Yushin Maru 2 é recebido com protestos na Indonésia
A Organização Jacarta Animal Aid, da Indonésia, foi ao porto de Surabaya liderar os protestos contra o Yushin Maru 2.
Eles tiveram uma reunião com as autoridades portuárias e relataram que os trabalhos no navio Yushin Maru 2 não começaram e não irão começar até que uma carta de garantia seja fornecida pelo governo japonês tornando claro que a Indonésia não será responsável pelo que possa acontecer ao navio. Eles também estão organizando uma manifestação em frente a embaixada japonesa.
Precisamos prolongar o atraso nas reparações do Yushin Maru 2 durante tanto tempo quanto possível. Sea Shepherd ofereceu uma recompensa $ 10 mil dólares para quem possa impedir, de forma não violenta, o navio de partir do porto de Surabaya pelo período de duração da temporada de caça as baleias deste ano.
Quanto mais tempo pudermos manter o Yushin Maru N º 2 a distância do Oceano Austral, Santuário das Baleias, maior será o impacto sobre seus lucros. O resto da frota baleeira está operando no lado leste da área de caça a meio caminho entre a Nova Zelândia e o Chile.
O navio Steve Irwin chegará em Hobart, em 17 janeiro de reabastecer.
“Temos demonstrado que os baleeiros podem ser fisicamente parados”, disse o Capitão Paul Watson. “Se tivéssemos apenas mais um navio, poderíamos detê-los em 90% e deixá-los totalmente falidos. Estamos fazendo o melhor que podemos com os recursos que dispomos. Com mais apoio, poderíamos ganhar esta guerra e salvar as baleias.”
À Sea Shepherd Conservation Society foi concedido acesso aos portos australianos apesar das demandas do governo japonês que solicitou que não fosse permitido a Sea Shepherd reabastecer na Austrália. Ao contrário da frota baleeira, o navio da Sea Shepherd não tem sido acusado de qualquer crime, pelo que não seria justa a proibição. A frota baleeira por outro lado é impedida de aportar na Austrália e Nova Zelândia. Estamos agora trabalhando para que sejam proibidos também de entrar nos portos da Indonésia por causa de suas atividades ilegais.
Este texto faz parte do arquivo histórico da Sea Shepherd Brasil.




