Paul Watson, o “bom pirata”

A “Time Magazine” elegeu-o como um dos grandes heróis da ecologia do século XX e o “Guardian” distinguiu-o como uma das “50 pessoas que podem salvar o planeta”.

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“A maior prioridade da minha vida sempre foi acabar com a matança de baleias e golfinhos em todo o planeta”, escreveu há poucas semanas no seu Facebook. Paul Watson, 65 anos, é o rosto da Sea Shepherd, uma ONG que se dedica à proteção dos oceanos.

Há mais de 40 anos que o ambientalista canadiano luta pela defesa do ecossistema marítimo. E é destemido nos seus propósitos: já afundou deliberadamente uma dezena de navios baleeiros e mandou muitos mais para o estaleiro. Ao longo de quatro décadas e mais de 200 missões envolveu-se em centenas de confrontos, sabotagens, navios abalroados, batalhas navais épicas. Foi ameaçado de morte, agredido por caçadores de focas, processado e preso. Tudo em nome da defesa das baleias, dos golfinhos ou das focas. Agora está na lista vermelha da Interpol e vive exilado em França.

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Paul Watson foi um dos fundadores da Greenpeace em 1971. Participou em algumas campanhas mas acabou por sair, em 1977, desiludido com a falta de ação dos seus colegas. E estes, por seu turno, achavam-no demasiado radical.

Na verdade, ele não acredita em manifestações ou protestos. Paul Watson prefere ação directa, partir para a luta, ir para o mar tratar do assunto e combater quem agride os oceanos. Foi para isso que ele fundou a Sea Shepherd em 1977. “Nós não somos uma organização de protesto, somos uma organização de intervenção”, sempre disse. Uma das suas primeiras missões foi elucidativa da sua estratégia: em 1979 veio a Portugal e afundou dois navios em nome da defesa da baleia.

Seguiram-se muitos outros e não mais abandonou o seu combate. Hoje, a Sea Shepherd tem uma frota de nove navios e milhões de adeptos em todo o planeta.

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Numa conversa por Skype com o JN, Paul Watson sublinha: “Tudo o que fazemos é ser uma organização contra a caça furtiva e que vai atrás de atividades ilegais”. Ou seja, a Sea Shepherd não é um bando de arruaceiros que anda por aí a divertir-se com contendas navais. “Nós defendemos o cumprimento das leis. Existem leis e essas leis não são cumpridas”, explica-nos. “E a Sea Shepherd faz com que os outros cumpram as leis”. “Nós nem sequer devíamos estar a fazer isto. Os governos é que deviam. Mas se não o fazem, fazemos nós”, já afirmou anteriormente.

Para além dos afundamentos de navios, as suas estratégias de luta envolvem perseguições a alta velocidade, choques e abalroamentos, sabotagem e destruição do material de pescadores, cortes de redes ou o bloquear de hélices de navios. Tais métodos levaram-no a ser muito criticado, começando pela própria Greenpeace e passando por governos como o do Japão, que o acusam de ser um “eco terrorista”. Paul Watson não acha piada a essa acusação. “Um eco terrorista é alguém que aterroriza o meio ambiente e eu não trabalho para uma Shell ou uma Monsanto”.

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Paul Watson tem perfeita noção de que a Sea Shepherd chateia muita gente. “Tornámo-nos peritos nisso”, escreveu há uns meses.”E isso até é bastante simples de conseguir: basta dizer a verdade e confrontar as pessoas, as grandes empresas e os governos responsáveis pela sistemática e gananciosa exploração do meio ambiente e da natureza”. Para mais, ele marimba-se para as críticas. “Nunca tive a intenção de ganhar um concurso de popularidade”. E lembra que está ao serviço dos animais marinhos e não dos homens.

Paul Watson não quer saber do que pensam dele – foca-se mais nos resultados: nos últimos dez anos, por exemplo, acredita que salvou a vida a mais de 6 mil baleias. E em quase 40 anos as missões da Sea Shepherd nunca provocaram mortes ou feridos.

Aliás, os voluntários só entram nos navios da Sea Shepherd depois de assinarem um documento em que se assumem preparados para a dar a própria vida para salvar uma baleia. E as regras são duas: não se atacam pessoas (mas o material de pesca ilegal pode e deve ser atacado) e não se negoceia com o inimigo. Neste momento estão 150 voluntários nos navios da Sea Shepherd. Há mais de cinco mil interessados em lista de espera.

A sua organização é financiada por dezenas de milhares de doações particulares e conta com o apoio de nomes como o Dalai Lama, Mick Jagger, Sean Penn ou bandas como os Red Hot Chili Peppers ou Smashing Pumpkins.

A sua determinação e carisma também suscitam enorme fascínio em muita gente rendida a um certo romantismo de pirata defensor dos oceanos.

Em Portugal também tem apoiantes. O portuense Pedro Teixeira de Sá é um deles. É mergulhador e publicou recentemente o livro “Aventuras subaquáticas”. Promete doar as receitas das vendas à Sea Shepherd que, na sua opinião, “é uma espécie de Amnistia Internacional dos oceanos”. “O Paul Watson é o sucessor legítimo do Jacques Cousteau no exemplo, na coragem, na estratégia e no empenho que coloca nas batalhas que trava”, diz ao JN. Para o mergulhador português, o ambientalista canadiano “tem a classe do Sinatra, a coragem do Lennon e o espalhafato do Morrison”. “É um cocktail perfeito e o homem certo para liderar a luta ao inimigo dos mares, que é inimigo de nós todos”, remata.

Chamam-lhe amiúde “o bom pirata” – e ele parece gostar do epíteto. A bandeira da Sea Shepherd até é uma adaptação da clássica dos piratas. Inclui um golfinho e um cachalote para simbolizar a morte infligida aos mamíferos marinhos. Há ainda o tridente de Neptuno (o Deus do mar) e o cajado do pastor porque a missão é “proteger os rebanhos do mar”.

Ao longo do século XX foram mortas pelo menos 2.9 milhões de baleias nos mares do planeta. O número deverá ser ainda maior porque existirão muitos casos que nem sequer foram registados. A caça comercial da baleia é proibida desde 1986, altura em que entrou em vigor uma moratória internacional. Hoje, a caça às baleias é mantida por quatro países: Japão, Noruega, Islândia e Dinamarca.

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O Japão é provavelmente o maior inimigo da Sea Shepherd. Os japoneses caçam baleias aproveitando uma tolerância da Comissão Baleeira Internacional que permite a captura do cetáceo em nome das pesquisas científicas. É isso que o Japão alega mas tal não passa de uma fachada – e isso até já foi decretado pelo Tribunal Internacional de Justiça e pela Comissão Baleeira Internacional. A caça ocorre normalmente entre dezembro e finais de fevereiro nos mares do sul e é aí que a Sea Shepherd enfrenta os baleeiros japoneses. A frota de Paul Watson abalroa os navios inimigos, tenta bloquear-lhe as hélices, impedir o reabastecimento de combustível ou obstruir as rampas por onde são puxadas as baleias mortas. O Japão diz que Watson é um “eco terrorista”. E quer vê-lo atrás das grades.

Os confrontos entre a Sea Shepherd e os baleeiros japoneses que têm ocorrido na última década até já deram origem a uma série televisiva de grande popularidade nos Estados Unidos: “Whale Wars”. O programa, que mostra o dia a dia da tripulação da Sea Shepherd, já chegou a ser considerado como “o único reality show com substância”.

O Japão é ainda alvo do repúdio mundial pela tradicional matança do golfinho na ilha de Taiji, uma prática denunciada pela Sea Shepherd desde 2003. O massacre de golfinhos foi exposto a uma escala ainda maior em 2010, quando o filme “The Cove” ganhou o Oscar de melhor documentário.

A matança de golfinhos em Taiji recorre ao chamado “drive hunting”, um método que consiste em juntar uma série de navios em redor de um grupo de cetáceos e provocar ruídos debaixo de água de maneira a criar um muro de som que assusta e confunde os bichos para progressivamente conduzi-los até à costa e aí aprisioná-los, com uma rede, numa determinada área para assim começar a matança. O método é igualmente utilizado no outro lado do planeta onde também ocorre outra das grandes lutas da Sea Shepherd: a matança de baleias-piloto e golfinhos nas Ilhas Faroe.

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As Ilhas Faroe são uma região autônoma da Dinamarca e situam-se no Atlântico Norte, entre a Escócia e a Islândia. “É o mais perigoso e cruel local do planeta para os cetáceos”, considera Paul Watson. Todos os anos celebra-se uma tradição na qual baleias-piloto ou golfinhos são esventrados vivos por centenas de pessoas com arpões e facas. A sinistra tradição provoca imagens impressionantes: o sangue dos animais pinta o mar de vermelho. “É um espetáculo macabro”, comenta Watson, que acusa a Dinamarca de conivência e cumplicidade ao enviar os seus recursos militares para defender a matança e prender os ativistas da Sea Shepherd.

Watson traça um paralelismo entre a comunidade japonesa de Taiji e a população das Ilhas Faroe. “São ambas um embaraço para a espécie humana e partilham o mesmo luxo doentio de matar famílias inteiras de seres vivos inteligentes e socialmente complexos. Ambas alegam o direito cultural em exterminar golfinhos. E ambas derramam sangue para os oceanos, enchem o ar com os gritos de morte dos golfinhos e ainda têm a ousadia de chamar terroristas a todos aqueles que se opõem a estas chacinas”.

A Sea Shepherd atua ainda um pouco por todo o mundo na defesa de tartarugas, tubarões, focas e muitas espécies ameaçadas ou alvo de pesca ilegal. Tem cada vez mais apoiantes e em setembro chegará mais um navio.

Paul Watson foi detido na Alemanha em maio de 2012 e dois meses depois soube que iria ser extraditado para o Japão. Cortou o bigode, enfiou uma peruca e fugiu de carro até à Holanda onde um navio o esperava. Atravessou o Atlântico e depois o Pacífico. Esteve 15 meses em parte incerta no alto mar até conseguir ter garantias de poder desembarcar nos Estados Unidos. Hoje vive exilado em França mas continua a dirigir todas as operações. Abandonar a causa “nunca foi uma opção” porque “baixar os braços não faz parte da minha filosofia”. E deixa o aviso: “Jamais abdicarei perante os bárbaros e os burocratas”.

Matéria de Cristiano Pereira
http://www.jn.pt/

Voluntários do núcleo catarinense do Instituto Sea Shepherd oferecem aula para crianças de escola pública

Nesta quinta-feira (29), voluntários do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) em Santa Catarina realizaram a primeira de uma série de aulas com crianças da Escola de Educação Básica Januária Teixeira da Rocha, na praia do Campeche, em Florianópolis.

O objetivo do grupo é formar pequenos Guardiões do Mar, explicou Luiz Antonio Tamburo Faraoni, coordenador do núcleo catarinense da ISSB, que participou da ação com mais três voluntárias, Rafaela Scaringella, Ana Carolina Grillo e Yasmim Yonekura.IMG_9760 SS

“Inicialmente, falamos sobre o ISSB e explicamos o que é uma ONG. Então falamos sobre os animais do fundo do mar e passamos um vídeo”, comentou Faraoni completando que a escola fica há cerca de 10 minutos de caminhada da praia, atravessando uma trilha pela restinga, o que propicia uma série de oportunidades de sensibilização sobre os ambientes costeiros.

As aulas serão realizadas uma tarde por semana, a princípio até o final do ano, com atividades em sala e na praia.

O Instituto Larus é um importante parceiro do projeto, fornecendo vídeos educativos de alta qualidade sobre o ambiente marinho, filmados principalmente nas águas do entorno da Ilha de Santa Catarina, como a Reserva Marinha Biológica do Arvoredo e a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca.

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A iniciativa do grupo de voluntários surgiu da vontade de levar conhecimento para a comunidade sobre problemas que cercam o ambiente marinho de uma forma lúdica e didática.

A escolha do público infantil para iniciar as atividades de conscientização se deu devido à maior abertura deste grupo a novas experiências e ao sucesso do contato estabelecido com a escola, que demonstrou interesse imediato.

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“Além da parceria que precisamos e devemos ter enquanto escola pública, o contato com o Sea Shepherd abre a possibilidade de encaminharmos de maneira mais sistemática os nossos projetos na área de sustentabilidade”, comentou o diretor da escola Abrão Iuskow.

A Ilha de Santa Catarina é um local extremamente favorecido em termos de diversidade de ecossistemas costeiros da Mata Atlântica, como a floresta ombrófila densa, manguezais e restingas, além de uma série de ambientes marinhos ricos em biodiversidade, como os costões rochosos e recifes calcáreos (bancos de rodolitos).

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Porém, a Ilha também é cercada de conflitos, como a falta de saneamento básico, taxas baixíssimas de coleta seletiva de resíduos, ocupação de áreas de preservação permanente, entre outros.

A sensibilização da população em relação a estes problemas é vista como uma das formas eficazes de tentar minimizá-los e preservar o que restou da biodiversidade catarinense.

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O núcleo catarinense do ISSB vem trabalhando nesta e em outras linhas, como a realização de campanhas para a destinação correta de resíduos, análises de qualidade da água (já foram realizadas duas campanhas na Lagoa da Conceição) e ações em defesa dos botos de Laguna e em favor da observação de baleias em terra – em contraposição ao turismo embarcado que se mostrou danoso aos cetáceos no litoral catarinense.

A ONG também está se engajando contra a especulação imobiliária e participará no domingo (01) de uma ação no Canto do Morcego da Praia Brava, em Itajaí.

Sea Shepherd libera imagens chocantes de pesca ilegal no Oceano Indico.

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O navio da Sea Shepherd, Steve Irwin, está em rota para o Oceano Indico para confrontar um assassino em nossos oceanos. Uma frota pesqueira está ativamente pescando no alto mar do Oceano Indico usando redes de deriva; uma forma de pesca banida pelas Nações Unidas em 1992 devido ao impacto indiscriminado e destrutivo.

Tendo vantagem do isolamento da região, e na falta de cumprimento da lei, a frota demonstrou um ressurgimento desta prática ilegal ultrapassada.

O Steve Irwin primeiro interceptou a frota de embarcações empenhadas em pesca ilegal em Janeiro de 2016. Hoje, a Sea Shepherd publicou fotos chocantes e vídeo do encontro, mostrando tubarões, golfinhos, focas, e múltiplas espécies de peixes, incluindo o atum rabilho do sul criticamente ameaçado de extinção, enroscados e mortos nas redes ilegais.

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O objetivo desta nova campanha, Operação Redes de Deriva, é confrontar as embarcações enquanto eles estão empenhados no ato da pesca ilegal, e subsequentemente implantar técnicas de ação direta para acabar com suas operações.

A Sea Shepherd também identificará as embarcações e coletará evidência de suas operações para ajudar com as investigações em terra.

Usando esta combinação de ações em mar e em terra, a Sea Shepherd tem o objetivo de acabar com a faixa destrutiva destas embarcações.

O líder da campanha e Capitão do Steve Irwin, Siddharth Chakravarty disse, “Redes de deriva foram banidas em 1992 por uma moratória das Nações Unidas. As nações do mundo estavam preocupadas 24 anos atrás sobre o impacto negativo desta forma de pesca. Redes de deriva não tiveram um lugar nos oceanos do mundo daquela época e nem nos dias de hoje. Nosso papel é assegurar que a proibição seja cumprida.”

A Sea Shepherd espera se envolver com uma frota de embarcações ilegais nos próximos dias.

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Tripulante do Steve Irwin, Erica, segura um golfinho, o qual foi recuperado morto na rede ilegal. Foto: Eliza Muirhead

 

Tripulantes do Steve Irwin puxa a rede de deriva para fora do oceano. Foto: Eliza Muirhead

Tripulantes do Steve Irwin puxa a rede de deriva para fora do oceano. Foto: Eliza Muirhead

 

Capitão Chakravarty com alguns dos muitos animais sacrificados na rede de deriva ilegal. Foto: Tim

Capitão Chakravarty com alguns dos muitos animais sacrificados na rede de deriva ilegal. Foto: Tim Watters

 

Foca marron, recuperada morta das redes ilegais. Foto: Eliza Muirhead

Foca marron, recuperada morta das redes ilegais. Foto: Eliza Muirhead

 

 

 

Status dos navios da Sea Shepherd

O STEVE IRWIN sob o comando do Capitão Sid Chakravarty (India) está no mar em rota de Melbourne para Fremantle e de Fremantle para baixo no Oceano Antártico. O plano é chegar lá no fim de Dezembro. O navio baleeiro japonês fora-da-lei  está no Pacífico e é esperado para chegar no Oceano Antártico no fim de Dezembro.

O MARTIN SHEEN sob o comando da Capitã Oona Layolle está no Golfo da Califórnia trabalhando com a Marinha Mexicana para proteger a Vaquita, ameaçada de extinção .

O JAIRO MORA SANDOVAL está no Cabo Verde trabalhando no projeto de conservação com a Biosphera.

O BOB BARKER está em Istambul na estação de reparos, sob manutenção.

O SAM SIMON está em Bremen, Alemanha, sendo preparado para as ações de 2016.

O BRIGITTE BARDOT está em Marseille, França, sendo também preparado para as ações de 2016.

O FARLEY MOWAT está em Tampa, Florida e o JULES VERNE está em Key West, Florida. Ambos os navios estão sendo preparados para proteger o “corredor” de Galapagos (Ilha Cocos, Ilha Malpelo e os Galapagos)

Sea Shepherd tem um nono navio (ainda sem nome) sendo construído na Turquia. A construção estará completa em Setembro de 2016.

Além disso, a Sea Shepherd tem uma equipe em terra em Taiji, Japão para os golfinhos e está ativa em mais de 40 países.

A Sea Shepherd enviou um navio para defender as baleias e a manutenção de navios são caras.  A Sea Shepherd não solicita a doação de dinheiro nas ruas. Todo o suporte é voluntário.

A Sea Shepherd faz o que pode com os recursos disponíveis. Nós podemos somente fazer mais com mais suporte.

Quando críticos perguntam, porque a Sea Shepherd não está fazendo mais? A resposta é simples. Nós poderíamos fazer mais se nós tivéssemos o suporte.

A Sea Shepherd não é um dos grandes grupos ecológicos.  A Sea Shepherd é primeiramente, um movimento voluntário e nossa força está na base voluntária e na base de apoio. A medida que o base de suporte cresce, a Sea Shepherd pode fazer mais, muito mais.

Se você se preocupa em defender a vida nos Oceanos, se você quer ver um ativismo que funciona, que tem resultados e salva vidas, junte-se à Sea Shepherd e se envolva fisicamente como um membro da tripulação, voluntário em terra ou colaborador.

Nós precisamos construir uma base de suporte maior para sermos mais efetivos.

Esta semana se você está em Tampa, Florida, visite o FARLEY MOWAT e dê a eles sua ajuda.

Se você está em Paris, venha ver o filme “Como mudar o Mundo” e ajude a Sea Shepherd França.

Paul Watson

Sea Shepherd Brasil integra as manifestações mundiais do “World Love For Dolphins Day”

Mais uma vez, a Sea Shepherd Brasil, através do Núcleo Rio de Janeiro, fez parte do “World Love For Dolphins Day”, uma demonstração mundial na frente dos consulados e embaixadas japonesas em vários países a favor do fim da matança de golfinho que acontece em Taiji, no Japão. A data escolhida é o dia 14 de Fevereiro, quando é comemorado o Dia dos Namorados nos Estados Unidos e em outros lugares, e essa escolha é justamente para mostrar o amor que as pessoas sentem pelos golfinhos.

No Brasil, o final de semana de Carnaval nos fez adiantar a demonstração para o dia 12, pois queríamos que os oficiais consulares nos ouvissem. Depois de uma hora segurando cartazes e conversando com transeuntes, a estratégia se provou efetiva, pois um oficial do Consulado Geral do Rio de Janeiro foi à porta do prédio e tirou fotos dos ativistas.

“Esperamos que essas imagens cheguem ao governo em Tóquio para mostrar que também somos contra a matança anual de golfinhos.” – comenta Luiz André Albuquerque, Diretor Regional do Núcleo RJ.

O intuito de ter uma demonstração acontecendo em várias cidades do mundo ao mesmo tempo é mostrar ao governo japonês que a comunidade internacional repudia a captura e caça de golfinhos selvagens. Cada demonstração é reportada ao governo japonês, que precisa entender que a vida marinha não pertence à nenhuma nação, portanto não deveria ter o direito de se apropriar dos golfinhos que nadam perto de Taiji.

O núcleo RJ contou com a presença de vários voluntários, que vieram de diferentes cidades do Estado, aumentando a presença e a força do movimento. Além disso, a revista NOO, que é uma plataforma de conteúdo multimídia, cobriu a demonstração e vem dando destaque e apoio às ações da Sea Shepherd.

“Durante o processo de captura e caça, muitos golfinhos morrem afogados no sangue dos membros de sua própria família. Além de desnecessária, essa prática é extremamente cruel.” – explica Guilherme “Guiga” Pirá, voluntário da Sea Shepherd e integrante da equipe de Cove Guardians.

Todos os anos, voluntários da Sea Shepherd de várias partes do mundo viajam até o Japão para investigar, documentar, divulgar e se opor à matança de golfinhos que acontece em Taiji. Eles são conhecidos como Cove Guardians, e são os únicos que fazem uma presença constante e diária durante os 6 meses da temporada de caça, custando muito dinheiro às autoridades japonesas.

Essa caça é permitida pelo governo japonês, porém só é viável porque os caçadores recebem milhares de dólares de parques marinhos que possuem golfinhos em cativeiro. Após terem os golfinhos capturados, os caçadores permitem que treinadores desses parques selecionem os animais mais bonitos enquanto o resto da família é morta e processada para consumo humano.

Portanto, quem se opõe à essa prática e quer ver ela acabar tem a obrigação de não frequentar aquários, resorts e parques marinhos com golfinhos em cativeiro, pois o dinheiro arrecadado com a entrada dos visitantes é o mesmo que é entregue aos caçadores em Taiji.