Japão ignora matança imoral e indiscriminada de golfinhos em Taiji

Imagem retirada da internet. Ocean Preservation Society

 

É angustiante e surpreendente que em pleno século XXI, um país como o Japão, consagrado por sua cultura de respeito e inteligência, ainda tolere e seja omisso à crueldade e ao massacre de golfinhos em Taiji.

 

Todos os anos esse horror em Taiji se repete e apenas as ONGs se prontificam a fazer alguma coisa pelos golfinhos que são covardemente mortos por empalamento. O empalhamento, feito para matar esses golfinhos, consiste na introdução de uma haste de metal no ânus do animal, que vai até a altura da medula espinal, onde é espetada. Dessa maneira os golfinhos têm uma morte perversa, brutal e demorada. Eles morrem muito lentamente e conscientes de tudo, absorvendo toda dor que lhe é causada.

Pelas palavras do capitão Paul Watson: Os golfinhos são seres altamente inteligentes, socialmente complexos, extremamente sensíveis, com uma capacidade de comunicação sofisticada e habilidades cognitivas reconhecidas. Eles têm cérebros maiores e mais complexos do que o nosso.

O abate de um golfinho é um assassinato. Estes são seres autoconscientes que nunca prejudicaram os seres humanos e de fato, muitas vidas humanas foram salvas por golfinhos, fato documentado. São seres que têm habilidades linguísticas sofisticadas, altamente sensíveis, e podem sofrer tanto física como emocionalmente. As pessoas que não foram para Taiji ou não viram a matança de golfinhos não têm ideia de como isso é traumático, como emocionalmente é desgastante testemunhar e documentar tal horror. Sim, é fácil julgar quando você não ouve os gritos, ou vê e sente o cheiro do sangue. Os Guardiões da Enseada precisam de apoio, não de condenação. A Sea Shepherd tem membros japoneses, temos tripulantes japoneses, e eles são excepcionalmente corajosos, porque se você levantar a sua voz como um cidadão japonês, no Japão, você literalmente será perseguido, sua família será perseguida.

O que a Sea Shepherd e os Guardiões da Enseada têm realizado?

Em 2003, expomos essa atrocidade para o mundo, levando o vídeo para a CNN e as fotos para as primeiras páginas dos jornais em todo o mundo. Naquele mesmo ano, cortamos as redes e libertamos 15 golfinhos, que morreriam na manhã seguinte. Ric O’Barry, que era um membro da nossa equipe de 2003, em Taiji, deixou o Conselho Consultivo da Sea Shepherd e voltou para Taiji por conta própria, porque ele disse que cortar as redes e libertar os golfinhos era ilegal, e não era o caminho a ser seguido. Ele estava certo, nossa equipe foi presa e multada, e embora nós achamos que a vida de 15 golfinhos valeu este custo, sabíamos que não podíamos continuar a libertar os golfinhos porque não era prático fazer isso.

A organização Blackfish tentou libertar golfinhos alguns anos atrás, mas não conseguiu fazê-lo, com a infeliz consequência de que a segurança aumentou muito em Taiji. Taiji, por estar no Japão e ser fortemente policiada, nos proporciona desafios únicos, e a única estratégia que vimos que tinha uma possibilidade de sucesso foi o programa Guardião da Enseada. Assim, lançamos a Operação Paciência Infinita.

Os Guardiões da Enseada estão em Taiji durante a temporada de caça. A função dos Guardiões é documentar e expor a horrível matança de golfinhos em Taiji durante os seis meses de atrocidade.

(…) A Sea Shepherd não é anti-japonesa. Estamos lutando contra a matança de golfinhos, e ao longo dos anos temos confrontado assassinos de golfinhos no Japão, nos EUA, na Costa Rica, na Venezuela, no Brasil e nas Ilhas Faroé. Nós não discriminamos quem opomos. Vemos o arpão, a faca, o rifle e a rede, não vemos a nacionalidade. Lutamos contra o Sea World, e temos levado assassinos de golfinhos para julgamento no Brasil.” Conteúdo retirado do site: http://seashepherd.org.br/a-importancia-dos-guardioes-da-enseada-estarem-em-taiji/ – matéria publicada em 05 de Setembro de 2013.


Por sua vez, os golfinhos que não se machucaram, se cortaram ou tiveram ferimentos causados por estes criminosos, e que são jovens, são sequestrados e vendidos aos parques aquáticos de todo o mundo (principalmente parques da China, de Dubai e do Japão).

O documentário “The Cove”, ganhador do Oscar de Melhor Documentário em 2010, mostra toda essa matança em Taiji, como os golfinhos são caçados, além de mostrar o destino final daqueles que são sequestrados e vão para parques aquáticos. O documentário tem a participação do Capitão da Sea Shepherd Paul Watson.

The Cove – Vencedor do Oscar de melhor documentário em 2010 – Imagem retirada da internet.

 

Os voluntários das ONGs de proteção ambiental e animal são os únicos que enfrentam a criminalidade e violência do ato praticado, tentando impedir centenas de mortes inocentes desses animais marinhos.

Até quando o Japão e as autoridades competentes ficarão passivas assistindo a todo esse massacre covarde e sem nada fazer?

Infelizmente não sabemos até quando as autoridades responsáveis irão ignorar essa barbárie.

Redes, armadilha e sangue marcam a enseada em Taiji

Os voluntários da Sea Shepherd Brasil, num ato pacífico e educado, foram até o Consulado do Japão em São Paulo para entregar um Ofício de Repúdio à matança de golfinhos em Taiji. Na ocasião, aquelas pessoas que consideramos ser da cultura mais respeitosa e educada do planeta, recusaram-se a receber o ofício mesmo depois de tê-lo lido.

Outubro de 2016 – Consulado do Japão em São Paulo

A carta de repúdio foi lida muitas vezes por funcionários do consulado naquele dia. Após algumas desculpas e mentiras dadas no local, bem como por telefone, finalmente decidiram por não protocolar o ofício.

A recusa feita do recebimento direto ‘em mãos’ de uma carta brasileira, de um grupo de pessoas pacíficas e que fazem parte de um movimento global que repudia a matança e o comércio de golfinhos para parques aquáticos, só nos fez acreditar ainda mais que os japoneses sentem vergonha do que acontece em Taiji. Mas de maneira passiva apoiam uma tradição assassina, porque eles sabem deste horror que acontece todo ano em Taiji e não fazem absolutamente nada a respeito dessa situação para impedir ou mudar essa tragédia que tanto denigre e mancha a imagem e reputação do Japão e seus cidadãos.

Trecho do ofício 01/2016 ISSB/SP enviado em aviso de recebimento ao Consul em São Paulo:

“Nós do Instituto Sea Shepherd Brasil – Guardiões do Mar REPUDIAMOS veementemente a prática desta caça e massacre dos golfinhos cometidos em seu país. Este ato é considerado por nós e pelo resto do mundo como um sinal de arrogância, ignorância, amor pela violência e desrespeito à natureza”.

Ofício de Repúdio enviado por correspondência após recusa da entrega ‘em mãos’

O nobre Capitão Paul Watson formulou, de maneira inteligente e eficaz, estratégias a serem adotadas para acabar com a matança em Taiji. Ele as denominou como “As cinco estratégias de Taiji” que são citadas a seguir:

As cinco estratégias de Taiji

 

‘Gaiatsu’ é a melhor estratégia global neste caso, e que envolve:

 

(1) persistente acompanhamento e documentação das atrocidades cometidas na Enseada, em Taiji;

(2) espalhar internacionalmente o fato, com provas e documentação;

(3) constante exposição e humilhação dos pescadores de Taiji, que envergonha toda a nação do Japão;

(4) uma pressão constante sobre as embaixadas japonesas e consulados em todo o mundo;

(5) uma interminável campanha de pressão externa e um compromisso de nunca se render ou se retratar.

 

Esta quarta estratégia é a mais poderosa, porque mobilizam pessoas de todo o mundo a se envolverem de suas próprias casas. Embaixadas japonesas e consulados gravam todas as chamadas de telefone, e-mail, cartas e petições que recebem. Este é o ativismo ‘gaiatsu’ em sua forma mais poderosa, e eu creio que esta é a chave para envergonhar os bandidos de Taiji e pressionar o governo do Japão a tomar providências.”

Conteúdo retirado do site: http://seashepherd.org.br/a-sea-shepherd-e-taiji/ – matéria publicada em 20 de Janeiro de 2011.

 

Seguimos a estratégia de número (4) “uma pressão constante sobre as embaixadas japonesas e consulados em todo o mundo;” e fomos desprezados pelo Consulado japonês, mas nunca seremos calados, e o objetivo dessa matéria é exatamente esse, mostrar que nada e nem ninguém vai nos calar de dizer a verdade sobre o que acontece em Taiji.

 

Nós da Sea Shepherd Brasil, não vamos consentir com essa atitude, nem vamos nos calar enquanto houver atrocidades acontecendo contra os animais marinhos de forma perversa, covarde, brutal, imoral, e muitas vezes ilegal, porque sempre haverá coragem e atitude da nossa parte para defendê-los! “Dar voz aos que não a têm!”

Não vamos parar de batalhar arduamente para que o mundo tome conhecimento dessa matança de golfinhos em Taiji e jamais iremos nos calar diante desse assunto!

Às autoridades japonesas e a todas as autoridades competentes, que possam intervir neste caso, saibam que aguardamos ansiosamente o dia em que os senhores irão se pronunciar e tomarão PROVIDÊNCIAS URGENTES e IMEDIATAS sobre essas mortes e sequestros para parques aquáticos de golfinhos em Taiji.

Sea Shepherd Brasil integra as manifestações mundiais do “World Love For Dolphins Day”

Mais uma vez, a Sea Shepherd Brasil, através do Núcleo Rio de Janeiro, fez parte do “World Love For Dolphins Day”, uma demonstração mundial na frente dos consulados e embaixadas japonesas em vários países a favor do fim da matança de golfinho que acontece em Taiji, no Japão. A data escolhida é o dia 14 de Fevereiro, quando é comemorado o Dia dos Namorados nos Estados Unidos e em outros lugares, e essa escolha é justamente para mostrar o amor que as pessoas sentem pelos golfinhos.

No Brasil, o final de semana de Carnaval nos fez adiantar a demonstração para o dia 12, pois queríamos que os oficiais consulares nos ouvissem. Depois de uma hora segurando cartazes e conversando com transeuntes, a estratégia se provou efetiva, pois um oficial do Consulado Geral do Rio de Janeiro foi à porta do prédio e tirou fotos dos ativistas.

“Esperamos que essas imagens cheguem ao governo em Tóquio para mostrar que também somos contra a matança anual de golfinhos.” – comenta Luiz André Albuquerque, Diretor Regional do Núcleo RJ.

O intuito de ter uma demonstração acontecendo em várias cidades do mundo ao mesmo tempo é mostrar ao governo japonês que a comunidade internacional repudia a captura e caça de golfinhos selvagens. Cada demonstração é reportada ao governo japonês, que precisa entender que a vida marinha não pertence à nenhuma nação, portanto não deveria ter o direito de se apropriar dos golfinhos que nadam perto de Taiji.

O núcleo RJ contou com a presença de vários voluntários, que vieram de diferentes cidades do Estado, aumentando a presença e a força do movimento. Além disso, a revista NOO, que é uma plataforma de conteúdo multimídia, cobriu a demonstração e vem dando destaque e apoio às ações da Sea Shepherd.

“Durante o processo de captura e caça, muitos golfinhos morrem afogados no sangue dos membros de sua própria família. Além de desnecessária, essa prática é extremamente cruel.” – explica Guilherme “Guiga” Pirá, voluntário da Sea Shepherd e integrante da equipe de Cove Guardians.

Todos os anos, voluntários da Sea Shepherd de várias partes do mundo viajam até o Japão para investigar, documentar, divulgar e se opor à matança de golfinhos que acontece em Taiji. Eles são conhecidos como Cove Guardians, e são os únicos que fazem uma presença constante e diária durante os 6 meses da temporada de caça, custando muito dinheiro às autoridades japonesas.

Essa caça é permitida pelo governo japonês, porém só é viável porque os caçadores recebem milhares de dólares de parques marinhos que possuem golfinhos em cativeiro. Após terem os golfinhos capturados, os caçadores permitem que treinadores desses parques selecionem os animais mais bonitos enquanto o resto da família é morta e processada para consumo humano.

Portanto, quem se opõe à essa prática e quer ver ela acabar tem a obrigação de não frequentar aquários, resorts e parques marinhos com golfinhos em cativeiro, pois o dinheiro arrecadado com a entrada dos visitantes é o mesmo que é entregue aos caçadores em Taiji.

JOGO SUJO DO GOVERNO JAPONÊS PARA ESCONDER A MATANÇA DA VIDA MARINHA

Por Guilherme Pirá, Guardião da Enseada (SSCS Cove Guardian)

O fim da temporada de caça de golfinhos e pequenas baleias em Taiji, no Japão, traz, novamente, aquele alívio de saber que, pelos próximos 06 (seis) meses, esses magníficos e inteligentes mamíferos aquáticos não serão direcionados para sessões de tortura e morte na praia de Hatajiri.

A temporada 2013/2014 da Operação Paciência Infinita (Operation Infinite Patience) trouxe mídia do mundo inteiro para a matança vergonhosa permitida pelo governo japonês. Algumas celebridades, como Sam Simon (Co-criador do seriado “Os Simpsons”) fizeram questão de se juntar aos Guardiões da Enseada da Sea Shepherd (Cove Guardians) para atrair mais atenção para essa questão. Mas, apesar desse foco em Taiji, desde o início da temporada, no dia 1 de Setembro de 2013, o jogo sujo do governo japonês para manter ativistas pacíficos fora de seu território permaneceu disfarçado.

Golfinho sendo jogado em uma prisão temporária, depois de ser selecionado para algum parque marinho. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Corpos de golfinhos sendo arrastados para que a carne seja processada e consumida. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Em uma tentativa de evitar que alguns de nossos ativistas conseguissem capturar imagens da matança e da violenta seleção de golfinhos para parques marinhos, o governo japonês, simplesmente, impediu que alguns voluntários deixassem o aeroporto, mantendo-os sob interrogatório por várias horas, e colocando-os em um avião de volta para casa, deportando-os.

No meu caso, não consegui nem deixar o Brasil para seguir para mais uma temporada, pois minha solicitação de visto aguardou por uma resposta do governo japonês por mais de 02 (dois) meses, quando o prazo informado pelo Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro era de apenas 02 (dois) DIAS !!! Para completar, fui informado que só devolveriam meu passaporte se eu respondesse a um questionário, que perguntava, dentre outras perguntas sem sentido, se eu poderia fornecer informações sobre outros ativistas da Sea Shepherd, mesmo que eu retirasse minha solicitação de visto. No fim, o funcionário do consulado entendeu que eu já conhecia as regras desse jogo, e, contrário à sua vontade, entregou meu passaporte depois de eu ter lhe dado uma carta explicando o porquê de eu não responder ao questionário. Então, eu me pergunto: será que todo turista que pretende visitar o Japão passa por esse longo processo e interrogatório?

Golfinho de risso sendo capturado na enseada de Taiji. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Caçadores durante a captura de golfinhos em águas cheias de sangue na enseada de Taiji. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Nas duas vezes que estive no Japão, viajei como voluntário, não recebendo qualquer remuneração, sem desobedecer as leis locais, utilizando visto de turista, e não fiz nada diferente de outros turistas. Apenas tirei fotos, filmei e visitei lugares. Por outro lado, a polícia não me tratava como um turista, apesar do meu visto e do meu comportamento. Eles me filmavam e me vigiavam 24 (vinte e quatro) horas por dia, assim como faziam aos meus companheiros defensores dos oceanos. Apesar de diversas conversas em inglês com autoridades japonesas, quando eram questionados sobre esse tratamento diferenciado que recebíamos, eles sempre fugiam do assunto, chegando ao ponto de dizer que não sabiam falar inglês direito, e por isso não poderiam nos  responder. De qualquer maneira, o que mais se ouvia falar era que a matança de golfinhos era uma tradição, e por isso eles nunca iriam parar com essa prática. Em todos os lugares que eu visitei, dentro e fora do Brasil, quando a população local tinha uma tradição, adoravam que os visitantes tirassem fotos como lembrança e divulgação de uma cultura diferente. Então, se a matança de golfinhos e pequenas baleias em Taiji é uma tradição tão forte, quanto os cidadãos locais e o governo japonês dizem, por que evitar que as pessoas tirem fotos e divulguem-nas? Em minha opinião, existem duas respostas que levam para o mesmo caminho:

1) A matança é uma prova de que algo tão cruel ainda existe na sociedade do século XXI, deixando animais tão sencientes quanto nós agonizando e morrendo afogados no próprio sangue, enquanto a água da praia se transforma num vermelho triste, e isso mostra a exploração desenfreada que o Japão faz nos oceanos;

2) O trabalho diário dos Guardiões da Enseada para monitorar quantos golfinhos são capturados, vendidos para parques e mortos para consumo humano mostra que, em 4 (quatro) anos de campanha, existe uma queda nesses números, e a quota não é atingida. Isso pode provar que o trabalho da Sea Shepherd em Taiji tem trazido resultados muito positivos, apesar do número de golfinhos nadando livres nos oceanos estar diminuindo rapidamente. No final, isso também revela a exploração desenfreada que o Japão faz nos oceanos.

Abordagem policial para indicar que o lugar em que paramos nosso carro se tornou um local proibido para nós, pois caçadores e outras pessoas, incluindo turistas, ainda poderiam ali estacionar. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Policial tenta impedir a filmagem da caixa, cheia de carne de golfinhos, recém-comprada pelo comerciante da região (de boné azul). (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Bote da guarda costeira japonesa me interrogando, enquanto eu procurava por uma posição melhor para fotografar a matança. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Com um histórico de exterminador de espécies, essa exploração permitida pelo governo japonês precisa parar, antes que ela coloque um fim em mais uma peça fundamental para a sobrevivência de ecossistemas marinhos, manchando a imagem de seu povo inteiro, que tem sido pintado com a mesma tinta que os caçadores de golfinhos, apesar das gritantes diferenças entre ambos. E antes de sermos considerados racistas, vale perceber que lutamos, também, contra caçadores de focas no Canadá e na Namíbia, contra pescadores ilegais em Galápagos, no Senegal e no Mar Mediterrâneo, contra assassinos de golfinhos e pequenas baleias nas Ilhas Faroé, contra o governo da Austrália Ocidental que mata tubarões inocentes, e contra molestadores de baleias em enseadas brasileiras. Não é uma questão de preconceito, mas de preocupação com os oceanos e a vida que eles abrigam, afinal estamos prontos para defender, conservar e proteger.

INSTITUTO SEA SHEPHERD BRASIL PARTICIPA DO “WORLD LOVE FOR DOLPHINS DAY” EM DEFESA DOS GOLFINHOS DE TAIJI.

Foi comemorado, no dia 14 de fevereiro, o Dia de São Valentim, que é considerado o Dia dos Namorados, em muitos países, e esta foi a data que a Sea Shepherd Global escolheu para celebrar o amor e mostrar ao Japão, o sentimento que as pessoas têm pelos golfinhos, que infelizmente são brutalmente assassinados todos os anos, em Taiji.

Através da liderança da Sea Shepherd USA que organizou manifestações em frente à embaixada do Japão em Washington e em consulados japoneses ao redor dos Estados Unidos, outras sedes internacionais da Sea Shepherd participaram deste evento simultâneo em seus respectivos países.

Em Nova Iorque, o Capitão Paul Watson, fundador da Sea Shepherd esteve presente na manifestação que contou com dezenas de simpatizantes. Na cidade de Los Angeles, mais de 100 ativistas compareceram ao evento, que contou com a presença de diversos atores, atrizes e personalidades como Sam Simon, Shannen Doherty e Holly Marie Combs.  Shannen, inclusive, tornou-se a mais nova integrante da família Sea Shepherd.

Nova Iorque - Capitão Paul Watson (centro)

Los Angeles - Sam Simon (centro com cartaz)

Los Angeles - Holly Marie Combs (esq) e Shannen Doherty (dir)

No Brasil, os núcleos Rio de Janeiro e São Paulo do ISSB realizaram demonstrações pacíficas em frente aos consulados do Japão, empunhando cartazes, faixas e bandeiras da organização, além de golfinhos infláveis, que chamaram a atenção dos pedestres.

Rio de Janeiro – Praia do Flamengo em frente ao Consulado do Japão

Rio de Janeiro – Consulado do Japão

Muitas pessoas ficaram chocadas ao saberem da matança anual de golfinhos em Taiji e mais surpresas ainda, com a estreita ligação entre esta crueldade e a indústria de parques marinhos com shows de golfinhos, como o Sea World (EUA), que em cativeiro passam fome para que se aproximem dos turistas que os alimentam, tristeza profunda pela separação de suas famílias (necessitando tomar remédios antidepressivos), alimentação pobre em nutrientes, etc, além do alerta da toxicidade da carne de golfinhos, que contém grande quantidade de metais pesados, como mercúrio e chumbo, que causa diversos problemas de saúde na população japonesa.

No Rio de Janeiro, funcionários do Consulado apareceram para registrar com fotos a manifestação, e em São Paulo, a coordenadora do Núcleo SP, Claudia Hallage e o voluntário Marcello, foram recebidos por membros do consulado que foram extremamente compreensivos e atenciosos diante as reivindicações pelo fim da caça anual, que chega a matar e/ou capturar cerca de 2 mil golfinhos.

São Paulo – Consulado do Japão

São Paulo – Consulado do Japão

Os atos pacíficos foram um sucesso e a mensagem ao Governo Japonês foi passada de forma correta: sem ódio, preconceito, mas com indignação pela matança brutal que ocorre todos os anos.

O ISSB agradece a todos que compareceram aos atos no Rio de Janeiro e em São Paulo para defender a vida dos golfinhos de Taiji. Vitórias e mudanças decorrem de atitudes e cada um dos presentes fez sua parte com louvor.

Em 2003, a Sea Shepherd expôs pela primeira vez este massacre brutal e desde 2010 mantém uma equipe de ativistas voluntários – “os Cove Guardians ou Guardiões da Enseada” – na cidade de Taiji para documentar e expor a horrível matança de golfinhos ao mundo

JAPÃO, O MUNDO LHE OBSERVA E NÃO VAMOS PARAR ATÉ QUE ESTA MATANÇA ACABE !!!

Leia também: Uma face triste dos parques marinhos, por Guilherme Pirá, Cove Guardian brasileiro – http://seashepherd.org.br/uma-face-triste-dos-parques-marinhos/

Associação de treinadores de golfinhos tenta justificar o injustificável

Comentário por Scott West

Um golfinho coberto de sangue na enseada. Foto: SSCS

A recente declaração da IMATA (International Marine Animal Trainer’s Association, ou Associação Internacional de Treinadores de Animais Marinhos) sobre a pesca guiada de pequenos cetáceos me fez rir em voz alta. São raras as vezes que faço isso. A Sea Shepherd acredita que a indústria de entretenimento de golfinhos em cativeiro e outros cetáceos estão sentindo a pressão de pessoas informadas de todo o mundo.

Quanto mais treinadores de golfinhos começarem a acordar para a realidade de que eles estão prejudicando mais do que ajudando os golfinhos,mais a industria de entretenimento esta tentando reestruturar sua equipe.

Portanto, eles têm dado ao mundo este monte de asneira divertida.

Meus comentários estão em negrito abaixo. Você pode encontrar a declaração da IMATA em http://www.imata.org/drive_fisheries_statement

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Posição da Associação Internacional de Treinadores de Animais Marinhos (IMATA) sobre a pesca guiada de pequenos cetáceos

21 de setembro de 2013, às 15:09

Em 2005, a Associação Internacional de Treinadores de Animais Marinhos (IMATA) formalizou a sua posição sobre a pesca guiada. A afirmação é clara: a IMATA se opõe fortemente a matança em massa de baleias e golfinhos que ocorrem na pesca guiada, e é dedicada ao avanço do cuidado humano de animais marinhos em ambientes zoológicos.

Scott West: Nós estamos contentes em saber que a IMATA se opõe fortemente à matança em massa de baleias e golfinhos. Mas e sobre qualquer matança de baleias e golfinhos? Também é bom saber que a IMATA é dedicada ao avanço do cuidado humano de animais marinhos. É uma pena, no entanto, que eles ainda pensam que é humano escravizar os cetáceos. Não há nada de humano colocar mamíferos que podem nadar até centenas de quilômetros por dia em um pequeno tanque para o resto de suas vidas, e força-los a nadar em círculos e fazer truques em troca de alguns peixes mortos, a fim de entreter os seres humanos.

A pesca guiada é um método de usar som e barcos para reunir golfinhos e pequenas baleias em águas rasas ao longo da costa. Sua operação na Europa e Ásia tem sido bem documentada, pelo menos nos últimos 650 anos (Brownel Jr., R.L.; Nowacek, D.P.; e Ralls, K., 2008) e eles continuam hoje nas Ilhas Salomão, Dinamarca e Japão.

Golfinho-de-laterais-brancas-do-atlântico sendo puxado para o barco. Foto: SSCS

SW: É verdade que os seres humanos atacaram, feriram, mataram, e de outras formas exploraram golfinhos e baleias ao longo do tempo. Isso não torna a coisa certa. Apesar da história de assassinato contínuo de seres humanos contra a golfinhos, não há nenhum caso registado de um golfinho ferindo, muito menos matando, um ser humano. Na verdade , há inúmeros relatos de golfinhos salvando os seres humanos . Também é verdade que, em algumas sociedades humanas, como na Grécia antiga, matar ou ferir um golfinho era punível com a morte. Na maioria dos países modernos, hoje, é ilegal perseguir, ferir, ou matar um golfinho. Os dinamarqueses das Ilhas Faroé podem afirmar que eles estiveram matando baleias-piloto por mais de mil anos. O tempo por cometer uma atrocidade não faz, magicamente, a atrocidade ser menor. Além disso, o uso de motores de combustão interna para conduzir esses cetáceos é um fenômeno relativamente novo, e essas conveniências modernas, certamente, não são baseadas na tradição.

A Convenção de Bonn, fundada em 1979, que agora inclui 119 países, foi criada para proteger espécies migratórias como estas, porque não há um entendimento do que deve ser e precisa ser protegido. Números da população de algumas destas espécies na natureza são listados como ‘dados insuficientes’ por essas agências que monitoram esses dados. Isso não significa que esses animais existem em tal abundância que pode destruí-los sem nos preocupar. Pelo contrário, isso significa que nenhum animal deve ser atingido, porque não temos dados precisos, verificáveis, ​​de quantos serão deixados na natureza.

A pesca guiada em Taiji, no Japão, está entre as mais amplamente documentadas e mais controversas. A maioria dos animais conduzidos para águas rasas em Taiji são mortos em uma tentativa equivocada de “controle de pragas” por pescadores, e sua carne é destinada para alimentação. Apenas um pequeno número é vendido a aquários e parques marinhos, predominantemente aqueles localizados na Ásia.

SW: Há alguns pescadores ignorantes que culpam os golfinhos pela falta de peixes. É certamente muito mais fácil tornar o golfinho um bode expiatório em vez de enfrentar a realidade de que os seres humanos têm destruído os oceanos e severamente reduzido as populações de peixes. É a indústria do entretenimento de cativeiro que financia a matança de golfinhos de Taiji. Sem o dinheiro recebido para escravizar golfinhos, treiná-los para fazer truques em troca de alimentos, e fornecendo-lhes a parques de diversão, não haveria nenhuma caçada guiada em Taiji. Se Taiji fornecesse os golfinhos para cativeiros de forma gratuita, poderia haver fundamento para o argumento de que a pesca guiada é para o controle de pragas ou alimentação humana. No entanto, o rendimento de carne de golfinho não é simplesmente suficiente para manter estes 28 indivíduos e seus barcos caros em operação. A indústria do entretenimento de golfinhos em cativeiro é muito popular na Ásia. É também muito popular no Oriente Médio, na Europa e na América do Norte. Taiji vende os golfinhos. É muito dinheiro para os assassinos e treinadores de lá, e para os intermediários ao longo do caminho.  A expansão e apoio dos parques de diversão de cativeiros em novas áreas equivale à criação de demanda para a indústria de entretenimento em cativeiro em todos os lugares.

Treinadores no barco logo após o processo de seleção. Foto: Sea Shepherd

Enquanto alguns se opõem à coleta de animais pela pesca guiada para venda, a prática é legal em países onde alguns membros da IMATA vivem e trabalham. De fato, alguns aquários japoneses não têm escolha; regulamentos internos japoneses exigem que os golfinhos e pequenas baleias sejam adquiridos a partir das pescas guiadas em Taiji. Por outro lado, muitos países (incluindo os Estados Unidos, Canadá e Europa Ocidental) proibiram a importação de golfinhos coletados a partir das pescas guiadas no Japão.

SW: Talvez treinadores de mamíferos marinhos devam defender o fim da caça guiada e das matanças, mas é claro que isso exigiria que eles realmente tomassem uma posição em defesa dos golfinhos, e iria cortar o fornecimento de golfinhos e de DNA de golfinhos. Os treinadores têm uma escolha. Eles podem optar por deixar os animais em estado selvagem e trabalhar para vê-los e protegê-los em seu ambiente natural, em vez de lucrar com sua captura e confinamento.

Treinadores de golfinhos em Taiji. Foto: SSCS

A IMATA não é um grupo de defesa, mas sim, uma associação profissional de membros individuais comprometidos com a promoção do desenvolvimento de treinadores de animais marinhos. É uma organização sem fins lucrativos, uma organização de voluntários criada por e para os profissionais de zoológicos. O bem-estar dos animais no cuidado diário dos membros da IMATA é a sua prioridade.

 SW: Treinadores exploram golfinhos escravizados, os enfraquecem para fazerem truques em troca de comida. Eles não são um grupo de pessoas que cuidam, que trabalham no resgate, reabilitação e soltura de golfinhos feridos ou doentes. Não há nada de “humanitário” ou de cuidado na retirada de um animal selvagem de seu ambiente natural. É fascinante como eles “higienizam” a frase chamando locais de entretenimento de “ambiente zoológico”. O fato é que a maioria dos golfinhos e outros cetáceos em exposição, não são encontrados em ambientes zoológicos. Não, eles são encontrados em parques de entretenimento com fins lucrativos. Ainda seria errado manter cetáceos em qualquer tanque, mas pelo menos em um ambiente zoológico os cetáceos não teriam que fazer truques para comer. Não é difícil imaginar que o cuidado diário dos golfinhos em cativeiro é uma prioridade, pois sem esses golfinhos, a indústria do entretenimento entraria em colapso. Golfinhos vivos representam um investimento significativo de dinheiro.

Golfinhos presos na rede, enquanto escoa sangue para a enseada. Foto: SSCS

 

Qualquer pessoa que acredita na missão da IMATA e que apoia os seus objetivos é bem-vinda para a associação. Isso inclui a ampliação da adesão aos indivíduos que trabalham para organizações que adquirem os golfinhos de uma pesca guiada.

SW: Não há dúvida de que os treinadores que trabalham para selecionar os golfinhos em Taiji e em locais onde os golfinhos são enviados participam da missão da IMATA e apoiam os seus objetivos. A IMATA lhes dá cobertura e legitimidade e, portanto, suporta a “pesca” guiada.

Um cuidador é recebido pela IMATA mesmo que ele/ela participe da seleção e recolha de animais vivos, na premissa de que esses animais vão se beneficiar, ele/ela é exposto às melhores práticas mais atuais em cuidados com os animais e treinamento. Isto ajuda a garantir o bem estar dos animais que vivem em ambientes zoológicos em todo o mundo.

SW: Cuidador? Vamos chamá-lo do que ele é: cafetão, escravocrata ou carcereiro.

A IMATA enfatiza a educação continuada dos treinadores de animais da linha de frente. A organização fornece um fórum para o diálogo pensativo entre uma grande, diversificada e crescente participação internacional, a partir de diferentes culturas. Através da associação à IMATA, os treinadores têm acesso a uma rede global de profissionais de treinamento, recursos, tais como publicações educativas e oportunidades para participar de reuniões profissionais da IMATA, onde a informação e a formação mais atual e de pesquisa é discutida.

SW: Não há nenhuma dúvida em minha mente que muitos treinadores de golfinhos acreditam que eles realmente amam os golfinhos e estão fazendo o certo junto aos golfinhos em seus cuidados. É equivocada, no entanto. Se eles sabem alguma coisa sobre os golfinhos, eles sabem que eles não pertencem a tanques, nem devem entreter seres humanos. Estes treinadores exploram os golfinhos que proclamam amar. Se você realmente ama os animais, você precisa trabalhar para protegê-los em seu habitat natural.

Grupos extremistas que se opõem a ter quaisquer mamíferos marinhos sob cuidado humano nos jardins zoológicos, aquários e parques marinhos atingem a IMATA usando desinformação e apelo emocional para apoio financeiro, muitas vezes através de campanhas de mídia social .

SW: É certamente questionável se qualquer animal deve ser alojado em exibição, mas estamos falando de golfinhos e outros cetáceos aqui. Eles certamente não pertencem a um tanque. Ponto. Além dos casos raros em que um cetáceo resgatado é incapaz de retornar à vida selvagem e, nesse caso, uma rede apropriada em águas abertas é necessária, em nenhum momento um cetáceo deve ter que fazer truques em troca de alimentos.

Sim, é um assunto emocional. A escravidão é sempre emocional. É emocional para os escravos e é emocional para aqueles que se beneficiam da escravidão. É também emocional para pessoas de caráter sólido que veem a injustiça de tudo isso. Eles não são chamados de “grupos extremistas” que se opõem à captura, escravização e abate desses animais magníficos. A verdade é que a maior parte do mundo quer ver os golfinhos vivendo felizes em seu habitat natural.

Financiamento é a chave; o entretenimento de golfinhos em cativeiro faz quantidades significativas de dinheiro a partir do sofrimento de golfinhos e outros cetáceos. É por isso que eles estão lutando arduamente para tentar mantê-los escravizados. É por isso que lugares como Taiji fazem muito dinheiro com as vendas de golfinhos, e golfinhos treinados estão constantemente criados para a indústria de “entretenimento”.

No setor das pescas guiadas, esses grupos erroneamente afirmam que a maioria dos golfinhos em parques marinhos em todo o mundo foram adquiridos a partir da pesca guiada de Taiji, e, além disso, alegam que a IMATA é diretamente responsável pelo massacre, pois alguns de nossos membros trabalham para organizações que abrigam golfinhos da pesca guiada.

SW: A caça guiada de Taiji vem ocorrendo desde a década de 1970. Milhares de golfinhos foram violentamente retirados do meio natural em Taiji e dispersos por todo o mundo. Alguns de seus descendentes continuam vivendo em tanques de todo o mundo. Taiji não é a única fonte para os golfinhos em cativeiro, mas foi uma grande fonte no passado e continua a ser uma importante fonte de novos locais de entretenimento.

Formadores de mamíferos marinhos são responsáveis ​​por esta prática. É a receita de entretenimento de golfinho em cativeiro que impulsiona o abate.

Como parte de sua campanha , estes grupos pedem que a IMATA coloque numa “lista negra” os treinadores daquelas instalações que adquirem animais de pescas guiadas. Rejeitamos esta solicitação, como manipuladora e mal informada, e a IMATA mantém a sua meta para ajudar cada treinador profissional a melhorar continuamente suas habilidades em cuidar de mamíferos marinhos.

SW: Apelamos a todos que se preocupam com golfinhos e outros cetáceos para cessar a sua participação na indústria de entretenimento de golfinhos em cativeiro. Se você participa da indústria ou a apoia através da compra de um ingresso para um show, suas mãos estão tão sangrentas quanto as dos assassinos e treinadores nas águas da enseada.

De fato, tem havido alguns ex-treinadores iluminados que agora estão contra esta escravidão e exploração. Os cetáceos só precisam de nossa ajuda e “cuidado” para protegê-los e mantê-los em seu habitat natural.

Preocupada com o cuidado dos animais e com o desenvolvimento de práticas de treinamento, a IMATA está posicionada para motivar, educar e fornecer conhecimentos para o melhor cuidado com os animais e as práticas de formação de um número cada vez maior de profissionais em todo o mundo.

SW: Treinadores, olhe ao seu redor, para os golfinhos em seu atendimento. Quantos precisam de remédios para o estresse e a rotina de “enriquecimento” para tentar mantê-los são? Se você realmente quer ajudar estes animais, coloque um fim à sua participação na indústria do entretenimento.

Para obter informações mais detalhadas sobre a IMATA, fatos detalhados sobre a pesca guiada, e informações sobre como você pode se envolver, por favor visite o site da IMATA em: http://www.imata.org/drive_fisheries_faq

SW: Ou para obter informações sobre o que realmente está acontecendo e se envolver para proteger as baleias e golfinhos na vida selvagem, visite: www.seashepherd.org

Referências:

Brownell, Jr., R. L., Nowacek, D. P., & Ralls, K. (2008). Hunting cetaceans with sound: a worldwide review. (Paper N. 94). Retrieved from Publications, Agencies, and Staff of the U.S. Department of Commerce website: http://digitalcommons.unl.edu/usdeptcommercepub/94

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Para obter os fatos sobre a caça guiada em Taiji, vá ver por si mesmo. Você pode se juntar aos Guardiões da Enseada da Sea Shepherd, em Taiji, escrevendo para coveguardian@seashepherd.org .

Sempre existiu uma atração natural entre os cetáceos e os seres humanos. É fácil entender por que os seres humanos querem interagir com os golfinhos. O lugar para fazê-lo, porém, é em mar aberto, com golfinhos em seu mundo. Para ver um golfinho em um programa de mergulho em tanque ou em cativeiro não é autêntico, ou de alguma forma relacionado a uma situação natural. Equivale a participação na escravidão. A compra de um ingresso para este tipo de show alimenta a demanda por mais golfinhos a serem capturados e criados. Sem demanda, não haveria a caça e a matança em Taiji. Juntos, vamos acabar com o abate e esvaziar os tanques de uma vez por todas.

Pelos oceanos,

Scott West

Sea Shepherd Conservation Society

Coordenador da Campanha Operação Paciência Infinita