Capitão Paul Watson chega ao “Tapete Preto”

Quarta-feira, 20 de abril de 2011.
Um Ano de Crimes sem Punição

Comentário do Capitão Paul Watson

Na noite de 20 de abril participei da “Harmony for Health’s Unity”, no evento beneficente para o Golfo em Nova Orleans. Ele se destina a arrecadar dinheiro para as vítimas dos crimes da British Petroleum (BP) que ocorreram desde o irresponsável e terrivelmente destrutivo derramamento de petróleo exatamente um ano atrás.

Ele foi considerado um evento de “Tapete Preto”, e contou com celebridades como Brad Pitt, Kevin Costner, Daryl Hannah, Tab Benoit, Anderson Cooper, James Carville e representantes de organizações pela defesa do meio ambiente como eu, mas para ser honesto fui convidado por ser astro de uma popular série de televisão (Whale Wars), e isso é considerado pela maioria das pessoas como sendo mais importante do que ser um ativista.

Eu falei durante o evento, que é patrocinado pelo Sierra Club, NRDC, WWOZ New Orleans, AREDAY e Stuart Smith. Foi uma oportunidade para a Sea Shepherd falar sobre as consequências desse desastre sobre a biodiversidade marinha no Golfo do México.

Foto: Gregg Swayze
Foto: Gregg Swayze

O que aconteceu no Golfo nos últimos 365 dias é um escândalo, um crime horrendo e uma perturbadora declaração das companhias petrolíferas de que podem fazer o que quiserem, quando quiserem, com quem quiserem sem nenhuma preocupação de sofrerem consequências sérias.

Após um ano, a BP está acumulando lucros recordes a fazendo muito pouco para cuidar dos danos que causou. Ao invés disso, está deixando o trabalho pesado para organizações não governamentais e para o governo local.

A administração Obama, tendo sido comprada pela BP, se rendeu à indústria do petróleo e continua emitindo licenças no Golfo para extração de petróleo, incluindo para a organização criminosa que causou uma série de derramamentos chamada BP.

Golfinhos, baleias, tartarugas marinhas, aves marinhas, milhões de peixes, bilhões de invertebrados foram envenenados e estão ou morrendo ou já morreram. O petróleo e os traiçoeiros dispersantes que a BP jogou sobre o Golfo somam um massivo e letal golpe no ecossistema do Golfo do México.

Ainda assim os assassinos, esses monstros de ganância e arrogância continuam com seus crimes. Por que? Porque nossas sociedades globais estão viciadas nessa droga negra tóxica chamada “petróleo”.

Todos somos culpados. Nós somos todos viciados e os traficantes são as companhias petrolíferas.

Eu não quero soar mais santo que tí com esse comentário. A Sea Shepherd queima diesel e usamos lubrificantes e óleos hidráulicos. Meu nome é Paul Watson e eu sou um viciado em petróleo e como tal, eu desesperadamente busco meios de me livrar dessa droga.

Infelizmente, baleeiros, caçadores de focar e de tubarões e outros pescadores predatórios usam petróleo para matar, nos forçando a usar petróleo para salvar, mas continuamos viciados ainda assim.

Nós acreditamos que vivemos em uma democracia mas na prática vivemos em uma oligarquia “petroleocrática”, isso significa um governo nas companhias petrolíferas dirigido pelas companhias petrolíferas para as companhias petrolíferas.

Isso não é nada novo. Começou com a política do óleo de baleia no século 19 e chegou até a gerar proibições quando, em 1917, as companhias do óleo perceberam que os agricultores podiam gerar seu próprio combustível a partir de maçãs.

Apesar do aquecimento global e mudança climática, a perfuração pelo petróleo continuará e quando as reservas forem exauridas e áreas não protegidas, os Parques Nacionais, áreas costeiras e Patrimônios da Humanidade ao redor do mundo serão atacados.

O petróleo alimentou guerras, conflitos civis e catástrofes ecológicas, e continuará a fazer o mesmo. Companhias petrolíferas continuarão a aniquilar a vida selvagem e ecossistemas naturais intocados com impunidade porque o petróleo é a graxa que manipula e controla políticos por todo o mundo.

O Presidente dos Estados Unidos serve às companhias petrolíferas primeiro, ao povo em segundo e ao meio ambiente por último. Assim como os líderes de cada nação no planeta.

Todos os presidentes e primeiros ministros, senadores, parlamentares e congressistas são subservientes as demandas do lixo preto e tóxico.

Pelo menos Donald Trump tem a honestidade de dizer que as guerras Americanas atuais são lutadas pelo petróleo com direitos humanos e democracia usadas como máscara para nossa ganância.

É o petróleo que alimenta o perigoso crescimento populacional. É o petróleo que alimenta as máquinas de guerra modernas. É o petróleo que o canceroso crescimento urbano que espalha rodovias de asfalto ao redor do mundo. É o petróleo que está enchendo nossos oceanos de plástico, e é o petróleo de derramamentos que traz morte para milhões de criaturas nesse planeta.

Nossa dependência de petróleo é um vício altamente tóxico, sujo e letal e está destruindo a vida e ameaçando o futuro da vida na Terra mais do que qualquer outra substância.

Petróleo é morte. E o que fazemos sobre isso?

Nós precisamos de alternativas. Nós precisamos encontrar meios de diminuir o crescimento populacional e diminuir o consumo de recursos. Nós precisamos banir o plástico. Nós precisamos restringir o uso de petróleo para todos os propósitos a não ser para os serviços absolutamente necessários. Nós precisamos utilizar energias alternativas para o transporte.

Acima de tudo, o que precisamos é uma nova visão. Eu acredito que a paixão, coragem e imaginação são a chave para destrancarmos o impossível. Nós só precisamos encontrar a força de vontade e a motivação para encontrarmos as respostas.

Traduzido por Marcelo C. R. Melo, voluntário do ISSB.

A matança começou nas Ilhas Faroé

news_110408_1_3_Slaughter_has_begun_0070Os carniceiros bárbaros do Protetorado dinamarquês das Ilhas Faroé começaram sua matança medonha mais cedo este ano, com o sangrento abate de 60 baleias-piloto indefesas. Em um mundo no qual nações civilizadas ajudam no resgate de baleias encalhadas, o único lugar do planeta que não demonstra nenhuma misericórdia é este grupo de ilhas situadas entre a Escócia e a Islândia.

A Sea Shepherd Conservation Society irá com seus navios para as Ilhas Faroé este ano,  para mais uma vez intervir na defesa das baleias de bandidos que cortam, esfaqueiam e golpeiam socialmente estas criaturas complexas, lindas e sensíveis.

Todavia, nem todos das Ilhas Faroé são impiedosos. Algumas poucas almas bravas estão falando em oposição aos seus sádicos compatriotas, e um de nossos adeptos nas Ilhas Faroé enviou-nos as fotos desta atualização nesta manhã. A pessoa que enviou as fotos comentou: “Eu desejo que a Sea Shepherd esteja aqui. A matança não foi rápida e algumas baleias levaram de um a dois minutos para morrer… terrível de ver”.

news_110408_1_2_Slaughter_has_begun_0069A Sea Shepherd foi às Ilhas Faroé no passado, mas desta vez nós retornaremos mais fortes, melhor equipados, e mais experientes, e nós agora estamos com uma tecnologia que irá servir bem às baleias neste ano. Entretanto, até que nossos navios possam chegar nas costas encharcadas de sangue das Ilhas Faroé, os carniceiros terão um livre reinado para atormentar e infligir um vicioso massacre em famílias inteiras de dóceis e maravilhosos cetáceos.

As Ilhas Faroé recebem todas os benefícios da União Europeia, mas se consideram isentos das leis da União Europeia. A matança às baleias-piloto é uma violação da Convenção de Berna. A Islândia não pode entrar na União Europeia até que parem de matar baleias, enquanto às Ilhas Faroé é dada uma isenção pela Dinamarca. A Sea Shepherd Conservation Society tem unido forças com a Fundação Brigitte Bardot, na Europa, para colocar as Ilhas Faroé dentro das submissões das leis da Europa.

Neste verão, a Sea Shepherd estará nas águas das Ilhas Faroé. Nós estaremos nas praias e estaremos no ar. Nós seremos ativos na Dinamarca e pretendemos criar uma controvérsia que irá ser divulgada ao redor do mundo. Pretendemos dar fim à essa carnificina ilegal.

news_110408_1_4_Slaughter_has_begun_0072Nas Ilhas Faroé há pessoas gentis e inteligentes que tiveram que engolir a vergonha deste massacre por anos, que têm tido medo de falar devido à ameaça dos covardes que torturam e matam as baleias. Esta é a hora de confrontar estes covardes e esta é a hora de retornar às praias obscenamente sangrentas das Ilhas Faroé para enfrentar esses bandidos, que se deleitam gabando-se em como “Deus” deu-lhes a “função” ou o “direito” de nadar no sangue das baleias, rasgar os fetos dos corpos de suas mães e cortar, esfaquear, e golpear estas magníficas e gentis criaturas até a morte. Eles chamam sua matança de “presente de Deus”.

O único problema é que o único Deus que poderia tolerar tal horror é Satanás, e as Ilhas Faroé parecem servir ao seu Deus do mal, com todas as devoções assassinas de seitas que têm anulado a decência comum e misericórdia em nome de uma bárbara tradição que não tem lugar no século 21, nem lugar em uma sociedade civilizada, e certamente não tem lugar na União Europeia.

Traduzido por Bruna Vieira, voluntária do ISSB.

Mensagem de agradecimento do Capitão Paul Watson

Obrigado.
Nós fizemos isso!

Capitão Paul Watson em mensagem de agradecimento

Capitão Paul Watson em mensagem de agradecimento

De uma perspectiva de médio e longo prazo, o Japão deveria aprimorar a sua proteção dos recursos marinhos cumprindo as normas internacionais. O Japão vem sofrendo crescentes críticas da comunidade internacional, não só devido ao seu programa de caça, mas também devido à pesca do atum. Para evitar críticas injustificáveis do exterior, o Japão deve melhorar toda a sua política em matéria de proteção dos recursos marinhos.

Jornal The Mainichi
19 de fevereiro de 2011
 
Hoje nós celebramos com vocês uma vitória para os oceanos! A Sea Shepherd mudou o curso e provocou um debate no Japão sobre a caça às baleias.

Cinco anos atrás, o cidadão médio japonês dava pouca atenção ao programa de caça do Japão no Oceano Antártico. Nem pensava muito sobre a matança de golfinhos em Taiji ou o fato de que a demanda japonesa de atum-azul levou esta espécie à beira da extinção.

A Sea Shepherd mudou tudo isso através de anos de paciência, foco e determinação, em ações para defender as espécies marinhas, do plâncton às grandes baleias.

Nossa abordagem é única. Agressiva, mas sem causar danos físicos aos nossos adversários. Eficaz, sem infringir a lei. Nós cumprimos a lei. E nesta última campanha antártica, 2010-2011, nós demonstramos que o nosso ativismo funciona.

Na campanha antártica de 2010-2011, conduzimos a frota baleeira japonesa para fora do Santuário de Baleias do Oceano Antártico. Eles estão a caminho de casa!

Mas não fizemos isso sozinhos. Nós fizemos isso com você! A Sea Shepherd é mais do que os navios e tripulantes que os operam.

Sim, a equipe é importante – homens e mulheres de todo o mundo, de todos os estilos de vida, que oferecem seu tempo e habilidades e arriscam suas vidas para defender a vida nos mares. Eles são, naturalmente, um motivo muito importante para o sucesso de nossas missões. Eles são as pessoas que confrontam diretamente com os assassinos em alto mar. É a paixão deles que faz com que a Sea Shepherd seja o que é.

A tripulação a bordo dos navios não poderia funcionar sem a nossa equipe em terra, que compõe o nosso pessoal de escritório e nossos muitos voluntários em terra. Nossa tripulação em terra é tão importante quanto aqueles que vão para o mar. Eles fazem orçamentos, respondem telefonemas, processam doações, conduzem investigações jurídicas, respondem às perguntas da mídia, criam produtos, organizam benefícios como vendas e leilões de arte, preparam informações, preparam os navios no porto, solicitam doações de alimentos e serviços para os navios – e muito mais.

Mas, a fundação do que nós somos e o que fazemos está firmemente sobre os ombros dos nossos apoiadores de todo o mundo. Seu apoio financeiro coloca em nossas mãos os recursos para alimentar o nosso grupo, colocam gasolina no tanque, pintam nosso casco, mantém nossos motores em funcionamento, e nossa segurança e os requisitos de navegação em dia.

É essa trindade da tripulação do mar, da tripulação em terra e da equipe de apoio financeiro que mantém a Sea Shepherd no mar e mantem os arpoadores longe das baleias, as clavas longe das focas, os espinhéis e as redes longe dos peixes, tartarugas e tubarões, e as facas longe dos golfinhos.

A Sea Shepherd é de todos nós, que nos preocupamos com nossos oceanos e estamos dispostos a levantar e AGIR, de qualquer maneira que somos capazes, em defesa da diversidade maravilhosa e frágil da vida nos oceanos.

Somos todos pastores do mar, e os que não são, deveriam ser, porque a dura realidade é que se nossos oceanos morrerem, nós morremos! Juntos podemos lutar não apenas pelas baleias, tubarões, focas, aves marinhas, tartarugas, peixes; juntos, lutamos pela nossa própria sobrevivência.

Juntos somos uma força do bem, uma força de mudança, uma força para a sanidade ecológica e uma força a ser reconhecida!

Ficaremos muito honrados se você permanecer conosco, pois em breve enfrentaremos batalhas em outras frentes – a pesca excessiva de atum-azul no Mediterrâneo, o abate de baleias-piloto nas Ilhas Faroe, a matança de golfinhos em Taiji, a caça furtiva em Galápagos, e muito mais.

Para todos os Pastores do Mar, que tornaram possível para nós conduzirmos os assassinos de baleias para fora do Santuário de Baleias do Oceano Antártico, eu acho que posso falar por todos os cidadãos do mar ao dizer “Obrigado”.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do ISSB.

DIA da VITÓRIA para as baleias no Oceano Antártico

Capitão Paul Watson e Malcolm Holland atendem ligações após o anúncio ser feito (Foto: Barbara Veiga)

Capitão Paul Watson e Malcolm Holland atendem ligações após o anúncio ser feito (Foto: Barbara Veiga)

É oficial – A frota baleeira japonesa está deixando o Oceano Antártico. Pelo menos por esta temporada. Se eles retornarem na próxima temporada, a Sea Shepherd Conservation Society estará pronta para retomar os nossos esforços para obstruir e desativar as operações baleeiras japonesas.
 
“O Nisshin Maru fez uma mudança de rumo significativa imediatamente após o governo japonês tornar oficial que a frota baleeira foi chamada de volta”, disse o Capitão do Bob Barker, Alex Cornelissen. “Parece que eles estão indo para casa!”
 
O navio da Sea Shepherd, Bob Barker, estava perseguindo o navio-fábrica japonês Nisshin Maru desde 09 de fevereiro, o que torna impossível para os baleeiros continuarem suas operações de caça.
 
“Tenho uma equipe de 88 pessoas muito felizes, de 23 nações diferentes, incluindo o Japão, e eles estão absolutamente encantados que os baleeiros estão indo para casa, e o Santuário de Baleias do Oceano Austral é agora, de fato, um santuário real”, disse o Capitão Paul Watson. 

O piloto Chris Aultman e o voluntário Mark Cullivan em um abraço emocionado (Foto: Barbara Veiga)
O piloto Chris Aultman e o voluntário Mark Cullivan em um abraço emocionado (Foto: Barbara Veiga)

Os navios da Sea Shepherd, Steve Irwin, Bob Barker e Gojira, permanecerão no Oceano Antártico para escoltar os navios japoneses para o norte. “Nós não vamos deixar o santuário de baleias até o último navio baleeiro partir”, disse o capitão do Gojira, Locky MacLean.
 
“Esta é uma grande vitória para as baleias”, disse o Capitão Paul Watson. “Mas nós não fizemos isso sozinhos. Sem o apoio do povo da Austrália e da Nova Zelândia, não teríamos sido capazes de organizar estas viagens por sete temporadas, dos portos da Austrália e da Nova Zelândia. Somos gratos ao senador Bob Brown e ao Partido Verde australiano. Somos muito gratos ao senhor Bob Barker, por nos dar o navio que forçou a frota japonesa a deixar essas águas. Somos gratos a todos os voluntários e nossos membros de apoio. Somos gratos à Marinha do Chile e ao governo da França por seu apoio. É um dia muito feliz para todos os povos que amam as baleias e os oceanos”.
 
É oficial – a matança de baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico acabou por esta temporada, e os baleeiros não atingiram nem 10% da sua quota. A Sea Shepherd estima que mais de 900 baleias foram salvas este ano.
 
“É um grande dia para as baleias”, afirmou a Chefe de Cozinha da Sea Shepherd no Steve Irwin, Laura Dakin, de Canberra, na Austrália. “E é um grande dia para a humanidade!”.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do ISSB.

Baleeiros pararam de correr para leste e estão voltando para oeste

Quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011. 

O Steve Irwin rumo ao Mar de Ross (Foto: Barbara Veiga)

O Steve Irwin rumo ao Mar de Ross (Foto: Barbara Veiga)

Após se dirigir para leste na velocidade máxima por 2.000 milhas náuticas, e antes de entrar na Passagem de Drake, no Oceano Austral, o navio-fábrica de caça ilegal japonês, Nisshin Maru, fez recentemente uma completa inversão de marcha e agora se dirige de volta para oeste, o caminho que percorreu durante a semana passada. O Primeiro Oficial do Bob Barker, Peter Hammarstedt, da Suécia, informou que os caçadores de baleias agiram repentinamente, uma vez que alcançaram a posição de 64 graus e 4 minutos ao sul e 074 graus e 10 minutos a oeste, às 17h00 (tempo médio de Greenwich). Os baleeiros também diminuiram sua velocidade e se dirigem para oeste a 11 nós, abaixo da velocidade de 14 nós em que viajavam quando seguiram para leste.

A virada poderia significar duas coisas. Primeiro, eles podem estar fazendo um grande círculo na rota de volta ao Japão, ou, em segundo lugar, podem estar retornando ao recinto de caça às baleias no Mar de Ross, onde os três navios arpoadores japoneses poderiam estar à espera para continuar o seu abate ilegal de baleias.

Os relatos do Japão de que a Agência de Pesca Japonesa suspendeu a caça não especificaram por quanto tempo a suspensão vai durar. Pode ser permanente, durante esta temporada, por duas semanas, ou por poucos dias. Os três navios da Sea Shepherd, Steve Irwin, Bob Barker, e Gojira, permanecerão no Oceano Antártico, até as embarcações baleeiras partirem.

“A Agência de Pesca Japonesa não teve escolha senão suspender as operações de caça às baleias. A Sea Shepherd já forçou a suspensão das operações, bloqueando todas as operações de caça desde o dia 09 de fevereiro, e bloqueou cerca de 75% de todas as operações de caça no mês de janeiro”, disse o Capitão Paul Watson. “Nós não permitiremos que os baleeiros japoneses matem outra baleia aqui no Santuário de Baleias do Oceano Austral”.

O Capitão Alex Cornelissen, do Bob Barker, está em contato com a Marinha chilena para relatar os movimentos do navio baleeiro para o Chile. O governo chileno está monitorando de perto os movimentos do Nisshin Maru, e deixou claro que os baleeiros japoneses que caçam e transportam carne de baleia entrarem nas águas chilenas serão declarados como embarcações ilegais. Por enquanto, o Steve Irwin e o Gojira permanecerão no no Mar de Ross para aguardar os movimentos dos baleeiros.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do ISSB.