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CASO AUSTRÁLIA VERSUS JAPÃO É TEMA DE SIMULAÇÃO EM BRASÍLIA (DF)

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Por: Igor Ramos, voluntário ISSB Fotos: Igor Ramos, voluntário ISSB

Iniciou-se no dia 30 de Junho em Brasília a Simulação das Nações Unidas para Secundarístas - Sinus - promovida pelo Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB). Aos alunos são dados temas e os mesmos simulam fóruns multilaterais, como órgãos da ONU, e Cortes Internacionais. Neste ano, o tema escolhido para a Corte Internacional de Justiça foi o caso Austrália versus Japão.

Alunos durante a seção
Alunos durante a seção

A Sinus - simulação que preza pela responsabilidade social, ambiental e cultural - abordou aspectos desde questões ambientais até questões sociais. "Durante os debates foi possível perceber um grande engajamento por parte dos alunos e muitos argumentos pelos quais não esperávamos, discussões acaloradas aconteceram constantemente” completaram os professores conselheiros: Joana Soares, Alexandra Leon e Rafael Monteiro. Com o tema em mãos, Elisa Morais partiu em busca de informações para o debate. “Não foi fácil encontrar argumentos, pois o caso ainda é pouco comentado pela mídia nacional” comentou a aluna.

Simulação: Comissão da Corte Internacional de Justiça
Simulação: Comissão da Corte Internacional de Justiça

Quando questionada em relação ao seu posicionamento pessoal, Amanda Monici disse: “não tinha conhecimento da caça ilegal, e somente após pesquisar percebi o quão absurdo é essa caça. Procurei encontrar justificativas para ao menos entender o lado Japonês, mas o principal argumento - de que se trata de caça por cultura - não é válido; temos que lembrar de que as culturas mudam, assim como a sociedade, que definitivamente não é a mesma de pouco menos de duas décadas, quando o projeto Jarpa foi criado.” “Me senti ativista durante os debates”, brinca a aluna.

Professores conselheiros e alunos juízes posam com a bandeira da Sea Shepherd
Professores conselheiros e alunos juízes posam com a bandeira da Sea Shepherd

Durante o debate o tom de seriedade prevaleceu, e mesmo após o encerramento da seção, os mesmos continuaram a discussão e acabaram envolvendo colegas que nem parte do comitê eram. A simulação, que serve como modelo para demais iniciativas, conseguiu conscientizar tanto os alunos juízes quanto seus colegas e familiares. “Conheci a Sea Shepherd e vi que ela é mais do que legitima e esse é apenas um caso que chegou à corte, temos que lembrar que existem muitos outros casos tão cruéis quanto esse ao redor do mundo que devem ser parados assim como o Japão foi” complementa Elisa Morais

Simulações como essa trazem ao ambiente acadêmico o assunto e possibilitam aos alunos debaterem um tema de grande importância. “Com certeza não sou a mesma antes e depois do debate; achei que era uma coisa muito superficial, mas percebi que é o oposto, há muito o que aprendermos e o que me espantou foi o fato de eu nunca ter escutado sobre o assunto antes, acho que devia ser mais discutido”, conclui Elisa Morais A simulação terminou com a condenação similar à Corte Internacional real; o Japão foi condenado e o projeto Jarpa foi suspenso. A sentença da simulação, bem como um resumo da mesma encontram-se em anexo para futuros exemplos.

Este texto faz parte do arquivo histórico da Sea Shepherd Brasil.

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