Amor ao mar: jovens demonstram uma lição de cidadania em Santa Catarina

Por Hugo Malagoli, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Estadual de Santa Catarina

No último sábado, 03 de dezembro, foi realizado o “I Encontro Solidário – Mutirão de Limpeza na Praia”, organizado pelo Grupo de Crisma da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Enseada do Brito e pelos voluntários do Núcleo de Santa Catarina do Instituto Sea Sherpherd Brasil.

Foto: ISSB

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Inspirados pela Campanha da Fraternidade, com o lema “A criação geme em dores de parto”, e pelo amor ao mar, os jovens participaram de um mutirão de limpeza que, em pouco mais de uma hora, recolheu cerca de 100 kg de lixo.

Foto: ISSB

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A tarde começou com o Padre Mauri Costa de Jesus, pároco da comunidade, lembrando a importância do encontro para o futuro.

Hugo Malagoli, Direitor Regional do Núcleo de Santa Catarina do Instituto Sea Shepherd Brasil, realizou uma palestra, onde destacou a importância das ações da ONG aqui no Brasil e em todo mundo.

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Foto: ISSB

Em seguida, os participantes saíram para o mutirão de limpeza.

Foto: ISSB

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Concluindo a tarde, o Prof. Jaci Rocha Gonçalves, da UNISUL, mostrou a ligação entre Ecologia e Espiritualidade em sua palestra “Ecoespiritualidade”.

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Foto: ISSB

Governo Australiano tenta sabotar campanha de defesa de baleias da Sea Shepherd

Foto: Barbara Veiga

Foto: Barbara Veiga

No dia de partida dos três navios da Sea Shepherd para defender as baleias no Santuário de Baleias do Oceano Austral, o governo da Austrália jogou uma obstrução em nosso caminho para atrasar nossos planos de confrontar a frota baleeira japonesa.

Chris Aultman, que tem sido nosso piloto de helicóptero todos os anos desde 2005, teve seu visto para a Austrália negado hoje. Não foram dados motivos para esta decisão.

Chris Aultman, cidadão americano, veterano dos fuzileiros navais dos EUA, piloto profissional de helicópteros, estrela da série do Animal Planet, Whale Wars – Defensores de Baleias, e pessoa sem qualquer ficha criminal, teve seu visto de entrada na Austrália negado. A Embaixada australiana em Washington DC não deu os motivos para isso.

Parece que o embaixador japonês na Austrália tem feito alguns telefonemas. Dois anos atrás, o capitão Paul Watson e o imediato Peter Hammarstedt tiveram seus vistos australianos negados. Depois de um atraso de dois meses, 25.000 assinaturas australianas em uma petição e a assistência do ex-Ministro do Meio Ambiente australiano, Ian Campbell, e do senador tasmaniano, Bob Brown, Peter e Paul receberam, finalmente, seus vistos. Não foram dados os motivos pelo visto negado ou pelo atraso.

Agora, parece que a Austrália está tentando manter o helicóptero da Sea Shepherd no chão, ao negar o visto para nosso piloto veterano. A Austrália também negou-se a enviar um navio do governo para o Oceano Austral para manter a paz nas águas territoriais da Antártica australiana e do Santuário de Baleias do Oceano Austral.

O capitão Paul Watson falou pessoalmente com o Ministro do Meio Ambiente australiano, Tony Buske, enquanto assistiam ao jantar do 100º aniversário da Expedição Australiana na Antártida, em Hobart, dia 1º de dezembro.

Capitão Paul Watson: Sr. Burke você vai enviar um navio para manter a paz este ano?
Tony Burke: Isso não vai acontecer.
Capitão Paul Watson: Acho que seria uma atitude responsável da Austrália, considerando a ameaça potencial de baleeiros, que indicaram sua intenção de serem mais agressivos nesta temporada.
Tony Burke: Olha, o Japão pediu que enviássemos um navio para proteger os navios deles dos seus. Se negamos isso a eles, então é correto negar o seu pedido também.
Capitão Paul Watson: Exceto por uma coisa. Nossos navios têm cidadãos australianos na tripulação e estaremos em águas territoriais da Antártida australiana, é seu dever proteger as águas e os cidadãos australianos.
Tony Burke (apertando a mão do Capitão Watson): Foi bom ver você. Fique longe do perigo lá embaixo.

O capitão Watson disse, depois da conversa, “O que será que o ministro dirá, se os japoneses machucarem algum cidadão australiano em águas australianas? Acho que é muito irresponsável o governo deixar de manter o compromisso com a paz. A Austrália afirmou que a caça à baleia por parte dos japoneses é ilegal e reconheceu que ela está sendo feita em águas australianas. Eles sabem que vidas de australianos estarão em risco e, mesmo assim, se recusam a envolver-se”.

Negar o visto para Chris Aultman é outra indicação de que o governo australiano é hostil em relação à oposição da Sea Shepherd à caça ilegal às baleias.

A Sea Shepherd Conservation Society recebeu apoio do povo da Austrália. Infelizmente, o governo da Austrália não reflete esse apoio. É o mesmo governo que prometeu, antes das eleições, que iriam ter uma posição dura contra os baleeiros japoneses.

Traduzido por Carlinhos Puig, voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Curso de salvamento de animais marinhos é realizado no Rio de Janeiro

Por Luiz André Albuquerque, Diretor Regional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil, Núcleo Estadual Rio de Janeiro

Nos dias 26 e 27 de novembro de 2011, o Instituto Sea Shepherd Brasil, através do Diretor Geral, Wendell Estol, ministrou pela segunda vez no ano o curso de Salvamento de Animais Marinhos em Derrames de Petróleo, na cidade do Rio de Janeiro.

Fotos: Gisele Pontes/ ISSB

Fotos: Gisele Pontes/ ISSB

Desta vez, através de uma parceria formada com o Grupo de Mergulho Estácio de Sá – GMES, localizado dentro da Fortaleza de São João, no bairro da Urca, e que tem o comando do Major Luiz Cláudio Ferreira, 28 alunos, dentre os quais servidores públicos de municípios que encontram-se em zona de risco de derrame e colaboradores de empresas que realizam a limpeza e retirada de petróleo de zona afetadas por derrames,  puderam se capacitar a atender animais petrolizados.

O curso foi realizado com grande participação dos alunos que, demonstrando bastante interesse, debateram os mais diversos assuntos relacionados ao tema, possivelmente pelo curso ter sido realizado em período próximo ao vazamento de óleo ocasionado pela empresa americana Chevron, no Campo de Frade, na Bacia de Campos.

Fotos: Gisele Pontes/ ISSB

Fotos: Gisele Pontes/ ISSB

Todos puderam aprender as técnicas de como realizar um salvamento com qualidade, primeiramente em sala de aula e depois, ao final do curso, foi realizada uma simulação de um resgate de um golfinho na praia.

Fotos: Gisele Pontes/ ISSB

Fotos: Gisele Pontes/ ISSB

È importante ressaltar que comumente são encontradas diversas espécies de animais marinhos cobertos de petróleo no litoral brasileiro, sendo as aves, pingüins, baleias e peixes, os primeiros a sofrerem as conseqüências do derramamento de petróleo.

Foto: ISSB

Foto: ISSB

O Instituto Sea Shepherd Brasil pretende oferecer o curso junto aos órgãos públicos no Estado, por estar localizada no litoral do Rio de Janeiro, na Bacia de Campos, a maior província petrolífera do Brasil, responsável por mais de 80% da produção nacional de petróleo, além de possuir as maiores reservas provadas já identificadas.

Foto: Henrique Ávila/ ISSB

Foto: Henrique Ávila/ ISSB

Tendo o Brasil uma grande extensão litorânea, há a necessidade de cada vez mais pessoas estarem capacitadas para desenvolver e auxiliar nos resgates de animais vítimas de derrames de petróleo.

Ainda são poucos os órgãos públicos e as organizações que podem atender com eficiência em caso de uma grande vazamento, face a extensão que o dano fatalmente acarretará, especialmente pela falta de preparo humano e de equipamentos adequados.

Sea Shepherd e australianos se unem pelos tubarões

Foto: Klaus Jost - www.jostimages.com

Foto: Klaus Jost - www.jostimages.com

Em resposta a um recente editorial da Sea Shepherd publicado no Sydney Morning Herald, juntamente com uma petição online para evitar o abate de tubarões, organizada por Ryan Kempster e o clube de mergulho NARC, os tubarões da Austrália Ocidental conseguiram ganhar mais um tempo.

Mais de 19.000 pessoas assinaram a petição para impedir o abate de tubarões na Austrália Ocidental, em favor da adoção de medidas não-letais de monitoramento de tubarões. Como resultado, um anúncio foi feito pelo Ministro das Pescas da Austrália Ocidental, Norman Moore, afirmando que o governo do Estado vai investir mais de 13,65 milhões de dólares durante os próximos cinco anos para ajudar a reduzir o risco potencial de ataques de tubarão, com a introdução de estratégias não-letais de mitigação de tubarões. Estas medidas incluem o aumento da área de vigilância, um sistema de alerta de SMS público, uma unidade dedicada a marcar e acompanhar tubarões, e um impulso para o financiamento da pesquisa de tubarões na Austrália Ocidental.

Como o Governo da Austália Ocidental não apoiou o uso de redes de tubarão neste momento, o Departamento de Pesca vai realizar uma avaliação da eficácia das redes de tubarão que são utilizadas nos Estados do leste.

A Sea Shepherd se opõe fortemente ao uso de redes de tubarão, que são assassinos indiscriminados, matando a vida marinha, como as focas, tartarugas, arraias, golfinhos, baleias, além de tubarões. A maioria dos tubarões que são capturados nestas redes estão na praia, no caminho de volta para o mar. Simplificando – elas não funcionam. Elas deveriam ser proibidas e removidas imediatamente de todas as praias costeiras em todo o mundo.

O departamento também irá implementar uma estratégia de envolvimento da comunidade e campanha de mídia para fornecer informações sobre como evitar riscos de tubarão. O Sr. Moore disse que o gabinete considerar outras estratégias descarta um grande abate de tubarões brancos para controlar o número de tubarões brancos.

Enquanto este anúncio do Ministro Moore é definitivamente um passo na direção certa para a preservação de tubarões para o benefício das gerações futuras, ainda há uma grande quantidade de trabalho que precisa ser feito para mudar a percepção da população sobre tubarões. Precisamos de mais pessoas que tomem uma posição para a proteção dos tubarões e espalhem que eles são uma espécie chave que dependemos todos os dias da nossa existência.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Posição do Instituto Sea Shepherd Brasil e o acidente na Bacia de Campos (RJ)

Para conhecimento de todos.

Temos recebido diversas críticas a respeito de nossas ações, ou melhor, do que supostamente não estamos fazendo, em relação ao derrame da Chevron.

Saibam que já estamos envolvidos nesta questão a cerca de dez dias, muito antes de nossos “críticos” saberem através da mídia. Neste período fizemos um levantamento dos custos de uma operação com embarcação e aeronave (pois o derrame ocorreu a 120 km da costa), que giram em torno de R$100.000 reais para 3 míseros dias de operação.

O Instituto Sea Shepherd Brasil não dispõe destes recursos, e nossa opção é aguardar o deslocamento da mancha, para, caso ocorra a contaminação de fauna e a mesma chegue ao litoral, possamos agir em uma operação de resgate.

Nossos voluntários, que receberam ou não o treinamento, já foram comunicados, e agora aguardamos para saber o número de pessoas que está disposta a se envolver de fato.

Quanto aos críticos de nossa dita “inoperância”, eu pergunto: o que vocês vão fazer a respeito deste derrame? Sim, pois como cidadãos brasileiros, vocês têm o dever de fazer algo pelo nosso patrimônio ambiental. Ficar sentado em frente a um computador criticando organizações sem nem ter o conhecimento sobre o que está acontecendo não ajuda em nada, é um ato similar ao do policial que atira antes de perguntar.

Quem sabe se tais pessoas estivessem dispostas a assumir alguma responsabilidade poderíamos ter hoje os recursos necessários para operar em alto mar.

Aos que acreditam em nosso trabalho, tenham certeza que estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance, e, caso seja necessário, e nós todos torcemos para que não seja, estaremos prontos para atender animais que estejam contaminados.

A vida marinha agradece.

Wendell Estol
Diretor Nacional Voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil

Barcos trabalham para a contenção de óleo junto a plataforma da Chevron. Foto: Reprodução/O Dia

Barcos trabalham para a contenção de óleo junto a plataforma da Chevron. Foto: Reprodução/O Dia