Navegando na tempestade em busca de um coração negro solar

Sábado, 15 de janeiro de 2011.

É o décimo sétimo dia desde que encontramos a frota baleeira japonesa, está um pouquinho incômodo hoje depois que o navio de suprimentos Sun Laurel decidiu nos levar a uma tempestade, numa tentativa de tirar o Bob Barker e o Steve Irwin de sua popa.

O navio de abastecimento Sun Laurel

O navio de abastecimento Sun Laurel

Estamos agora há mais de 300 quilômetros ao norte da Zona de Fronteira do Tratado da Antártica e do Santuário de Baleias do Oceano Austral, e o Sun Laurel vaga para norte e leste, esperando para descarregar sua carga de combustível pesado no Nisshin Maru para uso do mesmo e das embarcações arpoadoras. 

É incompreensível que o capitão coreano acredite que ele pode nos perder em uma tempestade. O Bob Barker e o Steve Irwin são embarcações muito superiores a este navio, e o balanço do navio de abastecimento é desconfortável para a tripulação, muito mais desconfortável do que para a nossa tripulação.

Atrás dos dois navios da Sea Shepherd avistamos o Yushin Maru 1 e Yushin Maru 2. Ambos estão há mais de um dia da área de caça às baleias, e se eles não estão na área de caça, eles não estão matando baleias.

O Gojira continua à procura do Nisshin Maru e do Yushin Maru 3. O Capitão Paul Watson decidiu que a tática mais eficaz que pode ser implementada é cortar os suprimentos do Nisshin Maru. O Bob Barker e o Steve Irwin serão capazes de prosseguir o Sun Laurel mais do que o Nisshin Maru pode sobreviver sem combustível.

O Nisshin Maru tem agora quatro opções: (1) encerrar a caça e retornar para o Japão, (2) tentar reabastecer com o Sun Laurel, (3) ir para um porto distante para abastecer, ou (4) encontrar outro navio em algum lugar para reabastecê-los, e espero que eles não sejam descobertos antes de fazer isso.

A opção dois vai colocá-los em um confronto direto com os navios da Sea Shepherd. As opções três e quatro vão lhes custar semanas.

Ontem, a tripulação do Steve Irwin foi acompanhada por um grande número de baleias-piloto.

As tripulações do Bob Barker e do Steve Irwin estão em alto astral com a continuação dessa perseguição.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do ISSB

Mantendo o curso!

Atualização das linhas de frente no Oceano Antártico

14 de janeiro de 2011, 14h00 horas (horário da Austrália)

De registro panamenho e propriedade coreana, o Sun Laurel tem cumprido o pedido da Sea Shepherd Conservation Society de se afastar da zona do Tratado da Antártida. O navio está agora a 60 graus ao norte e continua sendo seguido tanto pelo Steve Irwin quanto pelo Bob Barker. O Bob Barker, por sua vez, está sendo seguido pelo Yushin Maru 2 e o Steve Irwin está sendo seguido pelo Yushin Maru 1.

A frota da Sea Shepherd escoltando o petroleiro Sun Laurel para fora do Santuário de Baleias do Oceano Antártico

A frota da Sea Shepherd escoltando o petroleiro Sun Laurel para fora do Santuário de Baleias do Oceano Antártico

Esta manhã, o Yushin Maru 1 substituiu o Yushin Maru 3 para ficar na popa do Steve Irwin. Isto significa que a partir de hoje todos os três navios arpoadores estão à vista dos navios da Sea Shepherd. Portanto, o Nisshin Maru, o navio-fábrica, presumivelmente está a mais de 200 quilômetros de distância, para permanecer fora do alcance do helicóptero da Sea Shepherd.

É certo que não há possibilidade de caçarem baleias hoje. A Sea Shepherd tem todas as razões para acreditar que, com base no fato de que dois dos três navios arpoadores estão sob observação contínua durante os últimos 15 dias, e devido à grande distância de mais de 2.000 milhas percorridas pela frota baleeira desde que foi localizada, no 31 de dezembro de 2010, tem havido muito pouco tempo no processo de caça e carregamento das baleias.

Os arpoadores foram se revezando no reabastecimento do Nisshin Maru, mas logo os fornecimentos diminuirão, e assim como o Nisshin Maru vai precisar da carga do óleo pesado (bunker C), atualmente na posse do Sun Laurel. O Bob Barker e o Steve Irwin vão ficar de olho no navio de abastecimento e interferir de maneira agressiva em quaisquer tentativas de abastecimento e reabastecimento.

Bob Barker, Gorija, o navio de abastecimento Sun Laurel e Steve Irwin em movimento

Bob Barker, Gorija, o navio de abastecimento Sun Laurel e Steve Irwin em movimento

Após encontrarmos com sucesso o navio de abastecimento Sun Laurel, o Gojira voltou a explorar o mar em busca do Nisshin Maru.

Não há dúvida de que a frota baleeira japonesa foi severamente afetada nesta estação de caça. Passado um terço da temporada de caça, com dois dos três navios arpoadores amarrados, com os seus fornecimentos cortados e constantemente em fuga, a o contingente de baleias mortas foi reduzido a zero, ou muito próximo a ele.

A Sea Shepherd tem dois meses até a temporada de caça terminar, o que significa 60 dias no mar. Temos o combustível, os recursos, e uma equipe comprometida com essa campanha, cuja moral já foi amparada por nossos sucessos deste ano. Os capitães e as tripulações dos três navios da Sea Shepherd estão confiantes de um ano de muito sucesso em neutralizar as atividades baleeiras ilegais no Santuário de Baleias do Oceano Antártico.

Os navios baleeiros japoneses que estão atualmente no Oceano Antártico incluem: o Nisshin Maru, o navio-fábrica, os três navios arpoadores Yushin Maru (1, 2 e 3), e o navio de abastecimento Sun Laurel.

Os três navios da Sea Shepherd, em oposião aos baleeiros incluem: o Steve Irwin, o Bob Barker, e o Gojira, juntamente com o helicóptero Nancy Burnet.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do ISSB

Sea Shepherd evita ataques do Yushin Maru 2 e Yushin Maru 3

Quarta-feira, 05 de janeiro de 2011.

Às 13h30 horas (horário da Austrália), o navio da Sea Shepherd, Gojira, se posicionou atrás do Steve Irwin para receber uma transferênciade suprimentos. Vendo que o navio interceptador estava parado na água, o Yushin Maru 2 e começou a aproximar-se dele rapidamente, a uma velocidade de 19 nós.

Prevendo que os baleeiros poderiam atacar o Gojira parado, o Steve Irwin já  preparara o bote Delta. Após as ordens do capitão Paul Watson, a tripulação do Delta partiu para manter o navio baleeiro afastado. O Delta se dirigiu ao arpoador a toda a velocidade. Isso fez com que o navio baleeiro fizesse uma brusca virada a bombordo. A equipe Delta continuou perseguindo o Yushin Maru 2 em fuga por 11 milhas, jogando uma dúzia de bombas de mau cheiro no convés do navio baleeiro antes de retornar para o Steve Irwin.

A equipe Delta da Sea Shepherd retornando para a segurança do Steve Irwin

A equipe Delta da Sea Shepherd retornando para a segurança do Steve Irwin

Enquanto isso, o piloto Chris Aultman tinha pousado o helicóptero sobre o Bob Barker, a cerca de 75 quilômetros ao sul ao longo da borda de gelo do Mar de Ross. O Yushin Maru 2 tentou empurrar o gelo para o Bob Barker, com o objetivo de mirar seu canhão de água no helicóptero. Chris Aultman foi capaz de decolar o helicóptero antes do arpoador se aproximar. O Bob Barker, em seguida, virou-se para enfrentar o navio baleeiro, fazendo com que o Yushin Maru 2 se esquivasse e fugisse através do gelo.

Faz uma semana que a frota baleeira foi descoberta. Dois dos navios arpoadores tem estado sob constante observação, e não mataram nenhuma baleia. O Nisshin Maru e o outro navio arpoador, o Yushin Maru 1, estão fugindo por mais de 1.200 milhas desde a descoberta da frota, em 31 de dezembro. É duvidoso que eles tenham tido tempo de capturar baleias.

A Sea Shepherd Conservation Society está confiante de que pode manter a frota japonesa fugindo e na defensiva por toda a temporada de caça, que termina em meados de março.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do ISSB

Sea Shepherd persegue baleeiros japoneses antes de uma única baleia ser assassinada

Sexta Feira, 31 de Dezembro de 2010

Oceano Antártico – 148 graus oeste, 63 graus ao sul

Yushin Maru No.2 quando avistado pelo Steve Irwin

Yushin Maru No.2 quando avistado pelo Steve Irwin

A Sea Shepherd Conservation Society encontrou os navios baleeiros japoneses ilegais no último dia do ano. Na vastidão do oceano do sul, os navios da Sea Shepherd conseguiram encontrar a frota japonesa antes mesmo deles começarem a matar baleias. Esta é uma vitória importante para as baleias e precisamente como o presidente e fundador da Sea Shepherd, o Capitão Paul Watson esperava, no entrar do Ano Novo.

Por volta das 09:00 horas (horário australiano), o navio da Sea Shepherd, Bob Barker encontrou um navio arpoador na borda do gelo a 148 graus oeste. O navio japonês não identificado tentou se mover para o sul para afastar o Bob Barker do Nisshin Maru.
 
Às 15:00 horas (horário australiano), a cerca de 60 milhas ao norte, o principal navio da Sea Shepherd, Steve Irwin, encontrou o navio arpoador  japonês Yushin Maru # 2 no gelo.
 
O Gojira e o novo helicóptero da Sea Shepherd, Nancy Burnet, continuam procurando o Nisshin Maru, o navio fábrica flutuante japonês.
 
A arte de encontrar os Baleeiros 
 

O Bob Barker no Oceano Antártico

O Bob Barker no Oceano Antártico

Sabendo quando o Nisshin Maru deixou o Japão e estimando a velocidade do navio quando ele se dirigiu ao sul, o Capitão Paul Watson conseguiu ter uma idéia aproximada da evolução diária da frota baleeira japonesa.
 
Ele decidiu levar o Steve Irwin para Wellington, na Nova Zelândia e depois descer para Bluff no extremo sul da Ilha do Sul. O Gojira ficou em Hobart e o Bob Barker foi deslocado para o centro e para o sul do mar da Tasmânia, para mostrar aos japoneses que estaríamos no seu caminho e eles teriam que escolher se passariam por nós ou escolheriam um caminho melhor.
 
O Capitão Paul Watson descobriu que isso forçaria a frota baleeira a ir para o leste a fim de evitar serem pegos no meio da frota da Sea Shepherd no mar da Tasmânia.
 
Os baleeiros anunciaram que iriam expandir seu território de caça para tornar mais difícil para a Sea Shepherd encontrá-los, mas nas últimas sete campanhas da Sea Shepherd os baleeiros japoneses ilegais provaram serem previsíveis e o Capitão Watson chegou a conclusão de que eles estavam blefando.
 
Quando a patrulha da Tasmânia relatou que os baleeiros estavam a nordeste da Nova Zelândia, em direção a sudeste, o Capitão Watson deduziu que eles teriam que chegar ao limite extremo a leste da área que o Japão designa para o que eles chamam de pesquisa, uma área que se estende a 145 graus a oeste. Isto os colocaria a uma distância máxima de onde os navios da Sea Shepherd partiram, da Tasmânia e Nova Zelândia.
 
O Capitão Paul Watson instruiu o capitão Locky MacLean a levar o Gojira a leste, ao longo da linha de 60 graus de latitude. O Capitão Alex Cornelissen, do Bob Barker, foi instruído a navegar para o leste ao longo da linha de 64 graus de latitude, e o Capitão Watson levou o Steve Irwin a leste ao longo da linha de 62 graus de latitude.
 
Os dois navios arpoadores foram vistos na linha oeste a 148 graus de longitude, no dia 31 de dezembro. A interceptação da frota baleeira japonesa foi a 1.700 milhas náuticas a sudeste da Nova Zelândia e 2.300 milhas náuticas a sudoeste do Chile.
 
“Isso é fantástico”, disse a chefe de cozinha do Steve Irwin, Laura Dakin, de Canberra, na Austrália. “Pela primeira vez na história da Sea Shepherd, nós localizamos os baleeiros antes que eles tivessem chance de matar uma única baleia”.

O Gojira (Godzila) em frente a um Iceberg

O Gojira (Godzila) em frente a um Iceberg

O Steve Irwin no Oceano Antártico

O Steve Irwin no Oceano Antártico

 

 

 

 

 

 

 

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do ISSB