Sea Shepherd libera imagens chocantes de pesca ilegal no Oceano Indico.

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O navio da Sea Shepherd, Steve Irwin, está em rota para o Oceano Indico para confrontar um assassino em nossos oceanos. Uma frota pesqueira está ativamente pescando no alto mar do Oceano Indico usando redes de deriva; uma forma de pesca banida pelas Nações Unidas em 1992 devido ao impacto indiscriminado e destrutivo.

Tendo vantagem do isolamento da região, e na falta de cumprimento da lei, a frota demonstrou um ressurgimento desta prática ilegal ultrapassada.

O Steve Irwin primeiro interceptou a frota de embarcações empenhadas em pesca ilegal em Janeiro de 2016. Hoje, a Sea Shepherd publicou fotos chocantes e vídeo do encontro, mostrando tubarões, golfinhos, focas, e múltiplas espécies de peixes, incluindo o atum rabilho do sul criticamente ameaçado de extinção, enroscados e mortos nas redes ilegais.

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O objetivo desta nova campanha, Operação Redes de Deriva, é confrontar as embarcações enquanto eles estão empenhados no ato da pesca ilegal, e subsequentemente implantar técnicas de ação direta para acabar com suas operações.

A Sea Shepherd também identificará as embarcações e coletará evidência de suas operações para ajudar com as investigações em terra.

Usando esta combinação de ações em mar e em terra, a Sea Shepherd tem o objetivo de acabar com a faixa destrutiva destas embarcações.

O líder da campanha e Capitão do Steve Irwin, Siddharth Chakravarty disse, “Redes de deriva foram banidas em 1992 por uma moratória das Nações Unidas. As nações do mundo estavam preocupadas 24 anos atrás sobre o impacto negativo desta forma de pesca. Redes de deriva não tiveram um lugar nos oceanos do mundo daquela época e nem nos dias de hoje. Nosso papel é assegurar que a proibição seja cumprida.”

A Sea Shepherd espera se envolver com uma frota de embarcações ilegais nos próximos dias.

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Tripulante do Steve Irwin, Erica, segura um golfinho, o qual foi recuperado morto na rede ilegal. Foto: Eliza Muirhead

 

Tripulantes do Steve Irwin puxa a rede de deriva para fora do oceano. Foto: Eliza Muirhead

Tripulantes do Steve Irwin puxa a rede de deriva para fora do oceano. Foto: Eliza Muirhead

 

Capitão Chakravarty com alguns dos muitos animais sacrificados na rede de deriva ilegal. Foto: Tim

Capitão Chakravarty com alguns dos muitos animais sacrificados na rede de deriva ilegal. Foto: Tim Watters

 

Foca marron, recuperada morta das redes ilegais. Foto: Eliza Muirhead

Foca marron, recuperada morta das redes ilegais. Foto: Eliza Muirhead

 

 

 

Status dos navios da Sea Shepherd

O STEVE IRWIN sob o comando do Capitão Sid Chakravarty (India) está no mar em rota de Melbourne para Fremantle e de Fremantle para baixo no Oceano Antártico. O plano é chegar lá no fim de Dezembro. O navio baleeiro japonês fora-da-lei  está no Pacífico e é esperado para chegar no Oceano Antártico no fim de Dezembro.

O MARTIN SHEEN sob o comando da Capitã Oona Layolle está no Golfo da Califórnia trabalhando com a Marinha Mexicana para proteger a Vaquita, ameaçada de extinção .

O JAIRO MORA SANDOVAL está no Cabo Verde trabalhando no projeto de conservação com a Biosphera.

O BOB BARKER está em Istambul na estação de reparos, sob manutenção.

O SAM SIMON está em Bremen, Alemanha, sendo preparado para as ações de 2016.

O BRIGITTE BARDOT está em Marseille, França, sendo também preparado para as ações de 2016.

O FARLEY MOWAT está em Tampa, Florida e o JULES VERNE está em Key West, Florida. Ambos os navios estão sendo preparados para proteger o “corredor” de Galapagos (Ilha Cocos, Ilha Malpelo e os Galapagos)

Sea Shepherd tem um nono navio (ainda sem nome) sendo construído na Turquia. A construção estará completa em Setembro de 2016.

Além disso, a Sea Shepherd tem uma equipe em terra em Taiji, Japão para os golfinhos e está ativa em mais de 40 países.

A Sea Shepherd enviou um navio para defender as baleias e a manutenção de navios são caras.  A Sea Shepherd não solicita a doação de dinheiro nas ruas. Todo o suporte é voluntário.

A Sea Shepherd faz o que pode com os recursos disponíveis. Nós podemos somente fazer mais com mais suporte.

Quando críticos perguntam, porque a Sea Shepherd não está fazendo mais? A resposta é simples. Nós poderíamos fazer mais se nós tivéssemos o suporte.

A Sea Shepherd não é um dos grandes grupos ecológicos.  A Sea Shepherd é primeiramente, um movimento voluntário e nossa força está na base voluntária e na base de apoio. A medida que o base de suporte cresce, a Sea Shepherd pode fazer mais, muito mais.

Se você se preocupa em defender a vida nos Oceanos, se você quer ver um ativismo que funciona, que tem resultados e salva vidas, junte-se à Sea Shepherd e se envolva fisicamente como um membro da tripulação, voluntário em terra ou colaborador.

Nós precisamos construir uma base de suporte maior para sermos mais efetivos.

Esta semana se você está em Tampa, Florida, visite o FARLEY MOWAT e dê a eles sua ajuda.

Se você está em Paris, venha ver o filme “Como mudar o Mundo” e ajude a Sea Shepherd França.

Paul Watson

DÉCIMA CAMPANHA DA SEA SHEPHERD, OPERAÇÃO RELENTLESS, TEM INÍCIO OFICIAL COM A PARTIDA DA FROTA


Diretor da Sea Shepherd Australia Jeff Hansen, e o Captão do Steve Irwin, Siddarth Chakravarty, na conferência a imprensa em Melbourne. photo: Simon Ager

Na manhã do dia 18 de dezembro, família, amigos e voluntários se reuniram em Williamstown, Australia e em Hobart, Tasmânia para se despedirem das tripulações dos navios Steve Irwin, Sam Simon e Bob Barker que partem hoje para a décima campanha antártica de proteção e conservação, Operação Relentless (sem piedade).No último ano, a Sea Shepherd obteve sucesso em encerrar a temporada de caça, salvando a vida de 932 baleias. Ao todo, nas últimas nove campanhas, a Sea Shepherd salvou mais de 4500 baleias da caça ilegal em águas internacionais

Nas últimas décadas, a Sea Shepherd tem desfrutado de um grande suporte de pessoas em todo o mundo, particularmente da Austrália onde tem sido a “casa” dos tripulantes por vários anos.O diretor da Sea Shepherd Australia, Jeff Hansen, disse: “A tripulação carrega consigo a esperança, as aspirações e as expectativas de pessoas de todo o mundo que esperam ver o fim da caça.”

“A partida da frota baleeira japonesa é uma ofensa a comunidade internacional que espera pacientemente a decisão da Corte Internacional de Justiça em Hague. A Sea Shepherd vai, novamente, seguir rumo às águas Antárticas como a única autoridade agindo para restaurar a ordem e a lei no Santuário Antártico” disse Peter Hammarstedt, Capitão do Bob Barker.

O Capitão do Bob Barker, Peter Hammarstedt, e o líder da Campanha Operação Relentless, Bob Brown, na conferência a imprensa em Hobart - Foto: Eliza Muirhead

 

O Capitão do Steve Irwin, Siddarth Chakravarty, disse: “O curso do Steve Irwin está marcado para o Sul. Em uma semana, minha tripulação e eu estaremos entre nossos amados clientes, as Baleias. Nós não retornaremos até que a paz seja restaurada no Santuário Antártico”. Este ano, mais de 100 voluntários Sea Shepherd de 24 diferentes países ao redor do mundo estarão, mais uma vez, esperando no Santuário das baleias para colocar em prática a proibição de caça comercial decretada desde 1986.

 

O Diretor Global da Sea Shepherd, Alex Cornelissen da Holanda, disse: “Nós vamos fazer o que sempre fazemos ao encontrarmos com caçadores; vamos lidar com as coisas como sempre lidamos: Incansavelmente.”

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 Operation Relentless Press Conference

Diário de Bordo 1 – Bia Figueiredo

Por: Bia Figueiredo, bióloga brasileira, embarcada na 10a Campanha Antártica da SSCS.
Fotos: Sea Shepherd Austrália
Williamstown, Melbourne
Novembro, 2013.

 

— Posso “não tirar” o dia de folga?

— Hum… não!! Na verdade, creio que você DEVE tirar os seus dias de folga pra recarregar baterias antes da Campanha.

Foi a primeira vez que absorvi o fato de que a 10a Campanha à Antártica está logo ali mesmo, dobrando a esquina. Estivemos tão ocupados nesses últimos meses, especialmente outubro e novembro, que não houve tempo pra parar, sentar e refletir a respeito da partida. Se não fosse trabalhando no deck, seria eliminando itens da lista de compra de equipamento e roupas de frio. Mesmo que a gente receba doações, é sempre interessante ter suas próprias coisas. No caso de quem trabalha no deck, luvas térmicas, gorro, botas e muitas, mas muitas camadas de roupas.

Além disso, os treino têm feito parte da rotina semanal sem descanso. O M/Y Sam Simon hoje conta com um bote, que uma vez pertenceu ao M/Y
Steve Irwin. Um Humber, que comporta quatro passageiros. Passamos pelo treinamento de lançá-lo e devolvê-lo ao navio algumas vezes. Então, por fim, o colocamos na água e, dividindo o time do deck em 2, o fizemos funcionar. E, diga-se de passagem, de acordo. Esticando velocidade e diferentes manobras. Todos tiveram a chance de sentir um mínimo do que pode ser uma ação pra valer na Antártica.

A Brigada de Incêndio ofereceu equipamento e treino pra toda a tripulação, e creio que tenha sido o ponto alto das últimas semanas.Passamos por diferentes situações nos navios, como treino com mangueiras, fumaça artificial com busca e recuperação de vítimas e uso do tanque e máscara de ar comprimido. Nos foi oferecido também um treinamento no próprio complexo onde os bombeiros são treinados. Situações de resgate em tubulação, simulação de navio tomado por fumaça com vítimas e, por fim, cômodos de uma casa em chamas. Posso dizer que parte de mim tem alguns desses bombeiros que nos treinaram como parte da tripulação, após tanto tempo de dedicação e atenção conosco.

Na semana passada, o capitão e alguns dos nossos oficiais chegaram ao navio. Com isso, tivemos a chance de aprender como lançar os botes
salva-vidas, vestir as roupas de imersão e simular “abandonar o navio”, em caso de emergências. O treino foi super válido, uma vez que possa parecer desconfortável pular do navio e confiar que sua roupa é estanque o suficiente para que você não entre em hipotermia se tiver que fazer o mesmo no Oceano Antártico. O capitão do M/Y Bob Barker, Peter Hammarsted, pediu ao resto da tripulação que ainda não havia chegado para que estivesse aqui no sábado, embarcados, pois, pela primeira vez, os três navios tiveram o privilégio de estarem atracados aqui, juntos, praticamente na reta final pra Campanha. E seria uma oportunidade para que conhecêssemos uns aos outros.

Ontem tive o prazer de conhecer outra brasileira, que está a bordo do Bob Barker. Carolina Castro. Ja veterana. Uma querida! No final, resolvi aceitar a sugestão e tirar o dia de folga. Hoje. E, logo pela manhã, peguei minha agenda e descobri que de folga só mesmo no próprio nome, pois a lista de coisas a serem feitas antes de zarparmos só cresceu, além da rotina dos afazeres nos dias de folga: limpar a cabine, lavar roupas, mandar notícias para a família e por aí vai!!

Saudade da terrinha é o que não falta.
No próximo ano, quando desembarcar no Brasil, vou correndo procurar a primeira barraquinha de água de côco!

Bob Irwin pela primeira vez a bordo do navio Steve Irwin

Bob Irwin, pela primeira vez a bordo do navio Steve Irwin, manifesta uma profunda preocupação com as tartarugas e dugongos da Austrália

Bob Irwin se senta na cadeira do capitão do navio em homenagem a seu filho, Steve Irwin. Foto: Sea Shepherd Austrália / Eliza Muirhead

No dia 10 de maio de 2013, o naturalista australiano, conservacionista de animais e pai do falecido Steve Irwin, Bob Irwin visitou o navio Steve Irwin pela primeira vez. Foi uma experiência emocionante para Bob e para toda a tripulação da Sea Shepherd.

Bob Irwin (Bob Irwin & Wildlife Conservation Foundation) e Colin Riddell (Save Australian Dugongs and Turtles) estavam lá também para falar sobre a coalizão de grupos de apoio a uma chamada para que os animais que estão listados como ameaçados ou vulneráveis não sejam mortos por ninguém.

Como a missão da Sea Shepherd é proteger a biodiversidade dos oceanos de suporte à vida, apoiamos fortemente Colin e Bob e, portanto, somos parte da coalizão.

O que está acontecendo em algumas partes da Austrália é a caça comercial em grande escala de tartarugas e dugongos, em perigo e vulneráveis, sob o pretexto de caça nativa. O dugongo da Austrália e as populações de tartarugas em Queensland estão realmente lutando, não graças à perda de habitat de grama do mar causada pelo escorrimento de herbicidas de inundações, via fazendas.

Se algo não for feito agora para salvar as tartarugas e dugongos da Austrália, eles serão perdidos para sempre, e seguirão o caminho do Tigre da Tasmânia. Isso seria uma perda terrível para o ambiente marinho da Austrália e para as futuras gerações.

A Sea Shepherd também já ouviu falar que um número de proprietários tradicionais pediram uma moratória sobre a caça de todos os dugongos e tartarugas nas áreas afetadas negativamente, isto é algo que a Sea Shepherd apóia fortemente. A Sea Shepherd continuará a acompanhar a situação e vai fazer tudo o que puder para defender as espécies marinhas ameaçadas da Austrália.

Expor essa caça comercial ilegal sob o pretexto de caça nativa é a proposta de um futuro grande documentário chamado Price per Dozen (clique para saber mais). Você pode apoiar o documentário através do site Crowd Funding: Indiegogo (clique para saber mais).

O dugongo é o menor membro da ordem Sirenia, uma ordem de mamíferos marinhos que inclui o peixe-boi ou vaca marinha. Foto: Sea Shepherd Australia / Ben Cropp

Tartarugas marinhas ameaçadas nadam livres. Foto: Sea Shepherd Austrália / Nicole McLachlan

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil