décadas. “Queremos começar um movimento para salvar o mundo natural da destruição humana”, diz ele.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/780745-diretor-de-the-cove-considera-tragedia-pesca-de-golfinhos-no-brasil.shtml

Morte nas Ilhas Ferozes: Sea Shepherd sob escolta da marinha Dinamarquesa

danishO que pode ser mais horrível do que o assassinato sem sentido e cruel de lindos e inteligentes golfinhos em Taiji, Japão?

O filme The Cove, vencedor do prêmio da academia, trouxe a atenção internacional para a sangrenta carnificina de golfinhos, gritando em piscinas de seu próprio sangue enquanto os japoneses os fincavam com lanças nas profundezas da enseada.

O que pode ser mais obscenamente monstruoso do que o lamentável grito de golfinhos assassinados sem pena por dinheiro?

Há algo ainda pior, muito maisnews_100818_1_5_Death_in_the_Ferocious_Isles_Sea_Shepherd_under_Escort_001_3128 cruel e desperdiçador, e acontece na Europa.

O navio secreto da Sea Shepherd Conservation Society, o Golfo Azzurro, está no momento sendo escoltado pela marinha Dinamarquesa depois de um mês de operações secretas de fiscalização no Protetorado Dinamarquês das Ilhas Faroé.

É nessas ilhas, entre a Escócia e a Islândia, que o assassinato de populações inteiras de baleias pilotos acontece. Não por lucro, mas por que é considerado pelos nativos das ilhas divertido matá-las.

Eles comem um pouco da carne, mas ela é tão contaminada com mercúrio que as crianças das ilhas têm níveis de mercúrio em seu corpo mais altos que qualquer outra pessoa no planeta. Mas a grande maioria das baleias são mortas e despejadas no oceano, e a Sea Shepherd foi capaz de assegurar evidencias deste desperdício.

As imagens são um verdadeiro pesadelo, com fetos sendo tirados dos corpos de suas mães, corpos mutilados com clavas, facas e lanças enquanto os nativos levam as indefesas baleias para as praias rochosas e matam todas, exterminando populações inteiras.

Policiais dinamarqueses no Golfo Azurro

Policiais dinamarqueses no Golfo Azurro

Em Taiji, experientes pescadores fazem a matança, mas em Faroé, até as crianças são encorajadas por adultos para fincarem e cortarem as baleias até a morte; muitos desses homens estão bêbados e rindo, no que eles consideram ser uma tradicional festa de assassinatos.

A matança é uma violação da Convenção de Berne da qual a Dinamarca é uma signatária, mas a Dinamarca reivindica que os habitantes de Faroé não estão sujeitos à lei como um protetorado apesar de receberem todos os benefícios da União Européia.

A Sea Shepherd, em uma parceria com a Fundação Brigitte Bardot, trabalhou mais cedo esse ano com uma operação secreta em solo e continua a trabalhar no mar a bordo do Golfo Azzurro para expor a matança e investigar maneiras de defender as baleias piloto dos viciosos e letais assaltos pelos nativos das ilhas Faroé.

news_100818_1_2_Death-in-the-Ferocious-Isles-helicopter-7634Nesta terça-feira, 17, o abrigo do Golfo Azzurro foi comprometido, e o navio foi embarcado e vasculhado pela policia. A embarcação foi liberada, pois nenhuma lei foi quebrada, e está agora sendo escoltada pela marinha Dinamarquesa.

Os membros da tripulação da Sea Shepherd continuam a sua patrulha, mas dessa vez sob os olhos e armas da marinha Dinamarquesa.

Traduzido por Tomaz Horn, voluntário do ISSB

Brigitte Bardot apela à Dinamarca contra massacre de golfinhos nas ilhas Faroe

A ativista dos direitos dos animais  Brigitte Bardot e o grupo de defesa da vida marinha Sea Shepherd apelaram, esta quinta-feira (19), à soberania da Dinamarca para suspender o massacre anual de golfinhos nas Ilhas Faroe, território autônomo dinamarquês no Atlântico Norte.

Segundo os ambientalistas, centenas de baleias-piloto, que apesar do nome são da família dos golfinhos, são perseguidas até a praia, onde são mortas a golpes de faca até a morte em um sangrento ritual de verão.

“Este espetáculo macabro é uma vergonha para a Dinamarca e as Ilhas Faroe”, disseram em carta destinada à rainha Margrethe II.

“Não é só uma caçada, mas um abate em massa”, de acordo com uma versão em francês do texto, que condenou uma “tradição antiquada que não tem aceitação justificável no mundo de hoje”.

Christophe Marie, da Fundação Brigitte Bardot, que defende os direitos dos animais, disse que os ativistas têm monitorado há três semanas a matança de golfinhos – um evento que remonta há milhares de anos – a bordo de um navio.

“A matança de golfinhos foi originalmente concebida para dar alimento às pessoas”, explicou Marie à AFP, por telefone.

“Mas este não é mais o caso. Ontem, nós encontramos um cemitério de baleias-piloto nas águas de um fiorde. Eram todas carcaças e foram, simplesmente, descartadas”, acrescentou.

A Fundação Bardot e a Sea Shepherd acusaram a Dinamarca.

Mesmo que o país escandinavo sustente que o arquipélago das Faroe, situado entre a Escócia e a Islândia, é um território autônomo, sua Marinha ainda controla a zona de pesca das ilhas e protege os barcos que conduzem os golfinhos para a costa, afirmaram.

Em Torshavn, a principal cidade das Faroe, Kate Sanderson, oficial do Ministério das Relações Exteriores, especializada em cetáceos e educada na Austrália, disse que a descrição na carta era “infundada” e não continha “nada novo”.

“É uma caçada, como qualquer outra caçada; é selvagem e pode parecer desumana. Mas as pessoas que protestam contra o fato de que estes mamíferos estão sendo mortos com facas nunca estiveram em um abatedouro”, alfinetou Sanderson.

Fonte: Terra