Em Santa Catarina, voluntários voltam à Lagoa da Conceição para mutirão de limpeza e conscientização

No último sábado (18), cerca de cem pessoas se reuniram à beira da Lagoa da Conceição, em Florianópolis (SC), para recolher resíduos, conscientizar a população e realizar análises da qualidade da água de um dos mais belos cartões postais de nosso país.

Foto: Todd Southgate

Esta é a segunda vez que o núcleo catarinense do Instituto Sea Shepherd Brasil organiza a ação com base na Ponta do Pitoco, um dos locais mais frequentados e também poluídos da Lagoa. No ano passado, o mesmo mutirão reuniu cerca de 150 pessoas e retirou quase 1,2 toneladas de lixo da Lagoa da Conceição.

Foto: Todd Southgate

A coleta de lixo foi feita a pé, de stand up paddle e com o auxílio de mergulhadores e de um bote, e como no ano passado, muito lixo doméstico foi retirado das águas da Lagoa, como cadeiras, espetos de churrasco, plásticos de todos os tipos, latas, além de milhares de bitucas de cigarro – estima-se que cerca de 4.200 bitucas foram recolhidas.

Foto: Todd Southgate

“Neste ano, encontramos muito menos lixo na área em que realizamos a limpeza com o auxílio de cilindros de mergulho no ano passado – em frente ao restaurante do Boni”, comemorou o diretor do núcleo Santa Catarina da Sea Shepherd, Hugo Malagoli.

Foto: Todd Southgate

Porém, o núcleo catarinense ressalta que os dados preliminares das análises da qualidade da água são muito alarmantes. Em um ponto, os voluntários coletaram esgoto praticamente bruto sendo jogado na Lagoa. Além do acompanhamento dos índices de qualidade de água, estas coletas embasarão protocolos de denúncia nos órgãos responsáveis.

Foto: Todd Southgate

O mutirão contou com o apoio do Café Cultura, que distribuiu água e um cafezinho para dar pique à atividade, além de dois kits de produtos para os ganhadores da gincana de coleta de lixo.

A Parcel Dive Center também contribuiu com os cilindros utilizados na coleta subaquática e a COMCAP (Companhia de Melhoramentos da Capital) com um papa entulhos e sacos para disposição dos resíduos. Mais uma vez, a ação teve a contribuição de Todd Southgate, que durante todo o evento gravou imagens da ação e prontamente disponibilizou um vídeo.

[youtube]https://youtu.be/diBvJ5VKCwQ[/youtube]

Na próxima semana, o núcleo catarinense da Sea Shepherd estará em dois eventos que serão realizados também na Lagoa da Conceição, o Bazar Vegano, no sábado(25/03), e a festa Vem pro Mar(26/03)!, na Casa de Noca (Lagoa da Conceição). O pessoal do Studio 507 vai sortear uma Tattoo e um piercing no dia do Vem pro Mar!!

Sea Shepherd Brasil busca a defesa do Rio Cubatão do Sul em Santa Catarina

Nos dias 18 e 19 de fevereiro, o Núcleo de Santa Catarina do Instituto Sea Shepherd Brasil deu continuidade à operação de defesa do rio Cubatão do Sul, de onde vem a água que abastece a maior parte dos municípios de Palhoça, São José, Florianópolis e Biguaçu.

A ação, que teve início em setembro do ano passado com o plantio de mudas e a inauguração de uma embaixada na Tda Rafting & Expedições (que atua diretamente no rio), tem como objetivo identificar os problemas e apontar possíveis soluções aos órgãos públicos.  http://seashepherd.org.br/nova-embaixada-catarinense-da-sea-shepherd-e-inaugurada-com-evento-pela-preservacao-do-rio-cubatao/

Neste final de semana, voluntários da Sea Shepherd desceram o rio de bote com apoio técnico da TDA Rafting e identificaram os principais problemas apresentados ao longo do rio, sendo eles: redes de pesca ilegais, ligações clandestinas de esgoto, construções irregulares, lixo e a ausência de mata ciliar por conta das lavouras ou criação de gado.

A equipe também coletou água para análise em laboratório em cinco pontos ao longo do rio, assim como já fez em outros pontos do Estado, a exemplo da Lagoa da Conceição (Florianópolis), onde as análises mostraram níveis preocupantes de poluição. Os resultados devem sair em 15 dias.

. “Não adianta só mostrar os problemas, precisamos ter a consciência que todos somos responsáveis pelo rio Cubatão do Sul, e que precisamos buscar juntos as soluções. População, IBAMA e prefeituras. Não podemos deixar esse rio morrer.”, enfatizou o coordenador do núcleo catarinense, Hugo Malagoli.

As matas ciliares são protegidas pelos principais atos jurídicos do novo Código Florestal (Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012), sendo conceituadas como “área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem estar das populações humanas” (art. 3.º, II, da lei 12.651/2012).

Segunda edição da feira: O Mundo Vegano

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Voluntários da Sea Shepherd Núcleo do Parana estiveram presentes neste Sabado 07/05/2016 na 2ª Edição da Feira “O Mundo Vegano”.

Esta feira tem o proposito de reunir produtores artesanais de cosméticos , produtos de higiene e  culinária Vegana e vem atraindo cada vez mais adeptos a uma alimentação saudável  e um estilo de vida sem sacrificar animais. 

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Durante a feira voluntários da Sea Shepherd trocaram ideias e informações com o publico e demais expositores sobre a biodiversidade Marinha e sobre o trabalho realizado pela Ong aqui no Brasil.
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A Sea Shepherd  esteve presente com seu stand na 2ª Edição da Feira “O Mundo Vegano” dando  informações sobre a Ong e angariando fundos com a venda de camisetas e outros acessórios exclusivos Sea Shepherd.
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Diversas pessoas, de todas as idades, pararam no stand Sea Shepherd para um bate papo descontraído e para saber mais sobre a Ong.
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Voluntários da Sea Shepherd, montaram o Stand bem na entrada da feira, e foi assim que receberam  todos que por  ali passavam, dispostos a dar informações com um bate papo descontraído.

Especulação em área de preservação é motivo de protestos com participação da Sea Shepherd em Itajaí

O Canto do Morcego, um dos últimos locais onde ainda se pode encontrar restinga sem edificações na região de Itajaí e Balneário Camboriú, em Santa Catarina, foi palco de um abraço simbólico com cerca de 500 pessoas ao longo de 1,5 km de praia neste domingo (01).

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O objetivo do evento foi mostrar o descontentamento da população local com as tentativas sucessivas de construtoras em edificar na área que ainda guarda remanescentes de ecossistemas da Mata Atlântica e da paisagem que não se enxerga nas redondezas.

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Com apoio do núcleo catarinense do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), a ação foi organizada pela Unibrava, Socioambientar, Associação de Surfe Praia de Itajaí, Associação de Bodyboard de Itajaí e Associação de Skate de Itajaí.

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O evento contou, além do abraço, com aulas de yoga, muay thai, roda de conversa, escalada, sling dance, show de reggae, e limpeza da praia.

Durante a limpeza, voluntários do ISSB constaram uma enorme quantidade de bitucas de cigarro na areia, provável resultado das festas que acontecem nos bares que ocupam o Canto do Morcego.

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O ato foi organizado após uma decisão, no início de abril, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina que permitiria novas construções no local. A ação julgada pelo TJSC era referente ao questionamento de cinco entidades locais em relação à legalidade de um processo de alteração de zoneamento, favorável à construção civil, que ocorreu em 2012 na Câmara Municipal de Vereadores. Entretanto, o Plano Diretor vigente, de 2007, estabelece que o Canto do Morcego é uma ‘Macrozona de Proteção Ambiental’.

A Associação dos Proprietários da Praia Brava (Aprobrava) entrou com recurso, e por enquanto, as construções não podem ser iniciadas.

Há décadas sendo alvo de intensa pressão do violento setor imobiliário da região, o canto norte da Praia Brava é um refúgio para aqueles que desejam um pouco de paz em meio à conturbada vida urbana entre o badalado balneário de Camboriú e a região portuária de Itajaí.

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A população que defende a área do Canto do Morcego vem lutando há muitos anos pela sua preservação, inclusive já conseguiu através de Ações Civis Públicas que os bares que antes costeavam a praia desocupassem a restinga. Porém, ao contrário do determinado nas ações, os bares apenas mudaram de local, ocupando outra área de restinga logo após a rua.

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Além das ações contra a especulação imobiliária, a população está sugerindo a criação de um Parque Natural no Canto do Morcego. A proposta ainda não está formalizada, porém, deve começar a ser construída nos próximos meses.

Voluntários do núcleo catarinense do Instituto Sea Shepherd oferecem aula para crianças de escola pública

Nesta quinta-feira (29), voluntários do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) em Santa Catarina realizaram a primeira de uma série de aulas com crianças da Escola de Educação Básica Januária Teixeira da Rocha, na praia do Campeche, em Florianópolis.

O objetivo do grupo é formar pequenos Guardiões do Mar, explicou Luiz Antonio Tamburo Faraoni, coordenador do núcleo catarinense da ISSB, que participou da ação com mais três voluntárias, Rafaela Scaringella, Ana Carolina Grillo e Yasmim Yonekura.IMG_9760 SS

“Inicialmente, falamos sobre o ISSB e explicamos o que é uma ONG. Então falamos sobre os animais do fundo do mar e passamos um vídeo”, comentou Faraoni completando que a escola fica há cerca de 10 minutos de caminhada da praia, atravessando uma trilha pela restinga, o que propicia uma série de oportunidades de sensibilização sobre os ambientes costeiros.

As aulas serão realizadas uma tarde por semana, a princípio até o final do ano, com atividades em sala e na praia.

O Instituto Larus é um importante parceiro do projeto, fornecendo vídeos educativos de alta qualidade sobre o ambiente marinho, filmados principalmente nas águas do entorno da Ilha de Santa Catarina, como a Reserva Marinha Biológica do Arvoredo e a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca.

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A iniciativa do grupo de voluntários surgiu da vontade de levar conhecimento para a comunidade sobre problemas que cercam o ambiente marinho de uma forma lúdica e didática.

A escolha do público infantil para iniciar as atividades de conscientização se deu devido à maior abertura deste grupo a novas experiências e ao sucesso do contato estabelecido com a escola, que demonstrou interesse imediato.

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“Além da parceria que precisamos e devemos ter enquanto escola pública, o contato com o Sea Shepherd abre a possibilidade de encaminharmos de maneira mais sistemática os nossos projetos na área de sustentabilidade”, comentou o diretor da escola Abrão Iuskow.

A Ilha de Santa Catarina é um local extremamente favorecido em termos de diversidade de ecossistemas costeiros da Mata Atlântica, como a floresta ombrófila densa, manguezais e restingas, além de uma série de ambientes marinhos ricos em biodiversidade, como os costões rochosos e recifes calcáreos (bancos de rodolitos).

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Porém, a Ilha também é cercada de conflitos, como a falta de saneamento básico, taxas baixíssimas de coleta seletiva de resíduos, ocupação de áreas de preservação permanente, entre outros.

A sensibilização da população em relação a estes problemas é vista como uma das formas eficazes de tentar minimizá-los e preservar o que restou da biodiversidade catarinense.

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O núcleo catarinense do ISSB vem trabalhando nesta e em outras linhas, como a realização de campanhas para a destinação correta de resíduos, análises de qualidade da água (já foram realizadas duas campanhas na Lagoa da Conceição) e ações em defesa dos botos de Laguna e em favor da observação de baleias em terra – em contraposição ao turismo embarcado que se mostrou danoso aos cetáceos no litoral catarinense.

A ONG também está se engajando contra a especulação imobiliária e participará no domingo (01) de uma ação no Canto do Morcego da Praia Brava, em Itajaí.